Quase Sem Querer...
41 Stand By Me
Notas iniciais
_ Ela está demorando, não acham? — Alaric perguntou nervosamente para Damon e Stefan, enquanto fitava as cadeiras que estavam nas laterais do deque sendo ocupadas aos poucos pelos convidados.
_ Deixa de nervosismo Ric... – Damon disse debochado – Jenna é a noiva, ela tem o direito de se atrasar...
_ Mas e se ela desistiu! – Alaric disse nervosa e desesperadamente – Eu tenho que ir ver o que está acontecendo!
_ Ei! Calmo ai... – Stefan disse calmamente enquanto impedia que Alaric saísse do seu lugar, o segurando pelos ombros – Você não vai a lugar nenhum... Você vai ficar aqui, na sua marca, sorrindo e cumprimentando os convidados esperando a entrada da noiva ser anunciada...
Alaric concordou com um aceno de cabeça, e plantou um sorriso amigável em seu rosto, e procurou manter seus pensamentos em qualquer coisa que não fosse no seu nervosismo ou na demora de quase uma hora de Jenna. Elena e os outros haviam feito um ótimo trabalho. Ric pensou enquanto olha ao seu redor, analisando a decoração, procurando manter sua mente ocupada e longe das suas teorias pelo atraso de Jenna. Tudo parecia estar em perfeita ordem. O arco que Damon havia feito estava em perfeita harmonia com o restante da decoração, em sua maioria composta pelas cadeiras escuras, da mesma cor da madeira do deque, com simples e pequenos buques de rosas brancas e azuis presas em uma das pontas da cadeira e com almofadas brancas nos assentos. Alguns vasos feitos de vime, que adornavam os arranjos de pequeninas e charmosas flores, davam um toque a mais à decoração. Um tipo de tenda, feita com um tecido branco e fino, estava armado sobre o deque, dando um ar mais leve, enquanto contrastava com a cor castanha escura que compunha o restante da decoração. E também fazendo sombra para que o sol daquele meio de tarde não incomodasse a ninguém.
Ao longe o som oco e agudo de saltos sobre o piso de madeira do deque soou pelo lugar, chamando a atenção de Alaric e de todos os presentes ali, para a cabeça loira de Care, que corria apressadamente a passos curtos, por causa do vestido justo, até a banda, que Jeremy havia contratado. Ela sussurrou alguma coisa no ouvido de um dos membros da banda, que logo gesticulou positivamente com um aceno de cabeça. Enquanto Caroline voltava pelo caminho que veio, o integrante da banda, com quem Care havia falado, pegava um ukulele, e logo uma leve e conhecida melodia ia sendo tirada dele, anunciando a entrada da noiva.
Quando os primeiros acordes de ‘stand by me’ começaram a soar pelo deque, todos ficaram de pé e voltaram sua atenção para o local onde Jenna apareceria, enquanto aguardavam expectantes a entrada da noiva. Ao fundo já era possível ver a cabeça loira da dama de honra e a cabeleira escura da madrinha, que andavam a passos ritmados e demorados, jogando pétalas azuis e brancas ao longo do caminho enquanto indo em direção ao altar, e logo atrás, Jenna surgia lentamente acompanhando o ritmo de Care e Elena a sua frente. Ela estava estonteante com seus cabelos penteados cuidadosamente para o lado, caindo graciosamente sobre um dos ombros, e a delicada coroa de flores azuis davam a ela um ar angelical e divino. Mas o que realmente havia chamado à atenção de Alaric no momento em que a imagem de Jenna dominou sua visão foi o sorriso enorme acompanhado pelo brilho fascinante que ela carregava no olhar.
_ Você está perfeita... – Alaric disse extasiado assim que Jenna se posicionou ao seu lado, fazendo a mesma ruborizar.
_ Obrigada... – Jenna sorriu cativamente, enquanto olhava admirada para seu noivo, que vestia uma calça jeans escura e uma camiseta branca de algodão com um colete cinza, que combinava perfeitamente com o clima fresco e praiano do casamento – Você está maravilhoso...
_ Uma boa tarde a todos. Fiquem a vontade para voltar a seus lugares... – um senhor de cabelos grisalhos, o qual iria celebrar o casamento, saudou a todos com um sorriso caloroso, e gesticulou para que todos se sentassem, e assim o fizeram – Estamos reunidos para testemunhar e celebrar a união de duas afortunadas almas que descobriram entre si os conceitos de confiança, amizade, companheirismo, amor... Aos familiares e amigos presentes aqui hoje, recebam a honra de partilhar de tal momento com Alaric e Jenna, pois tenho certeza de que se todos vocês estão aqui, é por que tem vera importância na vida de ambos. E a mim foi designada a tarefa de fazer algumas leituras e dizer algumas palavras. — o cerimonialista tirou um pequeno caderno de capa dura do bolso de seu paletó escuro e sacou os óculos de leitura, os colocando, e abriu o caderno em uma de suas paginas – Amor. Uma simples e pequena palavra, porém com um significado enorme. Retratado por tantos, porém conhecido por poucos... Mas, o que realmente podemos descrever o amor? Em uma das minhas muitas leituras, me deparei com uma pequena frase, no entanto significativa. ‘O amor é sempre paciente e generoso, nunca é invejoso. O amor nunca é prepotente nem orgulhoso. Não é rude nem egoísta. Não se ofende nem se recente do mal. Não se alegra do pecado alheio, mas se regojiza com a verdade. E tudo perdoa, tudo crê, e tudo espera e tudo tolera, seja o que vier!’ É assim que eu defino amor... E esse casamento é como o represento... Sem egoísmo, sem prepotência, sem ressentimentos, apenas um puro e verdadeiro sentimento transformando duas mentes, dois corações... Dois corpos, em um só. — o cerimonialista fechou seu caderno, referindo um sorriso amável ao casal a sua frente, que se olhavam com um brilho apaixonado nos olhos. – Alaric e Jenna, depois de tantos anos protelando esse momento, chegou a hora de vocês declararem a todos aqui presentes e ao mundo o amor verdadeiro que reina entre vocês. Agora, peço que se virem um para o outro, deem as mãos, para que seja assim dito os votos e juras de amor de ambos... Alaric, pode começar.
_ Jenna... – Alaric disse em meio um sorriso amável e caloroso, enquanto fazia um carinho delicado com as pontas dos dedos nas mãos de sua noiva – Eu não precisei de muito pra ter certeza de que você era a mulher com a qual eu queria passar todos os dias da minha vida do lado. Na verdade, assim que te vi passar pela porta da sala dos professores me procurando, meu primeiro pensamento foi ‘ eu vou me casar com essa mulher’... Você me fascina, me desconcerta, me acalma, me domina... Você é meu vício, minha vida, minha alma, meu futuro... Eu te amo, Jenna.
Alaric terminou os seus votos, recebendo um ‘eu te amo’ baixinho de Jenna e o olhar choroso e amoroso de todos ao seu redor. Elena e Caroline tentavam segurar inutilmente as lagrimas que teimavam em molhar seus rostos, enquanto Jenna respirava profundamente procurando não derramar as lagrimas que ameaçavam cair, antes de dizer ao homem de sua vida, seus votos e juras de amor.
_ Alaric, a verdade é que eu sou totalmente louca por você... – Jenna disse divertida com os olhos brilhantes fixos aos de Alaric, arrancando risos ao redor — Todos os dias, eu acordo e checo o seu lado da cama, somente para ter certeza de que esses anos todos não foram um mero sonho, e somente Deus sabe o alivio que é encontrar você lá todos os dias... Eu te amo hoje, te amarei amanha, e passarei o resto dos meus dias te amando da maneira absurda e incondicional que amei desde o momento que coloquei meus olhos em você...
_ Muito bem, agora, chegou o momento mais esperado por todos... – o cerimonialista se pós a falar — Assim como todas as palavras ditas aqui hoje tem sua importância e significado, as alianças também hão de ter o seu. Sua forma circular simboliza o amor continuo entre o casal, além de simbolizar a fidelidade e a cumplicidade entre ambos. As alianças, por favor...
Damon retirou uma pequena caixinha de veludo azul e entregou a Alaric, que a abriu, e pegou a aliança de ouro rose que tinha uma linha cravejada de pequenos diamantes. Ele a posicionou na ponta do anelar esquerdo de Jenna, e assim que o cerimonialista assentiu, Alaric começou a falar:
_ Jenna Sommers, aceite essa aliança como símbolo do meu amor e fidelidade... – Alaric disse enquanto deslizava a aliança pelo dedo de Jenna, e depois beijava a mão da mesma.
_ Alaric Saltzman... – Jenna dizia enquanto repetia o gesto de Alaric, colocando a aliança lisa de ouro rosé no anelar de Alaric – aceite essa aliança como símbolo do meu amor e fidelidade.
_ Pelo poder a mim concedido, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva...
Alaric puxou Jenna pela cintura, e logo colou seus lábios aos dela, enquanto as pessoas ao redor vibravam, gritaram, assobiavam, batiam palmas, algumas estavam em prantos, mas para Alaric e Jenna, a única coisa que importava naquele exato momento, era o fato de finalmente pertencerem um ao outro.
***
Elena estava sentada em uma das varias almofadas espalhadas pela praia, enquanto sorria orgulhosa por tudo que fizeram em tão pouco tempo. Carol havia caprichado na decoração da festa, assim como na escolha dos comes e bebes. A comida estava impecável, e os drinks, que tinham um toque praiano e tropical, estavam fazendo sucesso entre os convidados. Outra coisa que parecia agradar a todos foi a escolha do repertório musical feita por Jeremy e Bonnie. A banda tocava divinamente bem, e as músicas escolhidas eram de boa qualidade, e nem se comparavam com as escolhidas por Matt, o DJ da festa de bodas do pai de Elena e Isobel. Todos ao redor pareciam se divertir enquanto dançavam na pista de dança de frente para o palco improvisado feito com esteiras de bambu organizadas pela areia.
Uma melodia conhecida sendo dedilhada de maneira habilidosa começou a soar pelos amplificadores usados pela banda, fazendo um sorriso nostálgico surgir nos lábios de Elena, a fazendo se lembrar de um momento incrível e passado a não muito tempo. Elena fechou os olhos deixando fluir em sua mente todas as lembranças daquele dia, ou melhor daquela noite, quanto todos foram fazer uma pequena visita para a Mystic Club, onde também ela e Damon dançaram como loucos. No entanto, o que realmente havia sido gravado a ferro em brasa na mente de Elena foram os acontecimentos das horas que se seguiram.
Naquele exato momento, de olhos fechados e deixando seus pensamentos voarem juntamente com os acordes de Feel so Close, Elena podia sentir seu coração bater lentamente enquanto suas lembranças se mostravam vivas o bastante, fazendo tudo sentido em sua madrugada de entrega e amor perambulasse por sua mente, carregando consigo muitos outros momentos vividos pelos dois naqueles poucos dias. Alguns engraçados, como a primeira vez que se viram e logo de cara estavam cantando ‘pocketful of sunshine’ como dois loucos dentro do carro a caminho para a casa de praia, outros românticos, porém conturbados, como a primeira declaração de Damon para Elena, onde ele cantou ‘Imbranato’ com seu impecável italiano e a única reação de Elena foi fugir do inevitável. Alguns outros românticos, e extremamente sensuais, como a primeira vez que dormiram juntos.
Outros simplesmente era uma mistura louca de tudo aquilo, e eram justamente esses os que mais tinham importância para ela, como da primeira vez em que Elena pode sentir a textura dos lábios de Damon sobre os seus, logo depois de um momento divertido onde eles apostaram corrida até as águas frias daquele mesmo mar que agora olhava com um sorriso bobo no rosto, se lembrando de todos os momentos únicos que ela e Damon viveram naquele espaço curto de tempo. Todas as palavras, todas as risadas e choros. Todas as fugas, as poucas discussões, e até Katherine, se tornaram essenciais para que eles conseguissem chegar aonde haviam chegado, e conquistar tudo que conquistaram juntos, e que ainda hão de conquistar futuramente.
_ O que você tanto tem em mente? – a voz de Damon soou deliciosa e sexy no pé de seu ouvido. Ela podia sentir o halito quente de Damon bater em seu pescoço, arrepiando todos os pelos de seu corpo.
_ Nada demais... – Elena deu de ombros enquanto sentia Damon sentar atrás de si, a fazendo ficar entre suas pernas, e a abraçando pela cintura. Ela deitou sua cabeça no ombro de Damon, ainda fitando a paisagem a sua frente com aquele mesmo sorriso no rosto – Só pensando como os momentos mais marcantes de minha vida simplesmente parecerem ter trilha sonora...
_ Interessante... – Damon disse mansamente, enquanto beijava o ombro desnudo de Elena graças ao vestido tomara que caia branco que ela usava – Posso saber se estou em algum deles?
Elena se virou em meio aos braços de Damon, de maneira que pudesse fitar o rosto dele. Seus olhos azuis intensos eram como luz em meio a escuridão, e o sol do fim de tarde os faziam ficar ainda mais maravilhosos do que o normal.
_ Você está em todos eles... – Elena murmurou sem desviar, um único segundo, seu olhar do de Damon – Você, Damon, é o único motivo deles se tornaram tão importantes pra mim...
Elena levou uma de suas mãos até o rosto de Damon, e fez um carinho na lateral do rosto dele, para depois puxa-lo levemente pelo queixo para aproximar seus lábios dos deles, e mais uma vez ter a sensação extasiante que beijar a boca de Damon lhe proporcionava, invadir todo seu ser e aquecendo seu peito.
_ Eu te amo, Lena... – Damon murmurou entre os lábios de Elena, recebendo um olhar e um sorriso caloroso da mesma – Tudo que vivi e vou viver com você é o que realmente é marcante pra mim. Se eu tive alguma vida antes de encontrar você, eu não consigo me lembrar, pois você dominou minha mente de uma forma inexplicável, fazendo tudo ficar distante e borrado, e a única coisa que eu consigo enxergar agora, é você...
_ Eu te amo...
Elena beijou delicadamente os lábios de Damon, e depois voltou a aconchegar seu corpo junto ao dele, voltando a descansar sua cabeça sobre o ombro de Damon, enquanto ele arrastava o nariz pela pele de seu pescoço, inalando seu cheiro, e algumas vezes, depositando leves beijos na base de seu pescoço, e Elena tentava não se arrepiar com as sensações que ele lhe causava. Eles ficaram ali, abraçados, se beijando, rindo, curtindo as músicas que a banda tocava, de vez em quando bebericando alguma bebida, mas sem nunca desgrudarem um do outro.
_ Acho que está na hora do bolo...
Damon apontou para a Carol a alguns poucos metros de eles estavam, orientando dois rapazes que carregavam um bolo de três andares, decorados com conchas e estrelas do mar, como eles haviam encomendado. Em um movimento rápido, Damon se pós de pé, ajudou Elena a ficar também, e juntos de mãos dadas, eles caminharam, assim como os outros convidados, até o local onde havia uma mesa redonda coberta com uma toalha branca, e decorada com o tema praiano, onde Caroline indicava para os rapazes colocarem o bolo de maneira centralizada, e logo depois Care entregou uma espátula para Jenna.
_ Câmera a postos, pois esse é o momento do bolo pessoal! – Caroline gritou empolgada enquanto voltava para o lado de Stefan, que logo a abraçou pela cintura.
Jenna e Alaric seguraram juntos o cabo da espátula e posicionaram sobre a primeira camada do bolo, tirando em seguida uma fatia do mesmo e o colocando em um prato pequeno. Jenna pegou com os dedos um pedaço da fatia e depois levou até a boca de seu marido, Alaric repetiu o gesto, porém muito mais desengonçado que Jenna, ele acabou por sujar o canto da boca de Jenna com o recheio cremoso de morango, que ele mesmo limpou com uma singela lambida no rosto de Jenna, que fez uma careta de nojo enquanto ele a lambia, fazendo todos ali rirem da situação. Tudo isso sob os flashes e câmeras que tentavam eternizar aquele momento em fotos e vídeos.
Rapidamente o bolo foi servido, e todos voltaram a se divertir. Damon puxou Elena para a pista de dança, onde já se encontravam Stefan e Caroline, que dançavam colados uma musica nada lenta. Logo Jenna e Alaric se juntaram a eles, sorrindo radiantes com suas taças de champanhe nas mãos. Ao longe era possível ver Jeremy e Bonnie escorados em uma das palmeiras que havia ali, se beijando em meio a conversas e risadas. Isobel e John conversavam com Abby, e com alguns outros convidados. Todos estavam ali, se divertindo e felizes, principalmente os recém-casados, o que dava a Elena uma sensação de dever cumprido.
***
_ Então... – Elena disse depois de tomar um gole da sua bebida, chamando a atenção de Stefan e Caroline que estavam sentados na mesma mesa que Damon e Elena – Um de vocês vai me falar o que está aconteceu ontem a noite, ou vou ter que usar de algum método de tortura pra descobrir?
_ Nada aconteceu... – Caroline disse ruborizada, enquanto colocava uma mecha de seu cabelo loiro atrás da orelha, e escutava Stefan soltar uma risada contida – Eu apenas bebi um pouco além da conta...
_ Essa parte eu já sei! – Elena revirou os olhos – Eu quero saber o que aconteceu depois que vocês saíram da Mystic?
_ Bom, Stefan me trouxe pra casa... – Care disse depois de engoli em seco o bolo em sua garganta – E cuidou de mim, nada demais...
_ Eu já discordo... – Stefan disse próximo ao ouvido de Caroline, a pegando desprevenida, fazendo que um arrepio lhe subisse pela coluna e ela tivesse que morde o lábio inferior para evitar que um gemido entrecortado lhe escapasse pelos lábios enquanto Stefan depositava um beijo em seu rosto – Foi tudo, menos nada demais...
_ Hm... Isso é interessante! – Elena bateu palmas, empolgada e com um sorriso enorme nos lábios, arrancando risos de Damon ao seu lado. – Eu fico feliz por vocês dois estarem namorando...
_ Mas nós não estamos... – Caroline disse um pouco desconcertada pelo termo usado por Elena.
_ Ainda não... – Stefan murmurou somente para que Caroline pudesse ouvir, fazendo com que a mesma voltasse seu olhar para ele ao seu lado, os olhos em plena confusão enquanto Stefan mantinha um sorriso maroto no rosto.
O telefone de Elena tocou brevemente na pequena bolsa branca que ela carregava com ela, tirando sua atenção do momento ‘casal’ a sua frente. Ela pegou o aparelho e viu que havia acabado de receber uma mensagem de Bonnie. Elena olhou ao seu redor, procurando em meio aos convidados a amiga, mas não a encontrou.
_ O que foi? – Damon perguntou preocupado enquanto Elena lia a mensagem um pouco confusa – Alguma coisa aconteceu...
_ Não é nada, apenas Bonnie... – Elena deu de ombros e guardou o aparelho em sua bolsa, e se preparava para se levantar, quando Damon a segurou pelo braço, e a fitou com um olhar questionador – Ela me mandou uma mensagem dizendo para encontra-la na frente de casa...
_ Mas ela não falou o que queria? – Damon perguntou perplexo, Elena meneou a cabeça negando – Quer que eu vá com você?
_ Não precisa, ela deve querer minha ajuda com alguma coisa... – Elena beijou os lábios de Damon, e se pós de pé – Não se preocupe, eu já volto...
Elena lhe sorriu, e pegando sua bolsa, saiu em direção à frente da casa, deixando Damon lá sentado, que apenas a ficou observando até que já não fosse mais possível vê-la. Alguma coisa incomodava seu âmago ao vê-la sair de seu lado, mas Damon rapidamente meneou a cabeça, e afastou seus insanos pensamentos de que algo poderia está errado, e voltou a conversar com Stefan e Caroline a sua frente. Alguns minutos se passaram, e nada de Elena. O incomodo se fazia a cada minuto maior em seu peito, e toda vez que olhava ao seu redor e não a via, Damon se tornava mais aflito e agoniado.
_ O que foi Damon? – Stefan perguntou preocupado ao ver seu olhar de seu irmão vagar incessantemente pelos convidados.
_ Elena saiu a quase meia hora para procurar Bonnie e nada até agora... — Damon pegou o celular no bolso e começou a digitar o numero de Elena.
_ A Bonnie está vindo pra cá...
Caroline apontou em direção a garota de vestido rendado e cabelos presos em um rabo de cavalo alto que vinha na direção deles, fazendo que Damon respirasse um pouco mais aliviado e deixasse pra lá a ligação que ia fazer pra Elena. Ele se pós de pé e andou até Bonnie, esperando que Elena estivesse vindo atrás dela, mas não havia nenhum sinal da morena.
_ Bonnie, cadê a Elena? – Damon perguntou assim que estava perto o suficiente de Bonnie.
_ Eu não sei, achei que ela estava com vocês... – Bonnie respondeu a Damon enquanto seu olhar vagava ao seu redor, procurando por alguém – Você viu o Jeremy? Eu não consegui encontrar meu celular em lugar nenhum, quem sabe ele tenha tido mais sorte que eu...
_ O que? Como assim não consegue encontrar seu celular? Você não mandou uma mensagem para Elena há algum tempo? – a voz de Damon soou audivelmente preocupada, assim como seu olhar, fazendo que Bonnie o fitasse, confusa, não entendendo as suas pergunta ou sua reação. – Há quanto tempo você o perdeu?
_Eu não sei direito, eu me lembro de ir lá dentro com Jeremy para buscar as lembrancinhas, e quanto voltei minha bolsa não estava em cima da mesa que eu havia deixado, então voltei para vê se havia deixado dentro de casa, mas não o encontrei... – Bonnie deu de ombros sem entender.
_ Tá, mas quanto tempo foi isso?
_ Acho que tem uma hora, por ai...
O rosto de Damon se tornou pálido e inexpressivo no mesmo instante em que seu cérebro parecia dá um estalo em sua cabeça e o incomodo em seu peito se fazer mais presente. Damon se afastou e rapidamente pegou o celular em seu bolso, discou o numero de Elena e levou o aparelho próximo a sua orelha. Bonnie fitou confusa enquanto Damon bufava e murmurava coisas sem nexo, visivelmente preocupado. Stefan e Caroline, que acompanhavam a cena de longe, logo se levantaram e se juntaram a Bonnie e Damon.
_ Ei, o que está acontecendo? – Caroline perguntou ao se aproximar da amiga e de Damon.
_ Eu não sei... – Bonnie respondeu perplexa. – Eu perdi meu celular, e Damon aparentemente surtou...
_ Ela não atende... – Damon desligou a chamada assim que a voz eletrônica da caixa postal começou a falar, e voltou a ligar novamente – Ela não atende... Droga! Porque não atende...
_ Damon o que está acontecendo? – Stefan perguntou ao ver a aflição que tomava conta da expressão de seu irmão.
_ Ela não atende! – Damon exclamou, enquanto voltava a ligar novamente para Elena – Elena recebeu uma mensagem do celular de Bonnie a meia hora, dizendo para ir encontra-la e nada até agora... Bonnie não mandou a mensagem, pois perdeu o celular antes do horário que Elena recebeu a mensagem... E agora ela não atende o celular...
_ Bonnie! – Jeremy a chamou enquanto vinha correndo em direção ao grupo reunido em meio à praia – Nenhum sinal do seu celular. Sinto muito... O que foi?
_ Ei, gente! – Jenna disse enquanto se aproximava com um sorriso enorme no rosto, antes que Damon ou algum deles pudessem explicar o que possivelmente estava acontecendo – Cadê a Elena? Está quase na hora dos brindes, e Elena é a madrinha, precisa fazer um discurso...
_ Jenna, a Elena... – Damon começou a dizer ainda com o seu celular no ouvido, mas antes que ele conseguisse dizer algo do que estava acontecendo, uma voz conhecida soou do outro lado da linha, fazendo com que um calafrio lhe subisse pelo corpo, o petrificando.
***
_ Bonnie, cadê você?
Elena dizia para o nada, enquanto escutava mais uma vez a voz eletrônica do outro lado da linha, dizer que o telefone chamado estava desligado ou fora da área de cobertura. Ela guardou o celular na bolsa, e voltou a olhar ao seu redor, em busca de Bonnie. O céu já havia escurecido, e Elena agradecia mentalmente por aquela parte da casa ser bem iluminada, mas isso não diminuía a sua agonia por está ali sozinha. Havia alguns carros estacionados por ali, no entanto não havia ninguém por aquelas bandas, todos estavam na praia aproveitando a festa.
_ Droga!
Elena praguejou quando uma brisa fria transpassou seu corpo, a fazendo se abraçar enquanto procurava se aquecer e algum jeito. E para seu infortúnio, todas as luzes daquela parte da casa se apagaram repentinamente, fazendo Elena engolir em seco. Um barulho de algo como um caminhar em meio a folhas chamou a atenção de Elena, mas somente com a luz da lua e a pouca iluminação que vinha da parte de dentro da casa, não era o suficiente para que Elena pudesse enxergar.
_ Tem alguém ai? – Elena disse temerosa, enquanto espremia os olhos, procurando enxergar algo diante de si. – Bonnie? É você?
O lugar estava muito quieto, e em meio a quase escuridão, tudo parecia ser assustador. Elena meneou a cabeça, tentando dizer a si mesma que havia visto uma sombra passar em meio aos carros, e riu de si mesma, por deixar que sua imaginação tomar de conta de sua mente. Elena decidiu voltar à festa, mas antes que pudesse seguir seu caminho, algo lhe atingiu a cabeça, e a escuridão dominou sua visão.
***
Elena abriu os olhos, sentindo a parte de trás de sua cabeça latejar incessantemente. Ela olhou ao seu redor, enquanto levava a mão até o galo que havia em sua cabeça. Ela reconhecia o painel em madeira e o cheio de couro do cadilac preto de seu pai, mas ela não sabia como havia parado ali. Ela olhou pela janela, reparando que o carro se movimentava, e pelo borrão que as arvores ao longo da estrada formava, ela podia deduzir que estavam em alta velocidade.
_ Finalmente! – uma voz conhecida soou debochadamente ao lado de Elena, fazendo que ela olhasse assustada assim que colocou os olhos em quem estava sentada no banco do motorista – Achei que a bela adormecida não estaria acordada para vê seu próprio fim...
_ Katherine!
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