Quatro Amigas E Uma Letra.

3 Um recomeço com lembranças.


Notas iniciais
Narração: Emily.

Eram 10hs da manhã de um sábado e eu estava em casa lendo um livro qualquer, tentando me distrair de todos os pensamentos que rondavam minha cabeça.

Fechei meu livro e fui encontrar minha mãe no café da cidade, fazia muito tempo que não a via, ela sempre viajava muito. Peguei minha bolsa, troquei de roupa e fui a pé até o café, não era muito longe. Quando estava passando em frente a academia meu telefone tocou:

- Oi querida, aqui é sua mãe.

- Oi mãe, estou quase chegando.

- Ér... sobre isso Em... Não vou poder tomar café com você hoje, meu chefe marcou uma reunião de última hora, desculpe...

- Tudo bem... eu vou sozinha então... tchau.

Minha mãe sempre fazia isso, já era de se esperar. Segui meu caminho até o café sozinha, já estava quase chegando mesmo. Chegando lá, sentei em uma mesa qualquer e depois fui olhando para os lados e vi Maya, fui correndo abraça-la, estava morta de saudades dela. A ultima vez que a vi foi no acampamento de inverno há uns 8 anos atrás. Nós sempre íamos a esses acampamentos até que ela se mudou pra Califórnia e eu nunca mais a vi.

-Maya! Tá fazendo o que aqui em Rosewood?

-Bem... eu me mudei de volta!

-Ah meu Deus, isso é ótimo! –Eu estava tão feliz que estava até dando pulinhos.

Pedi pra que ela se sentasse comigo, pra podermos colocar o papo em dia, contar as novidades e tudo mais...

-E então Em, como vai aquele seu namoradinho... qual era o nome mesmo? Arthur Troinks?

-Para Maya, eu tinha 7 anos!

-Tá bom, parei. Agora falando sério, já arrumou um namorado “de verdade”?

-Bem, na verdade estou namorando um menino da equipe de natação, Ben.

-Ah, muito legal, depois quero conhece-lo.

-Claro! E você, me conte sobre seus namorados.

-Bem... meu último namorado se chamava Justin, mas sabe... eu nunca me senti bem perto dos meus namorados... –Ela segurou minha mão.

Conversa vai, conversa vem e ela me chamou pra irmos pra casa dela, ela tinha acabado de se mudar. Fomos andando até sua casa, era bem perto dali, 2 quarteirões talvez. Era uma casa estilo vitoriana, vermelha, que se destacava em toda a rua. Era a casa dos Di-laurentis. Do lado de fora da casa haviam várias caixas cheias de coisas de Ali, móveis, bolsas, roupas, cadernos e tudo que a pertencia. Peguei uma blusa na caixa e fiquei apenas olhando... era a blusa em que Ali havia usado na festa universitária que acontecera 1 mês antes de seu desaparecimento... várias lembranças me vinha a mente.

-Pode pegar o quiser Em, achei essas coisas no meu quarto, devem ser da garota que morava aqui antes.

-Não, obrigada, só estava olhando...

Entramos pra dentro da casa e estava tudo muito diferente, toda a mobília chique e antiga dos Di-laurentis havia sumido. Agora só haviam caixas e mais caixas, a casa ainda tinha alguma coisa que me lembrava Alison, eu só não sabia o que era...

-Emily, você pode me ajudar a subir com essa caixa pro meu quarto? É só subir as escadas e depois virar à esquerda.

-Tudo bem... –Como se eu não soubesse onde era o quarto de Alison.

-Obrigada –Ela sorriu pra mim.

Quando entrei no antigo quarto de ali tudo estava diferente. Sua linda cama de casal rosa e seu papel de parede cheio de flores haviam desaparecido, agora havia uma cama de solteiro com edredom laranja e a parede estava pintada de branco.

-Uau, você gosta de redecorar não é? –Estava espantada com as mudanças bruscas de estilo.

-É... eu odiava aquelas coisas rosas desse quarto. Afinal, você conhecia e menina que morava aqui?

-É... ela era minha amiga.

-Ah, e pra onde ela se mudou?

Ela realmente não tinha a menos ideia do que tinha acontecido com Ali. Fiquei calada, não queria falar sobre isso.

-Desculpe, você deve sentir falta dela, aposto que está em outra cidade, mas depois a gente fala disso.

Ela se dirigiu até sua cômoda laranja salmão, pegou uma pequena caixinha com estampa de frutas e colocou em cima da cama. Dentro da caixinha haviam vários baseados.

-Se importa se eu fumar um? –Eu realmente não sabia que Maya fumava.

-Claro que não.

-Quer fumar comigo?

-Tudo bem... –Sentei ao seu lado e peguei um cigarro.

-Primeira vez?

-É...

-Hm, se não quiser fumar não precisa.

-Eu quero.

-Tudo bem.

Coloquei o cigarro na boca e dei uma tragada. Era horrível. Não sei como alguém podia fumar aquilo sem vomitar. Me levantei e fui pra janela pra tentar jogar aquilo no jardim ou sei lá o que.

-Então Emily... me fale sobre Rosewood, estou curiosa –Ela me abraçou por trás. Me virei rapidamente ficando muito perto de seu rosto. Ela chegou mais perto e me beijou. Foi muito estranho já que ela estava fumando, eu tinha namorado, não era bissexual e muito menos lésbica. Então foi realmente muito estranho. Mas eu até que gostei... Ok, agora eu estou oficialmente confusa. Me soltei de seus braços e fui correndo pra casa, precisava pensar.

-Emily, volta aqui!

Não respondi, só corri mais rápido e não parei até chegar no meu quarto. Deitei em minha cama e adormeci, era muita informação pra pouco tempo.