Quando o Amor Acontece

86 Capítulo 86 - Sentidos do Amor


Notas iniciais
Oii pessoinhas :)

Estranhamente, na manhã ensolarada do dia seguinte, Emmett fora o primeiro a acordar na mansão Cullen.


Depois que Rosalie acordou aos gritos a noite de sono de Emmett não foi mais a mesma. Esteve extremamente preocupado, gostaria de poder ter passado a noite ao lado dela dividindo a mesma cama. Mas, seu desejo naquela noite, não fora possível. Aquele era o momento dos pais cuidarem da filha, afinal, para eles ela sempre seria uma garotinha. Emmett teve apenas que se conformar e virar as costas com um “boa noite”, e, depois disso, passar o resto da madrugada virando-se de um lado para o outro na cama, encarando o urso pardo de pelúcia que carregava o seu nome.


Os raios quentes do sol daquela manhã cintilavam através do vidro das janelas e das portas da varanda, emergindo pelas brechas das cortinas mal posicionadas. O relógio que estava sobre a mesinha de cabeceira do lado esquerdo, marcava oito horas e quinze minutos.


[...]


Na suíte principal a família ainda dormia. Carlisle só voltaria a trabalhar depois do horário de almoço, sendo assim, estava com a consciência livre para dormir mais que o habitual. E curtir o momento de aconchego com a família.


Rosalie dormia mantendo a cabeça repousando sobre o ombro do pai, enquanto esse mantinha o braço curvado em um abraço protetor. Esme estava ao lado e mantinha a mão apoiada nas costas da filha enquanto dormiam. Era incrível a forma como Rosalie era amada por sua família, mas, talvez, só se dera conta disso há pouco tempo.


Diferente do quarto de hospedes, em que Emmett dormia, a suíte principal estava totalmente escura, as cortinas estavam bem posicionadas impedindo assim a entrada dos raios de sol daquela manhã.


[...]


No quarto de hospedes, deitado sobre a cama macia, Emmett bufou frustrado, talvez um pouco irritado. Sentou-se na cama com os pés estendidos, tocando o carpete. Olhou em volta se deparando com o urso de pelúcia, rolou os olhos lembrando-se de Rosalie. De como ela pediu que ficasse com o ursinho durante a madrugada. Queria vê-la nesse instante, mas não podia simplesmente invadir o quarto dos sogros e dizer: “acordem todos porque quero ver a minha namorada”. Totalmente fora de questão tal atitude insana. Antes de Rosalie ser namorada, e mulher, ela era a filha querida daquele casal.


Emmett saiu da cama, passando ambas as mãos na cabeça. De pé descalço, ele parecia se arrastar até o banheiro. Fez sua higiene matinal, seguido de um banho demorado, na tentativa de espantar a fadiga de uma noite mal dormida. Voltaria para Los Angeles depois do almoço e ainda não sabia como faria para deixar Rosalie para trás. A única certeza e segurança que tinha para fazer isso era que com Royce King atrás das grades seu anjo não corria perigo anunciado.


Saiu do banheiro com uma toalha preta em volta da cintura, abdômen molhado assim como seus cabelos. Próximo aos pés da cama estavam suas malas, ele se abaixou pegando uma delas, colocando-a sobre a cama. Escolheu uma muda de roupa limpa e as vestiu, calçou os tênis, arrumou previamente os cabelos, passou perfume, e então pegou o celular e foi à varanda do próprio quarto de hospedes realizar algumas ligações. Recostou-se ao parapeito enquanto falava ao telefone, em uma posição descontraída. De onde estava ele pode ver parte da grande estufa, de paredes de vidros, onde Esme cultivava algumas flores mais delicados, que não se habituavam com facilidade às constantes mudanças de tempo.


[...]


Enquanto isso, na suíte principal, Carlisle acabava de acordar, e, cuidadosamente afastou-se de Rosalie. Ele beijava a testa da filha, que dormia serenamente em sua cama, quando Esme abriu os olhos, se deparando com a cena de carinho, ao despertar de seu sono naquela manhã. Carlisle só percebera que a esposa observava quando se afastou novamente, foi então que ela lhe sorriu, seguido de um “bom dia”.


- É tão bom tê-la pertinho de mim – murmurou Esme, passando a mão direita nos cabelos da filha. – Houve uma época em que ela andou tão distante de nós – sibilou lembrando-se da época que tiveram que afastá-la de Emmett, e de como o humor da filha mudara drasticamente. – Sinto como se nada pudesse lhe fazer mal quando está conosco.


- Eu sinto o mesmo, meu bem – confessou Carlisle.


Esme suspirou longa e pesadamente. – Sinto que logo seremos apenas nós dois nessa casa enorme. Eles se amam muito Carlisle, logo devem querer marcar a data do casamento. É difícil aceitar que minha filha já não é mais uma garotinha...


- Não vamos falar sobre isso a essa hora da manhã, Esme. Não me obrigue a perceber que a minha garotinha de cabelos dourados já é uma mulher feita, quando ainda nem lavei o rosto.


Esme rolou os olhos e lhe estendeu a mão. Carlisle segurou a mão da esposa ajudando-a sair da cama. Assim que ficou de pé, Esme cobriu melhor a filha em seguida foi para o banheiro, sendo seguida de perto pelo marido. Naquela manhã o casal tomou banho juntos, e com a porta fechada, permitiram-se até uma troca de caricias.


Algum tempo depois ambos estavam vestidos e de cabelos secos. Esme usara brevemente o secador, ainda com a porta do banheiro fechada, para não fazer muito barulho que pudesse vir a acordar Rosalie.


- Acho que Emmett já deve estar acordado e louco para saber como Rose passou o resto da noite – disse Esme. – Eu vou descer para preparar o café da manhã. A Diana vem trabalhar hoje, daqui a pouco ela está aí.


- Eu te ajudo com o café – disse Carlisle, solicito.


- Não precisa querido. Apenas faça companhia a Emmett se ele já estive de pé.


Ambos olharam brevemente para a filha que dormia, antes de saírem do quarto. Certamente ela demoraria um pouco mais para acordar já que tinha ingerido um segundo comprimido no meio da madrugada.


- Acha que ela vai se assustar se acordar e não encontrar nenhum de nós no quarto? – perguntou Esme, preocupada.


- Acredito que não, ela está tranquila agora. Sem agitação aparente, e o dia já está claro lá fora. Isso deve lhe dar um pouco de segurança.


- Você disse isso ontem à noite, e ela acordou extremamente assustada. Nunca tinha visto a minha filha acordar daquele jeito.


- Isso porque sua filha é uma danada que me passou a perna.


- É. Ela não deveria ter feito isso – concordou Esme. – Bom, pelo menos vai servir de exemplo. Espero que ela não torne a repetir o mesmo erro.


O casal saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. Como a porta do quarto de hospedes estava fechada, o casal deduziu que Emmett ainda estivesse dormindo. Quando na verdade, ele ainda falava ao telefone na varanda.


O casal desceu as escadas, e seguiu em direção à cozinha. Lá, Esme deu inicio ao preparo do café da manhã enquanto o marido estava sentado, em um dos bancos altos em frente ao balcão, lendo o jornal recente. Certamente que na pagina policial havia menções aos acontecimentos recentes que envolviam a família.


Pouco tempo depois a campainha tocou. Era Diana, a diarista, que acabara de chegar. Esme permitiu que os portões fossem abertos, e, apenas poucos minutos depois Diana chegou à cozinha usando a porta do jardim dos fundos.


- Bom dia senhor e senhora Cullen – saudou Diana, educadamente.


- Bom dia, Diana – respondeu Esme, lhe dando um beijo no rosto.


- Bom dia, Diana – respondeu Carlisle, repousando o jornal sobre o balcão.


- Como está Rosalie? – perguntou ela.


- Graças a Deus está bem. Agora ela está dormindo no nosso quarto, deve demorar um pouquinho para acordar – respondeu Esme, aliviada por saber que sua filha estava em segurança agora.


- O sufoco foi grande, mas graças a Deus ela está bem. Agora é só cuidá-la e fazer o possível para que volte a se sentir segura e confortável – confirmou Carlisle.


- As crianças acabaram vendo no noticiário o que aconteceu, e me perguntaram se poderiam vir visitá-la. Eu lhes disse que primeiro tinha que pedir autorização a vocês para trazê-los – informou Diana.


- Seria ótimo – afirmou Esme. – Rose adora suas crianças, tenho certeza de que iria recebê-las. Pode vir com eles quando quiser.


Enquanto Esme falava com Diana, Emmett chegou à cozinha sendo guiado pelo aroma do café fresco que predominava no ambiente, gerando a reconfortante sensação familiar e aconchego.


- Bom dia – saudou a todos.


Esme se aproximou e lhe beijou o rosto. – Bom dia, querido. Conseguiu dormir bem depois do que aconteceu?


- Mais ou menos... – murmurou ele.


- Bom dia, Emmett – respondeu Carlisle, fechando o jornal sobre o balcão.


- Bom dia senhor McCarty – murmurou Diana, um tanto tímida. Ela sabia que Rosalie namorava o mais novo ídolo do basquete americano, mas ainda não tinha tido a chance de vê-lo pessoalmente. Certamente seu filho Enzo, de sete anos de idade, ficaria maluco se pudesse conhecê-lo pessoalmente.


Emmett lhe sorriu, educadamente. Olhou em volta buscando por Rosalie e não a encontrou.


- Onde está a Rose?


Carlisle foi quem respondera. – Ainda está dormindo. Deve demorar um pouco para acordar por causa da medicação que tomou durante a madrugada, e o fato dela estar cansada vai ajudar um pouco.


Mesmo cheio de vontade de vê-la Emmett assentiu. Andou a passos curtos atravessando a ampla cozinha, sentando-se ao lado do sogro em um dos bancos altos em frente ao balcão, onde deram inicio a uma conversa trivial.


- Vamos ter que tomar café sem a companhia da Rose. Isso não me agrada muito, mas já que ela está dormindo – sibilou Esme, terminando de pôr a mesa. Ambos sentaram-se em seus devidos lugares à mesa, dando inicio a primeira refeição do dia.


Esme convidou Diana a sentar com eles à mesa e tomar café, mas ela recusou alegando ter tomado antes de sair de casa. Com um pedido de licença Diana foi começar seu serviço, deixando os patrões à vontade conversando entre si.


Cerca de trinta minutos depois todos já haviam terminado o café da amanhã, apenas permaneceram sentados à mesa conversando normalmente, sobre trabalho, viagens e passatempo.


[...]


Na suíte principal, Rosalie acordou aos resmungos por seu corpo ainda está dolorido. Olhou para um lado, depois para o outro e não encontrou seus pais. Porém, nessa manhã, ela aparentava estar tranquila bem diferente da madrugada que acordara aos gritos.


- Mamãe, papai – os chamou, esperando por resposta. Intuitivamente sua mão direita tocou o curativo no antebraço direito. Fez cara feia ao sair da cama, calçando os chinelinhos noturnos. – Mamãe? – insistia ela por resposta.


Passou ambas as mãos nos cabelos juntando-os como se fosse prendê-los em um rabo de cavalo, mas desistiu assim que percebeu que não tinha nenhum elástico de cabelo por perto. Entrou no banheiro dos pais, parou em frente ao grande espelho, onde ficou analisando os machucados em seu rosto.


Ainda meio sonolenta, ela pegou uma escova de dentes nova na gaveta, colocou creme dental e começou a escová-los, sempre se olhando no espelho. Não que ela estivesse se admirando, era apenas buscando uma melhora significativa. Colocou água na boca, bocejou cuspindo em seguida. Lavou o rosto com bastante água fria para diminuir o inchaço causado pelo sono, tanto como pela agressão que sofrera outrora. Secou o rosto em uma pequena tolha de lavado, logo depois saiu do banheiro a passos curtos e preguiçosos.


Com um longo suspiro, ela saiu do quarto dos pais e foi ao quarto de hospedes esperando encontrar Emmett. Nem se deu ao trabalho de bater na porta antes de entrar.


- Ursinho? – olhou em volta, notando que a cama estava vazia. – Emmett? – seu tom de voz mudara rapidamente de sonolento para preocupado.


A mala de Emmett estava no quarto, mas por estar no chão do outro lado da cama, Rosalie não notou a presença do objeto que indicava que ele ainda estava na mansão Cullen. A porta do banheiro estava aberta, se ele estivesse lá dentro teria lhe respondido, deduziu ela. Então, sem pensar duas vezes, Rosalie saiu do quarto apressada indo em direção as escadas. Parou em frente ao parapeito, segurando nas grades de designer moderno e arrojado, olhando para baixo.


- Mamãe, mamãe.


Na cozinha todos pararam imediatamente a conversa tão logo ouviram os gritos de Rosalie vindo do segundo piso. Esme foi a primeira a levantar e praticamente sair correndo em direção à sala de estar, onde parou olhando para cima.


- Rose – disse ela. – O que aconteceu filha?


- Mamãe onde está o Emmett? Ele não está mais no quarto de hospedes.


- Ele está aqui filha – Esme tentou tranquilizá-la, mas não fora preciso muito já que Emmett apareceu na sala de estar, rapidamente subindo as escadas, de dois em dois degraus, indo ao encontro de Rosalie. Assim que o viu, ela se afastou do parapeito a sua espera.


Tão logo Emmett chegara ao topo da suntuosa escada, Rosalie o abraçou circundando seus braços ao pescoço másculo. E quando ficou na pontinha dos pés sua camisola de cetim ergueu um pouco, quase por revelar sua peça intima.


Emmett espalmou suas grandes mãos nas costas de Rosalie trazendo-a para mais perto de seu corpo. Roçou seu nariz ao dela em um beijinho de esquimó antes de unir seus lábios em um selinho calmo.


Nesse meio tempo, Carlisle chegou à sala de estar, parando ao lado da esposa, olhando para cima também.


Com as mãos na cintura curvilínea de Rosalie, Emmett se afastou minimamente sem desviar os olhos dos dela. Rosalie lhe sorriu feito uma criança que acaba de ganhar seu doce favorito. Voltando encostar seus calcanhares ao chão ela confessou o que a preocupou naquela manhã.


- Achei que tivesse retornado a Los Angeles sem se despedir de mim.


Esme que observava do térreo, na sala de estar, cutucou o braço do marido indicando o caminho de volta para a cozinha. Carlisle não fez objeções apenas acompanhou a esposa de volta à cozinha.


- Como pode pensar isso, Rose? Eu nunca voltaria para Los Angeles sem me despedir de você antes. Muito menos depois da forma como você acordou no meio da madrugada. Eu trocaria o horário do voo, mas não voltaria para Los Angeles sem falar com você. Que cabecinha essa, hein? – brincou ele, segurando agora a nuca de Rosalie com ambas as mãos. Institivamente ela fechou os olhos movida pela sensação inebriante de tê-lo tão perto de si. – Como pode pensar que iria embora sem te dar um beijo – sussurrou a centímetros dos lábios dela antes de tomá-la em um beijo sôfrego. E quando seus pulmões ansiaram por ar, afastaram-se ofegantes. Emmett manteve sua testa colada a dela sem retirar suas mãos da nuca. – Se não estivesse tão machucada te levaria para longe daqui agora mesmo, e faria amor com você insanamente – sussurrou com o timbre de voz totalmente afetado. – Não imagina o quanto estou com saudades de sentir seu corpo junto ao meu... – prosseguia aos sussurros, deixando Rosalie desnorteada.


- Emm, não fala assim... – pediu ela em um sussurrou abafado, respiração intercortada entregando-a. – Tem ideia de como o meu corpo está reagindo a isso? – sibilou, roçando seus lábios aos dele.


Emmett olhou de canto de olho para o térreo, certificando-se de que ninguém os observava. E então, ergueu Rosalie pela cintura afastando-a da escadaria.


- Posso apostar que está molhadinha... – sussurrou ele, com o timbre de voz totalmente rouco, disfarçadamente infiltrando uma das mãos na parte interna das coxas de Rosalie, que friccionou as pernas uma na outra.


- Não podemos Emmett... – murmurou ela, sentindo o ritmo cardíaco aumentar descontroladamente.


- Eu sei anjo... – sussurrou em resposta antes de lhe dar um selinho e se afastar. – Mal posso esperar para que esteja recuperada e que fiquemos a sós – disse ele, seguido de uma piscadela. Rosalie lhe sorriu lindamente, retribuindo com uma piscadela sapeca. Emmett teve que usar toda sua força de vontade para não agarrá-la ali mesmo e fazê-la sua mais uma vez. Após um suspiro ele deslizou seus dedos por entre os fios dourados dos cabelos de Rosalie, próximo as têmporas. – Vai se trocar, vai. Essa roupinha sexy não está me ajudando a manter o outocontrole. Depois desça para tomar café, eu já tomei com seus pais, mas te faço companhia.


- Está bem, eu vou só tomar um banho rápido e já desço para o papai poder trocar o curativo do meu braço. Prometo que tomo café da manhã também. Palavra de escoteira – deu um beijinho em Emmett e se afastou, começando refazer o caminho de volta para o quarto. Emmett já descia alguns degraus quando ela o chamou novamente.


- Emm – ele parou onde estava e olhou para cima. Emmett não conseguiu vê-la, mas pode ouvir com precisão o que ela falava.


- Sim, anjo?


- Pede, por favor, para a mamãe ir até o meu quarto.


- Peço sim.


- Obrigada, amor.


- Não por isso – respondeu ele, voltando a descer as escadas de onde havia parado.


Emmett entrou na cozinha e encontrou os sogros conversando a respeito do trabalho de Carlisle no hospital. Esme lhe sorriu ao vê-lo chegar.


- Onde está a Rose, querido?


- Ela foi tomar banho e pediu que você fosse até lá. Acho que ela quer ajuda com os machucados.


Esme ficou de pé, tocando o ombro do marido levemente antes de se retirar. – Vou ajudá-la – avisou.


- Tudo bem, eu vou preparar o quite pra refazer o curativo quando ela terminar – respondeu Carlisle.


Emmett acompanhou Carisle até o escritório onde ele havia deixado um quite de primeiros socorros. Enquanto conversavam, Carlisle deixou sobre a mesa de trabalho tudo que precisaria para trocar o curativo do braço da filha.


Em pouco tempo Esme estava em frente à porta do quarto de Rosalie. Girou maçaneta devagar chamando por ela.


- Rose.


- No banheiro, mamãe.


- Está tudo bem filha?


- Sim. Estou no chuveiro – avisou.


Esme atravessou o cômodo, alcançando a porta do banheiro. Abriu devagar olhando para dentro e a encontrou dentro do box repleto de vapor.


- Estarei te esperando, não precisa se apressar – disse ela.


- Estou quase terminando, mamãe.


- Tudo bem amor.


Esme encostou a porta do banheiro voltando para o quarto. Enquanto esperava Rosalie terminar, ela arrumou a cama, e ao fazer isso sentiu falta do ursinho de pelúcia que estava sempre ali, há anos. Sorriu consigo mesma ao lembrar que Rosalie fez Emmett dormir com ele depois de ter acordado aos gritos.


Poucos minutos depois, Rosalie saiu do banheiro envolta em toalha amarela felpuda. Seus cabelos ainda presos em coque frouxo para não molhá-los. Em seus pés usava uma sandalinha rasteira.


Olhando para a própria cama ela semicerrou os olhos, estranhando a ausência do urso pardo de pelúcia. – Onde está o meu ursinho?


- Você pediu que Emmett dormisse com ele. Lembra?


Rosalie sorriu ao lembrar que realmente tinha feito isso. – Um ursinho dormindo com o outro – brincou ela. – Que ele não me ouça falando isso. Eu já volto mamãe.


Roslaie foi ao closet onde pegou uma langerie branca e a vestiu. Retornou ao quarto, ainda enrolada na toalha. Mas logo a retirou, deixando-a sobre a cama para que Esme lhe ajudasse a passar o anti-inflamatório nos hematomas de suas costas. Enquanto isso ela mesma passava o óleo de rosa mosqueta nas marcas de unhas que Royce King deixara em seus seios.


Depois disso Rosalie vestiu um vestido, de um tecido leve. Penteou os cabelos deixando-os soltos, uma vez que seu couro cabeludo não estava suportando nada que prendesse, devido à agressão que sofrera outrora.


Mãe e filha desceram as escadas juntas, mas antes Rosalie passou no quarto de hospedes para pegar seu ursinho de pelúcia de volta, e deixá-lo sobre a cama de seu quarto que era o local ao qual ele pertencia.


Foi até o escritório do pai para pedir que ele refizesse o curativo em seu braço, mas ele já estava a sua espera com tudo pronto. Assim que o curativo foi trocado ela foi à cozinha tomar café da manhã. Esme foi com ela e a serviu enquanto conversavam com Emmett.


Diana parou, por alguns instantes, o seu serviço e foi falar com Rosalie. Ela Tinha grande carinho pela herdeira Cullen. A garota de cabelos dourados tinha um bom coração, e sempre lhe tratara com muita educação. Diana não tinha queixas em relação à Rosalie, era somente elogios para todos que lhe perguntavam a respeito.


Depois que Rosalie tomou café todos foram até a estufa com Esme, onde conversaram um pouco mais, distraídos em meio uma infinidades de flores que ela cultivava.


As horas naquela manhã passaram-se depressa. Então o horário do almoço chegou, e com ele o horário de Emmett voltar para casa. Ele fez questão de lembrá-la que voltaria no máximo em dois dias, e com uma surpresa que, possivelmente, ela iria gostar muito.


Depois do almoço Emmett foi de carona com o sogro até o aeroporto internacional de Chicago, Midway. De lá Carlisle seguiu para o hospital, retomar seu serviço, que segundo ele, havia ficado tempo demais afastado.



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Notas finais
O ursinho está cheio de saudade e louco para ficar a sós com ela u_u, MAS chegou a hora dele voltar a Los Angeles. E com isso, coisas pendentes começarão a ser resolvidas. E qual será a surpresa que ele prometeu a Rose?
Vejo vocês nos reviews.
Beijo, beijo
Sill