Notas iniciais
Olá meus amores, sim desculpem a demora, eu me enrolei bonito. Boas novas, passei no vestibular, mas ainda não ganhei meu note novo :/ Então ainda tenho que dividir com minha irmã :/ Por isso demorei, em partes. Bom, espero que gostem desse capitulo, mesmo :]

O chão nunca pareceu tão confortável quanto naquela madrugada que precedia o natal, Ron e Hermione dormiram lá, do jeito que estavam vestidos, abraçados. Haviam engatado numa conversa sobre o que esperar do natal que se aproximava, e bom, não sabem quem dormiu antes, mas acordaram apenas no dia seguinte. As costas doloridas por conta da má posição, os cabelos bagunçados, e a pele gelada, por conta da noite fria que fez.

Hermione acordou antes do ruivo, esfregou os olhos e bocejou diversas vezes antes de se levantar. O vestido estava amarotado, a maquiagem que passara tão bem parecia ter sido arrastada por um furação, ela parecia um pequeno panda, e os cachos de seus cabelos estavam horríveis. "Devia ter previsto" — ela pensou consigo mesma, antes de partir para o banheiro.

Tomou um banho rápido, vestindo uma roupa qualquer para arrumar suas malas, seus pais havia viajado, talvez América — eles disseram — portanto, ela iria para a casa dos Delacour com os Weasley, já tinha comprado presentes antecipadamente.

Ela arrumou sua mala, estava admitindo a si mesma que estava abusando da hospitalidade dos Weasley, havia decidido alugar um apartamento em Londres, com certeza sentiria falta de estar o tempo todo com os Weasley, mas ela precisava disso, precisa sentir que não era um estorvo naquela casa.

_ Anda muito pensativa – ela ouviu a voz rouca de sono de Ron e sorriu quase por instinto –

_ Ah é? – ela perguntou sorrindo, sem olhar para o garoto –

_ Uhum – ele se levantou, e se espreguiçou como um gatinho – Fica linda assim.

_ Essas cantadas não funcionam – ela riu e sentiu ele se aproximando –

_ Não é uma cantada – ele a abraçou por trás, e beijou seu pescoço com delicadeza – Você fica linda de qualquer jeito.

_ Não diria isso se visse como eu acordei – ela disse em meio a um sorriso –

_ E como você acordou?

_ Eu parecia uma mistura entre um leão selvagem e um panda. – ele gargalhou –

_ Ainda sim devia estar linda. Acredite minha linda, você fica linda até sendo uma mistura de leão, panda e esquilo. – ela se virou para ele, o rosto vermelho em raiva. –

_ Sua cenoura enferrujada. – ela rosnou e ele se afastou se esquivando – Retire o que disse.

_ Nunca. – ele riu –

_ Eu vou te matar – ela gritou correndo na direção dele como um pequeno touro –

Eles correram pelo quarto, como duas crianças no jardim de infância, ela o encurralou contra a parede, se aproximando perigosamente.

_ Quais são suas ultimas palavras? – ela perguntou, sua voz sedutora e fatal –

_ Me desculpe. – ele implorou –

_ Tarde demais. – ela riu antes de pular no colo dele, e atacar a boca vermelha dele –

[...]

_ Todos prontos? – Molly gritou na porta de casa – Tá, George e Angelina vão ficar, confere? – os dois assentiram e Ginny soltou uma risada maliciosa – Hum, Ginny, Harry, Ron e Mione, podem aparatar. – ela sorriu e os quatro partiram –

Bill, Fleur, Arthur e Molly foram na rede de Flu, afinal uma gravida aparatar é desconfortável demais. Quando chegaram na casa, os mais jovens se assustaram com a beleza da casa.

Afinal, era onde os Delacour moravam, e todos sabiam que eles eram ricos. Havia balões pendurados nas arvores ao redor da casa, e uma trilha feita por pequenas luzes, que pareciam com as de natal que os trouxas usavam. Um enorme pinheiro estava enfeitado com luzes, estrelas e um papai Noel em miniatura guiando renas pela arvore.

A casa branca, estava iluminada, e no telhado uma trupe de renas puxavam um treno, onde um papai Noel estava jogando embrulhos que explodiam em luzes brilhantes. Na porta, apareceram um casal, os cabelos loiros e os olhos azuis não negavam que eles eram os Delacour, Gabrielle apareceu junto deles, e correu em direção a Ginny.

_ Ginne queride, fico feliz que tenhá vindu. – a garotinha abraçou a ruiva que a retribuiu – Ah Hermioné, estar linda, sabia? – a garota abraçou Hermione sorrindo –

_ Gabrielle, Allez, allez... – Monsenhor Delacour chamou a filha e ela puxou as garotas para a casa –

Os garotos, é claro, as seguiram. Se é possível acreditar, a casa era ainda mais bonita por dentro do que por fora, parecia uma casa daquelas de seriados norte americanos, de pessoas que realmente tem dinheiro.

[...]

A noite já chegava, as mais velhas preparava a comida, enquanto os homens foram encarregados de arrumar a mesa de jantar, seria uma noite perfeita.

Hermione estava se arrumando, vestiu um vestido rosa rendado que cobria seus braços, e usava um Oxford de flores. Prendeu o cabelo em um coque e fez uma maquiagem leve. Enquanto Ginny vestia um vestido preto e um casaco por cima, além de um salto alto, os cabelos enrolados caiam em cascata e a maquiagem era apenas um detalhe.

_ Acredita que eles não sabiam que Harry e eu íamos nos casar? – Ginny disse rindo – Tive que contar toda a historia.

_ Mas é que foi lindo – Hermione sorriu –

Sim, Harry havia pedido Ginny em casamento, após um jogo dela, ele entrou voando em sua Firebolt, com um anel em mãos, fez o pedido mais lindo que alguém poderia fazer, e emocionou até os mais céticos. [Ver mais em Ask me Why].

_ Mas é estranho contar essa historia, esteve em todos os jornais do mundo, afinal ele é Harry Potter. – Ginny riu –

_ Ele continua sendo o Harry apenas – Hermione sorriu –

Batidas na porta, e uma cabeça ruiva surgiu encarando o quarto.

_ Ginny está vestida? – Ron perguntou e elas assentiram – Hermione está vestida? – ele perguntou e ela assentiu – Vamos, vem Harry.

Os dois amigos entraram no quarto, e se sentaram nas camas pertencentes as meninas.

_ Mione, você está linda – Ron sorriu –

_ Obrigada meu ruivinho – ela se aproximou dele e lhe beijou os lábios – Você também não está nada mal – ele sorriu –

_ Que isso eu sou lindo – ela revirou os olhos –

_ Pobre ser de auto estima boa. – Ginny sacodiu a cabeça rindo –

_ Sabem, eu estive pensando. – Hermione olhou para os amigos – Vou alugar um apartamento, para mim.

_ O que? – Ginny gritou e Harry e Ron se encaram, tristes –

_ É, eu estou abusando dos pais de vocês. – Hermione sorriu – Já durmo com o filhinho deles, e ainda como da comida, isso já é demais, não acham?

_ Claro que não – Ron riu – Mas tudo bem.

_ Vamos descer para o jantar e falar de coisas boas? – Harry sorriu – É natal.

[...]

O jantar havia sido extraordinariamente satisfatório, havia de tudo para comer, e alguns minutos antes de o relógio bater meia noite, e o natal dominar a casa, eles se dirigiram para a sala, onde cada um procurou os presentes para entregar.

Hermione entregou os presentes, mas guardou o de Ron para o final. Quando ela foi o entregar, um grito de feliz natal ecoou pela sala, e um mar de abraços estourou sobre todos ao redor.

Quando Ron foi a abraçar, ele a puxou para longe, mais exatamente para o lado de fora da casa. Harry e Ginny também, mas estes ficaram deitados sobre a neve, olhando as estrelas ao redor.

_ Ron, por favor, vamos entrar está frio demais. – ela choramingou, mas o garoto apenas tirou seu casaco e colocou nela –

_ Só escute, certo? – ele pediu sorrindo e ela assentiu – Eu tenho dois presentes para te dar, os dois de natal. Bom, primeiro esse. – ele lhe entregou uma pequena caixa preta, ela abriu e se deparou com uma chave, ela ia abrir a boca para reclamar, mas ele se adiantou – Você vai entender logo – ele sorriu – Agora, esse presente eu espero que goste, eu ia esperar, eu juro, ia esperar até dia 2 de maio, mas eu não vou aguentar.

Ele encarou o chão, suas orelhas já tinham o conhecido tom de vermelho que se assemelhava ao de seus cabelos. As mãos nervosas, suavam e se torciam, esperando que dali saísse as palavras que ele precisava. Ele ergueu a manga de sua blusa, leu as tão belas palavras que Harry havia dito a ele para dizer, mas resolveu esquecer.

_ Mi... Mione – ele voltou a falar, sua voz era um fio agudo e assustou a garota tão nervosa quanto ele – Eu te odiei por anos, isso é serio, te odiei porque sempre achei que você nem olharia para mim, te odiei por ser tão amiga de Harry e tão pouco minha amiga, te odiei, por ser tão sabe tudo, e acima de tudo, te odiei por me fazer gostar de você, te odiei muitos anos, mas eu te amei muitos mais. – ele tentou sorrir, mas o ato fez o seu rosto de formar uma careta de nervosismo – Nunca pensei que diria isso, mas agora mais do que nunca, quero que seja minha eternamente, sei que corro a todo o momento a chance de te perder, quase te perdi.

Ele parou repentinamente, e encarou os olhos castanhos de Hermione, sorriu e então pegou a mão dela, se ajoelhando.

_ Hermione Jean Granger – ele disse respirando fundo – Quer se casar comigo? – ele gritou, sem intensão –

Hermione ficou atônita, ela definitivamente não esperava por aquilo, sua expressão era de exata surpresa, olhos abertos e boca nervosa, ela queria gritar um sim, mas sua voz simplesmente não saia, parecia que havia desaprendido a formar as palavras.

_ E então minha morena, aceita ter uma linda casa e vários ruivinhos, comigo? – ele perguntou novamente, extremamente nervoso –

_ Sim – a voz da garota foi como um assovio, baixo e longo, se ele não estivesse encarando os lábios dela, teria certeza que ouviu apenas o vento – Eu aceito.

O sorriso que tomou conta do rosto dele foi tão grande, que Hermione achou ter visto todos os dentes que ele possuía. Ela sorriu do mesmo modo, e então Ron tirou um anel do bolso, estava sem caixa, pois a chave que ela havia ganho estava dentro da caixa do anel e ele colocou em seu dedo, exatamente como ela havia lido inúmeras vezes e sonhado.

_ Agora levanta desse chão gelado, não quero meu noivo gripado. – ela falou em alto e bom som para ele, que sorria –

_ Sim senhora. – ele bateu continência se levantando –

Ron deu um passo à frente, indo de encontro a Hermione, abrindo os braços para que esta o abraçasse. Ela porem, se esquivou, correndo sobre a neve gélida que havia sobre o gramado da casa. Ron não perdeu tempo, começou a correr atrás dela, rapidamente os dois estavam como crianças que brincavam no jardim de infância.

Hermione tropeçou nos próprios pés um tempo depois, caindo no chão. Ron aproveitou-se e deitou sobre ela, despejando todo seu peso sobre ela.

_ É uma criança mesmo – ele riu dela –

_ Você bem que me ama – ela arqueou sua sobrancelha esquerda –

_ Só que não – ele disse sério – Você quem me ama.

_ Não amo não – ela desviou o olhar rindo –

_ Ama.

_ Não.

_ Ama. – ele insistiu –

_ Não, mesmo. – ela insistiu e então olhou nos olhos azuis penetrantes dele –

Ele não esperou mais nada, sua boca buscou a dela, um beijo apaixonado e urgente, ela correspondia em mesma intensidade, parando algum tempo depois, sentindo a neve derretendo nas suas costas, e o empurrando para se levantarem.

_ Eu não acredito que eu aceitei me casar com você – Hermione disse olhando Ron, perplexa, enquanto ele abraçava sua cintura –

_ Sou tão chato e feio assim? – ele perguntou rindo –

_ Não, chato talvez, você foi a pessoa que mais me fez chorar, e que mais me fez rir. – ela sorriu – Você é um idiota, Ronald Weasley.

_ Ai, machucou – ele reclamou com um sorriso que ninguém tiraria de seu rosto –

_ Mereceu. – ela sorriu –

_ Já ouviu aquela frase, case-se com aquele cara que te faz rir. – ele piscou – Ou acha que eu fiz tanta idiotice na minha vida por ser natural.

_ Mas é natural. – ela riu –

_ Que amor essa minha mulher.

Ela se calou alguns instantes. E então, encarou os olhos dele.

_ E essas chaves? São de onde?

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim, e espero que deixem reviews hihi, para deixar a escritora feliz. :]