Quando o Amor Acontece

9 Capítulo 9 - Parque de Diversões. Tá na hora...


Notas iniciais
Como vocês foram super legais comentando no capítulo anterior estou postando mais um hoje. Também fiquei super feliz com as duas recomendações que AnnabellaCullen e o papi DrCarlisle fizeram a fic. Super obrigadinha, eu fiquei pulando a lá Alice Cullen!!!

O nome do cap Original é: Parque de Diversões. Tá na hora... Tá na hora...

Só que não coube tudo.

Um ano depois. 2002.


Emmett havia sido contratado para trabalhar em uma loja de artigos esportivos na cidade. Como era seu primeiro emprego e não tinha experiência alguma, ele ficou encarregado de organizar o estoque da loja.



Não era nada grandioso, mas para a idade que tinha e para iniciar responsabilidades, era mais que suficiente.



E não esquecendo o combinado de Rosalie com seu pai, Emmett não veio a saber que os Cullens estiveram envolvidos em sua contratação.



O garoto trabalhava apenas meio período, uma vez que ele frequentava a escola na parte da manhã.



Nas tardes em que tinha treino de basquete, ele era liberado. O garoto não entendia como seu chefe lhe permitia isso. No entanto, nunca teve a ousadia de questionar. Para quê mexer no que está perfeito, não é mesmo?!



Durante esse tempo que transcorreu, o garoto e sua amiga Rosalie concluíram a construção da casinha da árvore.



Algumas vezes podemos nos surpreender com algo simples, mas feito com todo carinho e afeição, nos surpreendemos como isso se torna tão importante para alguém.



Foi isso o que veio a acontecer com aquela pequena construção em cima da árvore que ambos acreditam ser centenária. O local secreto onde apenas os dois jovens amigos sabem de sua localização.



Rosalie sugeriu que a casinha tivesse um nome como um clube secreto. No entanto, deveria ser um nome que fizesse lembrar seus respectivos donos.



Então a casinha na árvore veio receber uma plaquinha com o nome "The Angel And The Bear", feita por eles mesmos.



"Angel" porque Emmett insistia em dizer que ela lhe lembrava um anjo. E "bear"... Bem, essa parte eles retiraram do modo carinhoso que a pequena Alice o chamava.



Todas as sextas feiras, desde que havia começado a trabalhar na loja de artigos esportivos, Emmett levava Rosalie para tomar sorvete depois de seu horário de trabalho, sempre por volta das dezoito horas.



E como era de costume, Rosalie o esperava na pracinha do outro lado da rua sentada em um dos bancos com seus fones de ouvido.



O garoto sorriu involuntariamente revelando suas covinhas encantadoras ao ver sua amiga distraída com seus lindos cabelos loiros soltos ao vento.



Rosalie sorriu de volta ao notar que ele se aproximava.



- E aí, como foi sua tarde? – perguntou retirando seus fones de ouvido e guardando seu IPhone no bolso de seu shorts.



- Foi bem. Muitas coisas a fazer, mas estou gostando de trabalhar lá. Mas e a sua tarde, como foi?



- Hmmm... Tediosa, mas deixou de ser assim que você sorriu para mim.



Emmett sorriu mais ainda ao ouvir aquilo vindo dela.



- Está vendo, você continua a mesma. Rose já faz um ano que nos conhecemos e você ainda elogia minhas covinhas.



- Nunca irei parar de elogiá-las, elas são fofas.



- Quer sorvete? – Emmett perguntou mudando de assunto.



- Quero sim...



Ambos andaram lado a lado até a sorveteria da praça, onde cada um escolheu seu sorvete e sentaram-se em uma das mesas ao lado de fora.



Havia um grupo de amigas sentadas em uma mesa próximo, elas dialogavam entre si e davam risinhos.



- As franguinhas estão assanhadas – Rosalie murmurou em tom ácido.



- Por que diz isso?



- Ai Emmett, você não vê que elas estão assim por sua causa?!



- Por minha causa?! Não pensei que fosse tão bonito assim... Eu arraso corações! – disse em tom de brincadeira, mas Rosalie não achou nada engraçado.



- Para, seu idiota!



- Por que está me chamando de idiota?



- Porque sim...



- Você só me chamou de idiota quando eu fiquei com Misha Cohens naquela festa da escola...



- Emmett, por favor, eu não quero ouvir, não de você. E esse assunto está encerrado.



- Certo, não vamos falar sobre isso. Ah, Rose, amanhã minha mãe vai levar minhas irmãs no parque...



- Poxa, o parque só estará aqui até domingo, né? E amanhã já é sábado... – disse pensativa.



- Por que não vem com a gente?



- Adoraria Emmett, mas acho que minha mãe vai querer ir, então eu irei com ela.



- Podemos nós encontrar lá, o que acha?



- Acho ótimo! Espera, deixa eu pensar. Hmmm... Nos encontramos às vinte horas em frente a roda gigante, certo?!



- Você quem manda, loirinha.



- Seu bobo...



Ambos sorriram. Decidiram não dar importância ao grupinho de garotas na mesa ao lado.



Assim que terminaram o sorvete, decidiram voltar para casa. Voltaram a pé mesmo, não era tão longe de onde estavam.



Depois de algum tempo de caminhada e conversa jogada fora, chegaram na casa de Rosalie.



- Está entregue, loirinha.



- Tchau Emmett.



- Não esquece, amanhã às vinte horas.



- Como irei esquecer se vai ser a melhor hora do dia, já que você trabalha o dia inteiro amanhã?



- Pois é, aos sábados eu sou um cara ocupado o dia inteiro – disse de forma descontraída.



- Até amanhã, Emmett. Diz à Alice e a Nessie que mandei um beijo.



- Digo sim, tchau...



E assim Rosalie entrou em sua casa e o garoto dirigiu-se à dele.



Certa vez, decidiram que não se cumprimentariam nem se despediriam com beijinhos na bochecha, porque sempre ficavam sem jeito.



[...]



No dia seguinte, às dezoito horas, Emmett, sua mãe e suas quatro irmãs foram para o parque de diversões que estava na cidade.



Praticamente, a cada cinco minutos, ele conferia se não estava na hora de encontrar Rosalie onde haviam combinado. O garoto estava ansioso e nervoso, o que era estranho, afinal, ele via aquela garota de cabelos loiros todos os dias. Por que diabos hoje estaria assim, extremamente ansioso? Era como se seu subconsciente estivesse querendo lhe pregar uma peça.



- Mamãe, a Nessie e eu queremos ir ao carrossel – a pequena Alice gritou entusiasmada atraindo a atenção da mãe e dos irmãos para si.



- Está bem, meu amor – Elisa concordou levando as duas pequenas ao carrossel.



- Hei, montanha, por que não para de olhar à hora? Está esperando a loira de farmácia?



- Não a chame assim, Maria. Ela não é loira de farmácia, e mesmo que fosse, você não tem o direito. Por acaso está com inveja?



- Eu, inveja?! Jamais... Eu amo meus cabelos negros! – Maria falou com ultraje massageando seus cabelos negros como uma noite sem luar. – Eu não irei ficar seguindo a mamãe nesses brinquedos idiotas que as pirralhas querem andar. Vou nessa, quem sabe não encontro um gatinho solitário ou as desmioladas da Nettie e da Lucy por aí com aquele primo gato delas. Hasta la vista, baby...



Maria se retirou toda cheia de si sem ao menos olhar para trás.



- E você Bella, não vai também?



- Ah, não, eu prometi para Alice e para Nessie que brincaria com elas em algum dos brinquedos.



- Beleza, então eu vou dar uma volta.



- Vai encontrar a Rosalie?!



- Por que todos me fazendo a mesma pergunta?



- Porque é estranho, ela não está aqui com você. Desde que se conheceram vocês não se desgrudam.



- É que ela veio com os pais, deve estar em algum lugar por aí. Hei, nós nos desgrudamos, sim!



- Ah, Emmett, fala sério... Isso só acontecesse no seu horário de trabalho e na hora de dormir, no demais, vocês estão sempre juntos. Mas e aí, me conta, já rolou uns beijinhos?!



- Bella, quantas vezes tenho que dizer que Rose e eu somos apenas amigos?!



- Porque querem permanecer nessa besteira de "somos só amigos"? Está na cara que rola uma química entre vocês. Quer um conselho de irmã? Pede ela em namoro antes que outro peça. Viu o que aconteceu comigo? Fiquei bancando a difícil e o Edward pediu a Tanya Denali em namoro.



- Logo ele vai perceber que a Tanya não é a namorada certa. Bella, esse papo está ficando muito confidencial, estou indo nessa... Falou... Ah, se a mãe perguntar por mim, diz que fui dar uma volta por aí, beleza?



- Não esquece o que eu disse Emmett, depois pode ser tarde demais...



- Falou, Bella! – dizendo isso, Emmett saiu em meio aquele monte de famílias felizes que andavam para lá e para cá em busca da próxima diversão.



[...]



Enquanto isso, do outro lado do parque, Rosalie andava calmamente com seus pais visitando várias barraquinhas.



- Mãe, que horas são agora? – Rosalie perguntou inquieta.



- Meu amor, já é a décima vez que me faz a mesma pergunta desde que chegamos – Esme falou tranquilamente.



- Está se sentindo mal? Quer ir para casa? – Carlisle questionou afagando os cabelos loiros da filha.



- Não pai, eu estou bem. Aliás, pai, por Deus, não faça isso em público! – reclamou referindo-se ao carinho que o pai havia lhe feito. Carlisle sorriu com a atitude da filha. – Mãe, você não me falou a hora...



- Querida, são vinte horas e vinte minutos.



Rosalie arregalou os olhos ao notar que estava atrasada vinte minutos. E vinte minutos para outra pessoa seria relevante, mas para Emmett não. Isso estava errado.



- Mãe, será que eu poderia dar uma volta pelo parque sozinha? Não é por nada não, é só que eu gosto de me sentir independente.



Esme não respondeu, enquanto isso, os minutos corriam. Enfim, a mãe resolveu tentar impedir a filha.



- Filha...



- Mãe, ninguém vai me raptar.



Esme continuou com a mesma expressão de antes, ela não iria deixar Rosalie sair por aí sozinha, ela se preocupava com isso. Pois, com isso, a jovem Rosalie foi esperta e dirigiu a atenção ao pai.



- Pai, por favor, a convence?!



- Tudo bem, meu amor. Nossa filha sabe se cuidar e você sabe disso.



- Está bem, mas não fique sozinha a noite intera. Está com o celular?



- Sim, mãe – confirmou balançando o celular na mão e logo o devolveu ao bolso. – Aproveitem para namorar um pouquinho. Até mais tarde.



- Eu ligo depois.



- Está bem, mãe. – Ela se voltou para seu pai e sussurrou. – Pai, não a deixe me ligar a cada cinco minutos é exagero.



- Cuidado – foi tudo que Carlisle lhe disse.



E assim Rosalie saiu a passos largos desviando das pessoas à sua frente.



"Ai meu Deus, que horas são?" – falou consigo mesma. Então percebeu que havia feito papel de boba em perguntar para sua mãe as horas, afinal, estivera o tempo inteiro com o celular no bolso. Pegou o celular para conferir a hora mais uma vez.



"Deus, trinta minutos de atraso. Ele deve estar cansado de esperar."



Ela andava, mas não achava a roda gigante por conta de tantas pessoas esbarrando nela.



"Roda gigante. De que lado está a roda gigante?" – olhou para o alto em várias direções em busca de algum sinal que indicasse a roda gigante.



- Lá está ela!



"Ok, isso está ficando bizarro, estou falando sozinha. Mas... Emmett me espera, estou chegando." – dizendo isso, a menina saiu correndo desviando das pessoas, algumas vezes se desculpando.



Estava tudo muito estranho. Rosalie também se sentia mais ansiosa que de costume, era como se ambos tivessem um assunto pendente a ser resolvido com urgência.



No lado oposto do parque, a coisa não estava muito diferente, o garoto também corria em direção à roda gigante. Ambos estavam atrasados. Até nisso eles combinavam, mesmo que indiretamente.



Em um átimo, os dois colidiram exatamente em frente à roda gigante.



Rosalie só não caiu com o impacto da colisão entre ambos porque Emmett a segurou pela cintura.



- Você está bem? – Emmett perguntou ao retirar suas mãos da cintura da garota loira, que respirava de forma irregular devido ao seu "momento atleta".



Emmett sentiu uma sensação muito confortável no momento em que suas mãos estiveram na cintura daquela garota. Foi como se aquele fosse o local ao qual elas pertenciam...


Notas finais
E vamos aos agradecimentos: AnnabellaCullen, dani20, Moreninhah, debora_paula, nicollereed, Nyh_Cah, Sophiehale, Relsanli, mamita, Luiza_MacCarty e Manu Pontes.
Obrigadinha meninas por serem sempre tão gentis! Dependendo dos comentários na sexta tem outro.
beijinhos
=)