Que O Jogo Comece...

28 Um pouquinho de ciúmes


Notas iniciais
Oie leitores lindos do meu coração!
Bom, aqui está o Cap. prometido! ^^
Eu vou dedicar esse Cap. à linda LarissaSthefany que me apresentou a músia "Jenny" do "The Maine". Muito obrigada fofa! ^^
E nesse P.O.V. Amy vocês saberão o por que o Nathaniel se surpreendeu ao entrar no quarto da Amy! Espero que gostem! ^^
Boa leitura pessoal!

P.O.V. Amy


Depois que o Nathaniel e a Cheryl saíram para a casa dele eu não consegui parar de pensar nisso. Comecei a ler um livro para me distrair, mas não adiantava. Tomei um longo banho para tentar lavar aqueles pensamentos, mas nada funcionava.

Desci e jantei com o resto da família, mas estava dispersa em meus pensamentos, não comi nada. Voltei para o meu quarto e me aprontei para dormir mesmo que ainda fosse cedo, eu não queria pensar em nada.

Acordei-me no dia seguinte com o Sol aquecendo suavemente o meu rosto, as cortinas da minha janela estavam recolhidas. Dirigi-me à janela para puxar as cortinas e vi algo que me fez ficar além de magoada muito possessa... A Cheryl estava deitada na cama com o Nathaniel. Eu senti vontade de matá-lo enquanto as lágrimas escorriam dos meus olhos. Um dia ele dizia que me amava e no outro estava na cama com outra mulher. Essa não é minha definição de amor.

Eu não conseguia parar de chorar. Eu me culpava por tê-lo provocado, por tê-lo instigado e depois o rejeitado. Eu não queria acreditar. Talvez se eu não o tivesse atiçado tanto ele não estivesse com outra agora. Eu me odiava por tudo, mas não conseguiria perdoá-lo, se ele me amasse não estaria com outra mulher.


Tranquei-me no quarto e fiquei a manhã inteira chorando e escutando música. Desatei a chorar quando escutei a música “Jenny” ( http://letras.mus.br/the-maine/1994301/traducao.html ) do “The Maine”. Imaginava o Nathaniel cantando a música para mim. Como eu queria que o Nathaniel me abraçasse e me dissesse para não chorar, que ele seria um homem melhor, que ele não existia sem mim.

Sequei minhas lágrimas e tomei um banho demorado, como de costume. Arrumei-me da melhor maneira possível. Queria me sentir linda, queria que o Nathaniel visse tudo o que perdeu. Tive vontade de trocar de roupa e tirar a maquiagem quando pensei melhor, eu estava ficando bonita para ele de qualquer forma e isso me atormentava. Mas mesmo assim permaneci com aquela roupa e a maquiagem.


Liguei para a Jenna e contei tudo o que tinha acontecido no dia anterior e sobre a cena que eu havia visto mais cedo. Segurei-me para não chorar outra vez. A Jen escutava atentamente tudo o que eu falava entre soluços, pois eu não consegui segurar as lágrimas.


- E apesar de tudo isso Jen, eu queria que ele me abraçasse... Que ele me pedisse desculpas, por que eu sei que eu o perdoaria se ele pedisse e eu tenho raiva de mim por isso... – era exatamente o que eu pensava. -... Por que eu continuo o amando.

- Calma Am. Eu sei que é difícil, mas você tem que esquecê-lo. – a Jen tentava me acalmar.

- Eu não consigo Jen. – falei a verdade.

- Sabe Am, dizem que a melhor maneira de se esquecer uma paixão é se apaixonar outra vez. Por que não tenta pensar no Nikael? Você me disse que ele quase te beijou, então por que não tenta sentir algo por ele? Vocês vão fazer o trabalho de história juntos, joga todo o seu charme para cima dele, eu sei que ele não vai resistir. – pude ouvi-la rir. Eu tive que rir com esse último comentário.

- Eu... – eu pensei um pouco. –... Vou dar uma chance para o Nikael. Eu não quero mais sofrer por causa do Nathaniel. – cada vez que o Nathaniel me magoava a dor era mais forte e eu não queria ficar suportando aquilo para sempre.

- Que bom então! – ela disse tentando me animar. – Nikael Cooper que se prepare! Por que a Amy está chegando! Wow! – a Jen... Sempre louca.


Conversamos um pouco mais e depois eu desci para almoçar. Almocei e então terminei de me arrumar. Peguei a minha bolsa e saí de casa depois de me despedir de todos. Eu fui caminhando até o colégio, eu queria ficar sozinha durante um tempo, sentir o vento contra o meu rosto e o Sol contra a minha pele.

Cheguei no colégio e fui até a sala, mesmo que o sinal ainda não tivesse soado. Sentei-me em uma classe do fundo da sala e comecei a escrever na última folha do caderno. Como eu tinha que me concentrar no Nikael agora, escrevi as iniciais dos nossos nomes na folha: A.H. + N.C.

Nikael Cooper... Não adiantava. O primeiro nome que me vinha à cabeça quando eu lia aquelas letras era o dele... Nathaniel Collins. Eu ainda o amava tanto...

Fechei bruscamente o caderno, olhar aquilo me deprimia. Mas eu não conseguia apagar ou riscar... Eu não conseguia tirá-lo da minha vida.

O sinal soou um pouco depois. Todos chegaram à sala, inclusive o Nikael, que se sentou na classe atrás da minha. Ele sorriu para mim, muito meigo. – Oi Amy. Você está ainda mais linda hoje. – ele disse ainda sorrindo.

Eu corei, tenho certeza. – Oi Nel. Obrigada. – eu também sorria. – Nel... – eu comecei.

-Sim, Am? – ele perguntou.



- Eu queria saber se você queria ir à minha casa hoje para fazermos o trabalho. – eu disse finalmente, estava nervosa por algum motivo.

Os olhos dele se iluminaram. – É claro que eu quero. – ele sorriu ainda mais largo. – Eu te levo para casa hoje então? – ele continuava sorrindo. Eu pensei no Nathaniel.

- Sim. – eu o respondi com um sorriso. Virei-me para frente, o professor havia chegado à sala.

A aula estava passando muito lentamente, quando o sinal soou para o intervalo saí rápido da sala com a Jen, eu não queria encontrar o Nathaniel.

Quando a aula acabou o Nikael segurou a minha mão. – Vem linda. – ele disse. Eu gostei tanto de ouvi-lo me chamar de linda...

- Nel... – eu simplesmente o chamei.

- Sim minha linda? – ele disse e segurando meu rosto ele beijou minha testa. Assim como o Nathaniel fazia... Eu tinha que esquecê-lo.

Eu sorri envergonhada. – Nada, não importa mais. – eu disse e ele sorriu de canto enquanto colocava uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. Tudo o quê ele fazia voltava meus pensamentos ao Nathaniel.


Entramos no carro do Nikael e eu o guiei até a minha casa. Chegamos e ele saiu do carro, assim como eu. Ele não abriu a porta para mim como o Nathaniel fazia... Mas ele não era o Nathaniel. Por que eu insistia em compará-los mentalmente?! E por que o Nathaniel parecia sempre incomparável?!


O Nikael segurou a minha mão novamente. Eu entrei em casa sem olhar para a casa dos Collins em momento algum. Logo que entrei em casa vi minha mãe na sala de estar assistindo televisão.

- Oi mãe. – eu disse.

- Já voltou, filha? O Nathaniel estava te procurando... – ela parou subitamente ao ver o Nikael. – E quem é este garoto? — minha mãe não parecia muito feliz. Eu não respondi a respeito do Nathaniel.

- Mãe... Esse é Nikael Cooper, o Nel. – eu disse olhando para o Nikael. Eu vi que a minha mãe não tirou os olhos da minha mão, a qual o Nikael segurava. Eu soltei minha mão da do Nikael. – Nel... Essa é minha mãe, Lucy.

- Prazer em conhecê-la dona Lucy. – o Nikael falou muito gentil e estendeu mão.

- Para você é Sra. Hansen, querido. – minha mãe disse nada amigável e não apertou a mão do Nikael. Eu segurei a mão que ele estendeu para a minha mãe apertar. – Nós vamos fazer um trabalho no meu quarto, mãe. Tudo bem? – eu perguntei.

- Por que não fazem na sala de estar? O que vão fazer no seu quarto que não podem fazer na sala? – eu emudeci. Minha mãe nunca falava assim.

- Nós podemos fazer na sala, não tem problema. – o Nikael se pronunciou.

- Não, é melhor fazermos no meu quarto. – eu puxei o Nikael pela mão e torci para que a minha mãe não me matasse pelo pensamento. Eu não entendi por que ela tratou o Nikael daquela maneira.


Começamos a fazer o trabalho e conseguimos nos organizar muito bem. Além de muito inteligente o Nikael era muito doce. Já fazia um tempo que estávamos fazendo o trabalho quando eu segurei uma folha contra mim. Eu fui entregar a folha para ele, mas quando ele ia pegar a folha da minha mão ele, de alguma forma, conseguiu escorregar. A mão dele pegou em alguma coisa, mas não foi a folha... A mão dele estava no meu seio esquerdo. Nós dois congelamos, eu olhando para a mão dele e ele olhando para mim. Foi nessa péssima hora que o Nathaniel entrou no meu quarto.

- Amy, eu... – o Nathaniel começou a dizer e assim como nós congelou. Eu tirei a mão do Nikael de cima de mim e me afastei rápido dele.

- Sim Nathaniel? – eu, como sempre, fingi indiferença. Esses escorregões súbitos já pareciam ser comuns.

- Você vai deixar que ele te toque assim?! – ele perguntou visivelmente alterado.

- Foi um acidente. – eu respondi.

- É claro que não foi! – ele continuava.

- Foi um acidente. – o Nikael falou sincero.

- É melhor ficar quieto, se não quiser morrer. – o Nathaniel insistia.

- Nathaniel, foi um acidente! – eu não tinha esquecido a raiva que nutria por ele naquele momento.

- Como você pode ser tão ingênua Amy?! – ele disse e saiu do meu quarto. Ingênua... Eu realmente era ingênua.

Eu olhei para o Nikael. – Desculpe. – eu disse e fui atrás do Nathaniel, ele tinha que me escutar.


Eu desci a escada muito rapidamente. Saí de casa e vi o Nathaniel quase entrando na casa dele. – Nathaniel! – eu o gritei, ele parou.

- Como você pôde? – ele olhou fundo nos meus olhos.

- Eu já disse Nathaniel! Foi um acidente! – eu tentava fazer com que ele entendesse.

- Não foi um acidente para ele, Amy. – ele disse baixo se aproximando e segurando em meus braços enquanto olhava nos meus olhos. – E eu não vou deixar que um garoto qualquer fique tocando em você! – ele falou autoritário.

- Mas você pode tocar à vontade na Cheryl, não é?! – eu estava morrendo de ciúme e raiva. — Não se preocupe Nathaniel, eu sei me defender sozinha! – eu estava com muita raiva.

- A Cheryl é nada mais do que minha prima, Amy. – ele disse.

- Uma prima que dorme com você?!- eu perguntei irritada .

- Nós só dormimos na mesma cama, não fizemos nada além de dormir. – ele esclareceu. — E o quê uma garota como você poderia fazer para se defender?!- ele me perguntou com um olhar provocador.

- Bom… Eu fui caminhando devagar e sensualmente até ele sem perder em nenhum instante o contato visual. Quando cheguei a certa distância aproximei o meu rosto do dele e passei minha mão direita pela face dele carinhosamente até descer devagar com meu dedo indicador pelo pescoço dele, fazendo com que ele se arrepiasse. Quando atingi meu objetivo, cheguei meu rosto mais perto do dele e sussurrei em seu ouvido:

- Penso que isso seria o suficiente. – eu disse ao mesmo tempo em que apertava a veia carótida externa do Nathaniel, o qual caiu inconsciente. – Não me desafie, Nathaniel Collins. – eu sorri olhando para ele. Eu me abaixei e o ergui, colocando a cabeça dele sobre as minhas pernas. Eu comecei a acariciar o rosto dele, ele era tão lindo... Para Amy! Lembra! Ele estava com a Cheryl! Mas eles só dormiram...

Ele se acordou um pouco depois. – Am... O que você fez? – ele ainda estava deitado no chão e com a cabeça sobre as minhas pernas.

- Eu... Deixei-te inconsciente. – eu falei baixo.

- Por que fez isso? – ele perguntou olhando fundo nos meus olhos.

- Você perguntou o que eu poderia fazer para me defender, eu te mostrei. – eu disse. Eu já estava arrependida, mas... – E eu sempre quis deixar alguém inconsciente.

- Eu até fico feliz que tenha sido eu. – ele sorriu.

- Por que? – eu perguntei automaticamente.

- Por que, senão, outra pessoa estaria recebendo esse carinho. – eu corei. Eu estava o acariciando até agora. – Não para, Am. – ele pediu e segurou as minhas mãos contra o rosto dele. Eu continuei o acariciando.

- Acho melhor a gente se levantar. – eu disse.

- Não, está bom assim. – ele disse abrindo os olhos e me admirando.

- Vamos Nathaniel, levanta. – eu disse sorrindo. Nós dois nos levantamos. – E me desculpa, por favor. – eu disse olhando para baixo.

Ele sorriu. – Não tem do que se desculpar. Eu que peço desculpas, não devia ter discutido com você. – ele passou a mão pelo meu rosto.

- Por que ficou tão bravo? Eu nuca tinha te visto assim antes. – eu queria saber.

- Por que eu não posso ver outro garoto te tocando. – ele disse enquanto segurava e meu rosto com as duas mãos.

- Só por que ele tocou no meu seio? – eu perguntei enquanto segurava as mãos dele. — É só um toque, Nathaniel.

- Sim, mas não é só um toque. – ele segurou forte as minhas mãos. Eu sorri o admirando e o empurrei para trás de uma parede da entrada da casa dele, de onde ninguém poderia nos ver. Eu segurava as mãos dele e as levei até meus seios, fazendo com que ele os tocasse e apertei as mãos dele levemente sobre a minha pele sensível. Ele gemeu baixo, ele não esperava por aquilo. Eu não sei o que deu em mim para que eu fizesse uma coisa dessas, mas... Aquilo foi muito bom. Sentir as mãos dele nos meus seios foi... Muito prazeroso... Demais. E eu queria que ele tivesse sido o primeiro homem a me tocar.

- Resolvido. – eu disse e me virei para ir embora. Eu não acreditava no que tinha acabado de fazer. Ele me puxou pela mão e me trouxe muito forte contra ele, de modo que eu choquei meus braços levemente contra o peito dele. A mão esquerda dele foi para as minhas costas e a mão direita dele me cercou contra a parede para a qual ele me empurrava com cuidado e intensidade. Ele me cercou com os seus dois braços. Ele estava com um olhar mais sedutor do que nunca.

- Assim eu não consigo me controlar Amy... — ele começou a beijar o meu pescoço com muita vontade. -... Sua pele é tão macia e deliciosa... — ele continuava me beijando com atrocidade, aquilo era ótimo. Ele me mordeu de leve. — Eu posso te morder todinha? — ele continuava me beijando.

- Nathaniel. — eu falei baixo. Eu respirava ofegante.

- Isso... Agora geme o meu nome... Geme para mim, Am... — ele pedia contra a minha pele no intervalo entre um beijo e outro com a voz cheia de desejo. Eu sentia a respiração quente dele sobre a minha pele. Aquilo era... Extasiante. Ele começou a lamber o meu pescoço lentamente, subindo a língua dele até atrás da minha orelha e depois arrastando seus lábios sobre a minha pele. Eu estremecia e me arrepiava mais a cada toque dos lábios dele na minha pele.

- Nathaniel! — eu gemi um pouco alto involuntariamente.

- Seu gemido é muito lindo Am... Eu estou ficando excitado. — ele continuava me beijando e passando a língua pela minha pele nua.

- Nathaniel, não... — eu tentava falar, mas a minha voz falhava.

- Por que Am? — ele perguntou baixo ainda me beijando.

- Não Nathaniel... — eu não queria que ele parasse, mas aquela situação me perturbava.

- Não quer que eu te beije assim Am? — ele perguntou sem cessar os beijos.

- Eu... — eu comecei a falar, mas ele me segurou pela cintura e foi subindo as mãos dele enquanto ele ainda beijava o meu pescoço, as mãos dele se aproximavam cada vez mais dos meus seios. — Não Nathaniel... — eu continuava.

- Por que Am? — ele insistia em perguntar, mas não parava de me beijar e acariciar meu corpo. As mãos dele continuavam subindo famintas lentamente, me fazendo ter sensações inebriantes. — Você não está gostando? — a voz dele ficava cada vez mais rouca e sensual... Excitada. — Eu posso te tocar, não posso? — as mãos dele estavam quase sobre os meus seios novamente.

- Não Nathaniel... — eu segurei as mãos dele e fiz com que ele me abraçasse.

- Só me responde por que. — ele mordeu o lóbulo da minha orelha.

- Por que... — eu pensava em um porquê, eu já nem pensava direito. — Eu... Não...


Ele se afastou de mim e sorriu provocador. — Viu como não é apenas um toque, Am? — ele sorriu ainda mais largo.


Notas finais
E aí?! Gostaram do Cap?!
Espero que tenham gostado.^^
E ah! Só para deixar bem claro: o meu amor (Nate), estava completamente certo. Não foi um acidente. O Nikael é um aproveitador safado. ^^
Muito obrigada por tudo lindos leitores, beijos! ^^
Dica mais do que perfeita:
http://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar