Quase isso...
3 Eu Sou o Tony Stark.
Notas iniciais
Capítulo 3
_Então a Maggie fez a magica dela outra vez? –pergunto para Daniel.
_É. De certa forma sim. –responde ele.
Eu sorrio.
_Então ela é bonita inteligente... e legal?
_Ha é, é, ela é tudo isso ai.
_Uau! É mesmo?
_É!
_Eu não vou namorar ela, ela não é namorável, se é o que você pensou tá bom... pode ficar sosse. –diz ele
_Tá bom!
_E você? Viu a...comoéonomedela?
_Espn!
_Haaa!
_É, a gente foi até o parque, dar um passeio.
_Haa! Dar um passeio no parque! –diz ele com uma voz de deboche –você gostou desta menina, desde quando achou que ela era prostituta.
Eu dou risada.
_Voce está se apaixonando?
_Não! Cara!
_Eu acho que está sim! Dá para sacar na sua voz.
_Eu... eu transei com a Rose.
_Você transou com as duas! –Ele grita no meio da rua.
_Não!
_Desculpa, desculpa, cara foi mal.
_Tá!
_Você transou com as duas! –agora, mas discreto –isso foi de mais.
Ele pega no meu ombro.
_Não! Espn foi para a casa dela, a Rose foi para a minha.
_É isso que eu gosto em você, você nunca pressiona de mais, sempre tem uma substituta.
_É, é.
_É tipo o Tony Stark, o Homem de Ferro.
_É, é. –digo sorrindo.
_Sempre tem uma diferente, mas ai, apareceu aquela secretária dele lá, e o laçou, essa Espn, é a sua secretária.
_Eu não vou começar nenhum namoro.
_Só que você é um idiota, e o Stark não.
Eu e Daniel vamos para a minha casa, chegando lá descido ligar para a garota dos olhos penetrantes.
_Oi, aqui é a Espn! –diz uma voz de veludo do outro lado da linha.
_Oi –digo –aqui é o Jason. Oo a gente vai sair amanhã tá. Vamos no parque Glands, põem roupa chique, e sem perguntas. Topa?
A linha fica muda, mas não completamente, eu sinto sua respiração do outro lado...
_Topo.
_Tá! Tchau, até amanhã.
_Ok! –diz ela, calmamente.
...
_MIKEY JÁ LIGOU PARA A MENINA DE ÓCULOS!? – grito, enquanto eu e Daniel entramos no banheiro da minha casa atrás de Mikey, que já está lá.
_Conta como que foi a ligação. –digo.
_Eu só estou mijando. Podem entrar. – diz ele, em pé, na frente da privada.
_Em primeiro lugar o seu biláo ainda está laranja... –diz Daniel indo em direção a pia, e se agachado para lavar as mãos, Daniel é bem alto, o mais alto de nós três, ele é bem branco e tem o cabelo escuro, seus olhos são pequenos, mas ao mesmo tempo grandes... e pretos, resumindo, se eu fosse uma garota, eu ficaria com ele só por ele ser engraçado.
_Haa! Para. –diz Mikey
_E em segundo...vai sair com a garota de óculos?
_É, ela vai me encontrar hoje a noite.
_Em primeiro lugar... euuuu... acho que seu pinto parece o nariz de um boneco de neve. –digo, sorrindo.
_PARA! –diz Mikey, com a voz e o jeito de uma criancinha chata que fica falando ‘’ mamãe fala para o titio John parar de me incomodar’’ se balançando e puxando a blusa azul bebe de manga comprida para baixo, começando a fazer uma expressão de que quer chorar. Não que Mikey esteja querendo chorar, mas me lembrou um menininho assim.
_... em segundo lugar você não ia trabalhar hoje?
_Ela vai no hospital.
Saímos os três do banheiro...
_Mikey achei incrível você pensar nisso. –digo.
_É. –diz Daniel.
_A combinação de trabalho... –digo.
_É impressionante. –fala Daniel.
_É, é, eu só pensei rápido.
_É casual, é inovador... –digo, enquanto abro a geladeira.
_Huuum! –sussurra Mikey.
_Sabe... eu adoro seu trabalho. –digo.
_E... eu adorei o seu casaco, para onde você vai? –pergunta ele, apontando para meu esmouque.
_Tenho uma grande noite pela frente. –digo, pegando três cervejas.
_É... –diz Mikey.
_Eu vou dar uma de... incrivelmente rico, Senhor Bonnfermintton. –digo abrindo os braços como um super-herói que acabou de vencer o vilão.
_Isso é muito legal! –diz Daniel.
_Parece um palhaço, tem certeza? –pergunta Mikey, levando um casco de cerveja até sua boca.
_Exatamente! O que você vai fazer? –pergunto para Daniel, enquanto arremesso a tampinha da cerveja no lixo.
_Vou encontrar a Maggie, ai vou ver o que rola.
_Vai encontrar ela mais uma vez? –pergunto para Daniel.
_Vem cá! Por que ela sempre te arranja mulher? –pergunta Mikey a Daniel.
_Já se olhou no espelho? E já olhou para mim? Eu sou mais atraente. É mais fácil. –diz Daniel.
Eu sorrio.
_É... Bem mais fácil – continuo sorrindo.
_É... –Mikey diz, sorrindo.
_Na escola votaram em mim como o que tem os olhos mais bonitos.
Eu e Mikey tivemos um ataque de risos.
_Haa! Para com isso–diz Mikey.
_É claro! –digo.
_Seu trocha–diz Mikey tomando um gole de sua cerveja.
_Ei... tenho que ir encontrar a Espn!-digo, enchendo minha boca de cerveja.
_Ui! Parece que já temos um primeiro lugar na derrota, pois o senhor Bonnfermintton já está em um relacionamento. –diz Daniel, com uma face de deboche.
_Nada disso. Eu não estou em um relacionamento, só estou fazendo minha Listinha. A Espn está quase lá. –digo indo em direção a porta.
_Tá! Tá! –diz Daniel.
_Falo! Depois ligo para vocês.
_Vai lá, senhor engomadinho–diz Mikey.
...
Eu e Espn se encontramos no parque Glands...
_Sabia que James Carter morou aqui? –diz uma velha que está nos mostrando a casa ao lado do parque.
_Ha! É mesmo? –pergunto.
_Ele era o prefeito de Nova York. –diz ela.
Estamos parados na frente da casa, a velha está no meu lado esquerdo, e Espn está agarrada no meu braço direito.
_Realmente escolheu uma ótima propriedade para olhar senhor Four...?
_Bonnfermintton! – eu a corrijo.
_Bonnfermintton! –repete ela.
_Bonnfermintton, isso. –digo.
A mulher vira em direção a casa, tira uma chave de sua bolsa marrom e a coloca na abertura que tem logo a baixo da maçaneta. Com um movimento delicado ela a gira, assim, a porta se abrindo.
_Está é... uma das melhores propriedades da cidade –diz ela, já dentro da casa.
Espn dá um sorriso, um daqueles poucos sorrisos gostosos de ver, que dá para notar um brilho em seus olhos. Ela entra na casa, sorrindo. Após passar pela porta (qual a senhora está segurando para ela entrar), faz uma postura de madame, e uma voz estranha, dizendo:
_Obrigado.
Quase ri, mas me contive.
Entrei logo depois de Espn, quando ela andava seu cabelo pulava, com um movimento consecutivo.
A mulher passa em nossa frente, e vai mostrando a casa...
_Olhem o piso de madeira, de Tacco’s, trabalhado, todo original –diz a mulher em nossa frente, apontando para o piso.
Eu pego na mão de Espn e a ródo, como uma bailarina, mas, um rodopio mal feito.
Seus cabelos dançam no ar, ela está sorrindo. Terminando o rodopio, com meus braços a envolvendo.
Estamos logo atrás da mulher.
_E isto eu preciso mostrar... –diz ela, se dirigindo em direção a uma escrivaninha, logo ao
lado de uma escada – acesso restrito ao parque privado. -Ela pega uma chave grande, com uma fita vermelha amarrada na ponta.
_Obviamente uma das melhores coisas de morar aqui –diz ela segurando a chave como uma madame segura uma xicara de café.
_E restrito –digo.
_E restrito –repete a mulher, guardando a chave na gaveta novamente.
Eu olho para Espn, ela me olha.
_E agora eu queria mostrar a vocês este lustre de ferro forjado... –diz a mulher apontando para cima, ela continua indo andando...
_Suba a escada e me espere lá encima, em silêncio–digo em cochichos no ouvido de Espn.
Eu continuo ali, com as mãos nos bolsos.
_Um modelo de ferro trabalhado que é original – ela diz, ainda apontando para cima, e olhando para onde aponta.
_Huuum! É original? –digo.
_E aqui temos um lindo, lindo, lindo candelabro... –ela diz, e continua andando...
Eu abro a gaveta discretamente, pego a chave e corro com passos silenciosos para a escada.
A mulher continua andando e mostrando os móveis sem notar que eu e Espn já não estávamos ali.
Eu entro em um quarto, e vejo Espn lá, sorrindo.
_Vamos embora! –digo, batendo a porta do quarto.
_ Olha! – diz Espn deitando na cama.
_Anda a gente tem que sair daqui –digo indo em direção a janela –Vai! Vai!
Espn vai na minha frente.
_Ai que bosta! – grita ela em sussurros.
_Rápido a velha tá vindo! –grito, também em sussurros.
Espn tenta abrir a janela, mas está meio emperrada... ela a sacode, e a janela se abre.
Espn passa as pernas primeiro depois a cabeça.
Em seguida eu faço o mesmo.
Saímos em uma espécie de varanda.
_Não vão chamar a policia? –pergunta ela.
_Não! Não!... eu acho que não. Vamos... – digo, pegando em seu braço direito e correndo para a direção de uma escada que dá no quintal da casa, saímos pelo portão. Espn está em minha frente.
Espn começa a rir, e tenta correr...
_Huuu! Calma, calma, calma... –digo, segurando sua mão – anda normal, anda normal.
_Como assim anda normal? –pergunta ela, me olhando confusa.
_Está andando como uma criminosa – digo.
A viatura passa logo ao nosso lado.
_É assim que eu ando, e eu não sou uma criminosa
_Mas eu sou! –digo, mostrando a ela a chave do parque ‘privado’
Ela sorri!
_A gente tem que ir embora daqui! –digo sorrindo.
Ela me puxa...
Damos uma volta no quarteirão, e vamos até o parque ‘privado’
Está de noite.
Coloco a chave em um único movimento na fechadura, e a giro... fazendo com que o portão se abra...
Eu o empurro e Espn e eu olhamos lá para dentro... depois olhamos um para o outro... e voltamos a olhar para o outro lado do portão, e entramos, com um único passo.
Sentamos na grama...
_Nossa quando eu era criança eu adorava ir a parques...e o meu avô sempre me levava todo domingo, mas meu ex odiava parques, ele achava que eram... públicos de mais –diz ela olhando para a frente.
Eu estou a olhando...
_Ele parece ser bem babaca–digo.
_Quem? O meu ex?
_Não! O seu avô.
Ela sorri.
_E o que aconteceu com vocês depois?
_Eu me formei, e me mudei para Nova York... e ele arrumou um emprego em Chicago, ele é o tipo de cara que coloca o emprego em primeiro lugar – ela me olha – sabe como é.
_Dizem que somos a geração egoísta.
Olho para seus olhos, depois para sua boca... e volto a olhar para seus olhos.
_E você? Me conta, quem foi que... pegou você? –pergunta ela, aos sussurros mordendo os lábios.
_Como se atreve a compor que eu tenho alguma capacidade emocional? Isso é um insulto, sai já do meu parque – digo, apontando para o portão.
_Nãão -diz ela sorrindo.
_Vai embora!
_Nããããão!
_Não! Tá tudo bem! Você pode voltar –digo, a entregando a chave.
Ela só fica olhando para a chave com um sorriso no rosto, então eu pego sua mão e coloco a chave, depois pego a outra e fecho suas mãos como uma concha com a chave no meio.
Ela me olha e sorri.
Eu a olho e sorrio.
...
Acabamos na cama dela.
...
_Que droga! Eu não ia fazer isso! Eu ia segurar... ia fazer você esperar 40 dias, ou mais –diz ela deitada, colocando a mão direita sobre sua testa.
_Eu também ia fazer você esperar, mas ai eu lembrei que... eu sou o homem.
Ela sorri.
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