Quase Sem Querer...
16 Atrás da Máscara
Notas iniciais
Bom, mas um capitulo, e logo eu postarei o proximo, ainda essa semana, estou reservando algumas surpresas pra voces nos proximos capitulos... HAHAHAHA
Beijos ate as notas finais! o
Pov. Elena
Eu corri. Corri o máximo que eu pude. Minhas pernas clamavam por descanso, mas eu não pararia. Não até eu esta trancada dentro do meu quarto e jogasse chave fora, para que não houvesse como voltar atras. Por mais que meu coração gritasse, chorasse, fizesse escândalo dentro do meu peito, já era tarde demais agora, e também não seria certo. Eu estava fazendo o correto, me afastando de Damon. Eu ficaria bem...
Entrei, ainda correndo, em casa. Agradecendo silenciosamente por não haver ninguém por ali. Eu não queria ter que explicar o por que das lagrimas que escorriam por meu rosto de modo involuntário. Subir as escadas o mais rápido que meu estado me permitia. Por mais que eu esteja consciente, as doses de tequilas cobravam o seu preço na minha coordenação motora e no meu equilíbrio. Abri a porta do meu quarto e entrei logo fechando e apoiando as costas na mesma.
Meus pulmões, assim como minhas pernas, doíam pelo exercício feito sem preparo ou aquecimento. Uma dor aguda e lancinante transpassou meu peito me tirando o pouco de ar que eu tentava recuperar. Tirei desesperada a camiseta jeans que ainda vestia e abri os botões da parte superior do meu vestido. Expirava e inspirava profundamente tentando alimentar meus pulmões de ar, no entanto, o mesmo parecia estar rarefeito. Meu corpo não absorvia o oxigênio necessário, o que so fazia aumentar a minha agonia. Passava a mão angustiada no meu peito, procurando me acalmar, porém aquela dor permanecia em meu peito e eu não conseguia conter as lagrimas que caiam abundantemente.
Fui até o banheiro do meu quarto, e abri o registro do chuveiro, e não me importando com a temperatura, me joguei embaixo da água, gelada por sinal. Encostei minhas costas na parede de azulejos, brancos com detalhes azuis, do Box. Eu mal conseguia respirar, aquela maldita dor tirava o resto das minhas forças. Meu corpo enfraquecido se arrastou até o chão frio.
A água do chuveiro caia em minha cabeça e descia pelo meu rosto, acompanhada por minhas lagrimas incessantes. Meu corpo estava em colapso. As lagrimas, a respiração, meu raciocínio, meu emocional, meu coração, tudo fora do meu alcance. Eu tentava respirar fundo, buscando me concentrar e recobrar o meu controle, mas os soluços, causados pelo meu diafragma também fora dos meus domínios, me impediam sempre de continuar.
_ Mas que merda, o que esta acontecendo comigo!
Então, não sabendo mais o que fazer, me entreguei a toda melancolia que me circundava. Deixei que o choro escapasse pela minha garganta e meus sentimentos saíssem para fora do meu peito ainda dolorido. Flexionei minhas pernas, as abraçando junto ao peito, e continuei em meu pranto.
_ Eu sou uma estúpida, como eu pude deixar as coisas fugirem assim do meu controle... Eu disse que eu ficaria bem, mas a quem eu estou enganando, eu não vou ficar bem, eu não estou bem! Deus – disse olhando para o teto do banheiro – Tira essa dor do meu peito... Eu disse para que ele me esquecesse, por favor... – Eu praticamente gritava e suplicava, em meio a soluços e lagrimas, rezando para que pudesse me ouvir e atender ao meu pedido — Me faça esquecê-lo, eu não tenho capacidade para deixa-lo ir e no fundo eu realmente não quero que isso aconteça... Por favor, Lhe suplico, tira ele do meu coração!
***
A luz do sol batia em meus olhos me fazendo despertar de um sonho cheio de tormenta e aflição. Meu vestido e meu cabelo estava ensopado, e eu tremia de frio. Apoiei em meus braços para erguer meu corpo, e me sentar. Minha cabeça parecia que ia explodir e a claridade que cegou meus olhos ao abri-los não ajudava em nada. Meu corpo, assim como a minha cabeça, estava dolorido. Olhei ao meu redor, fitando o banheiro do meu quarto, e me lembrando dos acontecimentos da noite passada. Aquela dor, assim como imaginei, junto com o meu choro e lamentações, tiraram todas as minhas forças, me deixando tão exausta que não conseguir ir para cama, então acabei por desligar o chuveiro, e deitar no chão frio e molhado do Box.
Me levantei do chão, tirei o meu vestido, calcinha e sutiã, e os jogando em algum canto do banheiro. Abri novamente o registro do chuveiro, mas dessa vez ajustando a temperatura para um morno não muito quente.
A água caísse sobre meu corpo dolorido reconfortantemente. Respirei fundo o vapor de água, feliz por poder respirar sem dificuldades novamente. A dor em meu peito havia ido embora sem deixar nenhum vestígio, me deixando aliviada por não sentir mais aquela angustia perturbadora.
Será que Deus havia escutado meu apelo? Será que tinha me feito esquecer tudo que eu sinto pelo... Falei, ou melhor, pensei cedo demais, pois assim que me permitir lembrar os sentimentos que eu queria tanto esquecer, todas as lembranças invadiram meu cérebro, e lá estava a dor em meu peito novamente. Era uma dorzinha minúscula se comparada a que senti na noite anterior, mas mesmo assim era incomoda. Expulsei do meu pensamento todas as memórias intrometidas que surgiram, e a dor incomoda que sentia se foi junto com elas. No entanto, deixando pra trás, um vazio em meu peito, como se faltasse alguma coisa.
Depois de algum tempo embaixo da água morna do chuveiro, pesando em minha mente algumas coisas, conclui que, poderia viver com aquela sensação de que algo esta faltando, e ignorando os meus sentimentos pelo Damon, e vivendo a minha vida como se aquilo jamais tivesse acontecido. Daqui a algumas semanas eu iria embora, e seria realmente assim, como se nada tivesse existido entre nos dois. Ele ficaria com Katherine, logo se casariam, e construiriam suas vidas juntos... Droga! — Exclamei em pensamento, assim que sentir a dor transpassar meu peito novamente.
***
Pov. Damon
Eu continuava sentado onde ela havia me deixado. Fitando sem rumo o mar a minha frente, deixando as lembranças inundarem minha mente. Fechei meu olhos me afundando nas memórias de Elena que ficaram cravadas na minha cabeça. Em seus olhos castanhos, que eram capaz de dizer tantas coisas ao mesmo tempo, e que podiam ir de pureza e inocência para luxúria e desejo. Eu adorava ver o sorriso em seu rosto, seria capaz de matar para poder fita-lo uma vez mais. Seu perfume inebriante, que teimava em invadir minhas narinas me tirando a concentração. Eu jamais tinha sentido tal perfume, tenho certeza de que aquele cheiro delicioso emanava pelos poros dela naturalmente. Os lábios, macios e perfeitos, o corpo, moldado perfeitamente para mim. Sua personalidade cativante, delicada, inteligente, irônica na medida certa, inocente porem com uma pitada de volúpia.
Eu a amava. Em poucos dias, minha alma e meu corpo a reconheceram como meu complemento, e minha mente e meu coração me diziam que estávamos destinados a ficarmos juntos. Assumi meus riscos e consequências e disse o que sentia, eu vi no fundo dos seus olhos de chocolate que me correspondia. Me ajoelhei perante dela, disposto a enfrentar tudo e todos, no entanto, ela não era tão egoísta quanto eu. Ela estava disposta a reprimir seus sentimentos para não magoar a pessoa que a torturou emocionalmente durante tantos anos. E esse gesto, mesmo me partindo o coração me fez admira-la e ama-la ainda mais. Emergir em meio ao mar de lembranças, com uma única memória em mente:
“Vou pedir para que esqueça...“. Elena mantinha o seu olhar afastado do meu, mas eu sabia o que ela estava sentindo, eu podia sentir dentro do meu peito a sua tristeza, e sua angustia. Eu a vi engolir o choro antes de falar novamente. “Esqueça o beijo que demos hoje, e aquele do primeiro dia... Se esqueça de ontem e do luau. Quero que se esqueça da sua promessa de mais cedo e me deixe. Eu quero que você se esqueça de mim, e do que sente por mim...”
Suas palavras me atingiram assim como uma bomba. Como ela poderia me pedir algo do tipo. Como eu poderia esquecê-la. Eu jamais poderia esquecer tudo o que ela me fez senti, para depois voltar para os braços da Katherine. Eu não queria os abraços ou beijos, muito menos o amor de Kath, eu queria o dela. Queria sentir o calor de Elena, queria poder acordar todo dia com ela aos meus braços, me embriagar no perfume que emana da pele dela. Eu tinha necessidade de Elena, como se ela fosse uma droga, a qual sou viciado desde que nasci, e venho sofrendo de abstinência durante todos esses anos, buscando em outras a química perfeita que me faça sair do meu próprio corpo. E eu finalmente tinha encontrado, e depois de sentir os seus efeitos sobre mim, tenho certeza que jamais poderei viver sem ela. Agora Elena vem me pedir para eu esqueça o que eu senti, que eu esqueça o torpor que domina meu corpo quando estou com ela .
Eu tentei retrucar com ela, falar que aquilo que ela estava me pedindo era impossível, ainda mais depois de já ter experimentado seus efeitos em meu corpo. Estava prestes a me desculpar por não poder cumprir com o que ela me pedia, mas ela me interrompeu:
“Não tem por que se desculpar Damon. Eu que tenho que pedir desculpas. Devia ter me censurado antes que as coisas se complicassem, e é isso que eu pretendo fazer agora... Impedir que as coisas se tornem piores, a um ponto sem regresso”. Pra mim esse ponto sem regresso já havia chegado, eu estava muito alem desse ponto.
Seu olhar raivoso, quando subliminarmente propus para que ela fosso tão egoísta quanto eu par podermos ficar juntos sem pensar nos sentimentos dos outros. Ela era sim altruísta ao ponto de não querer ver Katherine magoada por culpa dela, a mesma Katherine que fez, e continua magoando ela sem motivos, no entanto Elena se nega fazer tal coisa.
“ Você não percebe o que esta me pedindo? Se eu disser que te amo você magoaria Katherine, para ficar comigo, e eu levaria essa angustia por toda minha vida, mesmo com você ao meu lado...”
Ainda podia sentir o vazio que se formou quando ela largou as minhas maos indo embora, e me deixando ajoelhado na areia ao relento e desamparado.
“Faça o que eu pedi, e me esqueça... Logo as coisas voltaram ao normal, e eu voltarei a ser apenas a sua cunhada. Pelo o que diz que sente por mim, realmente espero que cumpra com a aposta.”
Eu não tive coragem de vê-la parti. Meu peito já doía o bastante para que eu me torturasse com a visão de Elena indo embora.
Agora, pensando em tudo o que aconteceu, percebo o quão idiota fui por tentar convencer Elena a trair a própria “irmã”, eu não sei como ela não me deu um tapa, ou um soco, quem sabe assim eu retornasse ao meu juízo normal. Sei que a decepcionei ao ser tão egoísta. Eu me sinto mal, so de pensar em seus olhos castanhos desapontados olhando pra mim, com se dissesse que esperava mais de mim. Mas também não poderia fazer o que ela me pediu.
Não podia esquecer de tudo. Eu a amo, e por esse sentimento que me nego a esquecer. Porém, não vou pedir que ela deixe seus escrúpulos para ficar comigo. Não, eu não penso em esquecer Elena, assim como ela me pediu, muito menos vou deixar de alimentar o meu amor por ela. Eu só preciso de um tempo para resolver tudo. Eu vou fazer do jeito certo, não vou iludir Katherine e muito menos decepcionar Elena. Tudo vai se ajeitar, então seguiremos nossa vida juntos, assim como fomos destinados.
_ Hey, Damon – Stefan disse me tirando dos meus devaneios – Tenho duas perguntas pra você... O que aconteceu ontem? E você pode me explicar por que eu acordei enterrado na areia?
***
_ Toma Stefan... – disse entregando uma xícara bem grande de café preto e sem açúcar me sentando em seguida na cadeira ao seu lado na mesa – Vai te fazer bem...
_ Cazzo – Stefan fez uma careta horrível ao tomar o conteúdo da xícara – Que horrível! Sabe... lá na Itália, quando acordava de ressaca, o meu remédio era sair e beber mais...
_ Tenho certeza que o estoque de bebida daqui acabou! Você tomou tudo ontem – disse tomando um gole do meu café – Sinto em te dizer Steff, mas seu fígado não é mais como antes, você não esta tão tolerante quanto acha que é!
_ Você fala como se eu tivesse bebido tudo aquilo sozinho – Stefan retrucou irritado tomando outro gole do café — Não posso tirar o seu credito, nem o de Jeremy, vocês ajudaram muito! Até Elena... Falando nisso cadê ela?
_ Não sei – eu fitava o liquido preto dentro da minha xícara incomodado com sua pergunta, eu podia sentir o olhar suspeito de Steff em mim.
_ Damon o que esta te incomodando? Ta me escondendo algo? — É claro que ele sabia que algo me incomodando, e sim eu estava escondendo algo, me aproveitei da sua amnésia pós-porre e não contei da parte depois que sair atrás de Elena. – Damon, eu te conheço bem, algo aconteceu e você não quer me contar, se aproveitando na minha falta de memória, mas deduzo que tenha haver com a Lena...
_ Stefan não fala besteira, nada aconteceu...
Me levantei pegando a xícara de sua mão indo até a cafeteira e servindo a mim e a ele com mais café cura-ressaca. Lhe entreguei a xícara, ele a pegou, mas não disse nada. Ele estava pensativo, fitando o nada enquanto tomava o seu café. Eu não sabia o que ele estava pensando e também não me interessava. Minha cabeça estava no andar de cima, no quarto de Elena. Deus sabe o quanto eu queria ir até lá, e ficar velando o seu sono, assim como fiz durante algumas noites. Não, eu não me orgulhava disso, mas ver Elena dormir era algo tão pacifico, era como observar o oceano. As vezes eu passava apenas para saber se ela estava bem, mas eu acabava por ficar observando a sua serenidade ao dormir, e meu coração faltava sair do peito de felicidade quando ela dizia meu nome enquanto dormia...
_ Damon... – escutei a voz de Elena me chamar – Como esta a ressaca?
_ Elena? – Me virei para encarar a morena atrás de mim, ainda não acreditando que ela realmente esta ali e falando comigo mesmo depois do que disse ontem. Um sorriso surgiu em meus lábios enquanto a fitava – Nem estou de ressaca, agora o Steff, acho que não pode dizer o mesmo, não é Steffinho – disse sarcástico, mas meu irmão continuava a fitar o nada enquanto levava a xícara do cura-ressaca a boca – Tenho certeza de que se ele estivesse prestando atenção reviraria os olhos pelo meu sarcasmo...
_ Parece que aquelas garrafas de vinho pegaram ele de jeito... – Ela sorriu, e então eu percebi, ou melhor, eu vi a tristeza atrás da sua máscara – Então, encontrei isso no bolso da minha camisa...
_ Ah, valeu Lena... – Ela tinha nas mãos o meu celular, o mesmo que eu não fiz questão de lembrar, sorri sem graça pegando o celular de suas mãos – Senta ai, eu vou colocar uma xícara de café pra você...
_ Não precisa Damon, eu so vim te entregar o celular – Eu me levantei indo servi uma xícara pra ela – Eu não estou tão mal quanto achei que estaria...
_ Como assim? — Eu não sabia se ela estava falando da ressaca ou da nossa conversa de ontem – Quer dizer, você se denominou imperatriz da tequila ontem... Deve estar pelo menos com dor de cabeça...
_ Só um pouco, mas nada que um analgésico não resolva, eu já tomei um.., — Ela sorriu de lado novamente pude ver sua tristeza por atras da sua fachada – Então, eu já vou indo, tenho que falar algumas coisas com meu pai, a gente se ver por ai Damon... Steff...
Ela saiu pela porta da cozinha, e ali estava novamente, o vazio que se forma que quando ela vai embora estava lá de novo. Respirei fundo, um pouco angustiado com tudo isso. Mas em breve tudo se resolveria. Eu encostei no balcão da cozinha, tomando meu café, enquanto pensava por onde começar na minha tentativa de fazer tudo se acerta.
_ Oh mio Dio – Stefan disse exasperado, agora ele olhava diretamente pra mim – *Dio mio, Damon, idiota, perché non me l'hai detto? Hai cantato per lei, se dichiarato. Quello che è successo allora? Ho intenzione di uccidere Jeremy! Mi ha sepolto sotto la sabbia…
_ Ei, ei, se acalma… — ele se levantou indignado, falava tão rápido que eu não conseguia entender o que ele dizia – Como assim o Jeremy te enterrou na areia?
_ Sim, agora eu me lembro, ele me enterrou na areia quando eu estava **troppo ubriaco... – Stefan disse com um olhar estranho e assustador, ele veio em minha direção com o dedo indicador acusador – Assim que você saiu atrás da Elena... Damon, eu me lembrei de tudo, até do seu showzinho, agora você vai dizer tudo, ta me ouvindo, tudo o que aconteceu...
Notas finais
** Muito bêbado
E ae? gostarem? foi um capitulo meio monótono eu sei... vou tentar postar o proximo ainda essa semana! Beijoos
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