Notas iniciais
Oi meninas preparadas para mais um capítulo?! Só lembrando que nesse a Rose aparece.
Haverá uma leve tensão...

Enquanto Emmett McCarty extravasava sua frustração, por acreditar que havia sido enganado, traído da pior forma possível. Melinda sofria exponencialmente com duas dores distintas. Emocional e física.


Minutos se passaram desde que Maria saíra da casa de Melinda. Cerca de poucos minutos após a chegada da tia, da mesma, a senhora Martha. Melinda teve uma recaída de maneira que fora levada ao hospital as pressas.


Thomas o amigo fotografo, o mesmo que tirara as fotos a pedido de Melinda, ao lado de Royce King, foi vê-la no hospital tão logo recebera a noticia de sua internação.


Thomas chegara ao hospital apressado. Martha, tia de Melinda estava na sala de espera aguardando mais noticias da sobrinha que estava sendo examinada com urgência. Martha tinha o rosto molhado de lágrimas, semblante abatido. Sinais óbvios da tristeza que assolava aquela família.


Thomas entrou na sala de espera com receio, talvez tivesse medo da noticia que receberia.


– Martha, vim o mais rápido que pude. Como ela está?


– Thomas, obrigado por vir. Ela está... – a voz da senhora falhou receosa.


Thomas se aproximou sentando-se ao lado da tia de Melinda.


– Tudo bem... – disse Thomas tocando-lhe o ombro.


Martha suspirou pesado, então disse.


– Quando eu cheguei em casa a irmã do namorado dela estava lá. Ela disse que quando chegou a Mel já tinha passado mal que estava desacordada. Mas que Mel voltou logo a si e disse que não precisava se preocupar. Como ela fala uma coisa dessas sabendo que precisa sim – disse Martha inconformada com a atitude da sobrinha.


– A Mel me surpreende a cada dia mais – disse Thomas olhando compreensivamente para a tia de Melinda.


– Então a irmã do namorado dela, Maria, disse que Mel e Emmett tinham discutido e por isso Mel passou mal. Quando cheguei em casa ela até parecia bem, mas logo que Maria saiu ela passou mal outra vez e consequentemente bem pior. As dores aumentaram. É muito difícil vê-la gritar de dor e não poder fazer nada para amenizar isso. Você me entende Thomas?!


Thomas segurou a mão direita da tia de Melinda lhe dando apoio.


– Eu entendo... Sei que é extremamente difícil tudo o que estão passando juntas.


– Me desculpa Thomas ter te tirado do seu serviço assim às pressas, mas você é o único com quem ela tem falo nos últimos dias sobre sua saúde, além de mim. Achei que devesse saber...


Thomas a interrompeu – Fez bem em ter me avisado, preciso mesmo vê-la.


– Não sei se você sabe, mas a Mel abriu o jogo para a cunhada sobre a doença. Mas também não sei o que elas pretendem fazer... Maria saiu de casa logo que cheguei, disse que ia procurar pelo irmão porque estava preocupada. E a minha sobrinha não conseguiu falar nada depois disso. Talvez agora ela tenha que permanecer internada. Não sabemos ainda...


Thomas suspirou. – Sinto muito mesmo que a Mel tenha que passar por tudo isso. Que esteja sofrendo tanto. Ela não merece, é uma garota incrível. Nobre, altruísta, amável, honesta.


Enquanto Thomas falava das qualidades de Melinda o médico que a examinara chegara à sala onde a tia e o amigo Thomas, conversavam.


– A senhora pode entrar para vê-la agora... Ela foi medicada e terá que permanecer por essa noite aqui. É provável que ela queira voltar para casa amanhã, mas não aconselhamos. A doença tem se agravado muito nos últimos dias, talvez algo que ela tenha passado desencadeou a piora.


A tia de Melinda olhou para Thomas. – Vai você primeiro Thomas, quem sabe você a convence a mudar de ideia e falar a verdade para o namorado. Tenho certeza que estando com ele, ela sofreria menos.


– Bem eu posso tentar... – disse Thomas não tão confiante assim. – Com licença – disse ao sair da sala de espera seguindo o médico até o quarto em que Melinda estava.


– Você pode entrar, mas evite assuntos que a deixem nervosa – pediu o médico.


Thomas assentiu com a cabeça enquanto levava a mão a maçaneta da porta. Abriu lentamente. Olhou em volta até seus olhos encontrarem a jovem deitada na cama hospitalar. Fechou a porta atrás de si com cuidado. Ao se aproximar da cama tocou na mão de Melinda levemente.


Ao sentir o toque em sua mão Melinda abriu os olhos lentamente, piscando algumas vezes como que para se situar da situação a sua volta.


– Oi! – disse Thomas em um tom de voz que não a incomodasse caso ela ainda estivesse sentindo muita dor.


– Oi Thomas é bom vê-lo aqui... – sussurrou Melinda.


– Sua tia me disse que tinha vindo para cá, então vim saber como estava. E também te pedir para que não faça isso. Sua tia está muito preocupada com você. Ela gostaria que contasse para Emmett sobre sua doença. Definitivamente não vale a pena seguir com esse plano. Conte para McCarty, permita que ele esteja ao seu lado, não enfrente isso sozinha... Todos nos sabemos que o que você quer e precisa é do apoio dele, então permita-se isso Melinda.


– Thomas você tem sido um bom amigo, mas não posso fazer o que você me sugere. Eu sei que não ficarei aqui por muito tempo, então preciso fazer algo por eles...


Thomas a interrompeu. – E por você quem faz?


– Não há nada que possa ser feito por mim... Meu tempo está se esgotando...


– Não diga isso Melinda. Claro que pode. Você pode ter a companhia de quem você ama, só precisa se abrir com ele.


– Não... Não irei voltar atrás. Rosalie sofre horrores nas mãos daquele crápula. Emmett a ama, da mesma forma que ela o ama. Não posso condená-lo a vir aqui sofrer ao meu lado e privá-lo de ser feliz ao lado dela. Emmett precisa protegê-la da ameaça que Royce King se tornou na vida dela. O que está feito, está feito. As fotos foram publicadas ele já as viu. Nesse momento suponho que Emmett já me odeia ou no mínimo sinta raiva de mim o bastante a ponto de não querer vir me procurar. Eu realmente desejo que eles sejam felizes juntos e construam a família que um dia eu desejei para mim... – no final de sua frase as lágrimas já molhavam sua face pálida.


Contendo a necessidade de secar as lágrimas de Melinda, Thomas disse.


– Ok, não irei mais tentar interferir, se essa é sua escolha não posso mudá-la apenas respeitá-la.


– Thomas... Eu preciso que me faça mais um favor.


– Pode pedir – disse Thomas.


– No meu quarto na casa de minha tia, dentro de uma gaveta no criado mudo tem um grande envelope pardo, destinando a Emmett. Poderia ir até lá buscá-lo e deixar na portaria do prédio dele sem se identificar?!


– Posso sim... Pode deixar que farei isso para você. Agora descanse Mel...


– Obrigado Thomas – Melinda agradeceu virando-se lentamente para o lado e fechando os olhos. Certamente estava exausta por conta de tantas dores e os remédios a fariam dormir por algumas horas gerando certo alivio a tanto desconforto e sofrimento.

Chicago

Royce King finalizava sua série de exercícios diários na academia particular no jardim de sua mansão, quando uma de suas funcionarias lhe trouxe a revista que o mesmo havia feito o pedido minutos atrás. Certamente havia presenciado alguns comentários distantes, sendo assim decidiu tirar a prova dos nove.


– Senhor King aqui está a revista que pediu.


Royce pegou a revista folheou brevemente até que surgisse a notícia desejada. Em determinada pagina pode ver com exatidão as fotos onde ele aparecia ao lado de Melinda no restaurante. Com a matéria que insinuava que supostamente Royce teria um caso com a mesma.


– Aquele paparazzi medíocre – Royce rosnou irritado até a alma. – Foi aquele filho de uma cadela que publicou essas fotos... Reze para não cruzar o meu caminho novamente ou do contrario não responderei por mim. É provável que o faça comer grama pela raiz – rosnou encarando as fotos. – Ligue para o meu advogado, preciso falar com ele em caráter de urgência. Ele precisa retirar meu nome disso – exigiu para funcionaria que fizesse a ligação rapidamente.


Olhando para a Melinda da foto Royce disse.


– Você hein sua vadia, tinha um plano em mente contra mim, não era?! O que você ganhou com isso?! Já que você insinuou que tínhamos um caso se prepare, pois irei honrar essa fofoca. Mas essa noite alguém melhor que você irá receber minha ilustre visita – sorriu ironicamente secando o suor da testa com uma aveludada toalha preta. – Essa noite princesa do gelo, você será minha mais uma vez. E do jeito que eu gosto, sentindo seu medo, exalando seu desespero – completou.


Los Angeles


Thomas saíra do hospital retornando para a redação da revista a qual trabalhava. Emmett e Alice já não se encontravam mais no local. Bree e Diego conversavam absortos. Diego guardava alguns papeis em uma gaveta enquanto Bree estava sentada na cadeira em frente a mesa de trabalho.


– E aí Thomas, como foi lá? Como ela está? – perguntou Diego notando a presença de Thomas na sala.


Thomas se aproximou sentando-se na cadeira ao lado da que Bree estava.


– Eu não aguento vê-la se entregando dessa maneira a uma situação dolorosa... – surrou Thomas. – Ela está cada vez pior. A doença está avançando... Temo que ela não tenha muito tempo...


– Sentimos muito Thomas – disse Bree massageando levemente as costas de Thomas dando apoio.


– Volte para vê-la amanhã durante o horário de visitas e diga-lhe o que sente. Seja sincero consigo mesmo, abra o coração para ela antes que seja tarde. Ela já não está mais com o namorado mesmo, não custa você dizer o que sente. Talvez isso a faça sentir-se menos solitária.


– Não posso! – disse Thomas rapidamente. – Não mudaria em nada. Talvez a deixasse presa a um sentimento de pena...


– Aliás, ele esteve aqui – disse Diego. – O ex-namorado dela esteve aqui, por pouco você ainda o encontrava.


– Foi melhor assim – Bree completou lembrando o quanto Emmett estava irritado.


Chicago


Vera se despedia de sua grande amiga Rosalie Hale, após terem passado a tarde e o inicio dessa mesma noite juntas pondo as fofocas em dia.


– Amiga eu vou indo. Nossa olha só a hora – disse surpresa. – Minha mãe vai soltar o verbo quando eu entrar em casa hoje.


– Ah, fica aqui então. Dorme aqui hoje Vera, você sabe que é sempre bem vinda.


– Eu adoraria Rose, mas é serio, minha mãe anda terrível, só pensa em luxo e beleza, mas se chego tarde ela me tortura verbalmente. Nunca se importou com minha existência, a menos que seja para os interesses dela. Bem... Eu vou nessa, mas antes irei me despedir de sua mãe, para só depois enfrentar a minha.


Vera levantou-se das almofadas onde estava deitada, ao seu lado repousava uma bandeja de pipocas vazia e uma latinha de refrigerante igualmente vazia.


– Me espera, eu vou com você – disse Rosalie ao ficar de pé, desligando a grande TV da sala de videio onde assistiram a um filme, a pedido de Vera, um romance. Ambas seguiram em direção ao escritório onde Esme estava.


Vera bateu levemente na porta que se encontrava entreaberta, apenas para avisar de sua chegada ao local.


– Pode entrar querida! – Esme lhe sorriu amavelmente.


– Oi, eu estou indo. Vim só me despedir.


Esme deixou de lado alguns papeis que analisava dando atenção a Vera.


– Dorme aqui hoje querida! – sugeriu.


– Obrigada Esme adoraria mesmo, mas a minha mãe pira se eu ligar para ela falando que não irei para casa hoje. Não que ela se importe é pelo prazer em me deixar mal – Vera beijou o rosto de Esme brevemente se despedindo. Esme retribuiu a beijando de volta no rosto.


– Boa noite querida. Dirija com cuidado e não pare em lugar algum, vá direto para casa.


– Pode deixar... – Vera respondeu com um sorriso.


– Mãe eu vou com a Vera até o carro, já volto – informou Rosalie da porta do escritório onde estava parada esperando por Vera.


– Vai lá filha, mas não demorem muito conversando lá fora, ok?!


– Ok – responderam juntas como se tivessem decorado.


Rosalie e Vera saíram do escritório rindo do que acabaram de ouvir. Esme ainda as tratavam como se fosse duas garotinhas. Ambas saíram de dentro de casa atravessando o grande jardim de grama espessa. O carro de Vera estava estacionando na frente da casa, uma vez que, quando chegara não imaginara que fosse demorar tanto.


– Ainda não acredito que estou oficialmente namorando... – disse Vera vasculhando sua bolsa em busca da chave do carro.


– Estou muito feliz por você Veruska! Já estava mais que na hora de vocês ficarem juntos.


– Onde está essa chave?! – Vera resmungou mexendo dentro da bolsa.


– Procura direito Vera, com certeza está ai. Também você leva tanta tranqueira na bolsa – Rosalie sorriu. – Tinha que ser difícil encontrá-la.


– Ah não vem não loira, até parece que você não leva suas tranqueiras também – respondeu afastando uma mecha de seus cabelos castanhos do rosto.


– Fazer o que – Rosalie confirmou com um sorriso. – É a vida... – completou.


Vera colocou a bolsa sobre o capô do carro para que ficasse melhor sua busca pela chave. Rosalie se aproximou para ajudá-la retirando algumas coisas de dentro da bolsa. Sem que se dessem conta um carro parou do outro lado da rua.


De dentro do carro saiu nada menos que Royce King. Distraídas as amigas não se deram conta de que o mesmo se aproximava um tanto sorrateiramente, diga-se de passagem.


– Boa noite princesa do gelo! – disse Royce com seu tom de voz grave, porém um pouco rouca de ansiedade e raiva.


Rosalie sentiu seu coração gelar ao reconhecer o som daquela voz, mesmo com um timbre de rouquidão. A voz do homem que mais lhe causou dores na vida era reconhecível de qualquer maneira. O mesmo que a fez chorar de medo, raiva e acima de tudo, de dor.


Vera sentiu seu coração acelerar freneticamente causando-lhe até mesmo uma sensação nauseante.


As amigas trocaram olhares de medo e preocupação momentânea. Era evidente que nem Rosalie nem Vera estavam preparadas para essa surpresa desagradável.


Rosalie ficou estática, então Vera segurou sua mão fortemente. – No três nós corremos para sua casa, chamamos a policia e tudo ficará bem – Vera lhe assegurou.


– Aham... – fora tudo o que Rosalie conseguira mencionar diante de tamanho pânico que a presença de Royce lhe causou.


– Se eu fosse vocês não faria isso – Royce sussurrou cheio de confiança segurando uma arma.


Vera fechou os olhos rapidamente abrindo-os em seguida, como se não acreditasse no que vira.


“Ferrou geral...”, pensou Vera ainda segurando a mão de Rosalie que estava tão fria fazendo jus ao apelido que Royce lhe dera “Princesa do gelo”.


Roslie estava sem reação alguma. Parecia ter entrado em completo choque. Vera chacoalhou a mão da amiga em uma tentativa, talvez, de fazê-la reagir de alguma forma.


– Rose, por favor, não fique imóvel. Eu quero te ajudar, mas sem sua cooperação não conseguirei. Não tenha medo, estou aqui com você...


– Como vera? – Rosalie sussurrou se enrolando nas palavras mirando a mão de Royce King que segurava a arma em sua direção.


Royce se aproximou puxando Rosalie pelo braço com força desnecessária. Rosalie se debateu em protesto, mas em momento algum desviou os olhos da arma que Royce segurava.


– Se gritar será pior para você e sua amiguinha – informou Royce apertando-a pelo braço deixando sinais de agressão.


Vera virou para pegar o celular que estava em cima do capô do carro. Porém Royce a barrou ameaçando-a.


– Se ligar para alguém seja quem for, atiro em sua amiguinha. Vai pagar para ver?!


– Você é doente cara – Vera protestou em meio ao medo que sentia, mas era atrevida demais para permanecer calada.


– Me solta! – Rosalie pediu com a voz falha ao ser praticamente arrastada para dentro do carro de Royce, tropeçando nos próprios pés.


– Solta ela seu verme, não ouviu o que ela disse?! – Vera insistiu.


Royce gargalhou. – Você é tão audaciosa Vera. Fala demais, se intromete demais onde não é de sua conta. O que diria se eu desse um tiro na sua boca? – Royce zombou apontando a arma para Vera, que engoliu seco em silêncio.


– Foi o que pensei – Royce rosnou ao abrir a porta do carro. Empurrou Rosalie para dentro como se fosse um objeto qualquer e não uma pessoa. Rosalie gemeu de dor pela forma brutal como foi empurrada, enquanto se debatia. Royce travou a porta. Olhando para Vera, disse.


– Se a policia me seguir ou qualquer outra pessoa que você localizar, eu atiro nela. Está disposta a conviver com culpa? Acho que não, não é mesmo? – disse confiante. – Minha conta com você acerto depois, não esquenta sua infeliz.


Vera ficou sem reação diante da ameaça sobre a vida de sua melhor amiga. Como poderia reagir diante dessa ameaça iminente?! Ela não sabia. Tudo o que passou por sua cabeça foi que teria que segui-lo e ao menos tentar descobrir para onde ele a levaria. Quem sabe assim pudesse fazer algo sem por a vida de ambas em risco maior.


Royce deu partida no carro saindo cantando pneu.


– Me deixa sair daqui seu miserável, filho de uma vaca.


Sem pensar duas vezes Royce a esbofeteou deixando a marca dos cinco dedos na face clara de Roalie Hale. Os cabelos da jovem lhe caíram ao rosto.


– Grite o quanto quiser, mas essa noite você será minha mais uma vez – disse passando a mão na coxa de Rosalie de maneira ousada. – Acredite princesa do gelo, você nunca mais verá aquele jogadorzinho de merda novamente.


Rosalie se debateu tentando se afastar das mãos de Royce King.


– TE ODEIO! – gritou furiosa. – Isso é o que você pensa... – concluiu.


Royce gargalhou. – Diga isso quantas vezes quiser baby, mas saiba que só me deixará ainda mais envolvido nessa caçada.


Olhando pelo retrovisor Royce se dera conta de que estava sendo seguido. Olhou para trás para se certificar de quem o seguia. Rosalie aproveitou a distração para pegar a arma. No entanto ela sabia que se o ameaçasse com a mesma, corria o risco dele revidar e mesmo sem querer um tiro seria disparado. Então fez o que achou prudente atirou a arma para fora do carro propositalmente em um canteiro de flores.


Preocupado em fugir Royce somente se dera conta do que ela o fez tarde demais para uma reação qualquer.


– Essa vaquinha sempre me atrapalhando – se referiu a Vera. – O que ela pensa que é? Uma agente infiltrada do FBI?!


– Para você ver – Rosalie zombou.


Royce procurou pela arma sem desviar os olhos da direção, apenas tateando. Certamente usaria para atirar em um dos pneus do carro de Vera. Porém não encontrou o objeto.


– O que você fez com minha arma, sua vadia?


– Joguei para fora do carro – respondeu Rosalie olhando para o carro de Vera que vinha logo atrás.


Royce a esbofeteou mais uma vez com tamanho ódio que não cabia em si. Rosalie gritou de dor e surpresa pelo ato brutal.


Pelas ruas de Chicago, por volta das vinte três horas e trinta minutos se iniciava uma perseguição. Vera não dava chance o seguia de perto, ambos os carros cantando pneu no asfalto.


Vera chegou a bater na traseira do carro de Royce propositalmente, mostrando que estava ali.


– Pare o carro Royce! Ela vai se machucar – Rosalie pediu com a voz atrapalhada. –PARAE ESSE CARRO AGORA!


Royce gargalhou diabolicamente. – Que morra! – completou.


– PARE ESSA DROGA DE CARRO! – Rosalie insistiu.


Royce parecia nem ao menos ouvi-la, tudo o que queria era se afastar da perseguição de Vera.


– Pare o carro eu não quero morrer... – Rosalie choramingou fechando os olhos para as curvas perigosas que Royce fazia.


Vera em momento algum se afastava. O seguia de perto e isso deixava Royce irado.


– Gosta de velocidade Royce King psicopata Kong. Lamento informar, mas eu sou boa na direção... – Vera resmungou consigo mesma sem perdê-lo de vista.


Los Angeles


Emmett estava jantando na companhia de sua irmã Alice e do cunhado Jasper quando sentiu uma onda de fúria. Não havia lógica para esse sentimento repentino. No entanto mesmo sem seu conhecimento McCarty tinha sentimentos de fúria em combustão, sempre que Rosalie precisava de sua ajuda. Ele só não sabia disso.


Levantou-se da cadeira onde estava empurrando-a para trás chegando a fazer um barulho estridente contra o piso. Andou de um lado para o outro um tanto “perdido”. Parecia querer fazer algo, mas não sabia por onde começar.


Notas finais
Minhas lindas, muito obrigada por cada review deixado no capítulo anterior. Um beijo no coração de cada uma.
Mel está no hospital...
Royce aprontou mais uma...
E aí hein, quem quer matar o King Kong?!
o/ o/
Como será que a Rose vai sair dessa?!
Mais uma vez Vera dá prova de sua amizade, verdadeira :)
Nos vemos nos reviews!
Beijinhos
Sill/Bree