Quatro Amigas E Uma Letra.
5 A letra misteriosa.
Notas iniciais
POV Gabriela
E então mais um dia havia começado. Eram 7 horas da manhã e eu estava me aprontando pra ir pra escola encontrar Mari. É muito estranho sair do Brasil e vir pros EUA. É tudo tão diferente. O clima, as pessoas, as paisagens e até as praias! Devo dizer que as praias do Brasil dão de 1.000 nessas daqui, mas enfim né. Eu queria estar em Belo Horizonte com meus amigos e o resto da minha família. Eu sinto falta disso tudo. Meu pai trabalha na mesma empresa que o pai da Mari e eles foram transferidos pra cá, pelo ou menos é isso que eles nos dizem apesar de eu não acreditar muito nisso. Nossas famílias vivem de segredinho e nunca nos contam nada. É muito estranho mas tentamos não nos importar.
Abri meu armário e fiquei encarando minhas roupas tentando encontrar alguma bonitinha pra usar hoje. No Brasil é muito mais fácil, as escolas tem uniforme, não temos que ficar 2 horas escolhendo uma roupa. Acabei pegando uma camiseta dos Beatles, uma calça jeans azul claro e um all star preto. Fiz uma trança no cabelo e passei um pouco de blush pra esconder minhas sardas.
Olhei no relógio e já eram 7:40. Não podia me atrasar logo nos primeiros dias de aula. Peguei minha mochila, desci as escadas correndo, peguei a chave do carro e saí pela porta da frente sem falar com ninguém. Por um minuto me esqueci que tinha que levar a peste do meu irmão pra aula. Quando saí ele ainda estava dormindo então com isso eu presumo que ele tenha uma ótima desculpa pra não ir. Provavelmente ele tinha escrito algum bilhete idiota que dizia “Estou com catapora”.
Fui dirigindo calmamente até a escola que não era muito longe da minha casa. Rosewood é uma cidade pequena então praticamente todo lugar é perto da minha casa, eu adoro isso. Escutei meu celular tocar, provavelmente era Mariana me perguntando por que ainda não tinha chegado. Peguei minha mochila e fui olhar a SMS:
Oi querida! Vejo que voltou a Rosewood. Pena que chegou tarde demais pra me ver... Sinto muito. –A
Voltei a Rosewood? Cheguei tarde demais pra ver alguém que eu nem conheço? –A? eu não conheço nenhum A. Nunca estive em Rosewood antes... Estava confusa. Olhei o número que tinha enviando a mensagem, estava bloqueado. Joguei o celular no chão com raiva, precisava saber quem era essa pessoa idiota que sabia mais da minha vida do que eu mesma. Eu precisava de respostas, mas não sabia onde consegui-las. Continuei meu caminho pra escola observando todos na rua, tinha a sensação de alguém estava me observando. Tentei ignorar mas era difícil.
Cheguei a escola e estacionei meu carro como de costume. Fui caminhando em direção ao Starbucks que ficava do lado de fora da escola e comprei um café com canela pra matar minha fome. Entrei na escola procurando Mari mas não a vi em lugar nenhum até que trombei em alguém que derrubou meu café em cima da minha blusa.
–Ah meu Deus, me desculpa!
–Tudo bem, não foi nada.
–Sério, desculpa mesmo, eu tenho que prestar mais atenção nas pessoas.
–Tá tudo bem, obrigada.
Ela segurou minha mão e me ajudou a levantar. Era uma menina muito bonita, tinha os cabelos loiros modelos com babyliss, olhos azuis e usava um vestido azul muito bonito.
–Eu sou Hanna, prazer.
–Prazer, eu sou Gabriela, mas pode me chamar de Gabi –Disse me levantando-
Fomos conversando até a sala de química. Hanna parecia ser muito simpática.
–Aqui Gabi, coloca essa blusa por cima pra ninguém ver a mancha de café. –Ela disse me dando uma blusa preta.
–Obrigada Han. –Sorri.
Nos sentamos no fundo da sala e tentamos assistir a aula até que uma menina baixinha de cabelos escuros entrou correndo na sala.
–Desculpe Mr. Johan.
–Sente-se Aria.
Ela foi andando até uma carteira ao lado da de Hanna e se sentou. Hanna fez as apresentações:
–Aria, Gabi. Gabi, Aria.
–Prazer –Ela sorriu. Eu sorri de volta.
Ficamos conversando durante a aula até o tal Mr. Johan chamar nossa atenção pela 5ª vez. O sinal tocou e fomos pro recreio. Nos sentamos em uma mesinha no pátio e ficamos conversando sobre qualquer coisa. Vi Mari passando com duas meninas que se sentaram conosco.
–Oi meninas! –Falou uma garota cujo o nome eu não fazia ideia.
–Oi Em! –Han foi abraça-la.
–Ah, Gabi essas são Emily e Spencer, e aquela ali eu não sei o nome...
–É Mariana
–Ah, prazer Mari! –Hanna pareceu gostar de Mari.
Ficamos ali na mesa conversando até que o celular de Mari tocou. Será que ela também tinha recebido uma mensagem de A?
POV Mariana
Estava sentada em uma mesa no pátio conversando com as meninas até que meu celular tocou. Achei que era minha mãe ou minha irmã querendo que eu fizesse alguma coisa ou mandando eu chegar em casa cedo, mas pra minha surpresa não era nenhuma delas.
Oi Mari! Senti sua falta, pena que chegou tarde demais não é mesmo? Ah, não olhe demais pros meninos na mesa ao lado, eles são todos meus ok? -A
Será que A era quem eu pensava que era? Não podia ser... Olhei pros lados pra ver quem estava usando o celular, não encontrei ninguém. Comecei a ficar preocupada . O número que havia enviado a mensagem estava bloqueado.
–O que foi Mari? –Gabi já estava desconfiada.
–Nada, era só minha mãe.
–Então tá...
O sinal tocou e fomos pra sala.
POV Hanna
O sinal tocou e fomos assistir as aulas. Fui com Mari e Emily assistir a aula de física, o professor era um saco, o pior da escola talvez. Nos sentamos no fundo como de costume e assistimos a aula até que meu telefone tocou. Discretamente o peguei em minha mochila e o coloquei debaixo da mesa pra que eu pudesse olhar a SMS. Provavelmente era Mona falando sobre a roupa de alguma menina.
Han, que saudade... sentiu minha falta? E aquele seu probleminha com comida... já resolveu? Oinc oinc! -A
Não podia ser... a única pessoa que sabia dos meus segredos era Alison! Isso não podia estar acontecendo... Alison estava desaparecida há anos... será que ela havia voltado? E se ela estivesse contra todas nós? Eram muitas perguntas assustadoras. E todas elas sem respostas.
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