Notas iniciais
Amores, a partir de agora as coisas começam a ficar divertidas. :-*

Acordei na quinta feira já atrasada. Tomei um banho rápido e desci para tomar café da manhã. Minha mãe, por incrível que pareça já tinha acordado e estava tomando café da manha.

–Bom dia filha!

–Bom dia mãe! Lívia hoje eu só vou tomar um suco de laranja mesmo.

–Laura você hoje quando sair do colégio vai direto para a ONG, quero que você conheça tudo por lá, afinal a inauguração já é amanha.

–Mãe, eu... -Ela nem mesmo me deu atenção e já foi interrompendo.

–Marquei uma conversa sua com o dono do morro de lá da zona norte, Jamile e Camila vai com você pra essa primeira conversa. Fique tranquila-ela acrescentou quando fiz menção de interromper-já está tudo sobre controle. Tivemos que pagar uma fortuna mais ele prometeu não criar problemas. Fique tranquila Laurita, ele me jurou que vai até defender você se for preciso.

–Você esta mesmo acreditando na palavra de um traficante?

–Ele me garantiu que não teria problemas Laura. Fique tranquila.

Ok, minha mãe só podia ter sido abduzida. Quando que Laura Becker iria confiar na palavra dada por um criminoso. Ate ontem achava isso impossível.

Logo após terminar de falar ela se retirou o que era típico dela. Ela não tinha mais nada a tratar comigo então não tinha porque ficar um tempo a mais na companhia da sua filha entediante. Essa era a Vivian Becker que eu conhecia. Essa era a minha mãe.

Perdi totalmente o meu apetite e tomei só suco mesmo. Fui correndo para o carro, não antes de ouvir a Lívia gritar:

–Seu pai chega agora à tarde e quer todo mundo em casa para o jantar.

Ótimo, agora ainda teria que aguentar as ceninhas de família feliz à noite toda. Provavelmente algum empresário vinha almoçar conosco, ou ele queria somente ensaiar para toda a encenação de amanha a noite.

Ótimo, minha vida é incrível!

–Bom dia Larita-a Sol veio gritando vindo em minha direção.

–Bom dia pra que Sol, vai por mim o dia não está nada bom.

–O que foi que aconteceu amiga?

–Vamos logo pro carro que no caminho para a escola eu te conto tudo.

Entramos no carro desejei bom dia ao Felipe e a Sol como sempre o ignorou totalmente, que menina doente, teria que conversar novamente com a Sol.

Mas ficaria pra depois agora eu estava precisando desabafar com a minha melhor amiga.

–Meu pai decidiu que quer um jantar em “Família” hoje. Mas não para por ai não, ainda vou ter que sair do colégio direto pra favela da zona norte, pra uma reunião com os chefes de Lá. Da pra acreditar? Minha própria mãe me enfia obrigada em uma favela dominada por bandidos ainda e pra piorar ainda me marca uma reunião com o homem.

–Seu dia não tá nada bom mesmo hem- a Sol falou sem demonstra o menino interesse.

–Você bem que poderia ir comigo hoje né Sol, me fazer companhia.

–Nem pensar. Eu em uma favela, cheia de gente feia, pobre e xexelenta. Deus que me livre, eu não vou mesmo. Você que fique lá com seu criminoso e seus pobretões.

Depois de falar isso a Sol começou a rir, mais não tinha um pingo de graça.

–Mas se bem Laura que pra festa de inauguração eu quero ir. A nata da imprensa carioca vai está lá.

O Felipe observava a conversa toda calado.

–Lipe não precisa vim me buscar não tá. Vai chamar muita atenção chegar lá com motorista. Mas vem buscar a Sol.

–Não precisa me buscar não, eu tenho que resolver umas coisas.

–Tá bom então, toma cuidado lá viu Laura. Boa aula filhas.