Quebra de Acordo

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Fala pessoal! Espero que estejam bem. Apenas um pequeno aviso antes de os deixar para a leitura. Esse capítulo contém um conteúdo sexual explícito. Caso alguém não se sinta bem com isso, me mande uma mensagem e eu darei um jeito de enviar o capítulo sem essa parte para você. Sem mais, espero que gostem :)

Rumplestistskin passou toda a tarde no seu castelo. Esperando, desejando que de alguma forma os aldeões quebrassem o acordo e não levassem Belle até ele. Aquela era a única saída que ele podia vislumbrar no momento. Caso eles quebrassem o acordo, aquilo daria motivos para ele cancelar o casamento e punir aqueles que descumpriram com a palavra. Claro, ele não faria nada contra Belle. A intenção dele era manter ela dentro do castelo até quando ela quisesse, manter ela segura.

Quando a noite chegou, porém. Rumplestiltskin viu o plano dele deslizando por entre os dedos. Na pequena abertura que servia como uma janela na torre mais alta do castelo, ele viu quando um grupo desanimado, iluminando o caminho com tochas, conduzia Belle montada sobre um burro em direção ao castelo. Eles não estavam alegres, ele percebeu. Era quase como um velório onde eles conduziriam o cadáver ao seu local de descanso final, mas, nesse caso, aquela não seria a sepultura de Belle. Não era ele que seria a morte dela.

Lágrimas silenciosas corriam pela face de Belle enquanto conduziam ela até o castelo. Aquele era o dia mais infeliz da vida dela. Ela conhecia o conde, sabia que aquele tinha sido um direito que ele nunca tinha exigido de nenhuma mulher antes, mas temia o que ele pudesse estar planejando. Ela temia que ele pudesse fazer algo que o deixasse em alguma posição vulnerável para com os aldeões. Ela preferia enfrentar um casamento infeliz que ver ele com mais problemas. Ela não sabia o que poderia acontecer.

Assim que chegaram à porta do castelo, Maurice ajudou ela a descer do burro e colocou uma mão no ombro dela.

— Eu sei que é difícil, Belle, mas tente não desagradar ao conde. As coisas já não estão bem, a colheita está magra. Eu sinto muito, filha, mas precisamos disso. Precisamos que você faça esse sacrifício para aquele desgraçado.

— Eu sei, pai.

— Iremos te pegar aqui assim que amanhecer o dia. Será pouco tempo, minha filha.

Ele apertou o ombro dela e a puxou para um abraço antes que um homem a conduzisse para dentro. O castelo estava estranhamente silencioso e ela seguiu ao homem com a cabeça baixa. A única luz vinha da tocha que ele carregava. Antes de chegarem ao corredor que levaria ao quarto de Rumplestiltskin, porém, o homem parou e olhou para ela.

— Nem tudo está perdido ainda. A escuridão sempre tem que dar lugar ao sol. — Ele falou enigmamente e ela percebeu que era Jefferson.

— Não era para você estar aqui! — ela se surpreendeu ao perceber que ela ele.

— Eu também trabalho para o conde. Talvez não oficialmente, mas eu tenho algumas funções. Ele me pediu para manter um olho em você hoje. Eu vim para cá um pouco antes que eles te trouxessem.

— Como ele está? Ele não está planejando nada, não é?

— Ele está com um humor infernal, mas se ele está planejando algo ou não, eu não quero saber. Obrigado, mas eu já tenho meus próprios problemas. — sorriu e entregou a tocha para ela. — Eu não quero encontrar com ele agora. Acho que você já conhece o caminho, não é?

Ela assentiu e Jefferson sorriu antes de desaparecer na escuridão. Ela suspirou e deu os poucos passos em direção a porta do quarto de Rumplestiltskin. Antes que ela tivesse a chance de bater, a porta foi aberta e ela se viu encarando o homem.

— Eu sinto muito, Belle. — ele falou rapidamente.

— Eu também. — disse enquanto entrava no quarto dele e colocava a tocha no suporte da parede.

— Eu não queria chegar a isso, Belle, mas eu precisava pensar em uma maneira de te tirar de lá, mesmo que fosse por poucas horas. Eu nunca te obrigaria a nada. Eu não espero nada de você. — falou apressadamente enquanto mantinha alguma distância dela.

— Eu sei nisso. Eu nunca pensei que você tivesse me chamado aqui para isso. —aproximou-se dele e apoiou uma mão sobre o peito dele. — Mas você é o único homem com quem eu já quis estar. Eu não amo Gaston, mas agora eu sou a esposa dele e eu tenho que cumprir o meu dever como tal. — suspirou antes de olhar para Rumplestiltskin por um momento e levantar a cabeça em direção a dele, parando rapidamente antes de fechar a distância e o beijar suavemente. — Eu quero esquecer que hoje eu sou a esposa dele, Rumplestiltskin.

— Você precisa fazer isso, Belle. Você não pode querer isso comigo... —falou tristemente antes de se afastar um pouco dela e virar as costas.

— Essa é a única noite que posso ter com você e eu realmente quero isso. — caminhou até ele e o abraçou por trás enquanto apertava o rosto nas costas dele para esconder as lágrimas que caíram dos olhos dela. — Por favor, Rumple, não me negue isso. Me dê uma noite para esquecer quem eu sou e para lembrar quando eu não puder mais ser sua.

Assim que ela soltou um soluço, ele se virou e a puxou para um abraço deixando ela chorar com o rosto escondido no peito dele.

— Eu não sou alguém que merece você, Belle. Por favor, use esse tempo que te resta para fugir. Eu posso conseguir um cavalo. Mover algumas peças e cobrar alguns favores para que alguém te proteja em algum lugar longe daqui. Me deixe fazer isso por você.

— Você não pode e sabe disso. Seria quebrar seu acordo e o conde nunca rompe um acordo. — falou com o rosto ainda escondido entre o peito dele.

— Belle...

— Apenas cumpra o acordo e me faça sua, Rumple. Pegue a primeira noite que é o seu direito. — ela falou afastando a cabeça para olhar para ele nos olhos.

Rumplestiltskin lutou consigo mesmo por um momento. Ele não queria tomar ela assim, apesar de saber que ansiava por isso também. Ele queria usar aquela noite para ganhar algum tempo para que ela fugisse, mas ele também sabia que ela era uma teimosa que não o escutaria. Sem outra opção, ele assentiu e abaixou um pouco a cabeça para tomar os lábios dela nos dele em um beijo desesperado que ela tentou retribuir.

— Eu não quero que você seja dele ou minha, Belle. Eu quero que você seja livre. — ele sussurrou descansando a testa contra a dela e deixando que o nariz dele tocasse o dela.

— Com você eu fui livre, eu sou livre. Você me deu uma escolha e eu já fiz. Me faça sua.

Ele a beijou novamente, mas dessa vez com mais calma. Deixando que ela copiasse os movimentos que ele fazia com a língua. Enquanto se beijavam, ele segurou gentilmente no quadril dela e a conduziu para a cama. Ela soltou um riso abafado quando caiu de costas lá.

— Desculpe, acho que estou nervosa. — ela falou desviando o olhar dele e ficando sentada na cama.

Rumplestiltskin sentou ao lado dela e virou a cabeça dela para que ela o olhasse novamente.

— Não precisa ficar nervosa ou com medo. Eu não vou fazer nada do que você não quiser. Se você quiser parar em qualquer momento, me diga e eu irei parar.

Assim que ela assentiu com um sorriso envergonhado, ele voltou a beijar ela. Depois de um tempo em que ele percebeu que ela relaxou, ele suavemente a empurrou para se deitar na cama enquanto ele ficava por cima dela. Tomando cuidado para não deixar todo o peso dele sobre ela enquanto ele moveu os lábios da boca dela para o pescoço dela.

Belle estava gemendo enquanto sentia ele beijar o pescoço dela. Ela quase sentia vontade de chorar com a ternura que ele aparentava. Ela pensou que quem o visse todos os dias sendo o conde, a fera como o chamavam, nunca acreditariam que ele poderia agir com tanta ternura. Ela o viu soltar um sorriso para ela antes de segurar na bainha do vestido dela. Por um momento, ela achou que ele fosse apenas levantar o suficiente para poder fazer o que um homem fazia, mas quando ele tentou puxar ele inteiramente fora dela, ela congelou e se afastou.

— Me desculpe, Belle, acho que fui muito rápido. — falou rapidamente desviando o olhar.

— Você iria tirar o meu vestido? — ela perguntou e ele assentiu. — Por quê? Achei que era preciso apenas que minhas pernas estivessem livres.

— Oh. Belle... Eu nunca te tomaria desse jeito. Eu quero que você goste disso tanto quanto eu e posso — deu um sorriso suave e calmante para ela.

— E eu poderia olhar para você também?

— Eu não acho que você vai querer olhar isso, querida, mas eu sou seu para o que você quiser fazer. — abriu os braços em um convite.

Ela se ajoelhou na cama e passou as mãos sobre o peito dele que ainda continha uma camisa simples de algodão. Com um aceno silencioso dele, ela retirou a peça antes de olhar para as cicatrizes que ele tinha. Passando os dedos sobre algumas novas que ela tinha ajudado a curar.

— Você tem tantas cicatrizes, tantos ferimentos que poderiam ter matado a muitos homens. — admirou-se.

— Eu tenho um couro duro e não me refiro ao meu colete de crocodilo. As ervas também ajudam a curar minhas feridas.

— Você precisa se cuidar mais. Eu não estarei mais por perto para te ajudar com isso.

— Mas agora você está e eu não preciso de mais nada.

Ele voltou a beija-la e percebeu como ela relaxava cada vez mais no abraço dele. Ele levou novamente a mão até a barra do vestido dela, mas não tentou puxar a peça dessa vez, mas sim deixou que a mão dele fosse até a parte interna da coxa dela. Ele a sentiu ficar tensa e esperou que ela relaxasse novamente até subir mais a mão até que estivesse tocando no sexo dela. Mais uma vez, ela ficou tensa, mas assim que ela relaxou, ele deixou os dedos afastarem as dobras dela gentilmente sentindo a umidade lá.

Belle não entendia o que ele fazia que deixava ela quente e ansiando por uma coisa que não conseguia nomear. Ele continuava a beija-la, beijar o pescoço dela enquanto a mão dele tocava na parte dela que ela sabia que era proibida a outras pessoas e que só deveria ser dada ao homem com quem ela se casou. Dessa vez, quando ele pegou na barra do vestido dela, ela não o impediu e levantou os braços para que ele puxasse a peça de roupa e a deixasse completamente nua.*

Rumplestiltskin engoliu um gemido de admiração. Ele tinha sido um tolo para não perceber o que ele tinha nas mãos. Belle era alguém única, alguém que mostrou a ele diversas vezes que ele poderia confiar, mas, mesmo assim, ele tinha falhado com ela. Ele engoliu as lágrimas quando o pensamento do dia seguinte o atingiu e ele afastou isso enquanto se abaixava para beijar ela, deixando um dedo espalhar as dobras dela, procurando pela entrada que levaria ao interior do corpo dela.

Belle não sabia o que estava acontecendo com ela. Ela estava cercada e envolvida nas sensações que Rumplestiltskin provocava. Ela sentia o corpo dela ficando mais quente enquanto ela se esfregava contra a mão dele quase que por instinto. Ela abria a boca para tentar pedir por algo que não conseguia nomear. Uma necessidade primal que ela não entendia, mas as palavras não saiam. Ela conseguia apenas gemer. Logo, ela sentiu como se estivesse passando mal. O corpo dela ficou tenso enquanto uma onda de prazer corria no meio das pernas dela pelo corpo inteiro, deixando ela estranhamente tremendo e satisfeita. Ela pensou que fosse morrer, mas logo, após alguns minutos, ela sentiu ele retirando a mão dele de lá e a beijando suavemente nos lábios enquanto a olhava com ternura.

— Isso é como um homem deve fazer uma mulher se sentir, Belle. — Ele falou suavemente.

— Nós fizemos...?

— Ainda não, mas não precisamos fazer, se você não quiser. — ele falou suavemente enquanto tentava ignorar o quanto as calças deles estavam apertando sua ereção.

— Eu quero.

— Apenas se você tiver certeza. Eu não vou mentir para você, isso irá doer. Eu queria que não, mas a primeira vez sempre é doloroso para as mulheres.

— Eu sei, mas eu acho que será medos doloroso se for com você.

Ele fechou os olhos por um momento quando pensou no idiota e bruto do Gaston não tendo qualquer cuidado ou preocupação com ela, mas logo abriu os olhos e disfarçou quando ela o olhou curiosamente. Ele tentaria fazer o melhor para ela.

— Eu vou ser o mais gentil que eu puder, Belle. — ele falou enquanto segurava uma mão dela e beijava.

— Eu sei. — ela virou a mão para segurar a dele rapidamente. — Eu confio em você.

Ele assentiu, não sabendo como aquela estranha criatura na frente dele poderia confiar tão cegamente nele, ele não merecia aquilo. Mas ele engoliu as lágrimas e começou a desamarrar a calça de couro que ele usava. Suspirando em alivio quando a ereção dele finalmente ficou livre daquela restrição.

Belle olhava para a ereção dele sem entender nada. Ela já tinha visto alguns casais que se encontravam escondidos, sabia como era a mecânica básica do sexo, mas não entendia como aquilo poderia caber dentro dela, mas ela não teve tempo para perguntar pois logo Rumplestiltskin deitou sobre ela e ela poderia sentir a cabeça do pênis dele contra o sexo dela e, de alguma maneira, ela sabia que tudo ficaria bem.

Rumplestiltskin mordeu o interior das bochechas dele para não atingir o orgasmo antes de estar dentro dela. Ele sabia que não iria durar. Como poderia se apenas o pensamento de estar dentro dela o deixava em tal estado de excitação? Ele alinhou o pênis dele na entrada dela e a beijou como uma forma de distraí-la antes de empurrar rapidamente. Tentando não prolongar o tormento para ela, mas parando quando sentiu que a virilha dele encostava-se a dela. Ele daria tempo para ela se acostumar, mesmo que isso fosse uma tortura para ele e, se ela quisesse parar, ele entenderia também e respeitaria isso.

O grito que ela deu foi abafado pela boca de Rumplestiltskin. Belle sentiu como se estivesse sendo rasgada em duas quando ele empurrou para dentro. Os olhos dela lacrimejavam com a dor. Ela não sabia se poderia continuar com isso. Era estranho ter ele dentro dela. Era algo que ela nunca tinha sentido na vida e não saberia como descrever o sentimento. Ela abriu a boca para pedir para parar, mas, ao olhar para ele, ela percebeu que ele a olhava com tanto temor que ela não teve forças para pedir isso.

Ela estava com dor, ele poderia dizer e odiava ver ela sentir isso. Isso não era justo para alguém como ela. Ele beijou as lágrimas do rosto dela e descansou a testa contra a dela.

— Eu sinto muito, Belle. Podemos parar se...

—Não, por favor. Já está passando. — ela o cortou e disse quase como uma mentira. Ainda doía, mas não era a mesma dor forte de antes. Era uma dor que latejava, incomodava, mas ela sabia que poderia aguentar. — Podemos tentar, por favor?

Ele assentiu e começou a puxar para fora para depois empurrar novamente para dentro dela. Dessa vez, Belle percebeu que não doía tanto e sorriu encorajadamente para ele que começou a repetir isso pegando um pouco de velocidade com o tempo.

Rumplestiltskin não poderia segurar mais depois de algum tempo. Ele empurrou dentro dela uma úlltima vez antes de abaixar a cabeça e esconder o rosto na dobra do pescoço dela enquanto ele se derramava dentro do canal aveludado dela.

Não era o que Belle esperava, mas era melhor e menos doloroso do que ela supunha. Ela tinha ouvido algumas coisas assustadoras das mulheres que eram casadas e mentiria se disesse que não estava aterrorizada, mas Rumplestiltskin tinha sido maravilhoso com ela e ela não poderia se queixar. Ela imaginou que isso pudesse melhorar com o tempo, mas ela tinha apenas essa noite com ele e sabia que Gaston não seria tão compreensivo assim. Sem perceber, ela começou a chorar e sentiu enquanto ele beijava ela.

— Eu sinto muito que te machuquei, Belle. Me perdoe. – pediu enquanto deslizava para fora dela.

— Você não me machucou, você foi maravilhoso.

— Então por que esse choro?

— É porque talvez essa seja a única vez em que eu não serei machucada enquanto faço amor.

Ele a puxou para si e deixou que ela chorasse. Puxando um velho cobertor feito de peles de ovelhas e cobrindo a ambos para afastar o frio da noite.

— Eu ainda queria que tivesse uma maneira de poder te ajudar. — Ele sussurrou.

— Eu já aceitei o meu destino, não quero que você faça nada que o prejudique.

— Por que você se importa tanto?

— Porque eu te amo.

Dessa vez ele não conseguiu segurar e soltou um soluço estrangulado enquanto começava a chorar. Ele não se lembrava de ninguém, além de Baelfire, amando a ele verdadeiramente. Ele sabia que isso que Belle sentia ela real. Ele também não poderia mais negar que sentia o mesmo.

— Eu te amo. Deus, eu deveria ter percebido isso antes. Eu te amo Belle.

— E eu a você, Rumplestiltskin. — ela falou enquanto se inclinava para beijar-lo rapidamente.

Para o resto da noite, Rumplestiltskin e Belle se beijaram languidamente em todos os lugares que eles puderam alcançar. Mapearam seus corpos com beijos enquanto tentavam evitar o inevitável, mas os pássaros começaram a cantar e eles sabiam que a odiada hora se aproximava. Belle deu um sorriso triste antes de vestir o vestido novamente. Rumplestiltskin apenas se deu ao trabalho de colocar novamente as calças dele.

— Eu quero te mostrar uma coisa antes de dizermos adeus, Belle. – informou enquanto abria o armário dele e retirava uma velha adaga de lá e se sentava na cama ao lado dela. — Eu já te contei como virei um conde?

— Não. — falou enquanto olhava curiosamente para a adaga.

— Eu achei essa adaga quando ainda era um fiandeiro qualquer sem dinheiro ou poder. Achei isso no fundo de um rio enquanto levava as ovelhas para pastarem. Eu sabia que era proibido para um camponês ter uma arma, mas eu não conseguiria deixar isso lá ou entregar a um soldado. Eu gostei de ter isso em minhas mãos como uma segurança para proteger Baelfire. Eu fiz um bolso escondido em minha calça e carregava sempre comigo.

— O que aconteceu? — ela perguntou enquanto pegava a adaga dele para examinar.

— Um dia eu deixei Baelfire no campo com as ovelhas enquanto eu voltava em casa para pegar um boneco bobo que eu tinha entalhado para ele com um pedaço de madeira. Eu peguei isso e, quando voltada, eu avistei uma carruagem indo na direção dele e das ovelhas. Os cavalos pareciam descontrolados e eu não pensei duas vezes antes de empurrar o meu cajado em uma das rodas quando aquilo passou por mim. Meu cajado se despedaçou e eu fui arremessado longe, mas roda quebrou e a carruagem virou junto com os cavalos. Uma das partes da carruagem me acertou no tornozelo. Eu fiquei cego com a dor por um momento, mas logo tive que me recuperar, pois tinha alguém sobre mim tentando me estrangular. Apenas tive tempo de puxar a adaga e esfaquear o lado dele. Ainda tive que esfaquea-lo mais algumas vezes até que eu o matasse, mas não poderia deixar ele ferir Baelfire. Depois disso me arrastei até a carruagem e olhei dentro. Achei um homem amarrado e o soltei. Você não imagina minha surpresa ao descobrir que ele era o rei Zozo das Terras do Sul. Ele me transformou em um conde como agradecimento por ter salvo a vida dele, mas não apenas isso, ele me treinou e me mostrou o poder das plantas. Apenas por isso, hoje eu sou capaz de conseguir colocar o meu pé no chão. Ele me ensinou como curar o meu tornozelo quebrado. Ainda dói, mas não é totalmente inútil. — apontou para o tornozelo que tinha uma enorme cicatriz e não tinha um ângulo tão correto anatomicamente.

— Eu acho que teria gostado de te conhecer no tempo em que ainda era um fiandeiro. Acho que a vida deveria ser mais fácil para você naquela época.

— Eu era mais feliz, mas tinha menos para sobreviver, menos comida. Não foi totalmente ruim virar um conde. Pelo menos eu pude te conhecer.

Ela sorriu e ele a beijou rapidamente.

— Mas eu ainda não entendo por que você me contou isso, Rumple.

— Uma parte foi porque eu queria que você me conhecesse e outra é porque eu quero deixar isso com você. Eu quero que tenha essa adaga, Belle. Isso me trouxe até aqui e eu quero que seja sua, caso você precise usar algum dia.

Ele tentou entregar a ela, mas ela empurrou de volta para ele.

— Não podemos ter armas.

— Eu sei, mas eu não confio em seu marido. Me promete que você não vai deixar ele te fazer nada, que ele não vai te obrigar contra a sua vontade. — ele segurou a mão dela e enrolou sobre o cabo da adaga antes de direcionar isso para o meio das pernas dele. — Se ele tentar te forças, acerte ele ou o esfaqueie no meio das pernas e você ganhará algum tempo para fugir. — ele moveu a adaga para descansar a ponta contra o estômago dele. — Empurre aqui e ele terá uma morte lenta. — moveu para a coxa dele. — Aqui pode não ser fatal, mas isso o deixará mais lento. — moveu a ponta da adaga contra o peito dele na direção do coração. — Espere isso aqui ele morrerá em pouco tempo.

Ele soltou a mão dela e Belle deixou a adaga cair no chão antes de olhar assustada para ele.

— Eu já matei muito homens, Belle. Conheço os pontos fracos de um corpo. Apenas não deixe que ele te obrigue a nada. Sei que isso pode parecer cruel, mas você não deve ser forçada a nada.

Ele se ajoelhou no chão e pegou a velha adaga antes de segurar o vestido dela e o levantar até a cintura dela. Ele rasgou um pedaço da camisa dele, que estava caída no chão,e amarrou aquilo ao redor da coxa dela antes de encaixar a adaga presa ao lado, beijar o local e abaixar o vestido para esconder a arma.

— Eu não quero isso, Rumple.

— Eu sei, mas eu não quero que você seja obrigada a nada. Se ele tentar algo, não pense duas vezes. Você tem uma escolha, Belle. Não deixe que ninguém decida por você.

Ele a segurou e a empurrou para deitar na cama antes de ficar sobre ela. Ela sorriu para ele, mas ele apenas a olhou.

— Me chute no meio das pernas. — ele falou.

— O quê?

— Eu vou tentar te prender na cama, me chute no meio das pernas e depois você terá tempo para puxar a adaga.

Sem aviso, ele deixou o peso dele cair sobre ela enquanto segurava os braços dela. Ela, assustada, deu uma joelhada nele e ele caiu para trás gemendo em dor enquanto sorria.

— Isso é o que acontece. Isso dará a você tempo para reagir e ser capaz de pegar a adaga. — Falou ficando de pé enquanto protegia o sexo dele com as mãos. — Nem todos serão gentis como eu fui. Não pense, Belle, reaja. Alguns segundo pode significar sua vida.

Ela correu até ele e o abraçou.

— Você me assustou.

— Eu sinto muito. — beijou o topo da cabeça dela. — Eu te amo e nunca te faria mal.

— Eu também te amo, Rumple, mas não posso carregar isso. — segurou a adaga mesmo por cima do vestido dela. — Eu não sei se serei capaz de usar isso.

— Apenas o mantenha como uma forma de se proteger, mesmo que não use isso. Eu me sentirei mais seguro sabendo que possui isso.

Ela assentiu apenas como uma forma de acalmar ele e fechou os olhos enquanto se perdia na sensação de estar nos braços do homem que ela amava.

O tempo acabou antes que eles pudessem começar a aproveitar. Logo, eles escutaram alguns aldeãos vindos por Belle. Rumplestiltskin não conteve o suspiro de alívio ao perceber que Gaston não estava com eles.

— Eu acho que preciso ir. — Belle falou tristemente.

Ele acenou e a beijou uma última vez antes que ela saísse pela porta. Ele observou ela ir embora e com ela a única luz que restava na vida dele. O castelo dele nunca pareceu tão escuro.

Continua.

Notas finais
Vamos a pequena explicação do capítulo: * Antigamente o casamento, o ato sexual em si era visto mais como uma forma de reprodução. Muitas mulheres desnudariam somente o órgão sexual delas para que o homem o penetrasse e, teoricamente, colocasse vida dentro dela. Um fato curioso é que alguns casais utilizavam um buraco no lençol para que ele não visse ela nua. Outro fato curioso é que a família de algumas pessoas nobres exigiam estarem presentes no ato sexual para comprovar a "pureza" da mulher, ou seja, se ela era virgem. Ela deveria sangrar no ato sexual. Enfim... Deixemos de lado esses costumes estranhos e voltemos ao capítulo. Parece que as coisas estão se complicando para eles, não é? Coitada de Belle e do destino que aguarda ela. Pobre Rumple, parece que ficará sozinho. O que vocês acham? Se quiserem, deixem um comentário, gostaria de saber o que pensam. Ah, uma coisa que descobri. Ontem (14/04) foi aniversário de Robert Carlyle, o ator que idealizou o personagem de Rumple na série. Apenas por questão de curiosidade mesmo. Enfim, um enorme obrigada a quem leu! Para o próximo capítulo teremos o que aconteceu entre Belle e Gaston . Um forte abraço e até mais!