Quando o Amor Acontece

59 Capítulo 59 - Perseguição


Notas iniciais
E aí meninas, querem ver como continua o plano maligno de Royce?! Então vamos lá...

Chicago

O carro que Royce dirigia ainda encontrava-se em alta velocidade. Em determinada avenida arriscou-se fazer uma ultrapassagem perigosa pondo tanto sua vida quanto a de Rosalie Hale em risco. Rosalie fechou os olhos e pediu a deus, do fundo de seu coração que Royce não tirasse sua vida naquela noite mórbida.

Diante do medo de não poder voltar para casa, Rosalie pensou em Emmett, em quanto o amava.

“Emmett meu ursinho eu te amo, sempre te amei”, pensou fortemente.

Los Angeles

Andando de um lado para o outro com raiva sem motivo aparente, Emmett sentiu um aperto no peito avassalador. Então para extravasar aquela angustia confusa, chutou a porta de acesso à área de serviço que veio a se partir ao meio.

Emmett ofegava tamanha sua raiva desconhecida. Alice se sobressaltou de susto por conta do barulho que a porta fez ao se partir.

- O que houve irmão urso? Meu deus que susto!

Jasper ficou de pé. – Calma cara, senta um pouco. – sugeriu a Emmett.

- Não quero sentar – Emmett respondeu ainda andando de um lado para o outro. – Não sei o que acontece comigo, às vezes sinto a necessidade de socar alguém. É algo meio compulsivo, não sei explicar.

- Não precisa explicar cara, apenas sente e esfrie a cabeça – Jasper pediu.

Chicago

Passado o momento do grande susto após a ultrapassagem perigosa, Rosalie abriu os olhos se certificando de que ainda estava viva.

Vera aproximou demais seu carro do de Royce batendo na traseira mais uma vez, mostrando que ainda o seguia. Com dificuldade Vera pegou o celular que estava jogado agora no banco do carona. Realizou uma discagem para a policia, mas o telefone caiu de suas mãos trêmulas indo parar em algum lugar no piso do carro.

- QUE DROGA! – esbravejou.

Tentou pegá-lo de volta, porém não conseguiu encontrá-lo. Desistiu, ou do contrario acabaria batendo o carro por falta de atenção.

- O que eu faço?! – falou consigo mesma. Por falta de ideia melhor continuou o seguindo. Dessa forma ao menos saberia para onde ele levaria sua amiga. E quem sabe em algum momento conseguisse encontrar o celular.

Enquanto isso Rosalie tentava fazer com que Royce King parrasse aquele carro antes que o pior acontecesse.

- PÁRA ESSE CARRO AGORA, ROYCE! – gritou cravando suas unhas no braço de Royce com muita raiva chegando a machucá-lo.

Cego de raiva Royce a empurrou. Rosalie estava sem o cinto de segurança que fora retirado antes de cravar suas unhas no monstro ao seu lado, então isso ocasionou o choque de suas costas contra a porta do carro. A partir daí deu-se inicio a uma luta, onde Rosalie tentava parar o carro a qualquer custo, mesmo contra a vontade de Royce King.

O Carro ficou um tanto sem controle, ia de um lado para o outro na pista. Logo atrás Vera, pensara.

“Que diabos ele pensa que está fazendo”

Durante aquela frenética luta pela posse do volante do carro, Royce acabou por perder o controle vindo a colidir em um poste de sinalização. Antes que o airbag se abrisse Rosalie gritou. O poste de alumínio que fazia a sinalização fora arrancado literalmente de onde estivera antes.

- Ai meu deus – sussurrou Vera ao assistir a colisão há poucos metros de distancia. Rapidamente freou o carro riscando o asfalto, resultado de sua pressa anterior. Desceu do carro tremendo, imaginando o pior.

Antes que Vera chegasse ao carro de Royce, que estava parado na calçada com a frente amassada. Royce saiu com o braço sangrando, resultado das unhas de Rosalie.

- O que você fez com minha amiga seu maníaco? – Vera agarrou a camisa de Royce com força. Os olhos marejados de lagrimas temendo o pior. – Desgraçado! – bateu no peito de Royce com a mão em punho. Royce a empurrou derrubando na calçada.

- Saí de minha frente se não quiser que eu arrebente sua cara – Royce rosnou.

Vera ficou de pé com o lábio inferior tremendo de raiva e talvez medo, mas não se intimidou.

- Você vai pagar por isso! – cuspiu as palavras.

- Prefere cheque ou cartão? – Royce ironizou com um sorriso diabólico.

- Sabe o que prefiro? – Vera provocou. – Isso aqui!– disse ao cuspir na cara de Royce.

Royce passou a mão no rosto limpando um tanto enojado.

- Você não deveria ter feito isso – respondeu passando a mão na própria camisa que estava suja de seu próprio sangue. Logo depois esbofeteou o rosto de Vera chagando a sangrar o canto de sua boca.

- Agora fique aí com sua amiguinha... – disse Royce virando as costas como se nada houvesse acontecido, entrando em uma rua sem iluminação.

Vera passou a mão nos lábios verificando que ficou suja de sangue. – Own isso doeu... – resmungou consigo mesma fazendo careta de dor. No entanto seu choramingo durou pouco tempo, pois logo uma ambulância se aproximava do local.

Um dos paramédicos veio ao seu encontro. – Você estava dentro do carro que bateu? – questionou verificando o estado em que Vera se encontrava.

- Ah não, eu estava naquele carro ali – Vera indicou seu carro estacionando de qualquer maneira do outro lado da rua.

Enquanto isso outros paramédicos retiravam Rosalie do veiculo, ainda desacordada.

- Rose! – Vera gritou com grande nervosismo. – Como ela está? Está muito ferida? Ai meu deus como irei falar sobre isso para a mãe dela, moço? Rose, Rose, por favor, fala comigo amiga... – Vera choramingou.

- Calma moça, sua amiga vai ficar bem. Ela só está desmaiada. Deve ter sido o susto apenas.

- Mas ela não está acordando... Rose você prometeu, best friends forever. Abre os olhos, por favor... – pediu segurando a mão da amiga cuidadosamente.

Deitada na maca Rosalie abriu os olhos lentamente em seguida apertou a mão de Vera como se dissesse “estou aqui”.

Vera sorriu secando suas próprias lágrimas apressadamente.

- Acha mesmo que ficaria livre de mim assim tão fácil?! – Rosalie sussurrou.

- Amiga que susto você me deu. Achei que estivesse muito ferida, já estava entrando em pânico. Como contaria isso para seus pais?! Graças a deus você está bem, Rose.

Los Angeles

Emmett ainda continuava nervoso. Continuava andando de um lado para o outro dentro de seu apartamento. Mexeu no tablet, ligou a TV, ligou o aparelho de som e nada conseguia atrair sua atenção. Estava sendo puxado a um abismo de angustia e nem ao menos sabia o porquê disso.

- Irmão urso, às vezes você me assusta quando age dessa forma e não sabemos o motivo. Isso sempre ocorre em momentos inesperados. “Será que é algum tipo de ligação com alguém?!” – Alice pensou que esse alguém poderia ser Rosalie ou Melinda. No entanto não ousou mencionar nomes diante de tudo que estava acontecendo, era o melhor a se fazer.

- Esquece isso Emmett, toma uma dose de uísque, vai te acalmar... – disse Jasper servindo uma dose a Emmett.

Emmett aceitou ingerindo o conteúdo todo em apenas dois goles.

Chicago

Rosalie sentou-se na maca passou a mão nos cabelos devagar.

- Eu estou bem, nada está doendo. Obrigada! – disse para um dos paramédicos.

- Tem certeza de que não que ir até o hospital?! Nos informaram que o carro vinha em alta velocidade...

- Sim eu tenho. Estou bem, obrigada!

- Se sentir algum desconforto não deixe de ir ao hospital. É importante.

- Obrigado, eu irei.

A ambulância se foi deixando as duas amigas sozinhas ao lado do carro amassado em uma rua praticamente vazia.

- Vera e o traste do Royce hein, onde está? Você o viu sair do carro?

- Ele saiu assim que o carro colidiu – confirmou. – Amiga você precisa ir até a delegacia prestar queixa. Ele tentou te sequestrar e te ameaçou com uma arma. Na verdade nos ameaçou. Isso é muito sério Rose.

- Não posso...

- Porque não Rose?

- Porque ele se vingará depois...

- Não pode ficar em silêncio, eu vou com você. Liga para seus pais e avisa a eles – Vera pediu limpando o rosto que ainda tinha um caminho de lágrimas.

- Não chore mais sua boba! – disse Rosalie.

- Você me assustou, Rose. Caraca! Acho que nunca tive tanto medo na vida. Nem naquele dia no ginásio. Tive medo por você e por mim... Com aquele doido varrido, sabe lá deus o que ele pretendia fazer. Alias onde foi parar a arma dele hein?!

- Eu a atirei pela janela em um momento em que ele se distraiu.

- Não deveria ter reagido, se ele te ferisse? Hein me diz?! Eu quero ir a seu casamento, não em seu funeral sua maluca. Não quero nem ver quando o grandão souber disso, vai matar o Royce bem matado.

“Emmett”, pensou Rosalie. – Não quero envolvê-lo em mais confusão, já basta tudo o que tem acontecido. E você, não foi dessa vez que se livrou de mim. E sabe por quê?

- Não, eu não sei... – Vera respondeu desconfiada.

- Porque eu serei a madrinha de seu casamento com o Christopher e também serei madrinha de seu primeiro filho. E ai de você que me negue isso.

Vera gargalhou. – Vamos embora! E o que faremos com o carro do Royce?

- Ah deixa aí. Ele que se entenda com a polícia depois, afinal, o carro é dele mesmo. Uma hora chegarão até ele.

- Rose, vamos até a delegacia prestar queixa. Conte todas as coisas horríveis que ele te fez e faz.

- Não posso, isso seria um escândalo, papai sofreria em saber dessas coisas.

- Rose ao menos da tentativa de sequestro, por favor, amiga?! Precisamos fazer algo. Royce não pode ficar em pune mais uma vez.

- Ok, iremos sim, mas antes preciso ligar para minha mãe. Não posso fazer isso sem que ela saiba.

Ambas se dirigiram ao carro de Vera que estava do outro lado da rua.

- Onde está o seu celular Vera? Porque o meu ficou em casa – revelou Rosalie.

- Ixi deve está em algum lugar aí em baixo de um dos bancos. Caiu quando tentava chamar a policia...

Rosalie mexeu dentro do carro praticamente inteiro, até que o achou. Enquanto Vera dirigia Rosalie realizou a ligação para sua mãe. Apenas alguns toques e a ligação fora atendida.

- Alô!

- Mãe...

- Onde você está filha? Faz tempo que saiu de casa. Disse que iria acompanhar Vera até o carro e não voltou. Onde você está Rose?

- Mamãe, por favor, fique calma, sim.

- Rose filha, está me preocupando. Me diz o que houve?!

- Mamãe estou indo até a delegacia prestar queixa contra Royce por tentativa de sequestro...

- O que? Como assim? Quando ocorreu isso Rose?

- Mamãe ligue para o advogado da família irei precisar dele lá o quanto antes. Por favor, me encontre lá, estou precisando de um abraço seu e de seu apoio.

Rosalie explicou para qual delegacia estaria indo, para que sua mãe e o advogado pudessem encontrá-la.

- Sim querida a mamãe te encontra lá em alguns minutos.

Minutos depois...

Rosalie mexia nas mãos demonstrando grande nervosismo, enquanto aguardava por sua mãe e o advogado da família, na pequena sala de espera da delegacia em questão.

Seus braços e face marcados por agressão física, assim como os de Vera.

- Eu estou com medo Vera – Rosalie sussurrou para a amiga que estava sentada ao seu lado.

- Eu sei Rose e acredite, eu também estou. Nunca entrei em uma delegacia em toda minha vida.

Ambas se olharam com cumplicidade.

Esme chegou ao local demonstrando nervosismo e ansiedade por ver a filha e se certificar de que estava bem. Quando Rosalie avistou a mãe levantou-se praticamente correndo para abraçá-la. O advogado da família vinha logo atrás.

- Mamãe... – Rosalie suspirou ao abraçá-la inalando o único perfume no mundo que era capaz de até mesmo fazê-la dormir.

- Amor como isso foi acontecer? – Esme questionou fazendo carinho no rosto da filha. – Quando essa relação se tornou algo violento? Porque nunca nos contou nada Rose? Ele já te machucou outras vezes?

Rosalie abaixou a cabeça um tanto envergonhada. Esme segurou o queixo da filha fazendo-a olhar diretamente em seus olhos.

- Me diz amor?! – Esme pediu uma resposta.

- Não... – Rosalie negou envergonhada. Sua amiga Vera estalou a língua em protesto não acreditava que Rosalie estava negando. – Ele não aceita que eu tenha reencontrado o Emmett... Está com muita raiva... Ele o odeia.

- Ainda não liguei para seu pai, filha. Melhor não preocupá-lo a essa hora da noite no hospital. Contaremos para ele amanhã – olhou para Vera que estava quieta na cadeira, achou estranho uma vez que Vera sempre fora faladeira, tanto quanto a irmã de Emmett McCarty. – Vera querida você está bem?

- Estou sim Esme, obrigada. Só um pouco preocupada com tudo que está acontecendo e com o que vai acontecer.

- Vai ficar tudo bem querida – Esme lhe garantiu. – Quer que eu ligue para sua mãe?

- Não, é melhor não. Ela não viria mesmo, certamente mandaria alguém... De qualquer forma obrigada, Esme.

[...]

Depois de algumas horas na delegacia, tanto Vera quanto Rosalie fizeram depoimento separadas, apenas com a presença do advogado da família Dr. Schmidt.

- Vem para casa conosco Vera? – Esme perguntou no estacionamento.

- Eu realmente gostaria, mas é melhor eu ir para casa. A Rose precisa de um momento sozinha, para pensar em algumas coisas – Vera a olhou sugestivamente como se dissesse “você precisa contar as outras maldades que ele te fez e não só a tentativa de sequestro”.

Rosalie foi até Vera e a abraçou se despedindo.

— Obrigada por se arriscar por mim mais uma vez. Você está se tornando a minha heroína. Mas nunca mais faça isso Vera, ok?! Isso está se tornando perigoso demais não quero que se machuque por minha causa.

- Amigas são para essas coisas não são?! Te ajudarei com o que tiver ao meu alcance, sempre.

- Isso é serio Veruska, não se arrisque outra vez ou eu mesma te bato, ok. É uma ordem.

- Olha Rose sempre fico no prejuízo por sua causa – sorriu – Olha meu carro está amassado, viu só. Ainda bem que o seguro cobre os danos.

Esme conversava com o advogado Dr. Schmidt em frente ao carro do mesmo, sobre o que possivelmente aconteceria com Royce dali em diante. Certamente com a acusação apenas de tentativa de sequestro ele não tivesse muito a temer. Uma vez que Rosalie omitiu as barbaridades que ele lhe fez outrora. E como era munido de poder financeiro conseguiria um habeas corpus e responderia o processo em liberdade.

Vera entrou em seu carro que tinha a frente amassada pelas batidas propositais na traseira do carro de Royce King e foi para casa, após mais um dia de “aventura” ao lado de sua amiga Rosalie Hale.

Esme se despediu do advogado deixando encarregado da situação e de mantê-las informadas do caso. Logo depois mãe e filha entraram no carro e foram para casa. Decidiram que só contariam para Carlisle sobre o ocorrido quando ele retornasse do hospital.

Logo que chegaram em casa, Rosalie fora diretamente para o banho. Uma vez livre do suor do momento do medo, vestiu a camisa de Emmett que usara na noite que esteve com ele em uma suíte de um hotel de luxo sem o conhecimento dos demais. A mesma que ela levou consigo, como uma lembrança. Penteou os longos fios loiros, suspirou ao olhar o ursinho Emmett sobre sua cama como sempre esteve ao longo dos nove anos de separação.

Sentou na cama, logo depois foi de joelhos até alcançar o ursinho pardo e o abraçou apertado.

“Emmett, preciso de você” – sussurrou no ouvido do ursinho de pelúcia como se ele pudesse lhe ouvir.

- Rose... – Esme a chamou da porta do quarto que estava entreaberta.

- Pode entrar mamãe...

- Sente-se melhor querida?

Rosalie maneou a cabeça positivamente. – Sim mamãe – suspirou abraçada ao ursinho de pelúcia.

Esme a cobriu como se fosse uma garotinha e com um beijo na testa se despediu.

- Boa noite filha... Amanhã falamos com seu pai.

Los Angeles

Emmett agora estava deitado em um dos sofás, já mais calmo de toda aquela ira sem motivo aparente. Sua irmã Alice dormia. Jasper também já dormia, porém em quartos separados.

“Anjo preciso de você, agora mais que nunca”, pensou segurando o telefone sem fio da sala, ponderando em ligar para seu eterno anjo. Porém já era muito tarde, tinha receio de acordá-la de uma noite de sono tranquila. Talvez não fosse conveniente incomodá-la apenas para suprir sua necessidade de ouvir sua doce voz.

Chicago

Rosalie olhou para o telefone fixo na mesinha de cabeceira e suspirou mantendo contato visual com o objeto que a faria ouvir a voz grave de Emmett McCarty naquela madrugada.

“Poderia te ligar agora ursinho”, pensou ainda olhando o telefone. Esticou o braço até alcançá-lo, discou o primeiro número do apartamento de Emmett.

Sem que soubesse Emmett teve a mesma atitude discando o primeiro número do celular de Rosalie, mas desistiu logo em seguida por receio de acordá-la. Mal sabe Emmett que seu anjo pensara exatamente nele, no urso McCarty.

Rosalie fez o mesmo gesto desistindo de completar a ligação. Ambos em cidades distintas com os mesmos pensamentos e o coração mais unido do que jamais fora ansiavam insanamente a presença um do outro. O perfume o toque a palavra.

Notas finais
Obrigada meninas pelos reviews do capítulo anterior!!
Royce sumiu do local antes que a policia chegasse. Espertinho, mas o lado dele ainda vai complicar.
A Rose criou um pouco de coragem e tomou uma iniciativa mesmo que não contado tudo já foi um começo não é?!
E lá estavam os dois O anjo e o urso, com os pensamentos ligados, uma conexão única.
O que vocês pensam a respeito do capítulo?
Vejo vocês nos reviews.
Beijinhos
Sill/Bree