Notas iniciais
OMG! 'Não estou chorando, não estou chorando... T___T MENTIRA! To me debulhando em lagrimas! QSQ está no fim! >< Bom, nos vemos nas notas finais... Foi tomar cuidado pra nao me afogar em lagrimas aqui... Pela ultima vez aqui em Quase sem Querer, desculpem pelos erros, e aproveitem a leitura...

Mesmo com vinte quatro anos na cara, eu não vejo outro jeito de iniciar uma conversa com você sem usar ‘Querido diário’... Não é irritante, apenas frustrante pelo fato de eu ser uma adulta e ainda precisar de um caderno e caneta pra poder me expressar. Depois de quatro anos, é de se esperar que algumas coisas mudem, mas isso foi uma dos poucos hábitos que ainda me perseguem, e eu sinceramente não sei por que, mas me acostumei a mantê-lo. Não sei, talvez eu goste de escrever, ou talvez seja um método de nunca me esquecer das coisas que foram marcantes e tiveram um grande e significativo impacto em minha vida e em quem eu sou hoje. Algumas pessoas tiram fotos, outros fazem vídeos, e eu apenas preencho suas paginas tentando passar por meio da escrita o que vejo...

Mas mesmo assim, tem coisas que simplesmente não podem ser descritas em textos, ou capturadas em imagens e vídeos. Você precisa presencia-las e senti-las, deixar que mudem seu ser e preencham parte dele com algo imutável e intransferível, se tornando uma lembrança somente sua. E depois de quatro anos, vivendo uma vida que eu nunca achei que seria minha e cercada das pessoas que confio e amo, uma coisa eu posso dizer com convicção é que as coisas simplesmente têm a capacidade de serem modificadas, e que elas sempre irão-te se surpreender.

Há quatro anos, quem imaginaria que Caroline Forbes e Stefan Salvatore iriam morar juntos na Itália e ainda teriam um restaurante muito bem conceituado por lá. Quem se arriscaria a dizer que Katherine Pierce, agora uma Mikaelson, seria mãe de uma menina adorável e tremendamente esperta de quase quatro anos chamada Nadia, e ainda por cima, que eu seria madrinha da mesma. Ou que Bonnie e Jeremy se casariam em uma capela em Las Vegas, com um sósia do Elvis como cerimonialista, e que hoje Boon estaria no último mês de uma gestação de gêmeos. Quem diria que eu e Damon estaríamos morando juntos em um charmoso apartamento há quase três anos, juntamente com uma cadela adorável e manhosa chamada Nietz, e que Damon trabalharia como promotor, e eu em uma editora como revisora de texto/ escritora amadora?

Pois é, algumas coisas mudaram. Algumas drasticamente, como meu relacionamento com Katherine, outras já esperadas, porém nada previsíveis, como Alaric indo dar aula na África do Sul e levando Jenna com ele. Mas mesmo depois desses anos e de todas as coisas que já me aconteceram, eu nunca consegui me acostumar às surpresas que essa vida vem guardando, não só pra mim, mas pra todos nós... E uma coisa que eu aprendi durante esses anos, e que se mostra a cada dia mais correta, é que a vida sempre vai te surpreender, e por mais que eu me sinta plenamente feliz e realizada hoje, nada melhor do que o dia de amanha pra me provar que estou errada, e que ainda posso ser mais...

Por isso é que eu sou extremamente grata e feliz pelas alegrias vividas no passado, pela alegria que vivo hoje, e pelas futuras alegrias que me esperam amanha. E eu sei que boa parte delas, eu tenho que agradecer ao ser de olhos azuis profundos e místicos que me concedeu inúmeros desses momentos memoráveis de júbilo durante todos esses anos. Damon foi o anjo que embalou meu sono e dominou meu coração com suas palavras doces e sorrisos pacíficos. Passamos por momentos difíceis e de provação, mas nos amamos e confiamos um no outro, isso é o bastante pra fazer qualquer obstáculo parecer um mero degrau em nossa jornada. Eu não consigo escrever sobre isso sem que lágrimas surjam em meus olhos, e meu coração pule algumas batidas, mas tudo bem, eu estou bem, nós estamos bem e tudo continuará estando bem enquanto estivermos juntos, e disso eu tenho certeza.

Elena parou de escrever e durante alguns instantes ficou apenas ali sentada na areia, apenas observando com um sorriso nostálgico em seus lábios, a paisagem tão conhecida a sua frente. A praia estava deserta, e o manto escuro e cheio de pontos brilhantes já cobria os céus, sendo iluminada apenas pela luz que a pálida lua cheia refletia sobre a mesma. O vento soprava levemente, atingindo o rosto de Elena como uma caricia afável e o barulho das ondas quebrando sobre a areia era algo reconfortantemente nostálgico de se ouvir. Elena sorria abertamente para tudo aquilo ao seu redor, lembrando-se de como aquelas mesmas estrelas, praia, mar e lua havia se tornado suas maiores testemunhas, cúmplices e confidentes. E agora, depois de quatro anos, elas pareciam continuar fieis ao seu propósito, ainda guardando em seus âmagos as historias de um amor, nascido ali mesmo entre as águas escuras de um mar coberto por estrelas, enquanto se preparavam para as futuras historias que ainda estariam por vir.

_ Uma moeda pelos seus pensamentos... – a voz de Damon soou perto de Elena a fazendo sair do transe em que seus pensamentos haviam mergulhado.

_ É muito pouco, não acha? – Elena sorriu marotamente enquanto observava Damon se sentar atrás de si, e depois a puxar pela cintura para mais perto de si. Elena se aconchegou ao calor de Damon e depois repousou a cabeça no ombro do mesmo, voltando a fitar a paisagem a sua frente – Como estão as coisas lá dentro? Care e Stefan já chegaram do aeroporto?

_ Agora a pouco, Barbie está paparicando Bonnie, e Stefan está ajudando Isobel e Kath no jantar... Nadia está ajudando seu pai com as palavras cruzadas. Deixei Jeremy vigiando pra que a Nietz não coma nenhum chinelo ou alguma coisa que não seja ração... – Damon falava alegremente com um sorriso perfeitamente torto nos lábios rosados, arrancando um riso baixo de Elena – Carol me pediu pra vim te buscar, mas eu prefiro ficar mais um tempo aqui abraçando o bem mais precioso da minha vida...

Damon sussurrou no ouvido de Elena, fazendo leves arrepios transpassar sua coluna e eriçar todos os pelos de seu corpo. Mesmo depois de quatro anos, três deles morando juntos, Elena não conseguia contralar seu próprio corpo quando se tratava de Damon. Um simples sussurrar, um beijo casto, um abraço caloroso, uma singela troca de olhares, era o suficiente para que Elena entrasse em curto, seu coração acelerasse ao ponto de quase sair do peito, arrepios lhe tomassem e borboletas levantassem voou em seu estomago. Não era como se seu corpo não estivesse acostumado a aproximação de Damon, muito pelo contrario, ele estava tão viciado que qualquer pequena dose era capaz de liberar milhares de sensações ao mesmo tempo, como a explosão e milhares de fogos de artifício ao mesmo tempo.

_ Quatro anos atrás nós estávamos apostando corrida até o mar, e logo depois se beijando loucamente como fossemos amantes de longa data... – a voz de Damon soou rouca e suavemente pela praia, trazendo à mente de Elena as lembranças daquela noite a quatro anos, no mesmo dia em que se conheceram – Quatro anos depois, aqui estamos... Amigos, parceiros, namorados, colegas de quarto, amantes, pais de uma cadela muito da malandra. Eu te amo, e a cada dia que passa meu amor, devoção e desejo por você só aumenta, e só tende a aumentar. Então, há algum tempo eu me peguei pensando...

_ Pensando? – Elena perguntou curiosa enquanto esperava que Damon continuasse.

_ Eu pensei que seria idiotice minha se eu ficasse protelando, sendo que eu sei exatamente o que quero... – Damon deu de ombros como se fosse alguma coisa obvia, fazendo Elena virar para fita-lo curiosamente com uma das sobrancelhas perfeitamente arqueadas em confusão.

_ E o que você tem tanta certeza que quer? – Elena perguntou vendo um sorriso travesso e radiante brotar nos lábios de Damon.

_ É algo que eu quero fazer desde o dia em que te conheci, mas me contive, até porque as circunstancias não eram as melhores, mas agora, estamos bem, e tudo continuará assim, desde que estejamos juntos – Damon levou uma de suas mãos até o bolso de sua bermuda e de lá tirou uma caixinha de veludo. Damon abriu a pequena caixa na frente de Elena, relevando o lustroso e magnífico anel de noivado que havia dentro da mesma. – Eu te amo, Elena Gilbert. E tudo que eu mais quero nessa vida é te fazer a senhora Salvatore...

_ Oh meu Deus! – Elena tapou a boca entre aberta com as mãos, mais continuou a fitar com os olhos marejados e arregalados para o belo anel rústico de prata com diversos diamantes cravejados.

_ Então... – Damon a olhava com os olhos temerosos e cheios de expectativa — Você aceita?

_ Pelos deuses, claro que aceito!

Elena o abraçou pelo pescoço, colando seus lábios aos de Damon com voracidade, o fazendo cair pra trás com Elena em seus braços. Em meio a risos e beijos, Damon segurou a mão direita de Elena, e colocou o anel no mesmo dedo em que estava o de namoro, o mesmo que ele havia dado a ela há quatro anos.

_ Fico feliz que tenha aceitado, seria embaraçoso se tivesse dito não... – Damon disse brincalhão arrancando um riso contido de Elena, que ainda continuava deitada sobre Damon, enquanto ele a abraçava pela cintura, e beijava sua testa – Eu já planejei tudo, claro, com a ajuda da Barbie... Eu entro de férias daqui a três meses, podemos ir pra Itália, e nos casar em uma capela por lá...

_ Três meses? – Elena levantou seu pescoço, fitando Damon com uma cara preocupada.

_ Isso, três meses... – Damon disse confuso, estranhando a reação de sua noiva – Por quê? Algum problema...

_ Não é bem um problema... – Elena deu de ombros de um jeito culposo, o que fez Damon se sentar quase que de imediato, fazendo que Elena se sentasse também.

_ O que foi então? Você não quer se casar?– Damon perguntou preocupado mantendo os olhos aflitos sobre Elena.

_ Deixa de besteira, é claro que eu quero me casar com você! – Elena o olhou com reprovação, mas depois de ver os olhos azuis confusos a sua frente, logo se arrependeu do tom que usou. Elena encolheu os ombros e olhou para suas mãos pousadas sobre seu colo — E só que ‘três meses’ é complicado, pois assim, no dia do nosso casamento eu vou está com seis meses, o que significa que eu vou ter que fazer alguns ajustes no vestido porque possivelmente vou está com alguns quilos a mais e uma barriga um pouco mais protuberante que agora, sem tirar que ainda tem a urinação frequente, os pés inchados, e esses enjoos que eu não sei até quando ainda vou tê-los, e eu não quero vomitar enquanto digo meus votos! Você entende por que ‘três meses’ é complicado?

Elena perguntou ainda olhando para suas mãos, mas o silencio vindo de Damon a fizeram levantar seu olhar somente para fita-lo. Damon estava petrificado, seus olhos azuis estavam arregalados, seu queixo estava entreaberto, e seu rosto um pouco pálido. Elena o chamou, preocupada, mas não recebeu nenhuma resposta de imediato, até que sentiu as mãos de Damon, que até então estavam apoiada sobre suas coxas, agora subiam em caminho ao ventre ainda sem sinais de carregar uma pequena vida.

_ Vamos ter um filho? – a voz de Damon saiu como um sussurro entrecortado enquanto ele direcionava seu olhar para onde estavam suas mãos, e depois voltou a fitar Elena, com os olhos marejados, que somente assentiu positivamente com a cabeça.

_ Ou filha... – Elena disse chorosa enquanto observava o homem de sua vida abrir um sorriso enorme e reluzente, cheio de ternura e amor.

_ Vamos ter um bebê! Vamos ter uma família... – Damon disse com o riso na voz embargada, arrancando lagrimas de Elena a sua frente. Damon segurou o rosto de Elena entre suas mãos delicadamente, como se ela fosse uma boneca de porcelana frágil e quebradiça, e depois se inclinou sobre ela, beijando levemente seus lábios em uma caricia terna – Você acaba de me fazer o homem mais afortunado do mundo! Do universo!

_ Foi quase sem querer... – Elena deu de ombros travessamente, fazendo Damon soltar um riso leve e simplesmente alegre, para depois beija-la com ardor e paixão.

– Eu te amo, tanto... – Damon murmurou entre os lábios de Elena, enquanto a deitava sobre a areia fina e branca da praia, se pondo por cima de Elena, mas sem apoiar seu corpo sobre o dela – Você e nossa família são as coisas mais importantes da minha vida, e eu não me importo de me casar com você amanha, ou então daqui a anos, desde que você seja minha pra sempre...

_ Eu te amo, Damon... – Elena sussurrou próximo aos lábios de Damon, mantendo seu olhar no dele, que brilhavam como duas estrelas em um céu límpido – E eu já pertenço a você...

_ E eu a você...

_ E assim será pra toda eternidade...

_ Pra toda eternidade!

[FIM]

Notas finais
Sem palavras para essa nota final...