Quantas Vezes?
36 As máscaras não caem...ainda.
Notas iniciais
Segue os links necessários para o cap.
A mascara.
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O vestido.
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Ótimo, hoje era um grande dia. O Big Day do ano. E não, não estou falando do fim da Saga Crepúsculo ou o fim de Gossip Girl, que cá entre nós foi triste. Imprevisível, maravilhoso e intrigante, porém triste, não queria que tivesse acabado.
OK, retornando. Hoje era o dia de ir embora de São Paulo e dia do aniversário da Anne. Legal não? Iria estar morta antes mesmo do parabéns, mas quem se importa.
Minha única preocupação no momento era o desaparecimento misterioso do Diego. Primeiro ele pede pra trocar as datas dos shows, porque sim, eu sei que foi ele quem pediu isso. E aí agora ele some. Que original.
Intrigante mesmo é que ontem foi meu último dia aqui e nem arrumei minhas malas ainda. Deixa eu começar logo que meu voo sai daqui a exata três horas.
A cada item que eu colocava na minha mala percebi que precisaria de mais uma pra poder levar as coisas que ganhei e adquiri aqui em SP. Porém, a cada item guardado eu lembrava de cada momento que passei aqui. As risadas, as brigas, as mancadas, os acidentes, as traições, as diversões, enfim, todos os momentos. Espero que vocês tenham reparado que houve mais coisas ruins do que boas, porém amor nenhum é capaz de perceber isso. E o meu é tão grande por esses meninos e essa minha família que mesmo com nossas diferenças e desavenças, eu não me importaria de ficar aqui pra sempre.
BAZINGA!
HAHAHAHAHA peguei vocês. Essa é pra quem assiste The Big Bang Theory. Não vejo a hora de ir embora daqui.
Eu estava fazendo tudo isso ao som mais crazy bitch da galáxia. A Usurpadora. Pois é, essa música é muito minha. Depois de Play é claro. Não sei se é possível se apaixonar por uma música, mas eu sou apaixonada por ela.
Enfim, terminei de fazer minhas malas e mais uma da minha tia querida que me emprestou uma outra, a porta se abriu e quem entrou? Não, não era o Diego, mas eu bem que queria que fosse.
- E aí gatinha, que pena que você já vai... – Disse Pin em um tom super insolente.
- Já vou tarde, não ia aguentar mais dois minutos com você por perto – Nem olhei em seus olhos e sua cara horrível.
- Olha, eu ia te dar uma informação preciosa sobre o paradeiro do Diego, mas por esse seu tratamento comigo, vai ficar sem – Ele sorria sarcástico.
- Eu não quero saber onde o Diego está e pouco me importa, agora sai do quarto e deixa eu em paz. – Apontei para a porta.
- OK, ok, estou saindo. Mas eu quero te dar a dica e deixar você pirar. Ele está muito longe, porém, estará extremamente perto. Ele está longe, porém, estará perto. Confuso não? Fique aí pensando sobre. Tchau e boa viagem.
AIIIIIIIIIIIIIIIII. Se fosse possível determinar o nível de raiva que é possível sentir por uma pessoa, garanto que o meu pelo Pin seria em nível inexistente de tão grande que ele é.
Enfim, saí para tomar café com os meninos. Era o último café. A última manhã era o último dia que estaria aqui. AI QUANTO DRAMA, EU POSSO VOLTAR NAS PRÓXIMAS FÉRIAS.
- Bom dia flor do dia – Disse Brunera sorridente e feliz.
- Nossa, bom dia. Até parece feliz porque eu vou embora. – Sorri e sentei com a minha linda xícara de café com leite na mesa.
- Não estou não. Porém, todos nós temos que ficar felizes. – Ele disse tão assim, como se fosse a frase mais normal do mundo.
- Você bebeu logo de manhã? – Olhei com cara de ‘hãn?’.
- Não. É que todos nós já descobrimos onde o Diego está, menos você. – Ele caiu na gargalhada.
- AI QUE GRAÇA. O Pin contou a charadinha dele pra vocês foi? Ou o idiota resolveu ligar e dizer onde estava? – Perguntei nervosa.
- Sim ele ligou e disse que está tudo bem, porém que não deve voltar para cá essa semana. – Explicou Pedro que parecia não gostar muito da brincadeira em que estava inserido.
- Ah, legal, quanta irresponsabilidade para quem tem um show pra fazer amanhã né? Enfim, acho que vocês deveriam me levar para o aeroporto logo, senão vou perder o voo.
- Pois é, ele vai pro show do local onde está, e pode atrasar ainda, que ótimo. Porém, vamos logo mesmo antes que você se atrase também. – Disse Dan abraçando Mari e andando em direção a porta. – Vamos galera.
Entramos na Van da Banda e fomos embora. Os meninos me ajudaram a carregar as malas e é isso. Dei tchau pros meus tios e vim que vim. Não sei se quero voltar tão cedo pra cá depois de tudo que me aconteceu. Antes eu era uma simples anônima com um sobrenome coincidentemente igual a de uma cara de uma banda famosa. Hoje eu sou a menina mais odiada pelos fãs da banda, porém ainda não sai lucrando nada. Continuo não gostando de onde vim parar.
Enfim, chegamos ao aeroporto, estacionamos, descemos, e eu embarquei. Sozinha. Legal né? Dei tchau pra todos os meninos e é claro que eu só chorei porque despedidas são emocionantes, nada mais.
- Queria pelo menos que o cretino do Diego fosse sensível o suficiente para de despedir de mim – Reclamei pra todos eles.
- Caaaaaaaalma, ainda não acabou e vocês vão se reencontrar – Disse Dave com um sorriso leve.
- É, sei. Está tudo muito estranho esse sumiço repentino dele. Mas ok, não vou me ater a isso. Galera, foi bom passar esse tempo com vocês, mas é hora de voltar pra minha cidade maravilhosa – Disse com lágrimas.
- Foi bom também maninha, apesar dos apesares – Pedro me puxou para um abraço apertado.
Não sei por que o drama todo sabe. Amanhã tem show no Rio e vou ver eles mais uma vez e isso inclui o Diego. A real despedida meesmo, é amanhã.
Ok, depois de toda despedida eu embarquei finalmente. Coloquei meus fones de ouvido e deixei tocar Ellie Goulding. Abri minhas batatas de cheddar e comecei a comer por conta do medo de avião. Comi tão compulsivamente que agora eu sei de onde herdei tudo isso. Do Pedro Caropreso.
Ah não, agora começava aquele momento nostalgia. Af.
Dormi. Acho que dormi porque acordei com o impacto do avião pousando em Congonhas. Não gostava desse aeroporto, porém, Guarulhos não recebe voos federais. Me ajeitei, peguei minha bagagem de mão e desci pronta pra encontrar meus pais e a Anne.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, VOCÊ VOLTOU SUA BITCH – ANNE GRITOU E VEIO CORRENDO ME ABRAÇAR.
- SIIIIIIIIIIIIM, VOLTEI – ABRACEI DE VOLTA.
- Oi filhinha. – Minha mãe disse me abraçando também. E em seguida meu pai.
- Vamos pra casa logo porque eu já sei que hoje você não irá descansar nem aproveitar seus pais – Disse meu pai pegando minhas malas.
SIIIIIIIIIIIIM, HOJE ERA A FESTA DA ANNE E TINHA UM TEMA. Era um baile de máscaras. E eu ainda nem comprei a minha, vou hoje com a Anne no shopping escolher uma, lá tem umas lojas ótimas para isso.
Enfim, depois de todas as compras da tarde feita eu fui para casa tratar de me cuidar e ficar linda e maravilhosa para o dia de hoje. Afinal, tive que comprar o presente da Anne em São Paulo, pois como ia sair com ela hoje, ela com certeza veria e ia perder toda a graça.
Enfim, fui para minha casa linda e maravilhosa, tomei um bom banho para lavar a alma, sai, fiz uma hidratação no cabelo, sequei, fiz uma chapinha, fiz um super topete com a minha mega franja, em seguida fiz minha make, linda preta com azul, assim como minha máscara. Mas ninguém ia ver mesmo. Só após a meia noite quando elas caem.
Passei um batom vinho a La Giovana Lancelotti, coloquei um vestido preto com aplicação de tachas, todo rodado e com brilho. Minha máscara glamourosa e estava linda e pronta.
Peguei o presente e desci as escadas, meu pai me levaria até lá.
- Vamos pai que eu não quero me atrasar! – Gritei para ele que estava na cozinha.
Enfim, essa foi realmente uma hora desconfortável. Meu pai começou a fazer um interrogatório a cerca de meninos. Eu mereço. Claramente eu resumi a história para ele sobre a banda, o Diego e só. Não mencionei detalhes do que aconteceu, das brigas, dos escândalos de bêbada que eu dei, e essas coisas. Claro e que fui expulsa de um clube e da Vila Olímpia. Seria ótimo contar isso a ele.
Enfim, chegamos e posso me livrar dessa tortura.
O local estava perfeito. Já na entrada da casa era possível ver a luzes que brilhavam lá dentro. Como se fosse aqueles bailes medievais. Lindo. Logo entrei e fui procurar minha melhor amiga para lhe entregar seu presente.
- AAAH, TÁ TUDO LINDO ANN – Eu disse lhe entregando uma pequena sacolinha, porém que tinha um monstro dentro. Essa noite iria ser inesquecível.
- Obrigada, vem vamos pegar uma bebida. – Ela puxou meu braço e me levou até o barman.
Peguei uma caipivodka de morango e ela um Jose Cuervo. Bêbada.
Enfim, dançamos, bebemos e batemos cabelo a noite toda, até o momento de abrir os presentes, nesse momento eu já estava louca e não sabia nem meu nome mais.
(Vale lembrar que a Anne pediu com todo respeito que as pessoas não perguntassem nada sobre meu relacionamento com os meninos cinéticos, uma vez que as amigas dela também eram super fãs e deviam me odiar porque ninguém conversou comigo a noite toda a não ser a Anne e um garoto alto, estranho que ficou me olhando a noite toda, mas ok, nós não conversamos, pois meu constrangimento não deixou).
Enfim, o grande momento. Meu presente foi o melhor dos melhores. Era uma lingerie Victoria Secrets, porém não era das mais comuns. Ela era branca, rendada e tinha uma bolinha de rabo de coelho atrás. Sim, eu fiz ela vestir a peça na frente de todo mundo. HAHAHAHA sou má e ela não faria isso em sã consciência que ela não está no momento.
Pois bem, após essa fase dos presentes ninguém mais sabia de nada na festa. Eu continuei bebendo loucamente porque eu não seria expulsa da casa da minha melhor amiga, diferente dos acontecimentos em SP. Sabem aquele garoto que estava me encarando? Então, eu não estava mais tão constrangida assim e fui lá conversar com ele. Ele estava de preto com uma máscara preta, que original. Segui até ele que bebia uma bebida azul (que combinava com meus olhos e com a minha máscara, hahaha).
- O-oi – Eu disse meio tropeçando na minha humilde palavra de duas letras. Imagina a merda que ia dar se eu falasse mais que isso.
- Oi gatinha. – Ele disse e sorriu. Ai que lindo.
Anne observava de longe. Me perguntei porque fazia isso.
Enfim, não conversamos e só nos beijamos durante um bom tempo, porém, antes mesmo da meia noite o cara desapareceu. Fazer o que né. O beijo dele era bom, mas me trouxe um momento nostálgico, por me lembrar do Diego, vai ver eu já estava bêbada demais e imaginando coisas. Subi pro quarto da Anne para tirar uma soneca, pois estava muito louca.
Eu sei que eu dormi muito, mas muito profundamente mesmo. E tive até um sonho muito esquisito. Sonhei que durante a noite, um rapaz alto, de preto entrava no meu quarto e ficava me observando. Isso é um tanto quanto sombrio demais. Porém, ele simplesmente me deu um selinho leve e saiu do quarto. E no momento em que ele fez isso tocava uma música lenta do cine, uma das poucas existentes, mas eu não conseguia me lembrar qual era. Vai ver eu não conhecia essa. Alucinante não? Credo, não quero pensar nisso.
Enfim, acordei com uma ressaca louca, mas eu precisava dar um jeito nisso, pois logo mais a noite iria ter show do Cine e eu ia encontrar com os meninos. Que legal.
Notas finais
O próximo é o último e depois tem um bônus. o/
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