Quem Nós Somos?

14 K - Jantar em família?


Notas iniciais
A música do início do capítulo escolhi pra ser a música deles ^^

"Faz muito tempo, mas eu me lembro, você implicava comigo
Mas hoje eu penso que tanto tempo me deixou muito mais calmo

O meu comportamento egoísta, o seu temperamento difícil
Você me achava muito esquisito, e eu te achava tão chata!

Mas tudo que acontece na vida tem um momento e um destino.
Viver é uma arte, é um ofício, só que precisa cuidado...

Pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício,

O teu amor pode estar do seu lado"

Do seu lado — Nando Reis

Por Kile Woodwork

Chegamos de viagem há uma semana praticamente. Eadlyn e eu não nos vimos mais do que alguns minutos durante o dia, mais precisamente, no horário das refeições. A universidade estava prestes a entrar por 4 semanas em recesso, e por isso precisamos nos adiantar nas disciplinas. Todos os dias era alguma prova, algum trabalho. Extremamente cansativo, até para mim que gostava de estudar. Tudo isso cuminou em que Eadlyn e eu estávamos de férias um do outro, e isso me deixou de certa forma alíviado. Minha rotina normal, estudar, faculdade, chegar em casa, jogar alguma coisa com o Marcus, ler ou tocar violão e ficar sozinho boa parte do tempo, estava começando a me fazer falta. Eu gosto de rotina, mas agora parece que tudo está caminhando num ritmo muito exaustivo e confuso, o que me incomoda um pouco.

Estou deitado no sofá, lendo o meu livro preferido — que está todo surrado, as folhas já amareladas, mas que já ganhara ele assim. A menina do fim da rua. Gosto desse porque é simples, rápido, muito bom... e porque eu comecei a lê-lo pelas últimas páginas, confesso que estava com preguiça, e a capa e a sinopse também não eram muito convidativas, mas depois de começar, não consegui mais parar. Leio ele, no mínimo, uma vez a cada dois meses. O som de passos vindo em minha direção fizeram eu desgrudar os olhos do livro, e aguardar para ver quem chegara. E era a tia Marlee, com seus cabelos abaixo dos ombros e louros. Ela me fita por alguns segundos, juntando as palmas das mãos uma na outra e abrindo um sorriso animado. Me sento no sofá, e ajeito os óculos no rosto.

— Quer me falar algo? — Pergunto, meio desconfiado. Titia, às vezes, tinha algumas ideias miranolantes.

— Como você sabe?! — Animou-se toda, o seu sorriso se alargando pelo o rosto inteiro, fazendo suas linhas de expressão marcarem mais ainda a sua pele clara. Abro um sorriso também e balanço a cabeça de um lado para o outro.

— Bem... Você está aí, parada na minha frente, com aquele olhar e aquele sorriso. Algo me diz que quer me dizer alguma coisa — falo eu, enquanto observo ela passar uma mão na outra e dar um pulinho.

— Do que está falando? — Indaga — Que sorriso e que olhar? — Ela soltou uma risada. Tia Marlee sabe exatamente do que estou falando. Tio Carter e eu sabíamos que algo estava por vir quando viamos aquela expressão nela.

— Titia... o que está aprontando? — Questiono, meio preocupado. — Espero que não seja nada que me faça passar vergonha, como aquela vez que chamou um daqueles carros com alto-falante pra dar feliz aniversário — estremeço com a lembrança. Todos pararam pra me encarar, foi um dos maiores micos da minha vida inteira, com certeza.

Ela solta uma risada.

— Você tinha que ver a sua carinha — murmura ao se aproximar e apertar minhas bochechas. — Ficou com uma cor muito bonita, você sempre ficou bem de vermelho, desde criança.

Suspiro.

— Está começando a me assustar — falo.

Tia Marlee senta-se ao meu lado.

— Não se preocupe, Kile — ela desliza uma mão pelo o meu cabelo de forma afável. — Você vai ficar feliz com a minha ideia, e espero que você não diga não — diz, seu cenho franzindo-se momentaneamente.

— Depende do que for — murmuro.

— Quero que você convide Eadlyn para jantar aqui hoje — fala, um sorriso abrindo-se novamente.

Por fora, minha expressão é de paisagem, por dentro estou levemente desesperado.

— Por quê? — Pergunto. Titia faz uma careta.

— Ué, porque ela é sua namorada.

— Que que tem?

— Que você ainda não trouxe ela aqui, e somos seus tios, queremos conhecer sua namorada.

— Mas vocês já conhecem a Eadlyn — retruco ao me escorar no sofá e deixar o livro aberto sobre o meu rosto.

— Kile Woodwork — ela fala com aquela voz que eu conhecia muito bem. A voz de "não discuta, já está decidido", — é óbvio que conhecemos ela, somos dindos dela, mas queremos conhecê-la agora como sua namorada.

— Acho que ela está ocupada, as provas finais, sabe como é — falo.

Titia desliza uma mão pela a minha perta e tira o livro do meu rosto.

— Hoje a noite, você, Eadlyn, eu e seu tio. Será maravilhoso. Entendeu? — Mumura, claramente dando um ponto final na conversa.

— Tá — digo, ao suspirar baixinho.

— Ótimo — diz, ao pegar um vaso com plantas e segurá-lo com as duas mãos diante do corpo. Ela analisa a planta e murmura: — Você acha que ela precisa de um solzinho? — Me pergunta.

Dou de ombros.

— Titio disse que não precisa colocar ela no sol — respondo.

— Precisa sim — teimou.

Abro um sorriso. Meus tios não brigavam de verdade, o maior motivo das discuções deles, era porque a tia Marlee era muito teimosa e os dois sempre achavam que estavam certos.

— Claro, você está sempre certa.

— Isso mesmo, mocinho. E endireita essa cara, quando você foi passar o final de semana com America e Maxon, eu não reclamei, agora é a minha vez. Ai, ai, ai — fala, parecendo irritada e dando meia volta e indo em direção à cozinha. Me levanto num salto, e corro para lhe dar um abraço por trás e beijar seu ombro.

— Sabe que você é o amor da minha vida, né, tia? — Falo eu, sendo sincero. Ela vira-se para mim, e puxa a minha cabeça para baixo pra poder me beijar a testa.

— Você é o filho que eu nunca tive — fala, os olhos um pouco embargados. — Amo você e seu tio, muito, muito — ela suspira e me solta. — Mas agora preciso dar início aos preparativos pro jantar de hoje a noite. Aproveita e liga pra Eadlyn pra avisar — e então, ela some pelo o corredor. Faço uma careta entediada.

Subo para o meu quarto, e pego o telefone de dentro da mochila da faculdade. Procuro o nome de Eadlyn na agenda, e inicio a ligação.

Ela atende no último toque.

— Fala — diz ela, a voz baixa.

— Tenho uma missão pra você — digo.

— O quê?

— Jantar hoje a noite com meus tios e comigo.

— Mas hoje é domingo — ela meio que choraminga. — Não é o meu dia de folga de você?

Solto um suspiro.

— Estou tão animado com a ideia quanto você, cherie, mas minha tia não vai sossegar se você não vier aqui.

— Hoje estou ocupada. E está no seu contrato que tenho folga aos domingos.

— Fui ver os seus pais, você está me devendo uma.

Ela bufa do outro lado da linha.

— Você me irrita — murmura.

Sorrio de canto.

— Estou te esperando às oito mais ou menos, não se atrase, mon amour.

— Você não pode ver, mas estou revirando os olhos agora — diz com a voz séria.

Acabo dando uma risada.

— Encantadora como sempre.

— Como sempre. Tchau — diz. Esperei que ela fosse desligar, mas como podia ainda escutar a sua respiração, eu me despeço:

— Até mais tarde, Eadlyn.

A tarde passou de forma rápida. Volta e meia, minha tia vinha perguntar se estava tudo certo para hoje a noite. Eu dizia que sim, e ela me sorria. Tio Carter me abordou com as mãos sujas de terra — assim como suas roupas e seus sapatos -, lá por umas 19:00. Ele coçou a testa, e acabou deixando-a suja também.

— Ei, Kile, sua tia está animada pra hoje, hein — ele fala.

Massageio as têmporas.

— Sim, estou percebendo — respondo, tentando deixar minha voz amena. Titio franze as sobrancelhas.

— Você não está? — Pergunta, ao me encarar.

— Estou — minto, mas sem antes me sentir culpado por isso.

— Nunca imaginei que você namoraria com a Eadlyn, não sabia que ela fazia o seu perfil — e então ele ri.

— Nem eu, tio, nem eu.

— CARTER WOODWORK, POSSO SABER O PORQUÊ DE VOCÊ AINDA ESTAR COM ESSAS ROUPAS IMUNDAS QUANDO A HORA DO JANTAR ESTÁ QUASE CHEGANDO? — Berra a minha tia, caminhando até nós e puxando tio Carter pela a mão em direção ao andar de cima. — Parece criança, Carter, você sabe que temos um jantar em família — resmunga ela. Tio Carter dá risada.

— Me perdoa, vou tomar banho agora, você sabe que quando começo as minhas coisas, acabo perdendo a noção do tempo — ouvi ele dizer antes de estarem longe o suficiente e eu não poder escutar mais nada.

Ealdyn chegou 15 minutos adiantada. Seus lábios estavam com um batom vermelho escuro e opaco, os olhos muito bem maquiados e seu cabelo solto e escuro, lhe davam um ar meio selvagem. Seu vestido é branco e justo na cintura, um decote redondo acentuado — mas nada muito chamativo — e o comprimento indo até uns dois dedos acima do joelho. Essa menina, que com certeza chama atenção de qualquer um, nada parece com a Eadlyn que vi em Londres. Discreta, apagada, tímida. Me pergunto o motivo dela ter mudado a forma de se vestir quando fora visitar seus pais.

O jantar foi, surpreendentemente, agradável. Ela me elogiou quando estávamos sentados à mesa, dizendo que eu escolhi as roupas certas, e estava bonito. Só não sabia dizer se era verdade, ou se para enganar meus tios. Tia Marlee parecia muito satisfeita, ela realmente está feliz em me ver namorando com a sua afilhada. Acho que ela pensa que Eadlyn irá fazer bem pra mim, titia sempre me achou um cara fechado demais. O que não é exatamente verdade, apenas sentia prazer em ficar sozinho comigo mesmo. Tio Carter comentou que nossa amada Marlee acredita que Eadlyn será a pessoa certa pra me tirar do casulo. Tive que me controlar pra não revirar os olhos. Desde quando eu era uma borboleta pra sair de casulos?

Quando terminamos de comer — um strogonoff delícioso -, ficamos conversando um pouco na sala. Ficamos conversando, na verdade, é modo de falar, porque eu mal abri a boca. Meus tios alimentaram a maior parte das conversas, e Eadlyn se limitava a responder, e fazer comentários esporádicos. Porém, ela parecia à vontade, estava acostumada a vir visitá-los.

— Subam pro seu quarto, Kile — meu tio fala, dando-me uma piscadinha marota e maliciosa. Abro um sorrisinho amarelo. — Sua tia e eu vamos arrumar as coisas aqui em baixo, a não ser que queiram nos ajudar.

— Não me importo em ajudar — eu respondo de imediato, minha voz soando mais ou menos como uma súplica.

— Não seja bobo, Kile — minha tia se manifesta. — Sei que vocês devem querer ficar a sós — e então ela sorri, como se estivesse me fazendo um favor.

Eadlyn suspira baixinho, ao olhar para o seu relógio dourado de pulso. Pego sua mão e subo pro meu quarto, quando estávamos sozinhos, nos afastamos um do outro. Ela senta-se na beirada da minha cama, e cruza as pernas.

— Que horas eu vou poder ir embora sem levantar suspeitas? — Questiona.

— Uma hora, ou uma hora e meia.

— Vou sobreviver — murmura.

— Você veio com o seu carro? — Pergunto, ao me deitar na cama, ao seu lado.

Ela faz uma negativa com a cabeça.

— Não, táxi — responde. No mesmo instante, escuto um estrondo vindo do lado de fora da casa. Uma luminosidade azulada invadiu o quarto, e em seguida o som forte de chuva batendo contra o telhado pode ser ouvido. Ela suspira.

— Parece que vai ser uma tempestade daquelas — reflito, ao olhar pela a janela e ir fechar o vidro que até então estava aberto.

— Parece sim — diz, meio entediada. Observo-a enquanto ela levanta-se e caminha pelo o quarto, até encontrar o meu violão. Ela o pega, e senta no único sofá, e toca alguma nota, meio desajeitada, e então tenta mais uma vez. Não reconheci a música, mas ela parecia se esforçar para fazer direito, mas não estava dando certo. Ela acaba dando uma risada, e eu abro um sorriso de lado. — Não sou boa nisso — murmura, ao apontar para o violão no seu colo. — Acho que no piano tenho mais talento, mesmo que ainda assim, seja meio ruim.

— Não dá pra ser boa em tudo, né? — Eu falo, enquanto pego o violão dela e me sento na cama, em sua frente. — Vou te ensinar como se faz direito — e então pisco. Eadlyn bufa, e gesticula para que eu começasse logo. Abaixo a cabeça para esconder o meu sorriso. Mais impaciente que ela... só eu mesmo. Começo os acordes lentamente, conforme a música ia avançando, comecei a me sentir relaxado, e o sorriso que abri era de prazer. Como eu amava tocar. Quando comecei a cantar, fechei os meus olhos, queria fingir que estava sozinho, era mais fácil assim.

Bury all your secrets in my skin. Come away with innocence. And leave me with my sins, the air around me still feels like a cage. And love is just a camouflage for what resembles rage again. So if you love me, let me go and run away before I know. My heart is just too dark to care, I can't destroy what isn't there. Deliver me into my fate. If I'm alone I cannot hate, I don't deserve to have you, my smile was taken long ago if I can change I hope I never know.
I still press your letters to my lips, And cherish them in parts of me that savor every kiss. I couldn't face a life without your light, but all of that was ripped apart when you refused to fight. So save your breath, I will not hear. I think I made it very clear. You couldn't hate enough to love. Is that supposed to be enough? I only wish you weren't my friend then I could hurt you in the end. I never claimed to be a saint, my own was banished long ago. It took the death of hope to let you go. So break yourself against my stones. And spit your pity in my soul you never needed any help, You sold me out to save yourself and I won't listen to your shame. You ran away — you're all the same, Angels lie to keep control. My love was punished long ago. If you still care, don't ever let me know. If you still care, don't ever let me know"

Só abri os olhos, quando escutei a voz da Eadlyn.

— Essa música é bonita — diz ela. Quando a fitei, seu corpo estava inclinado para o meu.

— É Slipknot — digo eu, abrindo um sorrisinho malicioso. Ela faz uma careta.

— Aquela banda que parece do capeta? — Ealdyn riu. — Nunca iria imaginar.

Dou de ombros.

— Gosto de algumas músicas deles, e essa é uma das minhas preferidas.

— Não sabia que você era bom nisso — diz, ao deslizar uma mão pelos os cabelos. Ela passa a língua nos lábios, e não pude deixar de notar que ela ficava muito... atraente quando fazia isso. Engulo em seco.

— Obrigado — falo ao me levantar a colocar o violão onde estava. — Era do meu pai esse violão — digo, depois de alguns segundos de silêncio.

— Você deve ter o dom deles... dos seus pais — Eadlyn murmura, meio sem jeito. — Então, o que vamos ficar fazendo aqui enquanto não dá o meu tempo de ir embora? — Me pergunta, seus olhos brilharam e eu sorri.

— Acho que tenho algo aqui que vai te deixar feliz — falo, enquanto ela faz cara de duvida. Procuro na gaveta os materiais, e lhe entrego um bloco com folhas de ofício, um lápis e uma borracha. Ela abre um sorriso com todos os dentes à mostra.

— Isso realmente me deixou feliz — admite ao pegá-los e sentar-se à minha escrivaninha.

Ficamos em silêncio enquanto ela trabalhava, o único som vindo da chuva forte lá fora, e dos trovões que insistiam em nos ensudercer. Vez ou outra, vislumbrei Eadlyn se sobressaltando quando o som vinha alto demais. Cerca de meia hora depois, ela levanta-se e vem até mim com um sorriso maroto nos lábios, e entrega uma folha com um desenho. É um conjunto de roupas masculinas. O garoto que vestia, tinha os cabelos ondulados e rebeldes, barba por fazer e óculos que lhe cobriam quase o rosto inteiro. Ele está sério.

— Parece comigo — eu digo, ao desgrudar os olhos do desenho e fitá-la.

Eadlyn dá de ombros.

— É tipo você, e essa roupa fiz inspirada em você.

Ergo uma sobrancelha.

— Em mim?

Ela concorda com a cabeça.

— Não tenho nada melhor pra me inspirar aqui nesse quarto. Tá tudo tão cheio de... você. Não pude evitar, quando a inspiração vem, ela vem, ué — murmura ao fazer uma careta entediada.

— Bom, obrigado, ficou muito bom.

— Eu sei — diz.

Reviro os olhos, e ela também. Fizemos mais algum comentário sobre o desenho, e eu lhe mostrei os meus projetos de arquitetura. Casa sustentáveis e com material barato. Ela não diz nada, mas parecia ter ficado surpresa. Quando já começava a ficar tarde demais, e a tempestade teimava em continuar caindo la fora, Eadlyn pega a sua bolsa de cima da cama e solta um suspiro.

— Acho que vou ir agora — me diz.

— Vai de táxi, né? — Eu confirmo.

Eadlyn concorda com a cabeça e faz uma careta.

— Sim — bufa ela. — Se eu soubesse que estaria chovendo tanto, eu teria vindo com o meu carro — lamenta. Coço a lateral do meu rosto por um momento.

— Se você quiser, posso te levar pra casa.

Ela estreita os olhos.

— Sério?

— Sim.

— Isso é tipo um milagre? — Ela sorri.

— Acho que sim — respondo, a voz séria. — Deve ser por isso que está chovendo, também.

Nos despedimos dos meus tios, e eu pedi para tio Carter me emprestar o seu carro. Não para agradar à Eadlyn, mas sim porque ele era muito mais alto e resistente. Durante todo o trajeto até o campus, nos mantivemos calados, meus olhos focados na estrada lamacenta. Quando finalmente chegamos, ela se vira para mim. Esperei que ela me dissesse algo, mas não diz nada. Pigarreio e falo:

— Se cuida, Eadlyn.

— Sei fazer isso muito bem — murmura. — Kile?

— Hã?

— Você é muito bom em arquitetura, mas esse sempre foi o seu plano A?

Pisco algumas vezes, meio surpreso.

— Ahn... não exatamente, já quis ser músico, mas é uma carreira muito instável, então escolhi a arquitetura, que é outra paixão.

— Você seria um ótimo musico.

Balanço a cabeça.

— Não bom o suficiente.

— Eu discordo — e aí ela pisca, se vira e abre a porta do carro. Observo enquanto ela corre meio desajeitada por conta do salto alto, tentando tomar menos chuva o possível. Fico por um momento depois dela ter desaparecido parado, olhando para a frente, mas sem nada ver realmente. Não sabia o que pensar, a única coisa que eu sabia, é que não esperava me sentir tão contente por receber um elogio.

*Tradução da música da Slipknot*

Snuff

Enterre todos os seus segredos na minha pele
Desapareça com inocência
E me deixe com os meus pecados
O ar ao meu redor ainda me parece como uma gaiola
E o amor é só uma camuflagem
para o que se assemelha a raiva novamente

Então se você me ama, deixe-me ir
E corra para longe antes que eu perceba
Meu coração está triste demais para se importar
Não posso destruir o que não existe
Me entregue para dentro do meu destino
Se estou só, não posso odiar
Eu não mereço ter você
Meu sorriso foi tomado há muito tempo atrás
Se eu posso mudar, Eu espero que eu nunca saiba

Eu ainda aperto suas cartas aos meus lábios
E a estimo em partes
De mim, que saboreiam cada beijo
Eu não poderia encarar uma vida sem a sua luz
Mas tudo isso foi dilacerado
quando você recusou a lutar

Então poupe sua respiração, eu não ouvirei
Eu acho que deixei isso muito claro
Você não poderia odiar o suficiente para amar
Isso deveria ser o suficiente?
E apenas desejava que você não fosse minha amiga
assim poderia te machucar no final
Eu nunca reivindiquei que eu fosse um Santo
Meu eu foi banido há muito tempo atrás
Tive que perder a esperança para te deixar partir

Então se quebre contra as minhas pedras
E cuspa sua piedade na minha alma
Você nunca precisou da ajuda de ninguém
Você me vendeu para se salvar
E eu não ouvirei a sua vergonha
Você fugiu — vocês são todos iguais
Anjos mentem para manter o controle
Meu amor foi punido há muito tempo atrás
Se você ainda se importa, não deixe que eu saiba
Se você ainda se importa, não deixe que eu saiba