Quando o Amor Acontece
33 Capítulo 33 - Ironia do Destino
Notas iniciais
Como estão?!
Curiosas para mais um capítulo?!
Então vamos lá!
=)
Chicago
O telefonema de Melinda havia conseguido deixar Rosalie presa a um turbilhão de pensamentos confusos.
O que estaria acontecendo? O que estaria por trás desse telefonema imprevisível? Quais os motivos que levariam Melinda a procurá-la? Muitas perguntas até então sem respostas.
A vida pode, de fato, ser uma caixinha de surpresas sem precedentes. Quando a jovem Rosalie acreditava que sua história com Emmett McCarty havia se cumprido, uma fagulha de luz voltou a brilhar no fim do túnel.
O quão real aquele telefonema poderia de fato ser? Definitivamente, Rosalie não sabia. Porém estava disposta a verificar, porque, já não pode se perder o que já não te pertence.
No momento, ela queria a opinião de uma pessoa, ou talvez apenas dividir com alguém, que não fosse sua mãe. Então discou rapidamente o número do telefone de sua amiga de todas as horas, Vera.
– Oi Rose! – Vera atendeu após ver de quem era a chamada.
– Vera, Verinha, Veruska, você não tem ideia do que acabou de acontecer! – Rosalie ainda estava um tanto chocada com os acontecimentos.
– O Royce morreu? – Vera questionou a primeira maluquice que lhe veio em mente.
– Infelizmente não amiga – Rosalie respondeu frustrada. – A namorada dele acabou de me ligar – Rosalie andava de lado para o outro dentro de seu quarto.
– A namorada dele quem, cara pálida?
– Ai Vera, fala sério... Aquela tal de Melinda que vimos no site de fofoca ao lado de Emmett, a namorada dele, entendeu?!
– O quê? Como assim? Para o mundo que eu quero descer!!!
– Só se eu descer desse mundo louco primeiro! – Rosalie respondeu passando a mão nos cabelos.
– Ah Rose, está de brincadeira, não é?
– Acha mesmo que brincaria com isso? Deus! Por um instante pensei que fosse você tentando me pregar uma peça.
– Eu?! – Vera exclamou com choque. – Nunca faria algo do tipo, tenho amor a minha vida... Cara, isso é surreal!
– Eu que o diga, eu que o diga! – disse Rosalie pensativa olhando através da janela de seu quarto.
– Mas e aí? Como foi isso? O que ela queria?
– Ela quer que eu vá até Los Angeles. Disse que precisa falar comigo pessoalmente. Dá para acreditar nisso?!
– Nossa, que inusitado!
– Bem... De qualquer forma, estarei indo amanhã mesmo. E você vai comigo, sua maluca.
– Eu vou? Eu vou! – Vera comemorou.
– Sim, você vai, porque se de repente eu tiver um ataque psicótico de ciúme e raiva, quem irá me ajudar manter a calma?!
– Claro que vou, e se você não me convidasse eu iria de penetra mesmo assim. Mas como vai fazer para ir sem que o Royce saiba?
– Ele está fora da cidade, viajou por alguns dias com o time. Isso não é perfeito? – Rosalie sorriu pela primeira vez desde o telefonema de Melinda.
– Ok, mas a que horas iremos?
– Vou ligar para a agência de viagens, falar com meus pais, depois te ligo de volta para avisar. Tchau, até mais tarde!
– Tchau! Los Angeles, nos aguarde – Vera brincou ao desligar.
Dia seguinte
Aeroporto Internacional de Los Angeles, Lax.
Melinda esperava por Rosalie próximo ao portão de desembarque. Mesmo nunca tendo se visto pessoalmente, tanto Rosalie quanto Melinda tinham certeza de que não seria difícil se reconhecer, depois de ter visto fotografias uma da outra.
No exato momento em que o avião aterrissou, Rosalie sentiu seu estômago se comprimir tamanho o seu nervosismo, por estar pisando na mesma cidade que seu único e verdadeiro amor estaria.
Rosalie então sorriu com seu pensamento. “Seria apenas ironia do destino, ou puro acaso? Meu ursinho sempre dissera que eu lembrava um anjo, e agora, olha só onde ele está vivendo, Los Angeles. A também conhecida cidade dos anjos.”
– Tudo bem, Rose? – Vera questionou no momento em que desembarcavam.
– Sim... Só estava pensando em uma coisa, bobagem...
Vera sorriu para a amiga e continuaram andando.
Em meio à movimentação de pessoas apressadas, ao longe Rosalie avistou a jovem que de fato só poderia ser Melinda. Rapidamente, sua mente forçou um contraste entre si e sua rival no amor. A mesma que estava prestes a se tornar sua maior aliada na retomada do coração de seu ursinho e ela ainda não sabia.
Melinda lhe pareceu tão frágil e delicada. O contrário do que ela sempre fora. Então uma onda de puro medo lhe causou um calafrio assustador. “Seria uma batalha perdida” – ela pensara.
Conhecendo Emmett como ela o conheceu, sabendo o quanto ele era protetor e carinhoso, mesmo ainda sendo um garoto na época, a fez pensar o quão protetoramente ele trataria Melinda. Pensou que talvez ele a tratasse como um cristal que poderia se quebrar a qualquer movimento brusco.
Isso a fez sentir a dor da insegurança, e pensar. “Talvez Emmett jamais a deixe para ficar comigo. O quão ridícula essa viagem estava sendo agora!”
– Melinda?! – Rosalie perguntou somente para confirmar o que já sabia, ao ficar frente a frente com Melinda.
– Sim, sou eu...
Por um momento, um silêncio incômodo se fez notável. Por alguns minutos, as duas ficaram sem nada a dizer, como se estivessem transmitindo algum sentimento ruim de uma para outra. Talvez fosse apenas o ciúme palpável...
– Oi, eu sou a Vera amiga e confidente de Rosalie – Vera se pronunciou na tentativa de quebrar o clima tenso que se instalou.
– Oi Vera, como vai? – Melinda estendeu a mão para cumprimentá-la gentilmente.
Não passou despercebido pelos olhos de Rosalie que Melinda usava um lindo e delicado anel de compromisso. Rosalie também usava o anel de compromisso que Royce praticamente lhe obrigava a usar. Mas o ciúme a fez desejar que o anel na mão de Melinda fosse dela.
Piscou os olhos algumas vezes como que para espantar os pensamentos zombeteiros.
– Então, por que precisava tanto falar comigo pessoalmente? – perguntou forçando sua mente a esquecer o anel.
– Não podemos conversar aqui no saguão de um aeroporto lotado. Vamos a um local tranquilo.
– Tudo bem, eu fiz uma reserva em um hotel aqui pertinho, podemos ir até lá, então conversaremos – Rosalie informou.
O celular de Melinda começou a tocar dentro da bolsa.
– Desculpa, eu preciso atender. Me dá licença por alguns minutos? – Melinda se afastou um pouco para atender o telefone ao notar que era uma ligação de Emmett. Não queria que Rosalie achasse que queria provocá-la. Precisava atender para ganhar tempo, ou do contrário Emmett a procuraria. – Oi gatinho!
Rosalie ouvira quando Melinda o chamou de gatinho ao se afastar, porém nada, além disso.
– Vera, eu quero matá-la. É com ele que ela está falando, é com ele... – fechou a mão com força forçando suas unhas contra a própria pele.
– Calma Rose, você não sabe o que ela tem para falar, talvez não seja tão ruim ouvi-la.
– Mas ela o chamou por aquele nome... Outra vez. Ai que raiva!
– Rose respira. Não se revolte antes de saber o motivo de ter vindo até aqui, por favor. Até eu estou louca para descobrir!
Rosalie e Vera ficaram em silêncio quando viram Melinda retornar.
– Me desculpa mesmo, mas era necessário atender.
– Tudo bem, não precisa se desculpar – Rosalie respondeu a contra gosto.
– Desculpa, mas estou sem carro, precisamos pegar um táxi... – disse Melinda um pouco sem jeito.
– Não se preocupe quanto a isso, pegamos um táxi sem problemas – Rosalie respondeu prontamente seguindo para chamar pelo serviço.
– Poderíamos fazer um passeio pela praia de Malibu entes de voltar para Chicago, hein Rose?
– Eu não sei Vera, eu não sei...
O hotel que Rosalie havia feito as reservas ficava apenas algumas quadras do aeroporto, não demorou muito para que chegassem ao local.
Logo que entraram no hotel, as malas de Rosalie e Vera foram levadas a suíte com camas de solteiro que Rosalie pediu. Preferiu ficar no mesmo quarto que Vera para conversarem, também não demorariam muito a voltar. O que tornava a hospedagem em quartos distintos algo desnecessário.
– Então Melinda, onde podemos conversar? Na área da piscina ou no bar do hotel? Podemos escolher uma mesa mais reservada se preferir...
– Poderíamos falar a sós? Claro se não se incomodar, eu sei que Vera é sua amiga e que provavelmente contará tudo para ela depois, mas é que me sentiria mais à vontade... – Melinda pediu um pouco sem jeito, afinal, se Rosalie estava com Vera ali era porque não lhe incomodava que ela soubesse.
– Ah, por favor, não se preocupem comigo! Vou dar uma volta na aérea da piscina, volto depois. Quem sabe dou sorte e tem um homem lindo tomando sol! – sorriu. – Olha Melinda, dependendo do que você for falar para essa minha amiga aí, eu te aconselho que seja em um local onde tenha pessoas por perto.
– Vera...
– Ok Rose, já estou de saída. Mas olha lá, hein?!
Vera se retirou, porém parecia não estar certa disso. Deixar Rosalie sozinha com Melinda poderia ser um risco. Vera olhou para trás algumas vezes para se certificar de que estava tudo bem.
– Então? – Rosalie questionou olhando em direção ao bar do hotel.
Melinda e Rosalie andaram lado a lado em passos lentos. As duas demonstravam tensão e nervosismo. E foi nesse momento que Melinda sentiu sua primeira pontada de dor na cabeça, depois de ter saído de casa mais cedo. Passou a mão na cabeça delicadamente um pouco acima da nuca, como se o gesto fizesse a dor diminuir.
Rosalie não percebeu, pois estava distraída demais com seus pensamentos curiosos, com relação ao fato de Melinda querer falar com ela em Los Angeles, e agora isso, a sós.
Sentaram-se em uma mesa em local menos movimentado, onde poderiam falar um pouco mais à vontade. Melinda pediu para o garçom um copo d’água e Rosalie um suco de fruta bem gelado.
– Estou realmente curiosa para que me diga de uma vez o que tem para me dizer... Não aguento mais esperar.
– Sim, vamos começar... Por favor, seja paciente e me escute... O que irei te falar é sério, preciso que seja realista e honesta.
Notas finais
E aí meninas o que tem a dizer a respeito desse capítulo?
Nos vemos em breve...
Beijinhos
Bree/Sill
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