Quase Amigos
5 Capítulo 5
Notas iniciais
amanhã to postando mais nesse mesmo horário e nesse mesmo canal *kra q ridiculo o q eu escrevi* HAHAHAHAHAHAHA
Bjus :) e vlw pelos Reviews! amo vcs!
Peguei o ônibus e nem lembrei em esperar pela minha irmã. Quando cheguei em casa larguei minha bolsa no sofá e abri a geladeira em busca de doce. Estava tão nervosa com aquela noticia. Já pensou ter que aturar o Gerard todos os dias? Seria o fim! Definitivamente o fim! Minutos depois a campainha tocou e quando abri a porta lá estava Gerard parado com a mochila arrastando no chão.
G: oi.
L: voltou atrás é?
G: não tenho outra escolha.
L: entra. – eu disse saindo do caminho pra que ele passasse.
G: Ta sujo aqui. – disse ele apontando pra minha camisa. Quando abaixei a cabeça havia calda de morango na minha camisa.
L: vou me trocar. – eu disse subindo pra trocar minha roupa que estava suja.
Quando desci o peguei mexendo nas coisas...
L: ei ei ei! O que pensa que está fazendo?
G: to só dando uma olhada nessas fotos, não pode?
L: pode, mas vê se não quebra nada.
G: pode deixar não tenho mais três anos de idade.
L: e então, começamos por que matéria? – eu disse me sentando no chão de frente pra mesa de centro da sala colocando os livros em cima da mesa.
G: quem são esses na foto? – perguntou ele me amostrando a foto.
L: meus pais, minha irmã e eu.
G: Você? Qual dessas?
L: deixa eu ver... – olhei pra foto e depois abri um dos livros. – a menor.
G: tem certeza?
L: é lógico!
G: quantos anos tinha nessa foto?
L: uns 10 anos por aí.
G: nossa como você mudou.
L: diz isso por que eu estou magra na foto?
G: Não é só isso, mudou muita coisa.
L: é Sr. Way também já fui magrinha como você.
G: E porque engordou? – vendo meu olhar ameaçador tentou explicar. – calma, só quero saber o motivo, veja o Ray da nossa sala, ele também era magro, mas engordou por causa de remédios.
L: o meu caso não foi nenhum remédio. Eu que comia muito e não engordava, cresci e comecei a engordar e não parei mais. Eu também sofro de ansiedade compulsiva e acabo comendo o que não devia achando que isso irá me relaxar.
G: mas você tem que se controlar. – disse ele sentando ao meu lado.
L: é fácil falar não é?
G: tive uma idéia.
L: sobre?
G: Eu vou te ajudar a emagrecer.
L: e quem disse que eu quero? Não parou pra pensar se estou satisfeita desse jeito?
G: não foi o que eu vi naquele dia na sala de aula.
L: vamos estudar ta? – eu disse abrindo o caderno de anotações que a diretora me deu. – no que você tem mais duvida?
G: Como assim?
L: A matéria que você tem dúvida.
G: o que diria se eu te respondesse que...todas!?
L: eu diria que já imaginava. Prefere começar com que matéria?
G: me diga você.
L: vamos começar com o mais fácil: matemática.
G: Essa é a mais fácil pra você?
L: pra te explicar sim, pois não é tão decoreba. Questão de raciocínio.
G: fudeu. – vendo minha cara de poucos amigos resolveu concordar. — Bom, você quem sabe. Vamos começar por essa mesmo.
L: ta, abre o livro no capitulo um.
G: Não trouxe livro.
L: tem certeza que você vai pra escola?
G: hoje não teve aula de matemática não é anta?
L: quais os livros que você trouxe?
G: nenhum.
L: então eu estava certa na minha pergunta. Ok, fica com o livro, não vou precisar dele. Ta vendo essa formula?
G: ahan.
L: você vai ter que gravar. Antes de ensinar como se aplica os números a cada uma das letras da formula eu vou te dizer quem foi que inventou essa formula e pra que ela é usada, quem inventou foi...
G: isso vai ser um saco. – pensava ele.
E continuamos com o estudo quando eu estava explicando ele a calcular a tal expressão minha irmã chegou e acompanhada como sempre.
S: ué? Já chegou?
L: eu largo meio dia!? – perguntei sarcasticamente.
S: eu pensei que fosse ficar de castigo novamente, eu te esperei e como não veio...vou subir. – disse ela puxando o cara pra escada.
L: Sarah minha irmã posso dar uma palavrinha contigo?
S: claro. Vai subindo. – disse ao acompanhante dela.
L: vamos na cozinha. – eu disse indo pra cozinha e ela me seguindo. Gerard também a seguia com os olhos.
S: o que foi? – perguntou ela se debruçando na mesa da cozinha.
L: olha só, você pode trazer quem você quiser aqui pra dentro que não me importo, mas por favor, no meu quarto não ta?
S: pode deixar ontem foi só porque meu quarto estava muito bagunçado. Mas prometo que não vai mais acontecer.
L: assim espero. Não quero mais ter que dormir no chão com nojo da minha própria cama.
S: ta bom. – disse ela dando uma risadinha se divertindo com minha situação. – agora deixa eu te perguntar uma coisa? Eu não vi bem ou aquele ali sentado na sala é mesmo o Gerard?
L: você enxergou direitinho.
S: eu sabia, você está afim dele.
L: Claro que não.
S: primeiro me pergunta aquelas coisas sobre ele, agora eu encontro os dois sozinhos em casa.
L: não seja ridícula Sarah, eu só to fazendo um favor pra diretora.
S: e que favor bom esse, poderia dá-lo a mim.
L: Sarah vai pro seu quarto que o don Juan lá em cima deve estar esperando. Tchau. – e ela se retirou da cozinha morrendo de rir. Abri a geladeira e procurei refrigerante e depois levei pra sala pra bebermos. – toma. – eu disse dando uma latinha de refrigerante na mão dele.
G: obrigado.
L: então vamos continuar com o nosso estudo. – estava com raiva da minha irmã e nem percebi que Gerard tinha dito pela primeira vez algo educado.
E assim continuamos, percebi que Gerard olhava mais pra escada na esperança de ver minha irmã do que pro livro. E foi assim durante alguns dias. Até que não agüentava mais ver aquilo tudo.
L: Gerard dá pra olhar pro livro?
G: o que acha que estou fazendo?
L: olha só, eu estou dedicando todo meu tempo pra dar explicações da matéria pra você e você só sabe olhar pra escada esperando que minha irmã desça.
G: Nada a ver. Eu to olhando pro livro.
L: se continuar assim você não vai aprender nada. Acho melhor pararmos por hoje.
G: mas nem começamos.
L: faz uma hora que começamos e estou falando com as plantas. Volte amanhã com cabeça pra estudar. – eu disse guardando meus livros na pasta.
G: por favor, não faça isso.
L: amanhã continuamos.
G: eu preciso muito da sua ajuda. Me desculpa eu confesso que tava sim olhando lá pra cima e não aprestei atenção em nada, mas...eu preciso da sua ajuda. Não me abandone. – disse agarrando meu braço.
L: posso perguntar uma coisa? Aceitou vir só por causa da minha irmã não foi? Tinha desistido e voltou por que lembrou que se viesse a veria todos os dias. Não foi? — ele não respondeu, afirmando minha intuição. – sabia.
G: Mas eu quero aprender, eu juro.
L: tchau Gerard.
G: por favor. – disse ele agarrando meu braço novamente. – eu preciso passar de ano ou então minha vida acaba. Eu preciso disso.
L: O que está dizendo, pra que tanto drama?
G: É verdade Lola, há uma parte minha que ninguém conhece.
L: sua? Impossível. Todo mundo sabe de tudo sobre sua vida no colégio.
G: todo mundo me conhece como o cara popular que tem toda mulher que quer, mas não sabem de nada do que aconteceu comigo.
L: ta bom senhor coitadinho, o que aconteceu contigo?
G: eu me envolvi com drogas.
L: o que?
G: isso foi no ano passado. Cheguei a fazer vários tratamentos, mas nada adiantava, eu saia da clinica direto pra fonte e mandava ver.
L: e agora ainda continua?
G: Não, eu parei por mim mesmo depois que meu pai morreu no começo desse ano.
L: ele morreu do que?
G: De desgosto por minha causa, ele se matou. – dizia ele deixando algumas lagrima caírem. – minha mãe ficou...minha mãe ficou decepcionada. Perdeu o marido por causa do filho, tem medo que o irmão mais novo também se envolva, e por qualquer coisa desconfia de mim...eu tinha boas notas antes das drogas...
L: eu lembro, você não era o cara descolado da escola.
G: é...e só fui me afundando cada vez mais.
L: mas quanto tempo durou isso?
G: Quase dois anos. Tem noção do que é isso? Dois anos tirando péssimas notas, mas conseguindo passar por pouco, dois anos...perdidos. as drogas acabaram com a minha vida cara, eu amava meu pai e ele se matou por minha causa. Eu não queria isso...
L: calma. – eu disse acolhendo ele nos meus braços que se deitou em mim chorando.
Eu realmente fiquei comovida com aquele lado do Gerard que acho que ninguém do colégio devia conhecer. O cara maluco que eu conheci sumiu naquele momento e ele se mostrou um garoto frágil e maduro. Fiquei preocupada com ele pela primeira vez.
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