Quase sem querer
19 Capítulo 19
Meu domingo passou sem fortes emoções, não vi a Sol, almocei com meus pais, o que foi entediante e me tomei um banho de piscina.
Mas já era segunda, e isso significa aula. Acordei cedo me arrumei e tomei café, e corri pro carro.
–Bom dia Felipe e Sol!
–Bom dia-eles me responderam.
–Vamos meninas pra não se atrasarem.
–Vamos sim Lipe.-Falei entrando no carro- Você sumiu o final de semana todo dona Soraia.
–Desculpa amiga, foi uns amigos que eu não via a um tempo que me chamaram para sair.
–Tudo bem!
–Ótimo. O que você vai fazer depois do colégio?
–Vou dar uma passadinha na ONG, hoje as criança já estão lá.-falei animada.
–Serio Laura, poxa, vamos fazer algo mas divertido.
–A ONG é minha responsabilidade, eu não posso simplismente deixa-la para fazer algo mas divertido.
–Certo.
Chegamos no colégio e eu desci junto com a Sol.
–Adivinha quem é?-alguém falou me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
–Deixa eu ver...
–Sou eu meu amor-ele disse me puxando para ele.
–Caio, você não me disse que só voltaria na quarta?
–Meus pais me liberaram mas cedo. Gostou da surpresa?
–Claro.
–Então me da um beijo.-ele falou me puxando pra si.
Então ele me beijou e eu me peguei comparando o beijo do Caio com o do Leco.
Enquanto o do Caio é cuidadoso e cheio de sentimento, o do Leco é quente e selvagem e te leva a loucura. O Leco sabe te provocar com um beijo, ele te faz querer mais.
–Meu amor você esta bem?
–Sim, porque?
–Você me pareceu um pouco distante.
–Foi só impressão sua Caio.
–OK casal, vocês são lindos juntos mas eu já vou vomitar.
–Oi Sol- ele falou lhe dando um abraço.
–Oi gato.
O sinal tocou e nós fomos para a aula. Não consegui prestar atenção na aula, meus pensamentos divagavam naqueles dois beijos.
–Meu amor-o Caio me disse no intervalo -vamos fazer um programinha a dois após a aula?
–Não vai dá meu lindo, eu tenho que ir a ONG.
–Posso ir com você então?
–Claro, eu vou adorar.
As ultimas aulas passaram rápido e logo estávamos a caminha da ONG.
–O que você vai comer meu anjo?
–Eles vão me entregar uma marmita lá.
Ele gargalhou.
–Você vai comer marmita?
–Vou sim e não vou te dar nem um pouquinho.
–Você está me negando comida?
–Sim, estou.
Fomos conversando o resto do caminho conversando e brincando.
–Chegamos.-falei assim que avistamos a portaria da favela.
–Ótimo.
Ele passou a mão em minha cintura e caminhamos até a identificação.
Assim que chegamos eu parei e gelei. Ele estava lá, lindo como sempre, meu coração acelerou.
–Estamos subindo.-me forcei a falar.
–Não estão não Laura, quem é esse?
Ele parecia com raiva, ele fitava o Caio como se fosse dá um tiro nele a qualquer momento.
–Ele é o Caio, o meu namorado.
Ele desviou o olhar do Caio apenas por um segundo para me olhar.
–Ele não vai subir.
–Por que não? Qual é Leco, o que custa deixar o Caio subir?
–PORQUE ESSA PORRA É MINHA, E EU DIGO QUEM SOBE E QUEM NÃO SOBE.-ele disse elevando a voz.
–Você é um idiota.
–E você é uma patricinha mimada que deveria ter mas cuidado com o que fala.
–Eu não tenho medo de você.
–DEVERIA TER LAURA! ESSE FILHO DA PUTA NÃO VAI SUBIR E PRONTO.
Eu ia dizer mas alguma coisa só que o Caio me impediu.
–Amor, deixa.
–Ele não manda em mim.
–Querida, eu venho te buscar e aí a gente passa um tempo a sós.
–Ouviu Laura, você deveria escutar o veadinho do seu namorado.
Lancei um olhar para ele.
–Tá bem amor, depois a gente aproveita a noite toda- falei beijando a boca do Caio.
–Tchau baby.
–Tchau meu lindo.
Olhei pro Leco e ele me fuzilava com o olhar.
–Acabou a ceninha.
–Boa tarde pra você Leco.-falei passando por ele.
Ele veio atrás de mim e me puxou pelo braço.
–Me solta Leco.
–Cala a boca Laura, cala essa porra da sua boca.
–Você não manda em mim.
–Laura cala a boca ou vou te dar um tiro aqui mesmo.
Fiquei quieta por um tempo.
–Você está me machucando.
Ele estava calado.
–Me solta, vai ficar me prendendo aqui a tarde toda.
Ele me soltou e saiu bravo.
Fui para a ONG trêmula.
Por que ele estava agindo daquela forma?
Por que eu estava me esforçando tanto para provoca-lo.
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