Quase Sem Querer...
6 Vamos ser amigos
Notas iniciais
Capítulo quentinho, acabando de sair do forno, ou melhor, do word!!! kkkkk Desculpem pelos erros!
Espero que gostem!
Elena não queria deixá-lo ir, ela só pensava em se prender a ele e ficar assim, até que não restasse nada além de dois corpos exaustos. Por mais que uma mensagem de alerta fosse mandada constantemente pelo cérebro de Elena, a alertando que aquilo era errado, seu corpo dizia o contrário e bloqueava qualquer interrupção que o seu lado racional pudesse causar, seu corpo queria se perder no de Damon, e apenas sumir por ali.
_ Lena...
Seu coração derretia ao escutá-lo dizer seu nome daquele jeito, principalmente em meio ao beijo, para Elena era como uma carícia em seus lábios . Ela estava adorando todas aquelas sensações que tomavam seu corpo e pensamento, ela estava entregue a todos os sentimentos que Damon causava nela.
Damon... Damon, o namorado de Katherine, que querendo ou não, era como se fosse sua “irmã”, ela deu conta de que, estava beijando seu próprio cunhado. Infelizmente o racional de Elena venceu o seu desejo, seria um erro continuar com aquilo, era errado. Elena tentou se separar dos lábios de Damon, mas ele a impediu, mordendo levemente o lábio inferior dela e puxando para si, em um gesto totalmente sensual, Elena soltou um gemido inconscientemente. Ah como eu me odeio por isso!
_ Damon – ela segurou o rosto de Damon entre sua mãos, separando os lábios do dele – não vê o que estamos fazendo?
_ Não sei exatamente... — Damon mantinha seus olhos fechados, ele mordia o lábio inferior, tentando reprimir o seu desejo de beijar Elena novamente. — Eu posso esta sonhando...
_ Abra os olhos...
E ele abriu seus olhos, mostrando um azul profundo e luxurioso, Elena não pode deixar de pensar no que ocorreria se não o tivesse o parado. Seu corpo tremeu ao pensar aonde eles teriam acabado. Seu cabelo estava molhado e bagunçado pelas mãos de Elena, seu lábios estavam vermelhos e seu pescoço e ombros com alguns arranhados. Elena não estava em uma situação muito melhor ou menos vergonhosa, seu rosto e pescoço estavam irritados pela barba por fazer de Damon, mas ela não se lembrava de ter achado ruim a sensação que sua barba fazia em sua pele, seus lábios estavam inchados e vermelhos, principalmente o inferior pela mordida e pelo puxão que Damon deu ali. Uma das alças de seu soutien preto e rendado caiam para o lado e o topo dos seios estava à mostra.
_ Me desculpa, Lena... — Ele se desculpava, mas em nenhum momento libertou Elena de seus braços — Eu não sei o que deu em mim...
_ Damon... — Elena o fitou nos olhou, que já não eram luxuriosos e cheios de desejo, e sim, preenchidos de culpa – não precisa se desculpar, aconteceu...
_ Eu... — Damon olhou para o estado em que se encontrava a garota em seus braços e fitou a espantado – Seu rosto...
Ele passou a mão da base do queixo de Elena, onde estava vermelho e irritado, até o seu pescoço. O olhar de Damon acompanhava os seus movimentos, por onde seu olhar e sua mão passavam, deixavam um rastro de fogo. A mão de Damon chegou ao seu ombro, e em seguida subiu a alça que estava caída, o fogo queimou mais brando, e Elena viu o olhar de Damon voltar a se encher de desejo quando ele prendeu seus olhos nos seios dela.
_ Damon... — ela não se cansava de dizer o nome dele, e cada vez que ela o chamava desejosa, Damon sentia a sua vontade de Elena crescer cada vez mais.
_ Eu... — ele levou seu olhar para os lábios de Elena, estava prestes a beijá-la de novo, mas Katherine veio a sua mente, não só ela, mas também Isobel e John, que confiaram a felicidade de Katherine a Damon, e lá estava ele, a caminho de fazê-la sofrer – Eu tenho que sair daqui...
Damon finalmente libertou Elena, indo o mais rápido que conseguia ate à areia da praia. Elena ficou por ali, sentindo o frio repentino que surgiu depois que Damon a tirou de seus braços. Ela olhava o rapaz ao longe, de corpo esguio e glorioso, se vestir as pressas. Ele estava confuso, sim, ele estava, assim como ela também. Elena não entendia como tudo aquilo tinha acontecido, quando ela se deu conta, estava o beijando docemente, depois o atacava como se fosse o último gole de água. E agora ele estava tão longe, e indo embora, a deixando sozinha com as recentes lembranças, era demais pra ela.
Elena sentia as lágrimas descerem e se juntarem a água do mar, ao observar Damon ir. Ele não olhou para trás antes de ir embora, e Elena também não olharia. Ela jurou a si mesma, que assim que chegasse em casa falaria com o pai, o avisando que iria embora o mais cedo possível no dia seguinte. Ela saiu do mar, em seguida vestindo apenas a sua camisa e pegando o restantes das suas coisas com as mãos, e seguindo o caminho para casa.
Ela não viu Damon durante todo o caminho, assim como ele apareceu, ele sumiu, o que a fez pensar se tudo não passou de um sonho, mas o aperto que ela sentia em seu peito, e as lagrimas quentes que desciam por seu rosto eram reais, o que a fez descartar essa opção.
Elena entrou pela porta dos fundos, não queria encontrar com quem quer que fosse, até chegar ao seu quarto e trocar de roupa para ir falar com seu pai. Ela subiu as escadas silenciosamente até seu quarto indo direto para o banheiro, tomar uma ducha. Elena deixou parte de suas magoas irem com a água que lavava seu corpo, ela não queria falar com o pai com aquele peso no peito, por mais que eles tenham passado pouco tempo nos últimos oito anos, ele a conhecia como ninguém, e perceberia a sua angustia assim que colocasse os olhos nela. Foi para o quarto enrolada em uma toalha felpuda que havia no banheiro, indo logo vestir suas roupas, e em seguida foi procurar por John, acabou por encontrá-lo em um escritório que havia em um lugar mais reservado da casa, provavelmente para não ser interrompido.
_ Pai? – Elena bateu na porta chamando a atenção de John que estava no computador e não viu Elena entrar.
_ Oi, querida... – John se levantou indo em direção a Elena, a segurando pelos ombros – Está tudo bem com você?
_ Sim, pai... – Elena tentou desconversar mas, sabia que John percebeu que algo a chateava – Eu vim conversar com o senhor...
_ Elena, antes – Ele gesticulou para que se sentassem em um pequeno sofá de couro preto, embaixo de uma ampla janela coberta por cortinas brancas – Eu queria te pedir desculpa pelo jantar, eu sei que devia ter dito alguma coisa, Isobel me advertiu depois, mas eu acho que te devo desculpas...
_ Pai, não precisa se desculpar...
_ Preciso sim, Elena... – ele disse interrompendo Elena – Eu sou seu pai, devia te defender, eu somente queria que você e Kath pudessem se entender.
_ Eu e Katherine não nos damos bem, e eu sinceramente não sei bem o por quê – Elena deu de ombros – Sempre que tento me aproximar, ela me repreende, então é melhor deixar as coisas do jeito que estão, eu vou embora, e tudo retornará a sua paz...
_ O que? – John olhou surpreso e irritado para Elena – Você vai embora?
_ Pai, é a coisa mais sensata a se fazer, depois do... – Elena não diria o real motivo de querer ir embora, resolveu omitir essa parte – depois do que aconteceu no jantar.
_ Elena... – John se ajoelhou de frente de Elena segurando firme as mãos dela nas suas – Por favor, eu te peço, fique... Faz muito tempo que não a vejo, e quando penso que poderemos matar a saudades você vai embora no dia seguinte?
_ Pai...
_ Não Elena, procure considerar... – John a interrompeu mais uma vez – Preste atenção, eu sou seu pai, estou suplicando, de joelhos, para que fique! Vá, deite, durma um pouco, pense melhor, pense no seu pai, e depois decida, se for o que você realmente quer pedirei a Damon que a leve para casa...
Elena ia retrucar, queria ir para casa, mas com o pai ajoelhado, a suplicando para que ficasse, fez com que outra angustia surgisse em seu peito o fazendo doer, e quando o pai citou Damon que doeu mais ainda, não suportaria uma viagem de volta com ele ao seu lado, pediria para que John ou Jeremy a levasse, mas nunca a Damon.
Assentiu com a cabeça, seria capaz de desabar se abrisse a boca. Seu pai deu um sorriso, em seguida a levantou do sofá, e a abraçou, e logo Elena foi transferida para um momento nostálgico, lembrando do seu tempo de infância, e de como o pai a abraçava com ternura, ela havia passado anos longe do pai, e nas pouquíssimas vezes que se viam, ele sempre a abraçava daquele jeito, como se a distancia não fizesse nenhuma diferença, e ele sempre a amaria eternamente. Elena retribuiu o abraço deixando algumas lágrimas escaparem por seus olhos. Se despediu de seu pai, indo para o seu quarto.
Deitou em sua cama fitando o teto de madeira, com o intuído de fazer o que seu pai a pediu, descansaria, colocaria as idéias no lugar, e pensaria bem antes de ir embora. Ela não podia deixar o seu pai, não quando a havia tratado com tanto amor, amor esse, que ela passou oito anos longe, ela queria ficar pelo seu pai. Poderia suportar Katherine, poderia reprimir os sentimentos que Damon a causava, ela poderia lidar com isso, alias, ela era uma Gilbert, e não desistiria assim tão cedo. Elena acabou se lembrando do que havia falado para Damon, “eu vou aproveitar esse lugar o máximo que eu conseguir, independente do que meu pai, Isobel, ou Kath digam, eu vou viver esse momento”. Ela não mudaria sua filosofia, apenas acrescentaria Damon na equação. Não importa mais, ela estava ali por ela, ela faria aquelas férias valerem a pena.
Ela não poderia esperar até o inicio do dia para contar sua decisão ao seu pai, olhou no relógio, já passava das uma da manhã, fazia quase uma hora que havia deixado o pai no escritório, Talvez ele ainda esteja lá, mas quando abriu à porta do escritório, o mesmo estava vazio e com todas as luzes desligadas. Foi até a sala de estar, mas ele também não estava. Talvez tenha ido dormir, quando Elena ia começar a subir as escadas de volta para o quarto, ela escutou o som de algo se quebrando na cozinha, desviando o seu caminho indo direto para lá.
_ Pai? – Elena entrou na cozinha, mas não tinha ninguém, a luzes estavam apagadas e somente a geladeira que estava aberta iluminava o ambiente – Pai é você?
_ Não, Elena – ela viu uma mão se levantar atrás do balcão, não pode ver o rosto mas reconheceu a pessoa pela voz – Sou eu, Damon.
_ Ah sim...
Ele era a ultima pessoa que ele queria encontrar mas ela não podia controlá-lo e dizer para ele evitar lugares onde ela esta e vice e versa, ela teria que conviver com ele, pelo menos até aquelas férias acabarem, e quem sabe quando ele se casasse com Katherine, ou talvez no batizado dos filhos deles dois, ou quando Isobel e John a convidasse para o natal em família, e todos aqueles feriados familiares.
_ Aí! – Damon ainda estava abaixado atrás do balcão da cozinha – Droga.
_ O que aconteceu? – Elena acendeu a luz e depois contornou o balcão até encontrar Damon de peito nu, com a camiseta suja de sangue enrolada na mão, e o que ela supôs ser um copo quebrado no chão – Meu Deus, Damon...
_ Não foi nada... – Elena correu até seu lado, com cuidado para não se machucar nos cacos de vidro, puxando a mão de Damon para poder olhar o estrago – Ai, Elena...
_ Larga de ser bebê... – Ela o fez ficar de pé, e depois levou ele até a pia para que pudesse lavar o ferimento – Nossa, acho que você vai precisar de pontos...
_ Não, não precisa... – Damon tentou puxar a sua mão antes que Elena colocasse embaixo da água, mas não deu tempo, ele tentou não parecer um “bebê” como ela havia dito, mas a dor que a água fazia quando entrava no ferimento era quase insuportável – Ai, Lena...
_ Shhh... – Elena desligou a torneira e pegou um pano de prato limpo para que ele pudesse colocar a mão – Senta ai que eu vou procurar alguns curativos...
_ Olha na segunda gaveta da direita – Ele disse enquanto se sentava no balcão.
Elena encontrou o kit de primeiros socorros onde Damon a havia indicado. Ela abriu a maleta, tirando e colocando em cima no balcão ao lado de Damon tudo o que ela precisava para fazer o curativo. Elena ficou entre as pernas de Damon, em seguida pegando a sua mão machucada, e olhando o corte que agora sangrava menos.
_ Tem certeza de que não quer ir para o hospital? Eu posso dirigir...
_ Não, é melhor não...- ele disse nervoso — Eles vão ter que me dar anestesia e, eu odeio agulhas...
_ Já disse para deixar de ser bebê...
Elena sorriu de lado, ela também odiava agulhas, nunca gostou, e aquilo era mais uma coisa que eles tinham em comum, por mais que parecesse meio infantil. Ela pressionava o pano de prato na mão de Damon, até que o ferimento parasse de sangrar por completo. Com um algodão embebido em antisseptico, ela limpou o corte, para que não inflamasse. Elena sabia que ia arder um pouco, e antes que Damon pudesse reclamar, ela assoprou de longe para que não ardesse tanto. Pegou algumas gases estéreis que tinha no kit, e as dobrou ao meio colocando em cima do corte, e logo depois enfaixando a mão de Damon. Elena, depois de terminar o curativo de Damon, foi até um quartinho que ficava na cozinha, voltando de lá com uma vassoura e uma pá de lixo.
_ Não precisa fazer isso, deixa que eu junto...
_ Não! – Elena o ameaçou com a vassoura – você fica ai, antes que você se machuque mais.
_ Tudo bem, mamãe.
Elena não podia deixar de rir, desde que se conheceram, ele teve esse efeito sobre ela, não podia negar. Ela juntou os cacos, em seguida jogando os no lixo embaixo da pia, e voltou ao quartinho para guardar as coisas que havia pegado. Damon ainda estava sentado no balcão, olhando o curativo que Elena havia feito em sua mão, ela foi até um dos armários pegando um copo e colocando um copo do suco da jarra que estava em cima da pia, e entregou a Damon.
_ Obrigado – ele tomou um gole do suco, sorrindo sem graça em seguida para Elena – Não só pelo suco, mas por me ajudar com isso aqui...
_ De nada,bebê... – Elena se sentou ao lado de Damon na bancada – Sobre o que aconteceu na praia...
_ Lena... – Damon abaixou o rosto, olhando para o copo em sua mão – Foi culpa minha, eu devia ter me controlado, não foi certo com você, nem com Kath, nem com ninguém...
_ Eu sei disso... – Elena respirou fundo, as lembranças do ocorrido ainda mexiam com a sua cabeça – Eu até havia falado com meu pai, dizendo que ia embora, mas...
_ Você não pode ir embora, Lena – Damon a olhou exaltado, sua reação pegou Elena de surpresa – Se alguém tem que ir embora aqui, esse alguém sou eu, você não fez nada...
_ Por favor Damon, — Elena o interrompeu e parecia furiosa – Claro que eu fiz, eu retribuir, eu instiguei você a continuar. Então pare de se lamuriar, eu não vou embora, você também não...
_ Ok, desculpa...
_ E para de fica me pedindo desculpas, Caramba!
Elena desceu da bancada, estava tão irritada que poderia bater em Damon se ele falasse mais alguma asneira. Como assim ela não tinha feito nada? Ela o tinha retribuído o beijo, ela havia gostado do beijo, ela tinha culpa sim, se ela não quisesse ser beijada por Damon, ele não conseguiria. Damon saiu da bancada, colocando o copo de suco na pia, e indo até Elena, segurando ela pelos ombros apenas com a sua mão boa.
_ Tudo bem, Lena... – Ele a olhou nos olhos – Vamos guardar o que aconteceu em um lugar muito bem guardado, e vamos ser amigos... Eu sinto um carinho enorme por você, mesmo tendo nos conhecido ontem, e eu não gostaria de perder sua amizade.
_ Eu também não, Damon... – Elena rodeou sua cintura o abraçando, Damon beijou a testa de Elena em sinal de respeito e a abraçou apertado – Seremos amigos...
_ Sim...
Eles ficaram um tempo assim, Elena se sentia reconfortada naquele abraço, e Damon a segurava como se o mundo estivesse em suas mãos, se ele a magoasse jamais se perdoaria. Ele conhecia Elena a basicamente um dia, porém assim que a viu, sentiu uma afeição muito grande pela garota, e depois de descobrir algumas poucas coisas sobre ela, um sentimento cresceu dentro do seu peito, um sentimento, sem nome, feito somente para Elena.
_ Mas o que significa isso?
Notas finais
E ae? me digam, o que voces tem achado da historia até agora? Devo parar com ela? Me digam o que vocês acham que vão acontecer? nao sei, voces estao gostando? Espero que estejam, deixem seus reviews e recomendações!
Beijos!
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