Quase Sem Querer...

19 Falsas Promessas de um Futuro Incerto


Notas iniciais
Capitulo grandinho pra compensar voces por essa semana sem postar... é que eu estava resolvendo umas coisas e quase nao tive tempo de escrever quem dirá de postar... BUT HERE I AM! Titulo mô sem noção... mas eu gostei da sonoridade da frase entao...
Bom, espero que voces gostem, nos vemos nas notas finais o

A manhã de domingo chegou rápido, e logo cedo todos, os que ajudariam na preparação do casamento, já estavam reunidos na cozinha. Jeremy conferia em seu tablet os DJ’s disponíveis na cidade enquanto Bonnie olhava no notebook alguns modelos de lembrancinhas. Caroline, estava sentada ao lado de Stefan com as pernas no colo do rapaz, mostrando em seu smartphone algumas decorações simples mais espetaculares que ela havia encontrado, e que seriam super fáceis de arrumar. Elena estava em um canto isolado da mesa, com seu notebook na sua frente, e Damon ao seu lado. Eles estavam pesquisando estilos de decorações para a cerimônia, e a cada imagem que passava, Elena se perdia em sua mente, que a levou diretamente para a noite anterior, lembrando-se principalmente do presságio de Caroline. Em especial a parte onde ela e Damon um dia se casariam, e mesmo não querendo alimentar seu âmago com falsas promessas de um futuro incerto, ela se deixou levar em seus pensamentos, imaginando seu próprio casamento.

Ela estava com um vestido branco com o busto rendado, deixando os ombros e as costas à mostra através da renda de um jeito delicadamente romântico e sensual. O vestido descia rente ao corpo até abaixo do quadril, onde se abria lentamente em uma cascata de tecido branco, similar ao que Elena havia visto sua mãe usar no álbum de casamento de seus pais. Em suas mãos, um buque de tulipas reais, brancas manchadas de vermelho, e seu cabelo presos em um coque simples, com um singelo véu lhe cobrindo o rosto. Ela olhou ao seu redor, se encontrando em uma pequena capela de madeira, totalmente decorada com arranjos de tulipas brancas e vermelhas. Sentiu uma leve pressão em seu braço, e viu que seu pai estava ao seu lado, sorrindo de um jeito paternal com os olhos brilhando por conta das lagrimas. A marcha nupcial começou a tocar, e ela com seu John em seu encalço começaram adentrar na singela capela. Enquanto marchavam em direção ao altar, ela fitava o rosto de todos, reconhecendo alguns poucos de sua família e amigos. Elena voltou a olhar para o altar, não conseguia reconhecer quem era o homem que a esperava ao lado do padre, de terno e gravata, graças ao véu e as lágrimas que embaçavam a sua visão. Seu pai a entregou para o seu “noivo” dizendo algumas palavras que Elena mal pode escutar. Delicadamente, o ainda desconhecido noivo, levou suas mãos até o véu que cobria o rosto de Elena, e o retirou. E Elena mais uma vez em sua vida estava perdida no mar azul profundo que era o olhar do homem de sua vida.

_ ...essas flores azuis são incríveis não acha, Lena... Elena? – Damon a chamou, a tirando de seu devaneio – Elena você esta bem?

_ Sim, claro... – Elena disse um pouco sem graça por ter sido pega sonhando acordada – O que você disse Damon?

_ Essas flores... – Ele apontou para o computador na frente de Elena – Não sei o que se são, mas o tom azulado me agrada... Será que conseguimos encontrar flores assim?

_ São orquídeas... – Elena olhou fascinada para a imagem a sua frente – Nem que eu tenha que rodar essa cidade inteira pra encontrar, mas tem que ser essas... Elas são perfeitas! Bom, vamos salvar essa imagem nos favoritos, e anotar no caderno para não nos esquecermos de nada amanha...

_ Já está anotado... – Damon escreveu no caderno de Elena que estava em cima da mesa. – Podíamos falar com Isobel, para ver se ela conhece alguma floricultura por aqui.

_ Ótima ideia! É bom anotar... — Elena sorriu ao ver Damon anotando novamente o que ela disse. – Vamos juntos amanhã cedo...

_ Aonde você pensa que vai com o MEU namorado? – disse Katherine entrando em um rompante na cozinha.

_ Nos vamos a cidade amanhã – Damon explicou estressado pela atitude de Kath – Todos nos vamos...

_ E eu posso saber o motivo? – Katherine colocou a mão na cintura exigindo respostas.

_ Estamos organizando o casamento da tia da Elena... – Damon disse lentamente para que tudo fosse entendido – Se quiser ajudar...

_ Eu? Ajudar? – Katherine disse sarcasticamente interrompendo Damon, depois soltando uma risada sórdida pelos seus lábios – Eu não vou ajudar não me interessa nada que está relacionado com essa comedora de ratos... E também não deveria interessar a você Damon, nem conhece a tia dessa daí, e muito menos tem alguma obrigação com isso...

_ Realmente não conheço, e também não tenho nenhuma obrigação, mas a Lena e eu nos tornamos... – Damon hesitou olhando para Elena ao seu lado antes de continuar – nos tornamos amigos. Ela precisa de mim e eu jamais me negaria a ajuda-la.

_ Todavia, para o seu conhecimento, eu não permito você a andar... – Katherine apontou o dedo para Elena com desdém, indecisa com o qual ofensa seria melhor para definir Elena — com essazinha por ai!

Katherine disse autoritária, como se Damon fosse seu cachorro, e ela estivesse puxando a coleira para corrigir o seu mal comportamento. Todos ao redor da mesa olharam para Damon depois para Katherine, e voltando a olhar para Damon, esperando por alguma reação. Damon apenas fitava a garota a sua frente descrente do que ela havia dito. Ele pediu para que ela repetisse, sugeriu que talvez ele tivesse escutado errado, porém Katherine repetiu com todas as letras. Uma gargalhada saiu pela garganta de Damon e Elena o olhou assustada.

_ Me diz que é palhaçada Katherine... Por favor! – Damon assim como começou a rir, e de repente parou, fitando sério a garota a sua frente que ainda mantinha a pose de dominadora – Me diz que é uma das suas brincadeiras, por que se for, realmente não teve graça...

_Damon eu... – Katherine tentou falar alguma coisa porem Damon levantou exaltado a interrompendo.

_ Você acha que só por ser minha namorada pode me dar ordens você esta muito, mais muito enganada mesmo! – Damon tinha um sorriso assustadoramente sarcástico no rosto enquanto falava – Eu não sou submisso a você, e se eu quiser sair com Elena, ou seja, lá quem for, eu vou sair. Eu não te impeço de sair quando quer, por que você vai me impedir?

_ Damon, eu... – Katherine tentou retrucar, mas Damon a interrompeu novamente.

_ Damon nada Katherine! Eu já estou cansado dessa situação! Eu não sou seu cachorrinho que você carrega na bolsa como acessório, eu tenho minhas próprias vontades e adivinha... Elas não são ditadas por você!

Katherine fitava Damon, incrédula. Durante cinco anos de relacionamento, Damon jamais havia se oposto ao que ela dizia, sempre fazia suas vontades, e agora ele estava se rebelando. Seus olhos se encheram de lagrímas, enquanto ela fitava o rapaz de olhos azuis, magoada e espantada com a atitude do namorado. No entanto, Damon não foi acudi-la, não chegou nem a se móvel de onde estava, nem ao menos pediu desculpa. Katherine ergueu uma de suas sobrancelhas ainda olhando perplexa, se perguntando o motivo de Damon a esta contrariando desse jeito. Katherine dirigiu o seu olhar para a morena, calada e com a expressão confusa, ao lado de Damon, a quem ela julgou ser a culpada de tudo aquilo. Seu olhar passou de perplexa a homicida.

_ Você! – Katherine apontou para Elena falando exaltada – Isso tudo é culpa sua! Damon jamais falaria assim comigo, ele mudou e por sua causa... Eu vou acabar com você, Elena! Sua filha da puta...

Elena, que se mantinha quieta em seu no seu canto, ao escutar as palavras finais de Katherine viu o seu sangue ferver dentro das veias. Ela levantou exaltada e pronta pra pular por cima da mesa e dar umas boas bordoadas em Katherine, no entanto, antes que pudesse pular como uma leoa em cima da presa, Damon a impediu, enlaçando seus braços na cintura de Elena, a prendendo junto ao seu corpo.

_ Me larga Damon! – Ela sibilava entre os dentes mantendo o seu olhar furioso para a garota a sua frente – Me larga caramba!

_ Lena se acalma... – Damon dizia próximo ao ouvido de Elena, mas ela não o escutava, estava cega de ódio. Ela se debatia nos braços de Damon para que ele soltasse, porém ele não o fez – Se eu te soltar você vai querer ensinar a Katherine uma merecida lição, no entanto depois você vai ficar se remoendo em remorso, chorando durante toda a noite, até dormir. – Elena parou por um instante de lutar contra os braços fortes de Damon e em sua mente o assunto Katherine não tinha mais tanta importância diante das palavras do mesmo. Ele se aproximou, e sussurrou perto do seu ouvido da garota em seus braços para que somente ela o escutasse. — Eu sei Lena, eu vi. Eu estava lá.

Ele estava lá? Então aquela sensação daquela noite... O perfume era de Damon? Era Damon? Elena permaneceu paralisada, ainda nos braços do garoto de olhos azuis. A visão de Elena estava embaçada, graças as lagrimas que surgiram em seus olhos. Sua mente estava em um turbilhão, ela tinha que sair dali, antes que fizesse algo que se arrependesse, assim como Damon havia dito, e presenciado aparentemente.

Elena colocou suas mãos sobre as de Damon, e fitou o fitou nos olhos. Nenhuma palavra precisou ser dita, pois com apenas um olhar, Damon a compreendeu. Ele assentiu, soltando devagar a sua cintura. Elena agradeceu com um sorriso, e foi andando calmamente em direção a Katherine, no entanto se limitou a olha para a mesma com desprezo, saindo em seguida pela porta da cozinha por onde Katherine havia entrado.

_ Isso mesmo Leninha, foge! Sua vaca, filha da mãe, ladra de namorados! – Kath gritou pela porta.

_ Ei, espera aí queridinha! – Caroline estava de pé com a mão na cintura – Primeiro: Quem você acha que é pra falar assim com a Elena?

_ A pergunta aqui é quem é você? – Katherine disse desdenhosa.

_ Caroline Forbes, e é um desprazer finalmente conhecê-la! – Car disse irônica quase matando Kath de raiva – E segundo: A culpa não é da Elena, se você esta mais ocupada em dar prazer para o seu amante do que tomar conta do que você deixou em casa... Uma hora as pessoas cansam, fofa, até mesmo de uma pessoa assim, sabe... Tão querida quanto você é!

_ Como você... — Katherine olhou assustada para Caroline, que a observava com um sorriso cínico nos lábios e as mãos na cintura. Olhou para Damon que estava ao fundo, ainda no mesmo lugar. – Damon, isso é mentira... Ela nem me conhece Dam, não sabe do meu amor por você, eu seria incapaz de tal coisa...Você não acredita em mim? Não confia no meu amor por você? Dam, você não vai me defender?

Damon cruzou os braços rentes ao peito, esperando pelas desculpas esfarrapadas de Kath acabassem, porém elas viam em uma enxurrada e todas fora do contexto e sem coesão. Kath esperava que a reação de Damon fosse não acreditasse em Caroline e a defendesse, assim como ele sempre fazia, todavia, ele não parecia disposto para fazer o habitual. Ele estava diferente, ele não era o Damon de sempre, algo tinha mudado dentro dele, ele não correspondia mais aos seus encantos. Não a tocava mais como antes, não a beijava como antes... Ele a ama. Como um estalo em sua cabeça, Katherine chegou a conclusão mais obvia, e que aparentemente apenas ela não havia percebido. Katherine o fitou com um olhar de puro ódio não acreditando nos seus próprios pensamentos, e seguida saiu pela porta pisando forte.

_ Hasta la vista KathBitch! – Caroline gritou da cozinha, mas tinha certeza que Kath tinha escutado. — Um amor de pessoa, vocês não acham?

_ Caroline Forbes... – Stefan se levantou indo de encontro a Caroline. Ele a olhava admirado e Caroline ruborizou sob seu olhar – Acho que estou apaixonado por você!

_ Cala boca Stefan – Caroline gargalhou ainda com o rubor dominando suas bochechas. Stefan a puxou para si a abraçando. – me larga seu bobo! Temos coisas a fazer...

***

Elena estava sentada de frente a escrivaninha do seu quarto. Ela estava desenhando, ou melhor, colocando no papel tudo que ela e Damon haviam pensado naquela manha para a decoração da cerimônia, antes que fossem interrompidos pelo seu pesadelo decorrente, chamado Katherine. Meneou a cabeça tentando se livrar das lembranças e das palavras de Katherine algumas poucas horas atrás, voltando sua atenção para a folha de papel a sua frente.

Elena dava os últimos retoques com o lápis de cor azul. Afastou-se do desenho, olhando para ele com um sorriso orgulhosa. Uma estrutura, como uma tenta feita em madeira, predominava o centro do desenho. Leves traços tentavam imitar a fluidez do tecido que seria posto sobre a estrutura, enquanto algumas orquídeas decoravam, e pequenas lâmpadas de LED penduradas no teto, iluminavam a armação. Pequenas e delicadas flores brancas estavam em bases de trama de vime, ao lado das cadeiras. A morena sorriu já imaginando o quão perfeito era tudo em sua cabeça, torcia para que tudo desse certo assim como ela planejado. Elena voltou a se concentrar nos detalhes do desenho.

_ Você desenha muito bem...

Elena deu um pulo da cadeira onde estava, ela estava tão inerte em seus pensamentos e no desenho que fazia que só percebeu a aproximação de Damon quando o mesmo falou próximo ao seu ouvido, a tirando bruscamente de seus devaneios. Ela olhou para Damon, que agora mantinha seu queixo apoiado no ombro da morena enquanto observava a folha em cima da escrivaninha de Elena.

_ Obrigada... – Elena disse com um sorriso em seus lábios. — Por me assustar e pelo elogio!

_ Adorei essa estrutura! – Damon pegou o desenho das mãos de Elena se sentando na beirada da cama – Como você pretende fazê-la?

_ Na verdade – Elena virou se na cadeira ficando de frente para Damon, encolheu os ombros e disse mansamente tentando persuadi-lo – Esperava que você pudesse me ajudar com essa parte...

_ Eu posso até fazer... – Elena sorriu animada – Mas você não vai me convencer apenas com esses olhos castanhos pidões...

_ O que você vai querer em troca? – Elena revirou os olhos sorrindo ironicamente. – Vamos Damon, me diga qual é o seu preço...

_ Bom, vamos fazer o seguinte, você fica me devendo um favor, tudo bem? – Elena pensou um pouco, mas por fim aceitou – Temos um acordo, e eu fico com isso...

Damon dobrou e guardou o desenho de Elena no bolso da calça jeans escuro que usava. Elena apenas fitou seus movimentos sem dizer nada, apenas o observando. Ele estava belíssimo, como sempre, com uma camisa preta justa ao seu corpo, marcando bem cada músculo de seu tórax. Elena mordeu seu lábio inferior, sentindo um demasiado desejo de poder sentir aqueles músculos sob seus dedos. Passou os olhos por toda a extensão superior de Damon, subindo o seu olhar encontrando o de Damon no caminho. Elena sentiu seu coração disparar dentro do peito, mas não doía. Na verdade, fazia certo tempo que a dor não persistia em voltar, e ela havia pensado, sentido, e falado em e com Damon durante toda a tarde.

_ Você esta bem Elena?– Damon perguntou.

_ Estou utilizando de todo o meu autocontrole para não ir até Katherine e falar tudo que esta engasgado aqui – ela deu de ombros sorrindo — Mas acho que estou bem...

_ Não se preocupe, acho que Caroline já disse tudo...

_ Car? Como assim? – Elena olhou confusa para Damon, mas logo se lembrou de que estavam falando de Caroline, e que ela jamais deixaria alguém falar daquele jeito com ela – deixa pra lá... Então, é verdade aquilo que me disse? Que você viu, que estava comigo naquela noite?

_ Sim... – Damon abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos.

_ Posso saber o porquê?

_ Pelo mesmo motivo de estar aqui agora... – Damon levantou o seu olhar, fitando os olhos castanhos de Elena – No inicio eu achei que fosse só preocupação, mas agora eu vejo que é algo além disso, eu me importo com você, eu amo você. Por isso vim aqui naquela noite, e algumas outras noites.

_ Damon... – Elena deu um sorriso de lado. – Eu meio que já sabia que você tinha passado a noite aqui, comigo, naquele dia e em outras noite...

_ Posso saber como? – Ele perguntou curioso.

Elena virou-se para a escrivaninha, pegando em cima da mesma, um pequeno fichário, com uma capa azul de couro um pouco desgastada nas bordas. Foliou as paginas, até encontrar o que procurava. Ela olhou para Damon, mordendo o lábio inferior nervosa. O conteúdo daquelas paginas era assunto restrito, somente Elena tinha acesso a elas. Ela jamais teve coragem para mostrar a ninguém o que ela escrevia. Ela olhou para as paginas com quase dez anos de idade. Algumas amassadas, outras assumiam um tom amarelado nas pontas, mas todas continham alguma lembrança que era especial para Elena. E naquele momento ela estava a revelar para Damon uma das suas mais queridas.

_ É o meu diário, eu já lhe contei sobre os meus desabafos. Eles estão todos aqui! Alguns são antigos, antes mesmo do meu pai casar com Isobel, alguns são tristes, outros alegres, uns são momentos vividos, alguns são sonhos, como o que eu escrevi alguns dias atrás... Eu nunca li , nem deixei que ninguém lessem esse caderno...

_ Me sinto lisonjeado por ser o seu primeiro... – Elena sorriu sem graça, com o sua mente que teimava em ver duplo sentido na frase de Damon, as bochechas de Elena ficaram vermelhas de vergonha enquanto Damon ria alto por isso – seu primeiro ouvinte Lena, que mente poluída.

_ Tudo bem... – Ela passou a mão fria pelas bochechas quentes tentando amenizar a queimação em seu rosto – Prometa que não vai rir Damon...

Damon manteve o olhar de Elena, enquanto se inclinava, e puxava a cadeira de rodinhas que Elena estava sentada a trazendo para perto de si, parando entre suas pernas. Damon se inclinou para mexer na alavanca embaixo da cadeira, ajustando a altura, fazendo que o rosto de Elena ficasse na mesma altura que o seu. A respiração de Damon batia na face de Elena, e ela fechou os olhos, inspirando profundamente o halito mentolado de Damon. Quando finalmente os abriu, os olhos azuis estavam próximos demais. Elena pensou em se afastar, porem seu corpo não correspondeu aos impulsos elétricos mandados pelos seus neurônios para seus nervos, fazendo a permanecer ali, observando atentamente o rosto de Damon, que estava tão perto do seu.

_ Eu prometo que não vou rir – Damon sussurrou perto do rosto de Elena, que sentiu seu coração pular uma batida – Agora leia...

Estava nervosa pela proximidade de Damon, mas não queria que ele se afastasse, mesmo que ela lhe causasse uma perda total de raciocínio. Elena desviou o olhar do de Damon, fitando a pagina do diário em suas mãos, e logo se pós a lê-la para ele:

_ O perfume amadeirado voltou para invadir meus sonhos, sempre me levando a ter sonhos com ele e seus olhos azuis da cor de um céu de verão. Um dia sonhei que o abraçava, no outro que o beijava, em um ele me fazia carícias no rosto, depois pelo corpo todo... E ontem nos amávamos em cima da relva molhada. Esses sonhos parecem mais ser um tipo de tortura disfarçada, e alem de me atormentarem durante o sono, permanecem presos a minha mente durante todo o dia, e sempre que acho que finalmente esqueci, basta o olhar nos olhos, que as lembranças dos sonhos me invadem e eu chego a ruborizar ao pensar em como seria...

Já faz algum tempo em que venho questionando a minha sanidade. Me pergunto o tempo todo o motivo pelo qual minha mente associa esse cheiro, deliciosamente amadeirado que invade meu quarto todas as noites, com ele. Por que ele me leva a ter esses sonhos com ele? Em algum momento cheguei a cogitar a ideia de Damon passar as noites embalando meu sono, mas o que ele viria fazer aqui no meio da noite, e ainda mais no meu quarto? Eu sei sim, é loucura, porém, no fundo tem uma parte de mim que deseja que isso fosse verdade.

_ Eu escutava todas as noites você chamar meu nome. Às vezes de um jeito doce, outras como se suplicasse para que eu não a deixasse... – Damon disse com um sorriso lindo em seus lábios – Eu passava a noite observando o seu sono e quando estava perto de amanhecer eu ia para meu quarto, sempre dizendo a mim mesmo que seria a ultima vez, mas no outro dia eu não me aguentava e vinha velar seu sono novamente... No dia que você me pediu para esquecê-la, eu não vim... Deus sabe o quanto eu queria vir e me deitar ao seu lado até o sol nascer, mas eu fiquei a noite toda na praia, repassando todas as lembranças que eu tenho de você em minha mente, principalmente as do dia em questão... – Damon tirou o diário das mãos de Elena, o colocando em cima da cama, e permaneceu segurando as mãos de Elena – Eu sinto muito Elena, mas eu simplesmente não posso, ou melhor, não consigo fazer o que me pediu...

_ Eu também não quero que o faça... – Damon sorriu de lado lindamente, enquanto acariciava a pele da mão de Elena com o polegar – Mas entenda que não posso ficar entre você e Katherine, no entanto não posso ficar longe de você Damon, eu sinto uma dor enorme em meu peito quando penso na possibilidade de não ter nunca mais você na minha vida...

_ Lena, a minha promessa eu ainda estou a manter... – Ele olhou no fundo dos olhos da garota a sua frente — Você nunca vai me perder!

_ Fico feliz por não ter feito o que eu pedi... – Elena abaixou o seu olhar, fitando as suas mãos juntas acariciando uma a outra. – e por manter a sua promessa...

Damon sorriu alegremente. Ela o amava, podia até não dizer abertamente, mas ele sabia que ela o amava. E agora ele sabia que ela o correspondia como ele queria. Damon se aproximou de Elena ainda mais, depositando um beijo no canto dos lábios de Elena, depois se afastou, causando em Elena um sentimento de bipolaridade, onde por um lado ela estava feliz por se ver livre dos encantos de Damon, e de outro ela estava frustrada demais por ele não tê-la beijado.

_ Eu já vou indo... – Damon se levantou indo em direção a porta, dizendo antes de sair. – daqui a pouco eu volto pra ver como você estar...

Notas finais
Tulipas reais, descritas no texto, são como a da capa do livro do Lua nova.. sabe? *_*
Bom, o que voces acharam? Ruim? Regular? Bom? Mais ou menos? Otimo? Se mata?
Vamos la gente! quero a opinião sincera de voces! Beijos e até o proximo!