Notas iniciais
Esse capítulo começa a ficar mais interessante. Vocęs acham que a ligação tem alguma coisa haver com o garoto correndo?

No dia seguinte fui andando e não para estalkea — lo, eu queria testar sua teoria de que o mundo antes das pessoas acordarem e começarem a estragá — lo é mais bonito logo de manhã cedo. Ele tem razão e nunca imaginei ver a cidade tão calma e parecendo tão... E sou empurrada de encontro a calçada. Olhando para frente só vi um Garoto de cabelo preto correndo e sumindo a na curva. Uma pessoa que passava me ajudou a levantar mas não antes de olhar meu pulso e ter certeza que eu não era um deles e mais uma vez preciso de ajuda para ficar em pé.

Na escola enquanto eu e Ed conversávamos eu decidi contar que seguira sua dica de vir andando até aqui e que fui atropelada por um garoto e perguntar se isso era normal de manhã mas não deu tempo por que o telefone dele tocou nesse momento.

— Alô? Oi, o que foi... calma... eu estou na escola, agora não posso...não,não...ta, já vou me espera....eu sei,tchau.

— Tudo bem?

— Sim, só tive um problema em casa,preciso ir. Podemos continuar conversando amanhã?

— Ta bem

— Desculpa te largar assim.

— Tudo bem, vai logo não deixa eles esperando.

— TCHAU — gritou quando saiu correndo.

— TCHAU

Ok, de volta aos meu recreios que passo sozinha e continuei sentada no mesmo lugar de ontem com meus pensamentos até uma garota ruiva os interromper.

— por que está aqui sozinha?

— Meu amigo — Será que posso chamá-lo assim?- ele teve que ir embora.

— normal, o Ed sempre some, você acostuma.

— Isso é normal?

— É, ele é estranho como todo mundo aqui, normal.

— Ah.

— A proposito me chamo Ster.

— Prazer, Haiden.

— É, ouvi falar de você por isso achei estranho estar sozinha.

Essa eu não esperava, conheci alguém por estar sozinha.

— err, quer sentar?

— Achei que não ia convidar.

— hã...

— Mas fala, o que você tem para estar aqui?

— Magia, eu acho.

— Acha, que estranho mas bem vinda ao clube então.

— E você?- Falei olhando para sua pulseira verde,nível 3.

— Minha habilidade é interessante, eu consigo saber o que as pessoas vão fazer só por suas ações.

— Como assim?

-hum, ta vendo aquelas garotas ali?- Ela apontou para um grupo sentado mais a frente — a da esquerda vai se levantar e ir embora.

Alguns minutos depois vimos ela pedindo licença as amigas e se levantando.

— Como vo...como você fez isso?

— Em outra palavras sou ótima observadora, eu vi ela desconfortável no grupo quando passei por elas. Assim como sabia que era o Ed que estava aqui com você sem ter me dito.

— Você pode ter me visto.

— Como se cheguei hoje e você está aqui desde ontem?

-Hã...

— Também tenho ótimas fontes.

— Devo ter medo de você?

— Eu que pergunto.E o que você sabe fazer?

— Eu parei um ônibus.

— Super força?

— Não, é algo que usa minha energia para...

— Para?

Eu não havia parado para pensar mas ainda não sabia como havia feito aquilo.

— Não sei como fiz aquilo, foi inconsciente.

— Então esticou as mão e parou o ônibus?

— Não, foi mais como pensei que ia morrer e quis poder ter morrido tendo feito algo sem ser apenas mais uma que só passou pela vida. Foi algo assim que pensei.

De repente ela se levantou e se virou para mim:- É você. — Sorriu e virou as costas e foi embora.

— Estranho.

Aquela última semana de março passou sem mais bizzarices mas também foi solitária, Ed não apareceu naqueles últimos dias. O fim de semana eu simplesmente passei em branco só pensando no que a garota estranha disse e no que poderia ter acontecido com Ed. E assim a semana de treinos (provas) começou e eu nem fazia idéia do que me aguardava.