Quando o Amor Acontece
8 Capítulo 8 - Nosso local Secreto
Notas iniciais
Confusões à parte, cada grupo dirigiu-se a seu ônibus. Emmett retirou de sua mochila a camiseta do time de basquete e a vestiu, o que fez com que algumas garotas suspirassem de frustração.
- Obrigada Emmett por ter me defendido, mas certamente eu poderia ter feito isso sozinha.
- Dá para parar de ser marrenta só um pouquinho?! E por que afinal você saiu no tapa com a Heidi?
- Por que? Você ainda pergunta Emmett? Desde aquele dia do incidente com a fitinha de cetim da Alice que fiquei com tamanha vontade de dar uns tabefes nela.
- Hei Rose você mandou bem, ela mereceu! – Alice disse ao se pendurar no encosto do banco em que Rosalie e Emmett estavam sentados. – Emmett, por que você não me defendeu aquele dia e defendeu a Rose hoje?! Ela é sua namorada? Vocês vão beijar na boca que nem na TV? Ai, que nojo, vai dar sapinho. Arhg! – completou fazendo careta.
- Cala a boca, tampinha! Naquele dia ninguém tentou bater em você. E Rose e eu não somos namorados, só amigos. "Mas bem que poderia ser" – completou mentalmente.
- Ainda! – Alice e Bree falaram em uníssono, e logo começaram a rir.
- Sai para lá Alice, desgruda, senta aí e fica quieta! – Emmett reclamou.
- Para quê sentar se nós já vamos descer? – a espertinha logo notara a proximidade de seu local de parada.
- Ela está certa, já vamos descer – Rosalie concordou.
- Tchau Bree! – ambos disseram ao descer do ônibus relativamente barulhento.
- Emmett, leva a minha mochila? – Alice pediu manhosa.
- Por que? Eu não sou seu mordomo.
- Mas é meu irmão urso e os ursinhos são mais fortes que as fadinhas e também que a cachinhos dourados marrenta.
- Hei, essa foi para mim?!
Alice não respondeu, apenas sorriu.
A pequena esperta começou a andar fingindo que sua mochila estava absurdamente pesada.
- Ela é mesmo uma pestinha – Rosalie concluiu. – Mas devo admitir que adoro o jeitinho dela, espontâneo, serelepe, verdadeiro.
- Você ainda não viu nada – Emmett disse sorrindo, o que fez com que Rosalie levasse sua mão às bochechas macias do seu amigo.
- O que foi? – Emmett perguntou.
- Não é nada, só as suas covinhas encantadoras.
- Ah, bom...
- Aff, está muito pesada! – Alice reclamou um pouquinho mais a frente ainda fingindo fazer esforço com o peso da mochila.
- Me passa isso aí logo baixinha, antes que eu me arrependa.
- Ehhh! – comemorou e se aproximou do irmão ficando de costas para ele retirar a mochila.
- Alice, a mochila não está nada pesada.
- Para você que é um super irmão!
- Bem, gente, eu fico por aqui – Rosalie disse ao chegar em frente a sua casa.
- Te espero as três em frente à minha casa para atravessarmos a ponte.
- Certo, estarei lá. Quanto à ponte bem... Isso é um assunto à parte.
- Ponte, que ponte? Aquela ponte Emmett que você disse que um ogro vive embaixo dela com muitas lagartixas?! – a pequena Alice perguntou com os olhinhos arregalados.
- Essa mesmo, por isso nem peça para ir junto.
- Eu... Eu não, eu tenho medo. Juro pela Thinkerbell que não quero ir.
- Tchau Rose! – Emmett e Alice se despediram.
- Tchauu...
Rosalie entrou em sua casa, Emmett e Alice seguiram até a deles.
[...]
Exatamente às três da tarde, Emmett estava sentado na varanda de sua casa à espera de Rosalie, quando a mesma apareceu esbanjando um sorriso direcionado ao garoto de covinhas encantadoras.
- Hei, Emmett – cumprimentou.
- Está preparada para enfrentar e superar seu medo de altura?! – Emmett perguntou ao ficar ao lado de Rosalie.
- Rosalie Lilian Hale está sempre pronta, baby. Emmett, me apresenta sua família?!
- Está bem. Vamos lá! – a chamou para entrar.
- Mãe! – Emmett a chamou para apresentá-la.
Elisa apareceu na sala segurando em suas mãos um cesto de roupas limpas recém tiradas do varal.
- Mãe, está é a Rosalie, filha do Dr. Cullen, o novo médico da cidade.
- Oi Rosalie, como vai querida?! Emmett e Alice falam muito de você, e muito bem, por sinal. Também disseram que era muito bonita e não exageraram!
- Obrigada, Sra. McCarty.
- Pode me chamar apenas de Elisa.
- Obrigada, Elisa.
- Rose! – a pequena Alice gritou saltitante ao vê-la.
- Bom, a tampinha você já conhece até demais.
- Você veio nos visitar? Minha casa não é tão grande e bonita como a sua, mas seja bem vinda. E por falar em sua casa, posso ir até lá para visitar sua mãe? Eu gostei bastante dela!
- Alice! – Elisa e Emmett exclamaram em uníssono.
- O quê?! – perguntou se fazendo de desentendida.
- Claro que pode visitar minha mãe, não precisa perguntar, Alice. E eu gostei de sua casa, é bastante acolhedora.
- Alice! – a pequena Reneesme apareceu segurando uma das bonecas que Rosalie havia dado anteriormente a Alice.
- Rose, essa é minha irmãzinha Reneesme, mas pode chamá-la de Nessie.
- Olá Nessie! – Rosalie abaixou-se para ficar na mesma altura que a garotinha. – Que linda que você é.
A pequena Reneesme sorriu em resposta. Tão logo voltou a chamar Alice.
- Alice, brincar.
- Tchau Rose, estou indo brincar com a Nessie – Alice segurou a mão da irmã menor seguindo para a sala onde estavam as outras bonecas e o caderno de desenhos inseparável sobre o tapete.
- Tchau, Alice.
- Então, é você a garota que é amiga do Emmett? – Isabella perguntou ao adentrar a sala.
- Sim... Acho que sim, a não ser que ele tenha outra e não me disse.
- Só amigos, é?! Sei...
- E você é a Bella ou a Maria?
- Ah, eu sou a Bella, a Maria não está, você deu sorte.
- Ah, que pena adoraria conhecê-la.
- Bem, nesse horário ela está trabalhando, ela trabalha meio período – Elisa completou.
- Então Rose, agora que conheceu quase todos, podemos ir?
- Podemos sim... Até logo, Senhora Mc... Quer dizer, Elisa.
- Até logo, Rosalie. Volte mais vezes.
- Volto sim. Obrigada!
Rosalie e Emmett se retiraram da casa seguindo em direção ao fim da rua onde dava inicio à área arborizada.
- Sabe, Emmett, eu gostei de sua família.
- Mas ainda faltou uma pessoa, você pode mudar de ideia quando conhecê-la.
- Tudo bem, outro dia a vejo e talvez não mude de ideia. – Eles continuaram andando, mas Rosalie continuava com esperanças de saber o que tinha na casa sem precisar passar para o outro lado. – Sabe, essas árvores são mesmo lindas. Você não vai mesmo falar o que estava construindo do outro lado da ponte, né?!
- Não, porque quero que venha comigo.
Ao ficarem de frente à ponte, Emmett deu um sorriso encorajador para a garota loira ao seu lado, que mantinha os olhos fixos na velha ponte.
- Tudo bem?! – Emmett quis saber.
- Sim, só estou pensando comigo mesma que não devo deixar essa ponte me intimidar. Não outra vez.
- Essa é a minha garota. Quer dizer, essa é a loirinha marrenta que conheço – Emmett disse sorrindo orgulhoso.
- Ok, mas... Ai, segura minha mão... – pediu tentando disfarçar que oprimia seu medo.
- Vamos nessa! – Emmett exclamou absurdamente feliz e estendeu sua mão para segurar a da garota assustada.
Mas, no momento, em que suas mãos se tocaram, uma corrente elétrica percorreu de um para o outro causando uma sensação de desconforto momentâneo. Na verdade, era uma sensação boa, mas para ambos pareceu estranho e errado.
Continuaram segurando as mãos, ignorando completamente aquela sensação absurdamente estranha.
- É só não olhar para baixo que vai dar tudo certo – assegurava para a garota enquanto andavam lentamente sobre a ponte bamba.
Rosalie apertou firme a mão do garoto.
- Está tudo bem, estamos quase no fim, estou com você, não tenha medo.
- Não estou mais com tanto medo. Estou com uma sensação muito estranha.
Andaram mais alguns passos e por fim chegaram ao outro lado da velha ponte.
- Viu, você conseguiu.
- Eu sempre soube que conseguiria, era apenas uma questão de tempo.
- Rose, para de ser marrenta ou na volta não seguro sua mão.
- Emmett, se alguém souber que segurei sua mão para atravessar a ponte... Não falo nunca mais com você!
- Tudo bem, fica tranquila, não falei sobre o outro dia, por que falaria sobre hoje?!
- Está bem. Agora me mostra o que você estava construindo!
- Certo! Vem comigo – Emmett segurou a mão dela novamente, andaram um pouco mais à frente, em meio as árvores.
- Olha para cima, naquela direção – Emmett disse ao indicar com a mão.
- Que legal, uma casa na árvore! Eu sempre quis uma casa na árvore! Podemos terminá-la para nós. Seria como nosso local secreto, ninguém mais saberia – Rosalie disse entusiasmada.
- Se estiver disposta a atravessar a ponte outras vezes e a sujar suas mãos de princesa... Por mim tudo bem.
- Emmett, outra vez esse papo de mãos de princesa. Então, já que sou princesa, você será meu súdito e vai construir meu castelo – disse em tom de brincadeira.
Ele riu, mas não fez careta ou negou nada... Ele estava aceitando esse "sentimento" diferente que sentia pela marrenta Rose, melhor, ele estava gostando demais dessa sensação de estar perto dela.
Eles ficaram em silêncio por um tempo, e Rose preferiu quebrar o silêncio.
- Emmett, por que você assusta a Alice com histórias de ogros que vivem embaixo da ponte com lagartixas?
- Para ela não me seguir. Já imaginou Alice toda saltitante atravessando essa ponte?! Capaz de ela cair...
- É, pensando bem, você tem razão, é melhor não correr o risco. Será que eu poderia subir lá na casinha?!
- Não vai sentir medo?
- Isso aqui é bem mais seguro que aquela velha ponte, não vou deixar me intimidar!
- Ok! É isso que mais gosto em você, Rose. Você nunca se deixa intimidar por nada.
Rosalie sorriu para ele em agradecimento pelas palavras ditas.
Ambos subiram na árvore através da escada grudada ao tronco.
- Emmett, olha só essa vista, é lindo. Está mais que decidido, esse será nosso secret place.
- Secret o quê?
- Local secreto, Emmett – disse sorrindo.
O garoto a observava com um sorriso bobo estampado em seu rosto enquanto o vento soprava os lindos cabelos loiros que estavam soltos, isso espalhava seu perfume.
- Emmett, para de me olhar com essa cara de bobo da corte.
- Não estou com cara de bobo, estou apenas constatando que você parece mesmo um anjo.
- Está bem, só não tenta tirar a prova me jogando lá embaixo porque minhas asas foram confiscadas, ok?! Me confundiram com um mutante da escola do prof. Charles Xavier, então me proibiram de usá-las até que tivesse total controle – falou tudo de forma natural como se fosse realmente verdade.
- Está me zoando?!
- Estou... – confirmou simplesmente.
- Você não tem jeito, né?!
- Acho que não, viu Emmett... Acho que sou assim desde o útero de minha mãe.
Emmett gargalhou sonoramente e logo foi acompanhado por Rosalie.
- Vem Emmett... Senta aqui comigo.
Ambos sentaram-se na beirada deixando as pernas estendidas.
- Que bom que seu pai foi transferido para Norristown... – Emmett disse enquanto estavam sentados lado a lado observando a paisagem e os pássaros livres cantando nas copas das árvores.
- Por que? – Rosalie quis saber.
- Porque conheci você...
- Digo o mesmo... Você é o melhor amigo que já tive. Na verdade, não foram muitos, mas você é especial!
Ambos compartilharam um lindo sorriso que significava mais do que mil palavras o quanto um era importante para o outro. Porque, há momentos em que apenas isso é o suficiente.
Rosalie apoiou sua cabeça no ombro de Emmett e permaneceram ali sentados apenas observando os pássaros que pousavam nas copas das árvores.
Notas finais
Super obrigadinha, adorei TODOS!
beijinhos
=)
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