Quando o Amor Acontece

77 Capítulo 77 - À Deriva no Mar de Angustias


Notas iniciais
Ai genteee que saudade de atualizar isso aqui *abraço apertado* minhas amoras.
Me perdoem pela demora, mas é que com as festas de fim de ano ficou impossível, meu tempo na internet ficou basicamente resumido. Mas agora tudo volta ao normal o/
Que bom está aqui com vocês novamente o/
As novas leitoras, sejam bem vindas :)
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Aviso: Em determinado momento surgem palavras inapropriadas.

Após a confirmação de que seu anjo estava em perigo, muito possivelmente nas mãos do sádico Royce King, Emmett não conseguira ficar sentado à espera por noticias. Mesmo sabendo que Carlisle Cullen, pai de sua amada Rosalie Lilian, estava mantendo contato minuto a minuto com a polícia local, nada disso minimizava sua agonia.

O sumiço de Vera também já havia sido notificado à polícia, e eventualmente sua família, assim como os Cullen, aguardava por noticias de sua herdeira.

O departamento de polícia de Chicago não tinha dúvidas de que Royce King estava por trás de tudo isso. Desde a tentativa de sequestro a Rosalie Lilian Hale Cullen, e posteriormente a entrega do dossiê, há alguns dias atrás, que Royce King vinha sendo procurado, sendo acusado de inúmeros crimes. Entretanto Royce King não era um iniciante no mundo do crime, Royce King era cobra-criada. Estava sempre no cerne das questões. Um cara ardiloso e escorregadio.

Os aeroportos haviam sido interceptados para evitar que o procurado saísse da cidade e eventualmente do país, levando consigo a herdeira Cullen e sua amiga Vera.

Royce King não sairia de Chicago em um voo comercial tão facilmente, o que não quer dizer que ele não tentaria uma fuga em um jato particular ou até mesmo em um helicóptero. No entanto o trafego aéreo estava preparado para interceptar qualquer aeronave suspeita.

Mesmo tendo grande parte de seus bens confiscados, quem poderia garantir que Royce King não teria uma conta fantasma em um paraíso fiscal. Não se deve confiar em uma pessoa com a mente perigosa.

[...]

Los Angeles

Sentado em um dos sofás da ampla sala de estar de seu apartamento após ter falo com os pais de Rosalie, Emmett passava o telefone sem fio de uma mão para a outra, em um gesto que revelava sua insatisfação em não ter um plano a seguir.

Seus instintos gritavam que fosse procurá-la. Uma miríade de conflitos que surgiam a todo o momento, gerando um cataclismo em sua mente.

Irritado, Emmett ficou de pé, mas nem mesmo ele sabia ao certo de onde vinha toda sua ira. Se somente por Royce King ou por Rosalie não ter dado ouvidos a seus pedidos de segurança. Era inquestionável sua atitude. Justo ela que estava cheia de medos...

Jogou o telefone sem fio no sofá, esbravejando consigo mesmo, manifestos de sua irritabilidade momentânea.

- Porque você tem que fazer as coisas sempre do seu jeito, Rosalie – passou as mãos nos cabelos, nervosamente. – Eu te pedi tanto para não sair de casa sozinha. Para me ligar ao mínimo sinal de ameaça... Mas você como sempre tinha que bater o pé – resmungava andando de um lado para o outro, tentando manter a calma o máximo possível para não sair chutando os móveis de seu apartamento.

Então decidira que não mais ficaria a espera de notícias. Iria a Chicago acompanhar de perto as investigações, e talvez, mover céus e terra em busca de seu anjo loiro marrento.

Emmett se aproximou novamente do sofá, pegando o telefone mais uma vez. Realizou três ligações seguidas: uma para o técnico dos Lakers, avisando que era de extrema importância sua ausência na cidade – por uma cláusula do contrato ele não poderia se afastar sem notificar a diretoria do time –, por alguns dias talvez. E outra para suas irmãs, avisando do ocorrido.

Alice tinha regressado a Norristown. Isabella entendeu a situação, oferecendo todo seu apoio ao irmão. Já a irmã mais velha, Maria, essa reclamou, gritou, acusou o irmão de estar agindo por impulso.

Emmett não parou para estender a discussão desnecessária, desligando o telefone logo em seguida. A terceira ligação fora para um conhecido, o qual alugaria um voo particular para Chicago.

O tempo era seu inimigo, assim como os pensamentos negativos que sondavam sua mente, gritando que Royce poderia estar machucando-a, violentando-a. Isso fazia com que seu ódio fervilhasse em antecipação.

Emmett foi ao quarto e trocou de roupa. Pegou uma de suas malas, jogou algumas peças de roupas dentro. Na bagagem de mão inseriu alguns objetos de higiene pessoal, entre outras coisas de suma importância, como seus documentos.

Apagou as luzes ao sair, sem olhar para trás.

Como não queria deixar um de seus carros no estacionamento do aeroporto, acabou optando por chamar um taxi. Por incrível que pareça o trânsito estava a seu favor, o que era um fato a se comemorar.

Dentro de alguns minutos, Emmett McCarty estava no aeroporto – Lax –, entrando em um avião particular. Havia apenas seis lugares. Sendo esses de um couro cor de creme, espaçoso e extremamente confortável. Na cabine estava o comandante e o co-piloto. A disposição de Emmett estava uma comissária de bordo, alta, pele clara e grandes olhos cor de avelã.

Emmett conseguira chegar a Chicago na metade do tempo previsto, se comparado com um voo comercial. Depois disso pegou outro taxi que o conduziu a casa dos pais de Rosalie.

Em frente ao grande portão de ferro ornamentado da mansão Cullen, Emmett encontrara um grupo de policias – alguns deles especialistas em sequestro. Havia duas viaturas, e alguém conversava ao radio. Um veículo da imprensa também estava ali, certamente sondando para os tabloides.

Há algumas horas que a família ansiava por noticias. O suposto sequestrador não havia entrado em contato até então. A família da jovem Rosalie Hale estava alheia ao fato de que sua única filha tinha sido coagida a ir ao encontro do opressor em troca da suposta liberdade de sua melhor amiga Vera.

Todos acreditavam que Royce King tinha arrancado Rosalie de dentro de sua casa, contra sua vontade. Pode não ter sido diretamente, mas fora exatamente o que ele fizera.

Emmett fora barrado antes mesmo de alcançar o portão, mas logo fora reconhecido e liberado a entrar.

Na ampla sala de estar, Emmett encontrou Esme com os olhos avermelhados de tanto chorar. Ela estava sentada ao lado do aparelho telefônico – que já tinha uma escuta –, como se a filha fosse ligar a qualquer momento. Ao seu lado estava uma jovem mulher de longos cabelos castanhos escuros e olhos igualmente castanhos. Seu rosto de um formato quadrangular, extremamente bonita por sinal. No entanto era uma figura desconhecida para Emmett McCarty.

Assim que Esme notou a presença de Emmett em sua sala de estar, ficou de pé imediatamente indo abraçá-lo.

- Oi querido. Lamento tanto que a segunda vez que venha a minha casa seja em um momento tão difícil e angustiante para todos nós – murmurou.

Emmett a acolheu em seus braços fortes, como se estivesse acolhendo a sua própria mãe.

- Não se preocupe Esme. Vai ficar tudo bem – assegurou, no entanto, em algum lugar em seu coração, temia que não fosse exatamente assim.

Esme suspirou pesadamente.

- Minha princesa está em algum lugar lá fora, nas mãos daquele louco. Só Deus sabe o que ele está fazendo com minha filha nesse momento. Isso acaba comigo – a angustia era cortante em sua voz. – Vera também sumiu, ele deve tê-la levado também. Minhas meninas, assustadas em algum lugar... – sua voz falhou com angustia.

- Eu irei procurá-la, Esme. Não deixarei que Royce brinque com a minha Rose tão fácil assim – assegurou, sua voz era firme. – Só preciso de um ponto de partida. Algo que me dê uma leve ideia de onde começar. Vou trazer a Rose de volta a qualquer preço. Eu prometo que vai abraçar sua filha novamente.

Esme rendeu-se as lágrimas do desespero. O desespero de uma mãe que anseia pela segurança de sua única filha, e de uma amiga, a qual tem extremo carinho.

- Mantenha a calma, meu amor – disse Carlisle, colocando as mãos amavelmente sobre o ombro da esposa.

Carlisle estava igualmente preocupado, no entanto, tinha que se mostrar firme. Ser o ponto de segurança e equilíbrio daquela casa, ou do contrário, sua esposa desabaria em uma angustia cortante.

- Emmett você conhecesse Carmen Denali? – perguntou Carlisle.

- Ainda não tive o prazer de conhecê-la. Acredito que seja uma grande amiga da família – disse Emmett, acreditando que somente uma grande amiga estaria ali dando apoio.

Carmen ficou de pé para cumprimentá-lo. Emmett segurou sua mão educadamente lhe estendo um pequeno sorriso de covinhas.

- Carmen é esposa de um grande amigo de longa data. No momento ele foi à delegacia a procura de maiores informações, e tentar com que a imprensa se afaste. Entretanto levando em consideração todos os envolvidos, isso é eventualmente muito difícil.

- Lamentavelmente sim... – murmurou Emmett.

- Lamento que tenhamos nos conhecidos em um momento como esse. De angustia e espera – disse Carmen. – Ela vai voltar para casa e vai ser mimada por todos nós.

- O que mais me preocupa é o estado em que ela vai voltar – sussurrou Emmett, com os olhos marejados de lágrimas.

Carmen lhe tocou o ombro, afetuosamente.

- Você a ama muito. Dá para notar através dos seus olhos quando fala nela.

- Eu a amo como jamais amei alguém. Mata-me por dentro não saber onde ela está...

O telefone fixo tocou. Esme praticamente correu para atendê-lo. Suas mãos tremiam absurdamente, regidas pela angustia e a espera, mas a esperança estava ali. Logo sua expressão mudou para frustração ao receber a noticia de que não tinham muitas informações. Sem grandes pistas, até então, do paradeiro de Royce King. E que a noticia já se espalhara. Emmett não se surpreendeu ao ser citado inúmeras vezes como o recente namorado da vitima.

Em que esgoto aquele rato imundo havia escondido a herdeira Cullen. A garota que crescera cercada de amor com uma vida estabilizada, talvez, agora estivesse enfrentando seu maior medo.

Esme passou o telefone para as mãos de Carmen, logo depois abraçou seu marido, recebendo o conforto e o calor de seu abraço.

Carlisle lhe afagava os cabelos em uma tentativa de reconfortá-la, enquanto seu coração vivia um impasse, entre a grande preocupação com a integridade física de sua filha e manter a postura centrada diante a angustia de sua esposa.

- Carlisle – Emmett o chamou. – Posso ir até o quarto de Rosalie por alguns instantes?

A mente de Emmett estava uma miríade de sentimentos contraditórios. Raiva, preocupação, angustia, desejo de vingança, eram predominantes. Suas mãos suavam frio, não de medo, mas sim de ansiedade.

- Fique a vontade, Emmett – disse Carlisle, guiando a esposa a sentar-se em um dos sofás. Em seguida sentando-se ao lado dela.

Carmen se dirigiu a cozinha em busca de um copo d’água para Esme, em uma tentativa de fazê-la tomar o calmante que Carlisle lhe oferecera mais cedo e ela se recusou.

Emmett subiu as escadas devagar, segurando no corrimão, pensando em Rosalie. Pensando na última vez em que esteve naquela casa ao lado de seu anjo, e como ela ficara feliz em recebê-lo. De como o sorriso dela se iluminara genuinamente.

Andou alguns passos no corredor extenso, onde havia alguns quadros e objetos de decoração de um bom gosto impecável, até parar em frente à porta do quarto de Rosalie.

- Rose... – murmurou consigo mesmo ao entrar no cômodo onde tudo tinha uma pitada da personalidade da garota marrenta por quem ele se apaixonara. Até mesmo o aroma de seu perfume pairava no ar de forma predominante.

Devagar Emmett se aproximou do mural de fotografias que Rosalie mantinha na parede oposta a grande cama. Sorriu consigo mesmo, notando a existência de fotografias atuais onde ambos estavam juntos. Passou os dedos no rosto da Rosalie da fotografia, desejando que fosse seu rosto real.

- Me dá uma pista de onde você possa estar meu amor – pediu como se fosse obter uma resposta. – Eu preciso te encontrar... – abaixou a cabeça se sentindo culpado. – Mas estou à deriva em um mar de angustias sufocante onde tudo o que tenho para me manter na superfície é uma pequena boia de esperança.

Andou alguns passos à esquerda em direção à penteadeira, onde encontrou vários objetos pessoais, dentre eles, a escova de cabelos que exalava o aroma dos cabelos dourados de Rosalie. Emmett passou os dedos sobre as cerdas onde havia alguns fios de cabelos perdidos.

Através do reflexo no espelho, Emmett notou a presença do urso de pelúcia, o qual Rosalie tinha grande adoração. O ursinho pardo que ele havia lhe dado muito tempo atrás. Cuidadosamente, Emmett colocou a escova de cabelos de volta onde estava antes. Com um suspiro de frustração ele se aproximou da cama, pegando o urso de pelúcia em uma de suas mãos, segurando-o pela cintura roliça.

Seus olhos se encheram de lágrimas com a lembrança do passado, e a ameaça de um futuro destruído. Inesperadamente seus olhos alcançaram um pedaço de papal que estava preso no laço vermelho do pescoço do ursinho. É como se Rosalie soubesse que Emmett iria até aquele urso. Aquele urso de pelúcia que era a peça chave da história dos dois. A história de quando o amor realmente acontece.

Incrível como aquele urso tinha tanto do perfume de Rosalie. Emmett não resistiu a aspirá-lo brevemente. Em seguida retirou o pedaço de papel e abriu ao meio, revelando assim uma caligrafia fina. Tão linda e marcante quanto a quem escrevera.

“Emmett eu sei que quando você ficar sabendo do meu sumiço virá até o nosso bebê. É assim que me sinto em relação ao urso de pelúcia que você me deu naquela noite no parque de diversões em Norristown. Amor, por favor, me perdoa. Me perdoa se algo acontecer e eu não poder voltar para você. Para a nossa vida juntos... Royce me encurralou. Está mantendo a Vera refém. Preciso e devo fazer algo. Ele quer a mim, não posso permitir que minha amiga seja torturada em meu lugar. Por isso estou indo ao encontro do meu destino. A culpa é toda minha, fui eu quem trouxe Royce para nossas vidas... Agora tenho que suportá-lo me perseguindo feito o diabo em busca daquele que lhe vendeu a alma. Amor eu farei de tudo para regressar ao calor e a segurança de seus braços, mas se isso não for possível, saiba que te amo de forma que nada do que eu diga será o bastante.

Com amor, Rose...

...O seu anjo marrento.”

Com lágrimas nos olhos Emmett concluiu a leitura do bilhete. Inconscientemente apertou entre os dedos fazendo-o virar uma bola de papel amassado.

- Rose... – murmurou entre dentes. – Eu vou encontrar você. Mas que inferno, porque tinha que ser tão marrenta e decidida a cometer um ato impensado. Eu te pedi tanto para entrar em contato com a polícia e até mesmo comigo.

[...]

Em algum lugar na cidade de Chicago. Mansão não legalizada, onde Royce King mantem Rosalie e Vera reféns.

Royce beijou Rosalie a força, chegando a machucar seus lábios rosados.

“Emmett”, fora a primeira coisa que Rosalie pensou, estando com seus olhos fechados, como se naquele momento ela pudesse sentir que Emmett acabara de ler o bilhete deixado no laço do urso de pelúcia.

Incomodado com a indiferença de Rosalie, Royce a empurrou de encontro ao chão fazendo-a deslizar no piso polido de mármore até encontrar a parede mais próxima. A dor foi intensa em sua coluna. A jovem murmurou gemidos de dor enquanto tentava ficar de pé novamente.

- Onde está a Vera? O que fez a ela, seu verme imundo? – questionou Rosalie, com a voz falha, e isso não fora nada agradável.

Royce sorriu diabolicamente. O som daquela gargalhada soara doentio aos seus ouvidos.

- Você deveria estar se perguntando o que eu farei com você, princesa do gelo?! Há um mundo de possibilidades, mil e uma maneiras excitantes de torturá-la – Royce se aproximava a passos lentos e calculados, tanto quanto um animal que se aproxima da presa em potencial.

Rosalie cambaleou para trás ao ficar de pé. Suas pernas pareciam feita de gelatina. Entretanto ainda assim ela resistira.

- Fala seu desgraçado. O que fez com minha amiga? – exigiu Rosalie indo em direção a Royce, feito uma fera indomável. Cravou suas unhas no rosto dele fazendo-o urrar de dor. – É bom sentir dor, desgraçado? – questionou ironicamente momentos antes de ser brutalmente puxada por um dos comparsas de Royce.

Rosalie se debatia insistentemente – não dando mole para seus agressores –, fora necessários dois dos comparsas de Royce King para segurá-la.

- Vadia premiada – Royce esbravejou. – Eu vou te dar o que você merece, pode apostar que sim.

Os olhos de Rosalie se esbugalharam ao ver Royce arrancar da cintura o cinto de couro – Valentino –, que ele usava.

Tendo os braços mantidos presos atrás das costas, agora, por somente um dos comparsas de Royce, Rosalie usou as pernas para se defender.

- Tão selvagem... – Royce murmurou. – É tão excitante, não concordam comigo? – questionou, olhando para seus comparsas, os quais Rosalie jamais os tinha visto antes.

- ME SOLTA! – exigiu Rosalie, porém, sua voz vacilante a fazia parecer fraca, e isso ela estava odiando.

- Aqui quem dá as ordens sou eu, princesa do gelo. Por acaso você não se esqueceu disso, esqueceu? – ironizou, dedilhando sobre a lapela da blusa branca que Rosalie usava. Parou seus dedos longos de unhas bem cuidadas – um verdadeiro metrossexual –, na altura dos seios de Rosalie, e ali, sem cerimonia alguma, rasgou fazendo com que os botões caíssem ao chão. Revelando assim o sutiã de renda branca com pequeninos detalhes floral, diante de seus olhos sedentos e diabólicos.

Rosalie sentiu seu coração esmurrar forte o peito ao som do tecido sendo rasgado. Por um fugaz momento chegou a pensar que chegaria ao ponto de presenciar seu coração saltar boca a fora. Lamentavelmente isso lhe parecia bem real agora.

Royce a segurou pelo pescoço com força desnecessária, chegando a deixá-la respirar com dificuldade, enquanto passava sua língua asquerosa sobre a pele macia do pescoço dela, sentindo a pulsação de sua jugular.

Os lindos olhos castanhos intensos da jovem Rosalie Hale queimavam feito brasa, formando uma nevoa de lágrimas antes mesmo que essas percorressem sua face corada.

O peito de Rosalie arfava descompassadamente, denunciando seu desespero. Sendo anivelado com as lágrimas. Inferno, isso não deveria estar acontecendo.

- VOCÊ É MINHA. SOMENTE MINHA – gritou Royce, seu timbre de voz terrivelmente assustador, Rosalie poderia jurar que ele estava possuído por um demônio. – Você abriu as pernas para aquele jogadorzinho de merda, não foi sua vadia?! Posso apostar que sim. Sua felicidade nojenta nos últimos dias, não diz outra coisa. Vou fazê-la se arrepender de ter dado prazer a outro que não seja eu. EU. VOCÊ ESTÁ ENTENDENDO? Vai se arrepender até o último segundo... – levou uma das mãos a cintura da calça que Rosalie usava, em busca do zíper e botão.

- PARA! – Rosalie gritou com a voz vacilante. – Para, Royce, por favor, para – suplicou.

Ser violentada com requintes de crueldade e erotismo doentio já era extremamente humilhante e deprimente entre quatro paredes. Sem dúvida ela não suportaria passar por isso mais uma vez, muito menos com plateia, deliciando-se, divertindo-se com sua humilhação.

Royce apertou os seios de Rosalie por sobre o tecido fino do sutiã com tamanha força que Rosalie sentiu como se estivessem sendo esmagados manualmente. Certamente ficariam marcas por vários dias.

Em meio à opressão que estava enfrentando, Rosalie ainda conseguia forças para se debater em busca de liberdade, mesmo que breve. Aquilo estava doendo e muito.

- Você vai pagar por isso quando Emmett por as mãos em você e lhe provar o quão fodão ele pode ser, seu verme – ameaçou.

Royce fechou os olhos com força, enquanto suas mãos ainda apertavam os seios já muito doloridos de Rosalie. Retirou uma das mãos de seu objeto de obsessão e a esbofeteou com força desnecessária, fazendo com que grande parte dos cabelos dourados de Rosalie lhe caíssem ao rosto.

[...]

Mansão Cullen...

No quarto de Rosalie, Emmett sentiu uma onda de fúria devastadora. Uma vontade irracional de esmurrar algo, ou alguém, até que seus punhos já não aguentassem mais. Naquele instante ele não teve dúvidas de que seu anjo estava sofrendo e sendo coagida. Sabe Deus de que forma e de que magnitude.

Pensando nela, somente nela, Emmett saiu do quarto, percorreu o extenso corredor do segundo andar daquela mansão ansioso para alcançar as escadas, uma vez lá, ele desceu de dois em dois degraus.

No pé da escadaria, Emmett encarou os sogros, a amiga da família, e mais alguns policiais que ali estavam.

- Ele usou a Vera como isca para fazer Rosalie ir até ele – informou Emmett, cerrando as mãos em punho. Forçou os lábios em uma linha fina antes de esbravejar. – Aquele infeliz sabia que a Rose não deixaria a amiga na mão. Rose tem grande carinho por Vera, jamais a deixaria em apuros.

Esme ficou de frente a Emmett assim que o viu retornar a sala de estar. Naquele instante sentiu suas pernas fraquejar. Angustia afogando seu coração materno. Lágrimas a dominaram, já não era mais possível contê-las desde o desaparecimento de sua única filha. Carlisle a abraçou amorosamente, garantindo que tudo ficaria bem.

[...]

Enquanto isso na mansão onde Royce King as mantinha refém...

Um dos comparsas, cujo nome era Gavin, entrou apressadamente na ampla sala vazia, trazendo consigo uma notícia que ameaçava os planos de Royce King.

- Chefe acabaram de informar que os federais estão cada vez mais perto de nos descobrir.

Furioso por ter sido interrompido, Royce esbravejou, com uma veia na testa saltando.

- Isso não pode acontecer... – se afastou de Rosalie andando de um lado para o outro. Rosalie suspirou aliviada com a distância, não tão segura assim, mas, ainda uma certa distância que lhe permitia pensar e respirar melhor. – Isso não acaba aqui – rosnou entre dentes para Rosalie. Olhou para os comparsas que estavam ali já há algum tempo e ordenou. – Leve-a para se juntar aquela cadela que ela chama de amiga. Deixe-as confraternizar enquanto eu corrijo os erros da parte menos inteligente que me cerca. Inúteis, não sabem fazer nada sem deixar rastros – antes que Rosalie fosse arrastada mansão adentro, Royce segurou em seu rosto, apertando suas bochechas violentamente. – Se você fez alguma gracinha, vai pagar por isso com a vida da cadela de sua amiga – empurrou Rosalie de encontro aos comparsas que aguardavam para levá-la.

- Eu não fiz nada, a não ser o que me pediu. Deixe a Vera fora disso – disse Rosalie, desesperada. Certamente ocultando a existência de seu celular no local e o possível rastreamento. O medo de que Royce descontasse a falha de seus subordinados em sua melhor amiga a deixava desesperada. Rosalie sentia-se como se estivesse presa em uma câmara de gás. Maldição, por sua culpa a vida de uma pessoa inocente estava em perigo. Por tanto tempo sofreu em silêncio nas mãos de Royce King para preservara seus entes queridos e veja só como isso se desenvolveu...

Sem nenhuma cautela, ela foi arrastada para o interior da mansão pelas mãos de Elliot e Caled. Connor o motorista que a levara até ali, permaneceu com Gavin e Royce. Rosalie já não tinha forças nas próprias pernas para se manter de pé. Seus membros inferiores parecem feitos de gelatina, da mais fajuta já vendida no mercado.

A garota de personalidade forte estava agora subjugada. A mercê de um sádico obcecado por ela e pelo poder. Um cara desprovido de sentimentos que não media consequências para seguir em frente com sua obsessão por vingança.

Uma pessoa doentia e com uma mente diabólica...

Notas finais
Royce anda aprontando todas, certamente ele se acha o maioral u_u *doce ilusão*
Na casa de Rosalie a angustia corrói a todos. Toda família cuja filha se envolve em um relacionamento conflitante sempre teme o pior *lamentável*
E nosso divo está meio revolts com a decisão que a Rose tomou, mas ela agiu movida pelo instinto, acreditando que era o certo a se fazer.
Eu particularmente gosto bastante do resultado desse capítulo :)
GENTE QUE SAUDADE *abraço apertado*
Vejo vocês nos reviews
*Se possível recomende ;)
Beijo, beijo
Sill