Quando o Amor Acontece

99 Capítulo 99 – Um Dia de Sol a Dois


Notas iniciais
Boa leitura pessoal :)

Com a consciência leve e o coração livre de qualquer culpa ou ressentimento, o casal refez o trajeto de volta até o prédio. Como suas roupas estavam molhadas pela chuva acabaram umedecendo os assentos do veículo, no caminho Emmett ligou para o uma empresa de lava a jato pedindo que viessem buscar o carro para um serviço completo. Quando estacionou o veículo em frente ao prédio já havia um rapaz enviado pela empresa a sua espera.

Os dois saíram do carro e Emmett passou a chave para o rapaz, que logo em seguida se retirou do local.

O sol começava a brilhar novamente, ultrapassando algumas poucas nuvens de chuva que se dissipavam aos poucos. As calçadas ainda estavam úmidas e a brisa tinha um frescor suave naquele inicio de tarde.

Emmett segurou firme na mão de Rosalie e juntos entraram no prédio. O porteiro acenou educadamente para o casal, que acenou de volta mantendo uma expressão serena no rosto. Eles entraram no elevador onde uma jovem os acompanhou, e os cumprimentou timidamente, depois colocou seus fones de ouvido, deixando de lado a presença do casal. No oitavo andar a moça se retirou com um breve “até logo”.

No momento em que ficaram a sós, Emmett soltou a mão de Rosalie, erguendo a sua para acariciar o rosto dela afetuosamente em seguida lhe dando um selinho.

As mãos delicadas apertaram as laterais da cintura dele para logo depois envolvê-lo em um abraço. Rosalie suspirou aliviada mantendo o rosto escondido no peito largo de Emmett. Ele beijou o topo da cabeça dela enquanto suas grandes mãos lhe acariciavam as costas.

O gesto de carinho foi interrompido quando as portas do elevador se abriram no hall da cobertura. Eles saíram abraços, e, como sempre, Emmett abriu a porta do apartamento cedendo passagem a Rosalie.

– Amor você toma banho comigo? – perguntou ela, seguindo para a suíte principal.

– Nem precisa perguntar – respondeu Emmett, jogando as chaves sobre a mesinha do hall.

A caminho da suíte ele retirou a camisa molhada, permanecendo com ela em uma das mãos enquanto caminhava.

Rosalie chegou em frente a porta, abriu e se deparou com a bagunça da noite anterior. As inúmeras pétalas de rosas ainda estavam espalhadas pelo chão, e as que formavam, anteriormente, um coração sobre os lençóis agora estavam todas esmagadas entre eles. O cheio de rosas era predominante no ambiente fechado.

– Amor nós precisamos arrumar toda essa bagunça – avisou Rosalie, entrando no quarto.

– Depois do banho, Rose. Primeiro vamos retirar essas roupas molhadas, ou acabaremos pegando um resfriado. Isso pode esperar.

– É você tem razão – concordou ela, olhando da cama para ele. Ela se inclinou retirando as sandálias, e atravessou o quarto pisando em pétalas de rosas.

Emmett foi o primeiro a entrar no banheiro e já foi logo retirando as peças de roupas que restava. Rosalie se encarregou de preparar a banheira com os sais de banho e aromatizantes de sua preferencia. Ela tinha verdadeira paixão por esse tipo de coisa, e aproveitava sempre para relaxar.

Emmett se aproximou por trás das costas dela, totalmente nu, segurado a barra do vestido úmido, começando a erguê-lo bem devagar. Quando chegou a altura dos seios, Rosalie ergueu os braços facilitando o processo de retirada.

Emmett finalizou o processo, aspirou o perfume dela no tecido molhado para somente depois jogá-lo no chão, junto à pilha que suas roupas molhadas formavam.

Beijou as costas dela com verdadeira adoração, roçando seus lábios pela pele sensível ao seu toque. Lentamente desabotoou o fecho do sutiã, lhe acariciou as costas, deslizando as mãos devagar até alcançar os ombros, afastando as alças sem pressa até retirá-lo por completo. Jogando-o também junto as outras peças de roupas no chão.

Com o mesmo cuidado e precisão, ele afastou as laterais da peça intima que ela usava, deslizando pelas coxas até chegar ao chão. Rosalie empurrou para o lado enquanto ele observava, com as mãos nos cotovelos dela.

– Linda... – sussurrou Emmett ao pé do ouvido, com a voz rouca, fazendo Rosalie fechar os olhos. – Espera um pouco – pediu ao se afastar. Ele fechou as saídas de água que enchiam a banheira, verificou a temperatura, depois entrou devagar. Estendeu a mão direita dando suporte para Rosalie entrar também.

Ele sentou repousando a cabeça no encosto, guiando Rosalie para sentar entre suas pernas permanecendo de costas para ele. Rosalie sentou totalmente confortável se aconchegando ao peito forte, espalmando as mãos nas coxas musculosas de Emmett.

– Me deixa cuidar um pouco de você, anjo? – ele sussurrou ao pé do ouvido.

– Ahamm... – foi tudo o que ela conseguiu dizer.

Com cuidado, Emmett começou a lavar os cabelos dela. Pacientemente usou o shampoo depois repetiu o processo com o condicionador. Eles permaneceram alguns minutos naquela banheira, envolvidos em uma intimidade única, cuidando um do outro. Porém, não chegaram a fazer amor, permaneceram apenas nos cuidados e caricias leves.

Minutos depois eles recolheram todas as pétalas de rosas, não só do quarto, mas também do local onde havia sido feita a trilha. Trocaram os lençóis da cama e foram almoçar, ali no apartamento mesmo. Acabaram improvisando com comida congelada. O restante da tarde foi regado a filmes. Deitados juntinhos na cama eles assistiram a uma comedia romântica e um drama policial. Obviamente fora Rosalie quem escolhera.

Quando a noite chegou, eles tomaram banho novamente e saíram para jantar. O restaurante escolhido, em comum acordo, tinha o ambiente tranquilo e sofisticado. Retornaram ao apartamento por volta da meia-noite e dormiram nos braços um do outro. Sentindo o calor dos corpos sendo transferido. A respiração tranquila e o bombear constante dos corações.

[...]

A manhã de domingo chegou digna da cidade dos anjos. Los Angeles estava absurdamente ensolarada: um lindo céu azul com pouquíssimas nuvens se destacava entre tantos arranha-céus.

Emmett despertou com a claridade dos raios de sol da manhã se infiltrando através das portas da varanda que estavam com as cortinas mal posicionadas. Sorriu consigo mesmo, pensando em algo para fazer naquele domingo ensolarado na companhia de Rosalie antes que ela retornasse a Chicago.

Ele sentou na cama, dedilhando sobre as costas dela através do decote do pijama, vermelho, de cetim que ela usava. Rosalie sorriu com o rosto colado à fronha do travesseiro. Se remexeu, encolhendo os ombros, diante o toque dos dedos de Emmett na pele de suas costas.

– Acorda anjo. O sol está brilhando lá fora. Eu quero te levar para um passeio.

Rosalie ergueu um pouco a cabeça, alguns fios de cabelos espalhado no rosto, conferindo a hora no relógio sobre a mesinha de cabeceira.

– São oito horas da manhã de um dia de domingo – resmungou ainda sonolenta. – Porque está fazendo isso, Emmett?

– Vai anjo, levanta – ele insistiu. – Deixa de ser preguiçosa. Se não sairmos agora cedo o dia vai ser curto. Infelizmente vou ter que deixar você voltar para Chicago hoje a noite, sendo assim, eu quero aproveitar cada minuto do dia ao seu lado.

Rosalie se remexeu virando-se até ficar de barriga para cima.

– Ok – disse ela, dando-se por vencida, rolando os olhos. – Para onde o senhor meu noivo pretende me levar tão cedo? – brincou.

Emmett sorriu, chegando a fechar os olhos, enquanto suas covinhas adoráveis eram exibidas.

– Vamos à praia – anunciou.

– A praia?! – repetiu Rosalie, sentando-se na cama rapidamente. – Porque não me disse isso antes?

Emmett deu de ombro. – Você não queria me ouvir, só ficava aí reclamando. Cheia de dengo.

Rosalie bateu levemente no braço dele. – Ah, ursinho, seu bobo – de repente todo o sono que ela sentia pareceu evaporar. – Mas e aí, para qual praia nos vamos?

– Santa Mônica. Eu quero que você conheça o meu iate.

– Você tem um iate e nunca me falou a respeito? Caramba, Emmett. Você merece levar uns tapas por isso, sabia? Vamos! Está esperando o que? – disse ela, pulando da cama levando consigo um emaranhado de lençóis.

– Vai com calma, moça bonita.

– Calma que nada. Vamos logo! – insistiu puxando a mão de Emmett, arrastando-o para fora da cama. Emmett gargalhou com a mudança de humor dela. – Eu quero tomar um banho e pôr um biquíni lindo. Quero tomar sol, ficar bronzeada, e, claro, quero passear de iate com o meu noivo. E quem sabe até fazer amor sentindo o balançar suave das ondas sob o barco, ouvindo som da maré. Uau... Isso é excitante.

Sem prévio aviso Emmett saiu da cama e a pegou no colo.

– Agora eu gostei – confessou ele, sorrindo, fazendo-a sorrir também.

Minutos depois, após tomarem o café da manhã, eles saíram do apartamento usando roupas adequadas para um passeio na praia. Ambos com os trajes de banho por baixo da roupa. Além de sua bolsa, Rosalie levou também uma sacola com itens que poderiam vir a precisar.

Emmett ajudou Rosalie levar as coisas até o carro e em pouco tempo estavam a caminho da praia de Santa Mônica. Eles conversaram bastante durante o trajeto, mantendo o aparelho de som em música ambiente. Vez ou outra Rosalie fazia um carinho na nuca de Emmett e ele lhe sorria feito um tolo apaixonado.

Cerca de trina e cinco minutos depois Emmett estacionava o veículo em uma vaga próximo a orla. Ambos saíram do veículo ao mesmo tempo, Rosalie usava um elegante chapéu de sol e óculos escuros. Emmett usava um boné, e, assim como ela, também estava usando óculos escuros.

A temperatura elevada sugeria uma água de coco bem geladinha. Mas eles preferiram deixar para depois. Eles caminharam de mãos dadas em direção à marina que mais parecia um quadro pintado a mão com tantos barcos de luxo atracados ali.

Sem pressa eles andavam pelo atracadouro prestando atenção na paisagem ao redor, quando então Emmett parou em frente a um dentre tantos outros maravilhosos iates.

– Esse é o seu barco, ursinho? – indagou, retirando os óculos, admirando o bom gosto que o noivo demostrara ao escolher a embarcação.

– Você gostou? – ele perguntou, retirando os óculos, também, acomodando-o sobre a aba do boné.

Rosalie sorriu. – O que? Se eu gostei? Está de brincadeira. É incrível! – com curiosidade ela olhou em volta buscando pelo nome da embarcação. Seu rosto se iluminou em um sorriso gracioso quando encontrou o que procurava. – Você deu o nome de sua mãe ao iate – ela constatou. – Amor isso foi lindo de sua parte.

Emmett sorriu antes de responder.

– Eu gostaria de ter dado o seu nome, mas, você entende o porquê não o fiz. Espero que me perdoe por isso, anjo. Além do mais minha mãe merecia essa pequena homenagem.

– Mas é claro que perdoo Emmett, que bobagem amor. Além do mais, você ter dado o nome de sua mãe só prova o quão família você é. E, quer saber, eu amo tanto esse seu lado família – ela o abraçou pela cintura, Emmett retribuiu o abraço, seguido de um beijo na testa.

– Preparada para conhecê-lo por dentro.

– Mais é claro que sim – respondeu uma Rosalie entusiasmada, finalizando o abraço mantendo um enorme sorriso no rosto.

Emmett fez sinal com uma das mãos, não demorou muito um rapaz que estava ali por perto se aproximou do casal, com uma expressão amistosa.

– Bom dia, senhor McCarty. Vai sair para um passeio essa manhã?

– Bom dia, Pablo. Vou aproveitar que o dia está perfeito hoje e vou levar minha noiva para um passeio. Como estão os equipamentos?

– Tudo em ordem senhor. O “Elisa” está pronto para navegar em alto mar. Podemos partir quando quiser.

– Obrigado Pablo, mas hoje eu mesmo quero pilotar.

– Como quiser senhor.

Rosalie olhou para ele instigada. – Amor você sabe pilotar esse barco?

Emmett apertou a mão dela na sua. – Não precisa ficar com medo, anjo. Sou capacitado para isso. Tenho curso náutico com licença para pilotar qualquer uma dessas embarcações.

– Não estou com medo. Mesmo porque eu sei que você não se meteria a fazer algo que não fosse habilitado. Só estou surpresa. Realmente muito surpresa. Eu não tinha conhecimento desse seu lado; amante de iates de luxo.

Emmett fez carinho no braço dela, com a mão livre.

– Já faz algum tempo – ele lhe sussurrou antes de apresentá-la ao rapaz. – Pablo, essa é a minha noiva Rosalie Hale.

Pablo estendeu a mão em um cumprimento educado. – Como vai senhorita Hale. É um prazer conhecê-la pessoalmente.

– Bem – Rosalie estendeu a mão, sorrindo –, obrigada.

– Obrigado, Pablo – disse Emmett. – Qualquer coisa eu entro em contato pelo rádio.

Pablo assentiu observando-o entrar na embarcação logo em seguida estender a mão para Rosalie, lhe dando apoio.

Emmett caminhava para a cabine do piloto quando Pablo começou a soltar as amarras. Segurando a mão de Rosalie ele disse:

– Vem comigo conhecer um dos meus robes favoritos desde que cheguei para morar em Los Angeles. No começo era dos amigos, mas depois comprei o meu.

Uma vez dentro da cabine do piloto, Rosalie olhou em volta analisando tantos equipamentos tecnológicos com uma infinidade de botões. Duas grandes e confortáveis poltronas de couro branco diante o painel de controle. Apesar de já ter andado de iate várias vezes, ela não tinha intimidade com os equipamentos da cabine do piloto.

Emmett se aproximou do painel e começou a explicar algumas coisas para Rosalie, como se fosse um garotinho exibindo seu presente recém-adquirido. Cheio de orgulho e vivacidade.

– Eu não estou prestando atenção em nada, ursinho... – sussurrou abraçando-o por trás, beijando as costas largas sobre a camisa. – Você está tão lindo. Tão sexy nessa cabine de piloto se mostrando entendedor do assunto, e coisa e tal.

Emmett sorriu. Segurou a mão de Rosalie que estava sobre o seu abdômen, levando a altura dos lábios beijando-lhe os dedos.

Os motores foram acionados e, lentamente, o iate começou a se mover sobre as águas calmas da marina. Quando a embarcação começou a se afastar, Emmett fez um aceno para Pablo, que observava do ancoradouro acenando de volta.

Enquanto o iate navegava sobre as águas calmas, Emmett ia explicando procedimentos básicos para Rosalie, dessa vez, ela prestava atenção a tudo o que ele dizia, hipnotizada com o conhecimento dele que, até então, ela desconhecia.

Em alto-mar, longe de qualquer embarcação, Emmett deixou que Rosalie tentasse pilotar. O tempo inteiro ele ficou ao lado dela instruindo e sendo paciente. Um lindo sorriso estava estampado no rosto dela enquanto observava através do vidro da cabine do piloto a imensidão azul do Oceano Pacifico.

– Amor isso é fantástico – confessou Rosalie, extremamente feliz.

– Sabe quantas vezes desejei estar aqui com você?! – ele sussurrou ao pé do ouvido dela.

– Você desejou? – questionou, deixando evidente a sua surpresa.

– Ah, meu anjo, você não imagina o quanto – ele afirmou logo depois de beijar o maxilar dela, com uma calma que causava arrepios.

– Suas irmãs já estiveram aqui? Quer dizer, sua família?

– Sim, todos eles. Mas as meninas que moram aqui vieram mais vezes. Na verdade, meus pais e Nessie vieram apenas uma única vez.

– Eu fico só imaginando a loucura de Alice quando você disse para ela que tinha comprado um iate – comentou Rosalie.

– É a baixinha é danada. Ela foi a que mais ficou ansiosa para vê-lo, e até resmungou por eu não ter deixado ela me ajudar na escolha. Ficou completamente eufórica quando esteve aqui a primeira vez.

Emmett deslizou a mão sobre o braço de Rosalie, bem devagar, sentindo a maciez da pele dela, até alcançar o painel de controle e, esticando o braço mais um pouco, desligou o motor da embarcação.

– Ei – sibilou Rosalie, confusa. – Porque você fez isso?

– Vamos ancorar um pouco – explicou Emmett. – Você não quer conhecer o resto do iate? Estou ansioso para te mostrar todo o interior dele. E saber o que acha. Se é de seu gosto.

– Bem, sendo assim. Ok – ela concordou e saiu de fininho, deixando Emmett no controle da embarcação mexendo no que era preciso para liberar a ancora.

Rosalie deixou todas as coisas que levaram dentro da cabine do piloto, e seguiu Emmett pelo restante do iate em um tour a dois.

Ela adorou absolutamente tudo o que viu. O iate de dois andares era absolutamente confortável e espaçoso, ostentado no luxo. Cada detalhe era de um bom gosto incrível. Mas foi na suíte Master que o clima esquentou. Luxuria e desejo chegou de mansinho e não deu trégua. O casal fez amor em alto-mar, como Rosalie havia esperado que fosse; sobre a cama macia sentindo o embalar das ondas sob a embarcação. O barulho da maré servia de trilha sonora se misturando aos murmúrios do prazer que os consumia.

Emmett a desejava, a amava de maneira que jamais amou outra mulher em toda sua vida. Quanto a Rosalie? Bem, ela estava pronta e de fato nascera para estar com aquele homem por todo o tempo que a vida lhe permitisse.

Algum tempo depois, eles tomavam uma taça de vinho, ainda com seus corpos nus, recostados aos travesseiros. Entre um gole e outro rolava um beijo e uma caricia. Quando a garrafa já estava vazia, Rosalie se levantou e vestiu novamente o biquíni, dessa vez deixando as roupas de lado.

Emmett vestiu sua sunga boxer e juntos foram para o deck onde se sentaram no estofado branco, repleto de almofadas, que ficava próximo a jacuzzi. Em determinado momento ele se levantou e foi ao bar buscar dois drinks, quando retornou ao deck encontrou Rosalie fazendo topless. Hipnotizado com a bela imagem a sua frente, ele sentou ao lado dela em silêncio, deixando os drinks no suporte ao lado do estofado para que as mãos ficassem livres para tocá-la. Sua grande mão repousou sobre o umbigo de Rosalie e foi deslizando pelo abdômen, passando pelo vão entre os seios, chegando aos ombros.

Rosalie sorriu, com o olhar oculto sob as lentes escuras de seus óculos de sol.

– Adorei – sussurrou Emmett, inclinando-se ao pé do ouvido dela. Voltou a ficar com a postura normal, e retirou os óculos de Rosalie. – Isso foi com a intenção de me provocar, anjo? – perguntou, deslizando uma das mãos entre o vão dos seios dela.

– Para falar a verdade, não. Eu só queria me bronzear por completo, mas, se serviu para tal proposito, eu devo dizer que adorei. E digo mais, estou lisonjeada – ela sorriu.

Emmett voltou a pegar seu drink e deu um breve gole, antes de deixá-lo novamente ao lado do de Rosalie. Estando novamente com as mãos livres, ele a segurou firme pela cintura trazendo-a para sentar em seu colo. Tomando-a em um beijo avassalador. Quase mordaz.

O clima começou a esquentar novamente e eles acabaram fazendo amor do deck da embarcação, no estofado macio, a sombra de uma cobertura manipulada por controle remoto. Amaram-se lentamente apreciando cada sensação.

Horas mais tarde eles voltaram para a marina. Rosalie esteve na proa com os cabelos soltos ao vento enquanto Emmett pilotava de volta, vez ou outra ele se via observando-a além da cabine e um sorriso bobo brotava em seus lábios.

Assim que chegaram de volta à marina, Emmett atracou a embarcação com ajuda de Pablo, que já tinha se comunicado com ele via rádio e estava a sua espera.

O casal saiu da embarcação ao mesmo tempo, Emmett segurando o braço de Rosalie. Pablo estendeu a mão para ajudá-la. Ela agradeceu com um sorriso tímido, talvez, envergonhada por pensar o que ele estaria imaginando sobre os dois, ou pior, sabendo o que eles fizeram dentro daquele iate enquanto estavam em alto-mar.

– Tudo certo senhor?

– Exatamente como eu esperava – afirmou Emmett. – Tudo funcionando perfeitamente. Obrigado, Pablo. Agora minha noiva e eu vamos almoçar em algum restaurante aqui por perto. Já passa da hora e estamos famintos. Não comemos nada na embarcação, apenas tomamos alguns drinks. Qualquer coisa sabe onde me encontrar – Emmett estendeu a mão para cumprimentá-lo. – Até logo Pablo, e, mais uma vez, obrigado. E não esqueça, cuide bem do meu barco.

– Não se preocupe senhor. Até logo. Senhorita – Pablo fez um aceno com a cabeça e sorriu.

– Obrigada, Pablo – agradeceu Rosalie, gentilmente retribuindo o sorriso, porém, ainda se sentindo um pouco tímida lembrando-se do que tinham feito no iate.

Emmett passou o braço em volta da cintura dela e seguiram pelo ancoradouro sem pressa, observando o mar e as gaivotas que sobrevoavam no local.

Almoçaram em um restaurante ali mesmo próximo a marina, tendo frutos do mar no cardápio. Conversaram e sorriram de bobagens ditas.

Depois deram uma volta na orla da praia e então Rosalie decidiu que queria dar um mergulho no mar. Eles voltaram onde estava estacionado o carro e deixaram seus pertences. Emmett retirou a camisa. Rosalie fez o mesmo, ficando apenas com o biquinho e um short jeans. De mãos dadas eles voltaram para a praia. Ao alcançar a areia fofa e quente ambos retiraram os chinelos e os levaram na mão, sentindo seus pés afundarem na areia a cada passo adiante. A brisa marinha soprava os cabelos de Rosalie levemente.

Um conhecido de Emmett passou por eles e os cumprimentou. Eles continuaram andando e quando chegaram onde o mar lambe a praia, Rosalie soltou a mão dele para logo em seguida começar retirar o short. Junto a suas sandálias rasteirinhas ela o deixou ali na areia. Emmett fez o mesmo, ficando apenas com a sunga boxer preta.

Rosalie foi andando na frente, mas parou quando percebeu que ele não a seguia. Emmett estava apenas observando o seu caminhar, a perfeição do corpo curvilíneo, os movimentos graciosos à medida que ela caminhava na areia.

– Emmett – ela se queixou, com um gesticular de mãos, impaciente. – Vem comigo! Porque está parado aí com essa cara de bobo? Vem, vamos dá um mergulho.

– Você não tem noção do quanto é linda Rosalie Hale – afirmou Emmett, caminhado ao encontro dela, com seu sorriso de covinhas no rosto.

Rosalie esbanjou um sorriso radiante, com a cabeça levemente inclinada para o lado, vendo-o se aproximar. Emmett segurou nas laterais da cintura dela trazendo-a para mais perto de seu corpo, lhe roubando um beijo. No minuto seguinte, ele a pegou no colo, a surpresa a fez soltar um gritinho, seguido de uma gargalhada. Emmett a carregou no colo caminhando em direção ao mar. A primeira onda lambeu seus pés, ele então continuou seguindo em frente parando somente quando a água estava em seu quadril.

Com Rosalie ainda em seus braços ele mergulhou em uma onda que passava, e quando voltou à superfície ela estava agarrada ao seu pescoço, sorrindo feito uma criança.

– Ursinho bobo – disse ela, em meio a risos e uma tossezinha.

Emmett gargalhou erguendo-a pela cintura no momento em que mais uma onda passava por eles. Ele atirou Rosalie na água e mergulhou atrás dela. Quando juntos retornaram a superfície ela montou nas costas dele, sorrindo, tentando tapar os olhos dele com as mãos. Emmett fazia de tudo para dificultar os planos dela, até que veio outra onde e os derrubou.

Ele foi o primeiro a conseguir ficar de pé, ansioso olhou em volta buscando por Rosalie. Quando voltou a vê-la, ela estava sorrindo, arrumando a parte de cima do biquíni que ficara um pouco fora do lugar.

Emmett chegou mais perto dela ficando a sua frente, impedindo a visão de banhistas ou paparazzi que pudessem estar à espreita.

– O que aconteceu? – ele perguntou segurando na cintura dela.

– Nada. Só afastou um pouquinho – ela explicou. – Seu doido, tomamos um caldo por sua culpa.

Emmett beijou o canto dos lábios dela, sentindo o sabor salgado da água do mar. Rosalie chegou mais perto aproveitando o momento em que mais uma onda passava por eles para pular, passando as pernas em volta da cintura de Emmett. Eles se beijaram com calma, apenas apreciando o momento, e logo em seguida se retiraram da água de mãos dadas.

Rosalie sempre o provocando, feito uma menina travessa. Ora o beliscava, ora o empurrava com o peso do seu corpo. Emmett se divertia com qualquer coisa que ela fizesse, era de fato um tolo apaixonado.

Juntos correram na areia e caíram onde o mar lambe a praia. Deitado ao lado dela, Emmett lhe segurou a nuca, e a beijou novamente. Apreciando a maciez dos lábios dela e a conexão com que juntos se completavam.

Rosalie apertou as unhas nas costas dele e, no minuto seguinte, ambos rolavam na areia sentindo a onda rasa atingi-los sem força. Emmett deitou de barriga para cima e ela ao seu lado com a cabeça repousando no bíceps do braço esquerdo dele, enquanto observaram uma gaivota que sobrevoou a área em um voou rasante.

O sol começava a se pôr e, no horizonte além do mar, o céu começava a tomar uma tonalidade alaranjada com nuances de violeta. Então eles decidiram que era hora de voltar para casa. Rosalie precisava refazer as malas para voltar para Chicago ainda hoje.

Tomaram uma ducha no calçadão e antes de entrarem no carro, Rosalie pegou as toalhas que estavam na sacola de praia e entregou uma para Emmett. Ambos se secaram e vestiram novamente suas roupas sobre o traje de banho ainda úmido. Rosalie aproveitou para forrar os assentos do veículo para não molhá-los novamente como no dia anterior quando entraram molhadas por causa da chuva.

Minutos depois eles estavam de volta ao apartamento. Tomaram banho de chuveiro juntos, e depois Rosalie foi refazer suas malas. Ela aproveitou para deixar algumas peças de roupas no closet de Emmett. A roupa que usara para ir a praia deixou na área de serviço junto às dele, esperando que a diarista as lavasse.

Eles fizeram um lanche rápido e então Emmett foi levá-la ao aeroporto, se despedindo cheio de resmungos e protestos. Rosalie rolava os olhos com a atitude manhosa do noivo sem querer realmente deixá-la ir.

Depois de um longo beijo de despedida ela seguiu para o portão de embarque. O voo para Chicago estava tendo sua segunda chamada naquele momento. Era hora de partir. Ela acenou para Emmett, que colocou uma expressão carrancuda no rosto. Rosalie sorriu e logo depois virou à direita desaparecendo do alcance de visão do noivo aborrecido.

Depois de um voo que durara cerca de três horas e vinte e nove minutos, Rosalie desembarcou no aeroporto internacional de Chicago – Midway –, e encontrou Esme e Vera a sua espera. Rosalie acompanhou as duas de volta para casa, feliz, narrando grande parte de seu fim de semana ao lado do noivo. Até se atreveu a provocar a amiga lhe mostrando a marquinha de biquíni que adquirira naquele mesmo dia.

Ela aproveitou que Esme era quem dirigia e ligou para avisar a Emmett que tinha chegado bem, e que estava a caminho de casa na companhia das duas.

E, naquela noite, como havia previsto Emmett não conseguiu pregar o olho, sentindo falta de Rosalie na cama. Sentindo falta do calor e do perfume dela ao seu lado.

Em Chicago o mesmo aconteceu com ela. Depois dos finais de semanas juntos, a distância ficava cada vez mais difícil de suportar.

Notas finais
Esse foi descontraído, eu apreciei muito escrevê-lo. Espero que tenham gostado também. Beijo, beijo Sill