Quase Sem Querer...
2 Decisões, decisões...
Notas iniciais
8 ANOS ATRÁS...
_ Não, não e não!
_ Tem algum coisa que você concorda?
_ Sim, a respeito do casamento – John lançou um sorriso esperançoso para Elena – Eu sou totalmente a favor... de que ele não aconteça!
Elena tinha apenas 10 anos quando o pai começou a namorar Isobel, o que não seria nenhum problema, já que Isobel é uma mulher muito agradável e simpática no entanto, ela era mãe da Nêmesis de Elena, Katherine. A rivalidade entre as duas existe desde o jardim de infância, quando Elena sem querer espirrou suco de uva no vestido novo de Katherine quando foi colocar o canudo na caixinha, desde esse dia ela prometeu importuná-la o resto da sua vida.
Dois anos tinham se passado desde o inicio do namoro entre os pais das duas garotas, Elena achou que não duraria muito, porem, quando o pai foi buscá-la mais cedo na escola a convidando para almoçarem juntos para poderem conversar ela sabia que tinha alguma coisa por trás do convite do pai, e que não seria nada bom.
_ Por que você não pode ficar feliz por seu pai ter finalmente encontrado alguém...
_ Eu já te expliquei, eu gosto da Isobel, porem a filha dela me odeia, você não entende...
_ O engraçado nisso tudo, é que Kath amou saber que a mãe vai se casar
_ Pai, ela jurou infernizar a minha vida para sempre, é claro que ela gostou...
_ Elena por favor, isso é coisa de criança, vocês vão crescer e esquecer tudo isso...
Elena não tinha certeza de que as coisas se acalmariam de uma hora para outra. A anos que ela viviam daquele modo, elas cresceram e nada mudou, o quanto ela teria que esperar mais para que fosse seguro ir de maria chiquinha para escola sem que Katherine não cortasse o seu cabelo.
_ Pai, eu te amo, mas eu não posso conviver na mesma casa que a Katherine...
_ O que você quer dizer com isso Elena?
_ Eu vou morar com a tia Jenna
_ Elena isso esta fora de questão, você não pode me deixar filha, eu cuido de você desde que sua mae morreu, você acha que indo embora vai resolver os nossos problemas?
_ Os nossos não, os meus, e também não vou morar la para sempre, é só um período pai, e você pode me visitar a hora que você quiser.
Depois do almoço, o pai deixou Elena na escola novamente já que tinha cursos pela parte da tarde. Ela passou a tarde inteira pensando na proposta que havia feito ao pai, e mesmo não querendo lembrar, toda vez que virava em sua carteira e olhava para Katherine e a mesma lhe dava um sorriso cínico, tudo vinha à tona na cabeça da pequena Elena.
Ela não via outra opção, morar com a irma de sua mãe não seria uma má ideia, a adorava, era como uma segunda mãe. Talvez fosse melhor esquecer, talvez daqui alguns anos ambas ficassem ate amigas. Ela olhou novamente pra traz, Katherine a olhou, “ Talvez se eu desse o primeiro passo”, Elena deu um sorriso simpático para a menina que ainda a olhava, ela retribuiu o sorriso, só que o dedo do meio de Katherine veio acompanhando-o. “ Talvez não fosse uma boa ideia.”
Elena voltou caminhando para casa como fazia sempre, quando chegou seu pai a esperava na sala de estar, e sua cara não era das melhores.
_ Pai, tá tudo bem?
_ Eu liguei pra Jenna... — o pai fungou, e Elena percebeu que ele andou chorando – arrume suas coisas, Jenna vira te buscar amanha.
ATUALMENTE...
_ Elena...
_ Entra
Elena estava sentada de frente a escrivaninha em seu quarto, rodeada por livros. Elena largou a caneta com que estava escrevendo em cima do caderno e observou sua tia Jenna entra e sentar na beirada de sua cama de frente a ela, e esperou que ela falasse.
_ Seu pai ligou
_ Meu pai? Quando?
_ Ontem pela noite, você ainda estava na faculdade e como chegou tarde não quis te incomodar.
Jenna sabia que a sobrinha devia estar cansada, alias era a ultima semana de provas, e Elena passou todos os dias possíveis com a cara nos livros.
_ Deve ser a respeito daquela viagem estupida que ele faz todos os anos...
_ você vai né?
_ Claro... que não...
_ Por que não querida? Todo ano você inventa uma desculpa pra não ir!
_ Jenna, você é a única que me entende quando o assunto é Katherine, você sabe o ódio que ela tem por mim, meu pai fala que ela cresceu e esqueceu, mas isso eu duvido muito...
Jenna parecia inquieta, algo a estava incomodando e Elena havia percebido, a olhou nos olhos esperando que ela questionasse ou apenas concordasse com ela, mas de todo jeito ela não iria. O pai de Elena, desde que ela decidiu morar com a tia, vive criando situação e motivos para “reunir a família”.
Ele a chamou para a festa de aniversario de 16 anos de Katherine, dizendo que a mesma a havia chamado. Ela ficou empolgada com a festa apesar de nunca ter gostado, pensou ate que Kath teria muda do de ideia a respeito da vingança eterna. Jenna comprou para ela um vestido rendado azul petróleo magnifico, porem ao chegar na festa ficou sabendo que não havia sido convidada, muito menos por Katherine, o que a fez se sentir péssima. Elena ficou a festa toda aguardando o momento que a festa acabasse e ela pudesse ir embora. E desde então ela resolveu evitar qualquer tipo de confraternização que não fossem: Natal e Ano novo.
Elena ainda observava a tia quando a mesma levantou-se e ficou andando de um lado para o outro no quarto, parecia neurótica.
_ Porque você não vai?
_ Jenna, vai ser estranho, eu vou ficar sem ninguém pra conversar, e aqui eu tenho você...
_ não adianta me olhar com essa cara de gato de botas, você sabe que tenho razão...
_ Sei? — Elena a olhou confusa.
_ Sim sabe! Elena, presta atenção... — disse se ajoelhando de frente a Elena – Essa foi sua ultima semana de provas, o semestre acabou, e você já passou em todas as matérias na faculdade, tudo impecável, sem tirar que passou como primeira da turma, não tem que se preocupar com nada. Por que não se da um descanso e vai nessa viagem... Fiquei sabendo que o lugar é lindo, paradisíaco!
_ Jenna, vamos fazer o seguinte, — Jenna a olhou com atenção – Seus argumentos são totalmente plausíveis e aceitáveis, eu irei pensar, sinceramente, no assunto...
_ promete? De dedinho?
_ Sim, prometo...
Selaram o acordo enroscando e apertando os dedos. Seria difícil para Elena contestar os argumentos da tia mas, ela não queria ir para essa viagem por outro lado, ela queria dar um descanso para a cabeça, nunca estudou tanto na vida e talvez merecesse. Se bem que Katherine estaria la, não seria muito agradável mas, não necessariamente precisava ficar encarando e bajulando Katherine, cada uma no seu canto.
Passou boa parte da noite pensando em todos os pros e contras de ficar na mesma casa que Katherine. No dia seguinte ligou para seu pai dizendo a sua decisão.
_ Serio, você vai?
_ Sim pai, eu vou... você pode passar aqui e me buscar?
_ Claro querida, se apronta que daqui a pouco eu chego para te buscar.
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