Queda

3 IV -- dolorosa inveja, V -- redemoinho confuso


cicatriz que ainda se abre

odeio seu rosto, sua risada,

e tudo mais que você tiver

como dói te abraçar,

te ver de novo é uma tortura,

uma terrível piada sem graça

que me acanha mais e mais

me deixe em paz, pesadelo!

me solte, peso cobrador!

eu quero me livrar tanto dessa dor

e parece que não larga de mim

o que tenho que abandonar?

solte suas garras de falsidade de minha pele

abandone sua presença da minha vida

e me deixe voar, fugir em paz.

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a noite estava mais clara do que de costume.

não fechava meus olhos em agonia

e Morfeu bêbado parecia

num sonho desconexo e constante,

ansiedade com o futuro de mentira.

eu confusa estava no redemoinho de sentimentos

e mal dormi, numa mistura entre o real e o imaginário

acordei como que emergindo de uma tortura aquática

prestes a se afogar -- ar!

cambaleei pela cama e minha casa,

corri como se tivesse pressa

dor de cabeça ainda me afligindo

de volta à cama, dormi de verdade

um sono que acordei bem mais tarde

e me recuperando, percebi

livre estava,

até de mim.

Notas finais
fazia tempo que não postava nada
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!