Que aventura!
2 Bem-vinda ao acampamento meio-sangue
Finalmente o ônibus tinha parado e descemos. Não sei porque Rafael não queria me falar onde íamos porque não tinha nada alem de a colina com dois pilares em cima e um pinheiro.
Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Rafael me puxou colina acima e logo apos termos passado pelos pilares, seu medo desapareceu:
–da pra falar o que houve agora?
–que? Eu falar? Deuses que me livrem! Quem vai explicar é o Quiron.
–oi? Você disse deuses? E Quiron tipo o centauro? Só pode ser pegadinha.
Ele me levou colina abaixo e eu pude ver uma casa bem grande azul e branca, uma quadra de vôlei (pena que eu gosto de basquete), uma anfiteatro estilo grego, uma parede de escalada com lava, varios chalezinhos, um monte de adolescentes brincando e todos com camiseta laranja escrito em grego antigo acampamento meio-sangue.
Como eu sabia que era grego antigo? E como eu podia ler?
Rafael me levou ate a casa grande azul que segundo ele chamava justamente casa grande. Na varanda havia um homem de cadeira de rodas cujo nome era Quiron.
As coisas finalmente estavam fazendo sentido, não era uma pegadinha afinal.
Quiron me cumprimentou e me deu as boas vindas ao acampamento meio sangue.
Ele me disse que aqui era uma acampamento para filhos de deuses gregos se protegerem e treinarem para lutar contra monstros, e que cada deus tinha um chalé para seus filhos, e eu seria reclamada ate a fogueira a noite. Claro que as coisas não fariam sentido novamente. Disse também que sabia que era difícil de acreditar mas era verdade. É claro que não acreditei. Pensei que todos daqui eram ou retardados ou bondosos com Quiron ou queriam me matar com essa confusão toda.
Ele se levantou da cadeira de rodas, o que já era estranho o bastante mas não muito para hoje porque assim que o fez, apareceu a parte traseira de um cavalo nele. Ele realmente era Quiron o centauro das historias que eu julganva que não eram reais.
Fiquei paralisada acho que por tempo o bastante para acharem que uma medusa estava atrás de Quiron. Não me culpe, tudo que eu sempre acreditei que não existia, descubro que é verdade. Minha vida foi uma farça : Eu era filha de algum deus que nem acreditava que existia. Nesse momento virar uma estatua da Medusa não era tão ruim assim.
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