Quando o Amor Acontece
42 Capítulo 42 - Sentindo-se bem
Notas iniciais
Emmett acompanhou seu colega Collins até onde se encontravam Rosalie e Vera.
– Rose, ele vai ficar com vocês aqui do lado na sala de concentração enquanto tomo uma ducha rápida – disse Emmett indicando a sala ao lado, logo após ter apontado para Collins.
Rosalie o olhou em dúvida, certamente estava com medo de se afastar de Emmett.
– Tudo bem meu anjo. Collins é de confiança, não deixará que Royce se aproxime de você – Emmett foi até ela, segurou seu rosto entre as mãos depositando um beijo em sua testa. – Não vá a lugar algum sem mim, pelo menos hoje... – sussurrou ao pé do ouvido de seu anjo.
– Não irei... – respondeu da mesma forma que ele, em um sussurro.
– Eu volto em pouco tempo – foi o que Emmett McCarty disse ao entrar no vestiário, olhando para trás.
– Venham comigo... – Collins as chamou para irem com ele até a grande sala ao lado.
Rosalie e Vera trocaram olhares de incerteza, mas Vera logo mudou de ideia dando de ombros, em sinal de “Ah, o que pode acontecer?!”
Sendo assim, ambas o seguiram. Collins abriu a porta da sala onde havia longos bancos com acento acolchoado, frigobar, um telão, uma lousa branca, certamente local onde era explicada algumas jogadas. Ao redor tudo era relacionado ao esporte.
– Ai que bom poder sentar depois de tanto tumulto. Caraca, eu não sei você Rose, mas eu estou mesmo cansada – disse Vera sorrindo um pouco.
Collins permaneceu de pé em frente à porta como se fosse um segurança particular.
– Eu não sei se estou cansada, ou se estou com excesso de adrenalina. Tudo o que tenho certeza é de que estou absurdamente feliz; a sensação que estou sentindo é exponencialmente prazerosa – confidenciou Rosalie após um longo suspiro, sentando-se ao lado de Vera.
– Hmm... Gatinho! – disse Vera com cara sonhadora.
– Quem?! – disse Rosalie querendo ter certeza do que sua amiga Vera estava falando.
– Ele! – Vera respondeu simplesmente, olhando para onde Collins estava.
Rosalie sorriu.
– Vera, você não é apaixonada pelo Christopher?!
– Sou sim. Mas é que... Olha o tamanho desse homem! Olha aqueles braços! Deve ter uma pegada... – disse suspirando.
– Vera, o Royce bateu na sua cabeça?
– Ah Rose, o Christopher é o meu amorzinho, bonito, inteligente, educado, de boa família, honesto, carinhoso... Mas fala sério, ele não tem todo esse tamanho e esses músculos. Sai desse corpo que não te pertence obsessão por músculos. É lamentável, mas ele é casado – concluiu Vera com um suspiro de frustração.
Rosalie sorriu.
– Até isso você já sabe?
– Claro filha, enquanto você suspirava no seu grandão, eu já estava de olho no outro. Ele tem uma aliança, que pena. Desse tipo de homem quero mesmo é distância. E a propósito, estou com fome!
– Vera!
– Ah Rose, qual é? Briguei com o King Kong e olha que não foi por nenhuma banana. Preciso comer para repor minhas energias. Ai loira, você não me entende, né?!
Ambas sorriram. Collins olhou para onde elas estavam um tanto quanto intrigado. Ou seria curioso? Bem, o fato é que ele não entenderá os motivos do riso...
Vera levantou-se indo até o frigobar.
– O que vai fazer, Vera?
– Ué, vou ver se tem algo para comer... – disse já abrindo o mesmo.
As garrafinhas de água que havia pego minutos antes saíra dali, e já estavam vazias. Rosalie havia tomado uma e Vera a outra.
– Aff, só tem coisas para beber. O que esses caras comem para serem tão grandes? Fermento por acaso?!
– Vera... – Rosalie praticamente sussurrou envergonhada.
– Hei Collins, tudo bem se eu tomar um suco desses?!
Rosalie virou o rosto batendo a mão na própria testa.
– Que amiga mais maluca eu tenho, Deus do céu...
– Tudo bem, fique à vontade! – disse Collins com um meio sorriso.
Rosalie levantou, foi até onde sua amiga Vera estava lhe tirando a garrafinha de suco das mãos.
– Deixa isso aí Vera...
– Rose...
– Não.
– Por favor?! – Vera fez carinha triste.
– Incrível como às vezes você me lembra à irmã dele – revelou com um sorriso de satisfação.
– Não seja mau...
Enquanto Vera resmungava pela posse da garrafinha de suco de fruta, Emmett chegou agradecendo ao amigo Collins pelo favor feito.
– Valeu cara! Royce não passou por aqui, não é? – quis ter certeza.
Ao ouvir a voz de Emmett, Rosalie esqueceu completamente da garrafinha de suco. Vera então aproveitou o momento para pegá-la de volta.
– Não. Ele nem deve estar mais no ginásio. Agora Emmett, fique esperto, Royce pode não deixar isso barato – disse Collins já de saída. – Até mais – disse para Rosalie e Vera.
– Até – disse Vera tomando o suco.
– Obrigada! – disse Rosalie.
– Grandão, vocês não tem comida aqui? Eu preciso comer...
Emmett gargalhou com a naturalidade de Vera em falar o que pensa.
– Não ligue para ela. A Vera fica meio maluca quando passa algumas horas sem comer...
Os olhos de Rosalie tinham um brilho lindo e único cada vez que olhava para Emmett. Assim como os dele ao olhar para seu eterno anjo loiro. Agora, já sem o uniforme do time, Emmett parecia ainda mais atraente, se é que isso era realmente possível.
– Vem, vamos jantar – disse segurando a mão de Rosalie. – Liguei para uma empresa de carros de aluguel, já que o meu não está aqui.
Rosalie beijou a mão dele, que segurava a sua. Seu coração estava fora de controle tamanha a felicidade que estava sentindo. Mais uma vez, Emmett sorriu revelando suas covinhas perfeitas e encantadoras.
Em pensamento Rosalie disse “Eu te amo”.
Sem saber o que se passava na mente de seu anjo, Emmett pensara na mesma coisa “Eu te amo”.
Desviando o olhar de Rosalie por alguns instantes, ele quebrou o silêncio.
– Vamos Vera? Você está mais do que convidada para jantar. É a melhor amiga do meu anjo, tem que comemorar também!
Rosalie sorriu ao ver que seu ursinho estava sendo gentil com sua melhor amiga, coisa que Royce King jamais fizera.
– Eu te vi pessoalmente hoje, mas sinto-me como se te conhecesse há muito tempo. E isso é culpa da Rose! – disse Vera ao lado de Rosalie que segurava a mão de Emmett, enquanto andavam pelos corredores, agora vazios, do United Center.
No estacionamento, Emmett recebeu das mãos do motorista da empresa de aluguel de carros a chave de uma picape 4x4 prata.
– Obrigado! – disse para o motorista que, logo em seguida, entrou em outro carro que o aguardava.
– E então. Onde as moças querem jantar? Fiquem à vontade para escolherem. O desejo das duas será uma ordem! – disse Emmett de forma divertida.
– Não importa o lugar desde que seja em sua companhia – confessou Rosalie sem se importar com o que Vera poderia falar.
Vera não disse nada relacionado ao que acabara de ouvir de sua amiga. Sabia que Rosalie estava feliz e realmente qualquer lugar para ela desde que fosse ao lado de Emmett, aceitaria sem problema algum.
– Para mim, se a comida for boa, qualquer lugar serve.
– Ok, então fica por minha conta e risco. Depois não reclamem, hein? – disse Emmett ainda segurando a mão de Rosalie.
– Claro que não! – Rosalie e Vera responderam praticamente juntas.
Emmett abriu a porta para Vera, que agradeceu no mesmo instante. Logo depois puxou o banco e fez sinal para a vez de Rosalie, que estranhou um pouco a gentileza, uma vez que Royce King jamais havia feito isso para ela. Certamente que Royce sempre se mostrava educado para a sociedade, porque sempre gostou de manter as aparências. No entanto, com Rosalie ele sempre fez questão de deixar bem claro quem ele realmente era. Desde que conseguira levá-la a sua teia.
Antes mesmo que entrasse no carro Rosalie recebeu um carinho no rosto. Esse gesto vindo de Emmett lhe causou a sensação de, enfim, estar onde sempre fora o seu lugar.
– Tudo bem? – Emmett perguntou.
Rosalie maneou a cabeça positivamente pousando sua mão sobre a dele em seu rosto. Emmett lhe sorriu e ajudou Rosalie a entrar no carro. Emmett deu a volta fazendo o mesmo.
Aeroporto Internacional de Chicago, Midway (MDW)
Uma Alice completamente revoltada andava pelo saguão movimentado.
– A culpa é inteiramente sua, Jasper Whitlock! Eu falei que tínhamos que ter vindo ontem para Los Angeles e de lá vir para cá. Mas você tinha que falar “Não meu amor, amanhã dá tempo” – reclamou batendo o pé. – O jogo terminou e eu só sei que meu irmão ganhou pela boca do povo. Ainda por cima estão falando um assunto que não entendo. Aff, isso não é justo!
– Fique calma, amor...
– Jasper, faça o favor de parar, por favor?
– Não estou fazendo nada – Jasper tentou se defender.
– Esse é o problema, você não fez nada, nadica de nada para que eu chegasse a tempo de ver o jogo dos Lakers.
Jasper suspirou. E sorrindo perguntou.
– Por que você não está me chamando de Jazz?
– Porque estou irritada, só por isso. E não olhe para mim com esse sorriso lindo – disse pegando o celular na bolsa.
– Vai ligar para quem?
– Para meu irmão e para a Mel. Eles devem estar em algum lugar comemorando. E eu quero ir pra lá já, Jasper Whitlock!
– Para com isso, minha fada – disse Jasper tentando tocar no rosto de Alice.
– Não me toque, estou de mal de você por tempo indeterminado.
Jasper tentou disfarçar um sorriso para que sua fada travessa não ficasse ainda mais chateada. Primeiro Alice ligou para seu irmão urso. Caiu em caixa postal. Tentou mais duas vezes e fora da mesma forma.
Com tudo que estava acontecendo nas últimas horas, Emmett nem se dera conta de que seu celular havia descarregado. Então Alice bufou irritada. Decidiu ligar para sua cunhada Melinda.
Los Angeles
Deitada em sua cama em um ambiente à meia luz, Melinda viu seu celular tocar. Não estava com ânimo para atender, mas só em pensar que poderia ser seu gatinho, isso a fazia sentir-se melhor.
Ainda com algumas dores, ela se esforçou para pegar o celular em cima da mesinha de cabeceira somente para ver de quem era a ligação. Notando então que era sua cunhada Alice, Melinda decidiu não atender. Não que ela não gostasse de Alice, muito pelo contrário, ela a adorava. Só não queria que Alice notasse nada.
“Me perdoa fofinha, mas não posso atender” – com o coração apertado Melinda deixou o celular continuar tocando.
Aeroporto Internacional de Chicago, Midway
– A Mel também não atende. Aff... Por quê? – Alice fez careta de raiva.
– Talvez eles estejam juntos, não acha? – Jasper sugeriu.
– Então se eles estão comemorando a dois. Quebrei a cara e a culpa é toda sua que não quis vir antes!
– Não fique assim. Eu te levo onde você quiser, é só pedir – disse Jasper tentando fazê-la sentir-se melhor.
Alice rapidamente desfez o biquinho de frustração que estava e sorriu.
– Jura?!
– Sim! – Jasper confirmou um tanto desconfiado do que ela pediria. Vindo de Alice, poderia ser qualquer coisa, da mais simples até a mais inusitada.
Alice saltitou comemorando.
– Ok! Então vamos levar essa mala no hotel onde você fez a reserva. Você fez a reserva, não fez Jasper?!
– Sim, eu fiz – confirmou sorrindo.
– Quer parar de rir assim, porque você me deixa tonta...
Jasper chegou mais perto e lhe roubou um beijinho.
– Isso não vale é golpe baixo! – queixou-se. – Certo, vamos ao hotel deixar a mala, depois eu falo aonde iremos.
– O que você quiser.
– Então está bem... – Alice sorriu toda saltitante segurando a mão de Jasper enquanto seguiam para o estacionamento.
Notas finais
Nos vemos nos reviews!
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