Quando o Amor Acontece
35 Capítulo 35 - Revelando Um Desejo
Notas iniciais
Querem saber como continua a cena do capítulo anterior?
Então vamos lá!!
=)
Rosalie tomou um susto enorme ao ver Melinda simplesmente perder os sentidos. Mesmo que já soubesse da gravidade da doença da jovem, agora no chão em sua frente ela havia se tornado pior ainda. Ela não estava preparada para o que acabara de acontecer.
- Ah meu Deus, o que eu fiz?! – disse Rosalie, em choque ao ver Melinda desacordada ao lado da cadeira em que estava sentada antes.
Algumas pessoas pararam o que estava fazendo direcionando a atenção ao ocorrido. Rapidamente Rosalie deu a volta em torno da mesa ajoelhando-se ao lado de Melinda.
- Ai meu Deus, Melinda acorda! Por favor, não me deixe em pânico... – enquanto falava, Rosalie procurou pelos sinais vitais de Melinda. “Graças a Deus está respirando!” – pensou logo que verificou a pulsação, porém não estava normal, mas ela não sabia ao certo.
- O que aconteceu? O que ela tem? – um dos responsáveis pelo bar do hotel questionou, aproximando-se de Rosalie. Outro rapaz que estava atrás do balcão do bar trouxe algo de cheiro forte para que usassem para acordá-la. Rosalie aceitou um lenço umedecido com o líquido de cheiro extremamente forte, que não soube dizer do que se tratava.
- Ela está doente. Alguém chame uma ambulância, por favor! – gritou para o primeiro que lhe desse ouvidos. “Por favor, não morra, me sentiria terrivelmente culpada!” – pensou ao aproximar o lenço umedecido com o líquido do nariz de Melinda.
No exato momento em que o responsável pelo bar pegou o telefone para chamar a ambulância, Melinda recobrou a consciência.
- Graças a Deus! – Rosalie suspirou aliviada olhando para o teto.
Melinda esfregou a cabeça no local onde a forte dor atingiu, em um ato inconsciente.
- Não é necessário uma ambulância – disse com voz fraca. Sua visão ainda estava um pouco embaçada sem contar a sensação nauseante que estava sentindo. O único fato positivo em tudo isso é que a dor havia cessado.
- Senhorita, você não me parece em muito boas condições agora. Seria aconselhável que chamássemos a ambulância. Precisa ir ao hospital e ser examinada o quanto antes.
- Melinda, ele tem razão... – Rosalie insistiu.
- Não é necessário, por favor, só me ajude a levantar. Ainda estou fraca. Só preciso de um táxi. Irei ao hospital de táxi, nada de ambulâncias chamando a atenção... Ninguém pode ficar sabendo.
- Se a senhorita prefere assim, então que seja...
- Sim, vamos fazer do jeito dela... – Rosalie concordou e com a ajuda do rapaz ela ajudou Melinda a sentar na cadeira.
No momento em que fazia isso, Vera apareceu com uma expressão de total choque. Ela parecia querer dar uma bronca em Rosalie.
- Rosalie Hale, você nocauteou a pobre moça! Eu sabia que não deveria tê-la deixado falar a sós com ela. O ciúme de um amor como o seu às vezes é perigoso. Você é doida! Quer ir presa?
- Para Vera, não é nada do que está pensando. Ela passou mal e desmaiou.
- Oh, minha nossa! Sente-se melhor agora? Precisa que a levemos ao hospital mais próximo daqui? – Vera disparou a perguntar segurando a mão de Melinda que por sinal estava fria. – Olha, seja lá o que aconteceu aqui, eu sou inocente. A Rose é maior e responsável pelos seus atos, eu falo o tempo todo para ela pensar antes de agir, mas nem sempre dá certo.
Vera tagarelava sem parar. Melinda apenas a observava sem saber o que dizer diante de toda aquela preocupação. O garçom apareceu trazendo um copo d’água para Melinda.
Melinda agradeceu, logo pegou sua bolsa retirando de dentro um pequeno frasco de comprimidos. Retirou dois e ingeriu com um gole da água.
- É Vera o seu nome, não é?!
- É sim...
- Calma Vera, não aconteceu nada do que você imaginou. Rosalie não me fez nada, só estávamos conversando quando me senti mal e acabei perdendo os sentidos.
- Vera... Não me envergonhe com tamanha maluquice – disse Rosalie envergonhada, olhando para a amiga.
- Certo, então está tudo bem vocês não brigaram?
- Não, não brigamos – Rosalie confirmou. – Discordamos de algumas coisas, mas não chegou a esse nível de estresse.
- Então vocês discordaram, eu sabia que não seria fácil...
- Calma Vera – Melinda pediu. – Ninguém vai te acusar de nada – sorriu. – Fique tranquila, sim?!
- Ai, que alívio viu... A Rose me assusta às vezes, mas ela tem um bom coração – disse ao sentar em uma das cadeiras vazias. Pegou o copo de suco de Rosalie que estava praticamente intacto. Devido o ocorrido, ela ao menos teve tempo de tomá-lo. Serviu-se de alguns goles.
- Você é muito folgada sabia, dona Vera? – disse Rosalie, disfarçando um sorriso. – Melinda, eu posso te acompanhar até o hospital se você quiser. Mas ainda mantenho minha opinião de que você deveria ligar para Emmett, ir com ele e lhe contar tudo. Não deve e não pode enfrentar isso sozinha.
- Não. Isso é algo que ele não poderá saber e você prometeu, não se esqueça disso!
- Melinda, mesmo que eu seja uma pessoa que aja algumas vezes de forma avassaladora, não posso me aproveitar para tirá-lo de você quando mais precisa de seu apoio.
- Você não irá tirá-lo de mim. Estou abrindo o caminho para você chegar até ele, quero que cuide bem dele quando... Quando eu não puder mais – a voz de Melinda vacilou na última frase. – Prometa-me que irá cuidar bem do meu gatinho. Já deu para perceber o quanto você gosta dele... Não quero que ele fique sozinho ou que uma alpinista social se aproveite do momento para se aproveitar dele.
- Eu prometo Melinda, nenhuma alpinista social vai chegar perto dele. Mas eu também tenho algo para te contar. Talvez isso dificulte minha promessa...
Vera decidiu participar do assunto.
- Ah, é, verdade... A Rose tem um carma... – disse terminando o suco, que antes era de Rosalie.
- Do que está falando? – Melinda questionou apreensiva.
- Falamos sobre isso depois, primeiro vamos com você até o hospital – disse Rosalie pedindo a conta.
- Está bem vamos... – disse ao pegar sua bolsa que estava na cadeira.
- Sente-se bem para andar? – Rosalie e Vera perguntaram praticamente juntas.
- Sim, eu consigo, os remédios que acabei de tomar ajudam...
Logo que chegaram à entrada do hotel, Vera chamou um táxi que as levaram até o hospital onde Melinda deu início ao seu tratamento na semana em que esteve evitando Emmett.
Dentro do táxi, Vera não resistiu a fazer uma pergunta.
- Você o ama muito, não é?! Por que para fazer o que quer fazer somente o mais puro e verdadeiro amor seria capaz de fazer, algo tão altruísta. A Rose também me surpreendeu...
- Sim, eu amo muito meu gatinho lindo, ele é um ser humano incrível. Precisa de alguém que o ame, e sua amiga Rosalie já provou que ela é essa pessoa. Ela também está sendo altruísta em tentar me fazer mudar de ideia.
Rosalie esboçou um leve sorriso para Melinda. Estava feliz por ter a chance de se aproximar de Emmett novamente, porém envergonhada, por parecer que estava se aproveitando do sofrimento alheio.
Assim que chegaram ao hospital, Melinda foi atendida por seu médico. Enquanto esperavam por ela, Rosalie e Vera conversaram um pouco.
- Rose?! – Vera suspirou ao chamar pela amiga que estava sentada, apenas observando o teto branco da sala de espera. – Rose?!
- Sim... – respondeu na mesma posição que se encontrava.
- Sabe o quanto eu queria te jogar para cima do Emmett gostoso, não sabe?
- Sim, eu sei...
- Mas agora estou envergonhada... Estou com dó da Melinda.
- E como acha que estou me sentindo?! Estou me sentindo péssima, mas eu também o amo. Não quero que ele fique triste, quero fazê-lo feliz também. Eu cumprirei minha promessa, nenhuma alpinista social ficará com meu ursinho quando Melinda terminar com ele para que ele não saiba de sua doença.
As duas falavam aos sussurros.
- Acha que iremos para o inferno por isso?
- Não, acho que não, porque alguém lá em cima deve estar vendo tudo que está acontecendo aqui. Assim eu espero, pelo menos...
- Rose, e o que você pretende fazer com o King Kong?
- Eu não sei Vera, mas irei precisar de ajuda!
Depois de algum tempo, Melinda saiu da sala de exames acompanha pelo médico.
- E então, como está se sentindo? – Rosalie perguntou ao ficar de pé.
- Depois de tantos medicamentos, me sinto um pouco cansada. Vamos até a pracinha aqui ao lado e você me fala o que disse que tem para me falar, o que pode te impossibilitar de cumprir sua promessa.
- Tem certeza de que quer ir lá, não quer ir para sua casa descansar um pouco?
- Sim, eu tenho, quero saber sobre isso, por favor.
- Está bem. Então vamos... – Rosalie consentiu.
As três saíram andando devagar pelos corredores do hospital até que deixaram o prédio. Na pracinha, andaram entre algumas pessoas que passeavam com crianças em carrinho de bebê, outros com cachorros e outras crianças que se divertiam ao ar livre.
Sentaram-se em um banco ao lado de um belo jardim.
- Então Rosalie, me conte...
Rosalie olhou para o anel em seu dedo, o anel que fora dado pelo homem que ela mais desprezava na face da terra, Royce King.
Então Melinda chegou a uma conclusão.
- É ele que pode vir a interferir no que estamos planejando?!
Rosalie pensou por alguns segundos então respondeu.
- Sim, é ele. Ele é uma pessoa horrível. Sem querer, acabei descobrindo algumas coisas a seu respeito. Ele também desconfia que gosto de outro, então, tudo isso tem complicado minha vida de uma forma que não sei como agir. Ele tem feito ameaças constantes a mim, que atinge a minha família e até mesmo o Emmett, mesmo que ele ainda não saiba a seu respeito.
- Que tipo de ameaças ele faz ao meu gatinho? – Melinda ficou mais que preocupada com essa nova descoberta.
- Ameaça acusá-lo de doping, destruir a carreira dele de atleta se souber que é jogador.
- Ele não pode fazer isso, o gatinho batalhou muito para estar onde está hoje! Precisamos impedi-lo.
- Fala para ela Rose que ele agride você!
Rosalie olhou para Vera, repreendendo-a com o olhar.
- O quê?! Ele te agride?! Por que você não o denuncia? Esse tipo de coisa não deve ficar em silêncio!
- Pelas as ameaças... – respondeu desviando o olhar.
- Isso é muito grave. Tudo o que ele te faz é grave, não pode aceitar isso. Vou pensar em algo que possa te ajudar, vamos achar uma forma de chantageá-lo. Você disse que sabe coisas que pode afetá-lo; podemos usar para chantageá-lo. Acha que podemos usar algo que possa te libertar dele?
- Acredito que sim, mas não estou certa se devo enfrentá-lo.
- Vamos fazer algo juntas, nós três. Você vai ficar livre dele Rosalie, acredite em mim! Só me prometa que nunca irá julgar o Emmett por ter se envolvido comigo, nunca, jamais fará isso.
- Eu prometo.
- Irei aproximar vocês de uma forma que pareça casual... – Os olhos de Melinda marejaram de lagrimas só em imaginar. – Terei que terminar com ele para que se sinta livre para ficar com você sem culpas... – uma lágrima percorreu sua face. – Manteremos contato até o momento certo...
Algumas crianças passaram correndo, rindo felizes. Os olhos de Melinda e Rosalie seguiram os passinhos felizes.
- Sabe, eu gostaria muito de ter tido tempo para ter um filho com Emmett. Meu gatinho lindo seria um ótimo pai. E ter um bebê que herdasse um pouco dele seria o melhor presente do mundo! – as lágrimas percorreram o rosto de Melinda ao pensar no filho que jamais poderia ter com o homem que ama.
Vera secou uma lágrima disfarçadamente. Rosalie fizera o mesmo gesto.
- Melinda, que nome você daria ao seu filho ou filha? – Rosalie perguntou não contendo a curiosidade, talvez um pouquinho mais que isso.
- Se fosse menina se chamaria Nicole, com apelido de Nikki. Se fosse menino, seria Kellan.
Melinda falou sem se dar conta do que estava fazendo, apenas fez o que eu coração pedira no momento.
Notas finais
E aí? O que tem a dizer?
A curiosidade nós domina aqui, meninas =)
A citação dos nomes é uma homenagem aos atores que interpretam os personagens na saga.
É isso...
Beijinhos
Bree
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