Que Os Jogos Comecem!

14 - E se fossemos namorados? - Patrick.


"Andava na escuridão, vira e mexe eu escutava uns ruídos e passos, mas quando olhava para trás não tinha nada, ventava forte, eu tinha medo e tremia, escutei mais um ruído e olhei pra trás, vi um vulto, virei pra frente e comecei a correr, escutei passos atrás de mim, me virei ainda correndo e encontrei minha mãe, ela tava com a mesma roupa de quando foi embora, pelo menos era a última roupa que eu vi ela usando, ela me olhava com atenção, parei de correr assim que a encontrei.

- Filha, eu senti tanto a sua falta.

- Se sentiu, porque foi embora? — Ela não respondeu. — Me responda, porque foi embora? Porque me deixou? Você não me amava?

- Eu não aguentava mais ver as caras de vocês triste, e tudo por minha causa, eu tava sofrendo por tudo o que tava acontecendo.

- Isso não é motivo, podíamos ter nos recuperados juntos, eu e o papai podíamos ter ajudado você, mas não você foi egoísta, você foi embora, não ligou pros nossos sentimentos.

- Não é bem assim. — A interrompi.

- Claro que é, você só pensou em você na hora de ir embora, você só pensou nos seus sentimentos, você sabia que alguns anos depois meu pai me abandonou?

- Eu sabia.

- E porque não voltou, e porque ta me seguindo agora?

- Eu não voltei porque eu tava com medo, medo de você me rejeitasse, me rejeitasse por te abandonar, tava com medo de que você me colocasse pra fora, assim como se você fez com seu pai naquele dia.

- Isso não justifica nada.

- Eu só posso te dizer uma coisa, eu to voltando. — Ela disse isso e desapareceu."

Acordei suando frio, o que aquele sonho queria dizer? O que ela queria dizer com estava voltando? Ela não podia ta voltando, não agora, não depois de tudo isso. Depois de muito pensar no significado daquele sonho adormeci.

~

- Mas o que esse sonho pode significar? — Perguntava pela milésima vez.

- Como se quer que eu saiba Alice? A mãe é sua, o sonho foi seu, você que deveria saber não acha não?

- David, será que pelo menos uma vez na vida podia me ajudar?

- Com o que Alice, eu não entendo nada disso.

- Você é um inútil sabia David?

- Yep, é o que todos dizem. — Disse soltando o seu famoso risinho sedutor

- Você me irrita mucho, chico.

- Eu sei.

~

- Patrick, que surpresa. — Disse assim que vi Patrick parado no batente da minha porta.

- Eu quero que você pare com isso.

- Isso o que querido?

- De machucar a Rachel, eu sei que você tinha planejado aquilo na casa dela.

- Ah, mas eu tenho culpa que ela anda escondendo que fica ganhando presentinhos de outro homem quando se ta namorando?

- Não se faça de desentendida.

- Ah Patrick, leve isso na esportiva, eu juro que não fiz por mal, mas você tem todo o direito de saber que sua namoradinha fica ganhando presentes, você não acha estranho ela nunca ter te contado, vocês estavam namorando, ta certo que quando ela ganhou vocês não estavam juntos mais isso não justifica nada.

- Me poupe Alice.

- Eu avisei Patrick, avisei duas vezes, você não me deu atenção, encare as consequências do meu jogo, você não queria entrar nele? Aguente e jogue.

- Eu não pedir pra entrar nesse seu joguinho ridículo, você me colocou nele.

- A pediu sim, a partir do momento que você não me deu o que queria.

- Ah então vai ser assim, vai jogar com as pessoas que não fazem o que você manda?

- Sinceramente? Sim.

- O mundo não gira ao seu redor, as pessoas não são obrigadas a ser igual a você e nem fazer o que você quiser.

- Mas no meu mundo caro Patrick, ou eles fazem ou encaram as consequências, você não queria encarar as consequências, tá ai, parabéns está no meu jogo, espero que jogue bem, porque eu vou acabar com você e com a loira de farmácia.

- Então vai ser assim, bom saber, você quer jogar, tá ai vou entrar nesse seu joguinho. — disse saindo da minha casa.

~

- Alô Nick?

- Fala minha linda Alice.

- Preciso de você e de toda a turma da pesada, você ainda tem esses caras né?

- Claro meu amor, eles estão dispostos a fazer qualquer coisa que você pedir.

- Bom, muito bom, quero que de um jeito na loirinha.

- Quer que eu apague ela de novo?

- Não, quero algo pior, quero que a machuque, deixe ela bem arrebentada, quero deixar bem claro pro seu queridinho primo que eu não estou brincando.

- Pode deixar. — Passei todos os passos da minha "grande amiga" Rachel pra ele, tudo o que ela faz antes de ir pra casa, todos os seus caminhos e horários e logo desliguei.

"Tava na hora que pegar pesado, eu já avisei eu passo em cima de quem for pra ganhar."

POV. Rachel

Estava indo pra casa, passava em frente um beco quando sinto alguém me puxando pelo braço até o beco, logo vi um monte de caras fortes me olhando dos pés a cabeça. Eles começaram a vir pra cima de mim, eu dava passos pra trás, até encostar em outro cara. O que tava atrás de mim colocou um pano no meu nariz e logo cai num sono profundo, a última coisa foi um nome, um novo que eu nunca esperei ouvir naquela situação.

POV. Alice.

Fui pro beco aonde com certeza eles estavam com a Barbie Malibu. Vi o cara que tava atrás dela colocar o "Boa Noite, Cinderela" nela, Nick me chamou e a vi apagar.

- Dava pra esperar ela desmaia pra me chamar não? Agora ela vai achar que eu to nesse meio. — disse frustada.

- Mas você não está?

- O idiota ela não sabe disso né, mais como tu é tapado mesmo. — Os outros caras me olharam. — O que foi?

- O que vamos fazer com ela?

- De um soco no rosto pra ficar um roxo bem bonito, depois eu me viro na explicação, mas eu preciso deixa uma prova pro Patrick.

Eles socaram ela, eu via a cena com um sorriso maroto no rosto, quando o roxo fico bem feito eles pegaram ela no colo e levaram pra minha cara, pra mim "cuidar" dela.

~

- A onde eu to?

- A bela adormecida acordou! O que eles usaram devia ser muito forte.

- Alice? O que faz aqui? Aonde eu to? E porque aqueles caras chamaram seu nome?

- Tu ta na minha casa, eu tava passando por lá quando vi você desmaia, ele deram um soco bem forte no seu olho, ta feio isso ai. — apontei pro olho dela. — Desculpa por não chegar mais cedo e evita o olho roxo, e aqueles caras sabiam o meu nome?

- Sim sabiam — ela levantou e olhou-se no espelho — isso ta muito feio, como eu vou explicar isso pros meus pais?

- Olha o caso do nome você devia ta delirando, eu não conhecia aqueles caras, e o caso do olho você pode ficar aqui, liga pro seu irmão e manda-o fazer uma pequena mala de roupa pra você e depois se liga pros seus pais e fala que você vai passa uns dias na minha cara pra fazer um trabalho em conjunto.

- Eu poderia?

- Claro, mas o caso do colégio vai ser difícil, você precisa ir, não vai conseguir um atestado pra falta esse tempo todo.

- Eu posso usar um óculos e falar que eu to com alguma doença não contagiosa, mas eu não queria que ninguém visse meu olho.

- Grande ideia.

~

- O que houve no seu olho Rachel? — Patrick perguntava desesperado, ri do desespero dele.

- Eu meio que me meti em encrenca. — ela tirou os óculos — eu tava andando perto de um beco quando uns caras me pararam — ela recolocou os óculos. — a Alice apareceu e me tiro de lá, mas eles conseguiram acertar meu olho.

- Viu Patrick, eu falei que ia mudar, mas você não acreditou.

- Ela é legal Pat — isso é serio? Que apelido podre, não tinha um melhorzinho não? — porque você não gosta da Alice?

- É Pat, porque você não gosta de mim? — disse irônica.

- Por nada, só não acho que a Alice seja uma pessoa honesta.

- Hey, eu sou muito honesta, conquanto que até a Rachel ta ficando uns dias lá em casa por causa do olho, ela achou que os pais ficassem preocupados de mais e colocasse de novo o motorista particular atrás dela.

- Tudo bem, eu tenho que ir agora, a gente se vê depois amor? — Ele perguntou olhando pra Rachel.

- Claro, se passa lá na casa da Alice?

- Pode deixar. — Ele saiu.

- Ai ele é tão fofo. — Ela diz toda melosa.

- Com certeza.

- Eu tenho sorte de ter ele comigo.

- Então Rachel... Já rolou?

- Rolou o que Alice?

- Você sabe muito bem.

- Ai, claro que não Alice, que pergunta.

- Só queria saber — levantei as mãos em sinal de rendimento.

~

- O que tu quer Alice?

- David, se ta perdendo território querido, ela ta cada vez mais apaixonada pelo Pat — disse rolando os olhos quando falei Pat.

- Pat?

- O Patrick querido, o apelido carinhoso que a loira deu pra ele.

- Ela num tinha um apelido melhor não?

- Acho que não hein, mais e ai quando vai agir, porque uma parte já ta feito, logo-logo o Patrick será meu.

- O que tu fez?

- Três palavras: Turma da Pesada.

- Tu é má, muito má, e eu gosto disso hein você. — Ele foi chegando mais perto.

- Eu sei disso. — Resolvi fazer o joguinho de provocações com ele.

- Eu gosto de você, porque não cede logo de uma vez e acabamos com isso?

- Eu já falei David, eu não vou desistir. — Disse saindo da casa dele.

~

- Oh Alice, era com você mesmo que eu queria falar. — Patrick começou a falar assim que abri a porta.

- Diga.

- Aqui não a Rachel pode ouvir.

- Ok, vem comigo. — Fui puxando ele até os fundos, num lugar afastado que dava pra vermos a porta dos fundos caso a Rachel resolva aparecer por aqui.

- O que você pensa que ta fazendo? — Ele perguntou.

- Jogando Patrick.

- Você é doentia.

- Obrigada.

- O que você quer para parar com isso?

- Você sabe muito bem o que eu quero Patrick.

- Mas e se não fossemos pra cama, e se fossemos namorados?