Quando o Amor Acontece

46 Capítulo 46 - Recordar é Reviver


Notas iniciais
Oláa e ai como estão?
Aqui está mais um capítulo e particularmente eu gosto bastante dele, é um dos meus favoritos :)

Alguns minutos se passaram entre o diálogo, um drinque e outro. Era por volta de meia noite quando Emmett decidira pedir a conta.


– Então, o que quer fazer agora? Mesmo que eu quisesse, não conseguiria dormir tão cedo essa noite – disse Emmett ao se retirarem do restaurante.


– Hmm... – levando na brincadeira, Rosalie fez cara pensativa. – Vamos dar uma volta aqui mesmo no quarteirão, vamos relembrar os velhos tempos. Depois você pega o carro, pode ser? – sugeriu um pouco incerta, não tinha certeza de que Emmett aceitaria.


– Vamos – disfarçando um sorriso, Emmett concordou sem nem ao menos pensar.


Naquele momento, a jovem Rosalie teve a certeza de que Emmett McCarty aceitaria o que sugerisse sem hesitar. De dentro daquele restaurante, onde os frequentadores tinham grande poder aquisitivo, saíram os velhos amigos do passado em busca de reviverem a sua história. Mesmo que através de lembranças.


Emmett avisou ao manobrista que voltaria dentro de algumas horas para pegar o carro.


O centro de Chicago, sempre movimentado, ficava ainda mais atrativo para um passeio. E lá estavam eles, lado a lado, da mesma forma que faziam na pequena Norristown anos atrás.


Rosalie segurou a mão de Emmett e o puxou para que atravessassem a rua. Como se fossem duas crianças que não confiavam no sinal de trânsito. Porém a questão ali não era essa. O fato é que Rosalie estava apenas revivendo seu passado e amando cada detalhe.


Sem hesitar, Emmett seguiu a brincadeira. Do outro lado da rua havia uma grande praça. Ali passaram a fazer uma caminhada lenta sem pressa de chegar a lugar algum...


Mantendo ainda a brincadeira, Rosalie empurrou Emmett com o peso de seu corpo.


– Lembra disso? – questionou se referindo ao que acabara de fazer.


– Claro que sim – confirmou revelando suas covinhas encantadoras. – Você sempre fazia isso. Você era uma grande encrenqueira – completou pegando em uma mecha dos cabelos loiros de Rosalie.


– E você também sempre fazia isso, Emmett.


– Isso o quê? – questionou realmente sem se dar conta que estava segurando uma mecha dos cabelos loiros da garota ao seu lado.


– Pegava em meus cabelos e dizia que estava perfumado – Rosalie concluiu sorrindo da situação.


Então como se quisesse provocá-la, Emmett aspirou o perfume daquela mecha de cabelos em suas mãos fazendo uma careta. Rosalie o empurrou fingindo estar brava com aquilo. Passou a andar a passos largos disfarçando um sorriso.


– Ah, qual é Rose?! Volta aqui... Não seja tão marrentinha...


Rosalie fingiu não ouvi-lo.


– Esse seu temperamento de garota marrenta sempre me fascinou desde a primeira vez em que te vi – confidenciou enquanto a seguia, um pouco afastado porque Rosalie estava bem mais à frente.


Ao ouvir aquelas palavras vindas de seu ursinho, imediatamente Rosalie parou virando-se para olhá-lo. Mantendo um sorriso travesso, ela o encarou. Emmett passou as mãos na cabeça um tanto ansioso. Rosalie Hale exercia um poder absoluto sobre seus sentimentos e instintos.


– Quer saber, sua loirinha marreta... Seus cabelos ainda mantem o mesmo perfume. E é o meu preferido – concluiu sorrindo com a cabeça levemente inclinada para o lado.


Rosalie não resistiu e correu ao encontro dele abraçando-o com força pela cintura. Emmett aspirou o perfume dos cabelos loiros e disse.


– É o mesmo shampoo, não é?!


– Sim! – sem pensar Rosalie confirmou. – Não poderia ter mudado. Mudar significaria tentar te esquecer, e isso jamais o farei.


– Rose, tudo em você mexe comigo... Ainda me sinto abobalhado, não tenho certeza se é real ou apenas mais um sonho.


Rosalie saiu do abraço e olhou nos olhos para comentar.


– Você mesmo disse que era real. Então ursinho, acredite. Hmm... Lembra de nossa primeira partida de basquete?!


– Claro que sim, você estava tão linda e tão marrentinha.


– Nós terminamos empatados, não foi? – disse Rosalie.


– Foi sim, mas porque eu deixei – disse Emmett convencido.


– Aham! – Rosalie esnobou.


– “Aham”, nada – Emmett resmungou passando seu braço em torno da cintura de Rosalie. Ela sentiu seu corpo inteiro estremecer com o toque. Porém, ignorando sua própria reação, falou.


– Vamos jogar uma partida agora?


– Não temos uma bola, meu anjo...


– Claro que temos – disse lhe mostrando as mãos como se estivesse segurando uma bola de basquete.


Emmett sorriu de sua imaginação fértil.


– Ainda não a vejo – disse somente para provocá-la.


Rosalie tocou a ponta do nariz dele e disse.


– Use a sua imaginação, ursinho. Não me importa se as pessoas irão nos chamar de loucos, porque com você, Emmett McCarty, o que eles pensam não me afeta!


Seguindo o ritmo da brincadeira, Emmett simulou uma jogada retirando a bola imaginaria das mãos de Rosalie.


– A cesta é naquela luminária – disse Emmett.


Rosalie prendeu os cabelos em um coque mal feito da maneira que pode.


Algumas pessoas os observavam achando estranho o fato de a bola ser imaginária. No entanto, Rosalie e Emmett pouco se importaram com a situação. Estavam juntos relembrando o passado. Se por esse motivo fossem tachados de loucos, desejariam ser loucos por toda a vida.


Algumas vezes o corpo de Rosalie esbarrava no de Emmett. Apesar das reações que isso lhe causava, sua preocupação era de que a machucasse com isso.


Porém, seu anjo estava tão feliz que notava-se evidentemente em seus olhos. Então, Emmett aceitou que deveria ser apenas seu instinto protetor preocupando-se à toa. Um exagero de sua parte, talvez.


Mesmo sendo um jogo com uma bola imaginária, ele ainda assim a deixava vencer.


– Eu venci ursinho, outra vez! – disse Rosalie com um sorriso contagiante.


Orgulhoso de seu anjo, Emmett confessou.


– Você sempre vai ganhar de mim, porque você já ganhou o meu coração mesmo, isso é incontestável.


O sorriso que Rosalie lhe deu em troca vinha inteiramente da alma. Isso fazia McCarty sentir-se vivo. Talvez como jamais tivesse sentido.


Entusiasmada, Rosalie subiu em um banco comemorando sua vitória.


– A linda, loira, independente e que merece um castelo, Rosalie Hale, vence a partida extraordinária contra o inacreditável jogador do Lakers, Emmett McCarty – Rosalie falava de si mesma fingindo ser o narrador e ao mesmo tempo os torcedores.


– Merece um castelo?! – Emmett questionou a olhando de lado disfarçando um sorriso travesso e curioso.


– Sim! – Rosalie respondeu simplesmente.


Emmett a pegou no colo girando-a. Estavam tão felizes que chegava a ser contagiante.


– Emmett, vamos tomar sorvete?


– Sabe o que esse pedido me faz lembrar? – Emmett a questionou pondo de volta ao chão.


– Da primeira vez que tomamos sorvete juntos após ter cortado a grama dos Linton! – ambos responderam juntos. Fora como se tivessem ensaiado.


– Então vamos tomar de creme, o mesmo sabor que tomamos aquele dia – informou Rosalie sem desviar os olhos de Emmett por um segundo sequer.


– Sim, o mesmo sabor que tomamos aquele dia – confirmou desfazendo o coque praticamente desfeito do cabelo de Rosalie.


– Vem! – disse Rosalie puxando-o pela mão e seguindo até uma sorveteria logo ali, na mesma praça.


Fizeram o pedido, logo depois sentaram em uma das mesas do lado de fora. A brisa ali estava suave. Deixando o clima agradável. O sabor realmente fora o mesmo de quando se tornaram amigos: creme. Só que dessa vez não em um pote plástico, mas sim em casquinhas.


Rosalie retirou um pouco de seu sorvete com o dedo sujando a ponta do nariz de Emmett. Seguido de uma gargalhada gostosa.


– Você lembra o que me disse quando fez isso pela primeira vez? – Emmett questionou já pegando um pouco de sorvete para fazer o mesmo com ela.


– Não ursinho, não me suja, por favor – pediu sorrindo, mas de olho no dedo de Emmett cheio de sorvete para sujá-la.


– Então me diz o que você me falou naquele dia.


– Eu não me lembro – Rosalie mentiu para provocar.


De repente, Emmett não estava mais sorrindo. Rapidamente Rosalie apressou-se a dizer a verdade.


– Eu te perguntei se erámos amigos! E você disse que sim.


Emmett gargalhou.


– Se você tivesse mesmo esquecido, te sujaria inteira – revelou de forma divertida.


– Nunca me esqueceria disso, Emmett. Foi a partir desse dia que você baixou a guarda para que eu me aproximasse. Como poderia esquecer algo tão incrível.


– Eu sei disso meu anjo, era só para te provocar – revelou sorrindo.


– Seu urso bobo! – disse dando um tapa no braço de Emmett.


Após terem terminado de tomar o sorvete, que por sinal fora pago por Rosalie, que se queixou dizendo que Emmett já tinha pago a conta do restaurante, Emmett disse o que mais estava adiando aquela noite.


– Está tarde, sei que tenho que te levar para sua casa, mas não é o que realmente gostaria de fazer... – pensar no afastamento, mesmo que breve, causava uma sensação de medo e solidão a ambos.


Com uma das mãos na bochecha de Emmett, Rosalie falou.


– Me leve com você para onde for. Como amigos que sempre fomos, mas, por favor, me leve ursinho. Não quero me afastar de você hoje – mentalmente completou com “Nunca mais”. – Tenho medo de acordar e ver que tudo não passou de um sonho. Me deixa ir com você hoje? – pediu baixando o olhar, tinha medo da resposta.


– Claro que deixo, meu anjo... O que mais quero é ter você perto de mim. Ter certeza que está protegida. Sentir seu perfume real, não apenas o resquício que guardo em minha memória olfativa. Me afeta exponencialmente saber que aquele patife do Royce King te maltratava. Estou em um hotel onde todo o time está hospedado; não se importa de encontrar alguns deles pelos corredores ou no elevador?


Emmett a olhava atento a cada gesto que Rosalie fazia. Até mesmo um simples piscar de olhos de seu anjo o fascinava.


– Não, isso não me incomoda Emmett. Mas, pensando em mim, acabei esquecendo de que não pode me levar...


Emmett a interrompeu.


– Não me importa o que eles irão pensar ou falar. Você é a minha Rose, o meu anjo. Quero estar com você, te proteger – disse segurando o rosto dela entre as mãos carinhosamente.


– Não por eles, Emmett... Mas por ela...


Estava um pouco receosa, não queria falar muito a respeito para que Emmett não viesse a desconfiar de que conhecia Melinda, tão pouco que estavam unidas em algo.


– Desculpa Rose... – se desculpou passando as mãos levemente na cabeça.


Talvez nesse momento Emmett estivesse sentindo-se envergonhado. Não queria que Rosalie pensasse que ele havia se tornado um traidor sem vergonha.


“Me perdoa Melzinha, não estou pensando em te trair, só quero matar um pouco a saudades que sinto do meu anjo...” – completou mentalmente.


Como se lesse os pensamentos de Emmett, Rosalie disse.


– Emmett, não pensarei mal de você, nem quero que os outros pensem...


– Vem comigo – disse ao segurar a mão de Rosalie. – Não me importa o que eles irão falar ou pensar. Mesmo que vissem algo errado, alguns deles não poderiam me julgar... Outros não estão nem aí para a vida alheia.


Rosalie apertou a mão de Emmett, que segurava a sua, como se fosse a resposta de que iria com ele. As consequências? Ah, elas que venham depois...


Emmett lhe sorriu revelando suas covinhas perfeitas e encantadoras. Isso fazia o coração da jovem loira bater descontroladamente.


Rosalie sentia-se sempre avassaladoramente feliz e protegida ao lado de Emmett. E nesse momento, enquanto voltavam de mãos dadas para pegar o carro no estacionamento do restaurante, não estava sendo diferente.


Notas finais
E ai o que acharam do capítulo?
E a Rose Merece Um Castelo, não é mesmo?! Hahahahahah
Me digam o que acharam por favorzinho, não custa nada e me faz feliz :)
Beijinhos
Bree/Sill