Quando o Amor Acontece
55 Capítulo 55 - Aperto No Peito
Notas iniciais
Espero que gostem :)
McCarty saíra de seu apartamento de luxo após ter feito o pedido a sua irmã, Alice, de que arrumasse todas as coisas de sua ex-namorada, Melinda, e mandasse lhe entregar em mãos.
Já que Melinda exigira que ele saísse de sua vida, então, não fazia sentido algum querer mantê-la na sua. Mesmo se sentindo abominável, McCarty decidira que não queria nada que pertencesse a Melinda ao alcance de seus olhos.
Entrou no carro desejando que em sua volta para casa Alice já houvesse terminado com o objetivo único, recolher todos os objetos pessoais de Melinda de lá. No entanto uma coisa ainda restaria para lembrar de sua presença; em cada canto daquele apartamento continha um toque especial sugerido por Melinda.
“Como pode fazer isso comigo, Mel?”, pensava enquanto dirigia pelas ruas movimentadas da cidade de Los Angeles, além do limite permitido.
“Sou mesmo um completo idiota, mesmo depois de ter reencontrado meu anjo continuei pensando em você. Em não te magoar, em não ser um canalha. Deveria está rindo do otário aqui, enquanto me enganava. Como pode me por pra fora de sua vida feito um cão sarnento?! Não posso acreditar que me enganei tanto com você. A mulher com quem dividi metade de minha vida...”
Emmett não parava de pensar sobre a forma insignificante que Melinda o tratou horas atrás. Apesar de tudo ainda era difícil assimilar que era real o fato de Melinda estar envolvida com outro quando dizia amá-lo.
Tomado pela raiva e a decepção Emmett nem ao menos notara que excedia o limite de velocidade permitido.
Chicago
Rosalie conversava com sua mãe na estufa no grande jardim onde cultivava algumas plantas, muitas delas, raras e delicadas.
– Ah, mãe – a jovem suspirava. – A senhora irá adorar revê-lo. Emmett se tornou um homem incrível. Educado, gentil, carinhoso, responsável, dedicado e acima de tudo continua sendo um grande amigo.
– Amor, eu sempre soube que você gostava dele, muito além de uma simples amizade. Mas jamais poderia supor que fosse tão intenso. Você exala amor quando se refere a Emmett McCarty, filha. Nem todos conseguem sentir essa dadiva maravilhosa.
– Mãezinha linda da minha vida, sabe que a amo muito, não sabe? E que também amo o papai.
– Sim meu bem eu sei... É exatamente da mesma forma que eu e o seu pai a amamos.
Esme deixou de lado uma planta que recebia cuidados para ir beijar a testa de sua filha.
A jovem Rosalie Hale suspirou levemente recebendo o amor maternal.
– Mãe, eu não consigo mais viver longe dele... – confidenciou em um sussurro.
Certamente que Rosalie Hale havia contado em partes, resumidamente seu reencontro com Emmett McCarty, dias atrás no United Center. Porém, em momento algum chegou a mencionar que ele tinha uma namorada condenada a morte por uma doença terminal, tão pouco o que Royce King lhe fizera.
– Querida, agora que vocês sabem onde encontrar um ao outro. Não faz sentido ficar se angustiando tanto assim, meu bem.
Esme retirou as luvas de jardinagem deixando ao lado da plantinha que recebia cuidados antes. Se aproximou de uma mesa redonda branca que havia dentro da estufa. Lá estava uma bandeja com um bule de chá e duas xícaras. Ela serviu um pouco para sua filha e, em seguida, para si própria.
Entregando a xícara para Rosalie, disse.
– Sei que não é adepta de chá, mas beba um pouco, meu bem...
– Claro, mãe, mesmo não curtinho um chazinho nunca deixaria de te acompanhar – sorriu.
– Eu sei, querida... – Esme sorriu tomando um pequeno gole de seu chá. – Mamãe sabe das coisas por isso sempre te oferece um chazinho.
– Golpe baixo, dona Esme.
Esme lhe deu um olhar se fingindo de indignada.
– Golpe baixo, mamãe.
– Assim é bem melhor – disse Esme sorrindo para sua única filha. A única herdeira, tão amada.
Los Angeles
Irritado, sem paciência para trânsito parado, Emmett tentou uma ultrapassagem rápida, porém acima da velocidade permitida. Acabou perdendo o controle do carro que acabou vindo a colidir em uma mureta.
Chicago
Rosalie levava a xícara a boca quando sentiu um aperto no peito. Suas mãos tremeram e a xícara acabou se partindo em pedaços, espalhando todo o chá ao chegar ao chão. Esme assustou-se com o barulho da louça se partindo.
Rosalie olhava para o nada com os olhos cheios de lágrimas. Totalmente angustiada.
– Emmett... – Rosalie sussurrou.
Esme segurou as mãos da filha ao se aproximar.
– O que houve, querida?
– Emmett... – continuou a sussurrar.
– Eu sei filha, mas o que tem o Emmett?
Rosalie piscou e uma lágrima caiu, molhando apenas um lado de sua face rosada.
– Está acontecendo algo com ele, ou aconteceu... Preciso ouvir sua voz... Saber que está bem...
– Calma Rose, querida! Nós vamos entrar em casa e você ligará para ele e verá que não está acontecendo nada, que está tudo bem, ok?
Rosalie balançou a cabeça positivamente, enquanto saia da estufa, ao lado de sua mãe, indo para a grande casa branca.
Los Angeles
No momento que ocorreu a colisão o airbag fez a proteção prevista. Evitando assim algo grave. A lateral esquerda que recebera todo impacto teve um grande estrago por sinal.
Alguns curiosos se aproximavam para observar de perto o ocorrido. Mais rápido do que Emmett poderia imaginar, surgiu uma ambulância, certamente alguém havia feito o chamado e esta deveria está ali por perto.
Um tanto atordoado, Emmett abriu os olhos após a colisão; ato que ocorreu por reflexo no momento que o airbag se abriu. Emmett apenas sentia uma dor no ombro e um leve desconforto no pescoço.
Se retirou do carro por conta própria, dando de cara com os paramédicos que tentavam ajudá-lo, certificando-se de que ele estava realmente bem.
– Eu estou bem... A colisão ocorreu do lado oposto ao do motorista. Obrigado por virem!
– Você teve sorte mesmo em não ter passageiro ou do contrario ele sim estaria muito ferido... – um dos paramédicos lhe disse. – Tem certeza de que está bem?
– Tenho sim, obrigado!
A movimentação de pessoas ao redor se desfez, os paramédicos se retiraram. Emmett voltou para o carro e o retirou do meio da rua, uma vez que havia permanecido atravessado na avenida.
– Que maravilha, Emmett McCarty seu idiota – esbravejou consigo mesmo. – Agora fiquei com o carro todo ferrado. Onde estava com a cabeça, poderia ter se machucado gravemente e deixado sua família preocupada – continuava a esbravejar consigo mesmo.
O celular que se encontrava jogado no banco do carona começou a tocar. Emmett iria esbravejar com o ser que realizava a ligação, mas bastou um nome e uma foto para que todos os seus problemas parecerem evaporar no ar.
– Meu anjo... – seu tom de voz soou caloroso ao pronunciar tais palavras. E seu coração se libertava de uma angustia sufocante momentaneamente.
Do outro lado da linha o coração de Rosalie Hale acelerou além do normal somente em ouvir o som daquela voz, que era para ela como uma salvação.
– Emmett você está bem? Aconteceu algo? Não sei o que aconteceu comigo, mas senti uma necessidade enorme de te ligar e ter certeza de que estava bem.
– Sim, eu estou bem meu anjo, não há como não ficar bem ao ouvir sua voz. Saber que está bem e onde posso te encontrar a qualquer momento.
Rosalie esboçou um lindo sorriso do outro lado da linha ouvindo as palavras de Emmett McCarty.
– Ursinho, foi muito estranho, eu senti que você estava em perigo...
Emmett teve um rápido flashback do que aconteceu minutos antes e vira o quão imprudente e irresponsável havia sido ao agir daquela maneira.
– Rose, não fique preocupada comigo, meu anjo. Só estou com alguns problemas, mas quero falar com você pessoalmente. Posso ir te ver no domingo? Terei treino durante a semana vai ter um jogo no sábado, mas no domingo eu estou livre.
Um sorriso intenso vindo inteiramente da alma marcou presença na face de Rosalie Lilian Hale Cullen.
– Claro que sim é o que mais quero. Estou morrendo de saudades, ursinho...
– Eu também, anjo. Não sabe o quanto gostaria de te abraçar nesse momento.
– Eu também gostaria muito de te abraçar, meu ursinho marombado.
Emmett gargalhou sonoramente. Rosalie sorriu deliciando-se com o som daquela gargalhada tão máscula.
Desde o dia que se reencontraram, Emmett e Rosalie tem mantido contado por telefonemas e e-mails. Jamais deixando de serem amigos.
Do outro lado da linha, Rosalie pode ouvir barulho de buzinas lhe dando a certeza de uma coisa.
– Emmett, você está no trânsito! Foi aí que aconteceu algo?
– Calma Rose, não estou dirigindo. Estou estacionando, ok?!
– Ok, não está mentindo para mim, está?
– Claro que não, minha vida!
Rosalie Hale sentiu-se tão feliz e amada que quase pode sentir seu corpo flutuar tamanha emoção que sentira.
– Emmett?!
– Sim meu anjo?!
– Eu te amo!
– Não mais do que eu amo você. Estou contando os dias, as horas, os minutos e os segundos para te ver.
Rosalie sorriu.
– Tanto assim, ursinho?!
– Mil vezes assim minha Rose, meu anjo, minha vida. Porque só com você me sinto vivo de verdade, só com você ficarei bem.
– Te ajudarei na contagem então, único amor de minha vida...
A ligação fora finalizada.
Rosalie mantinha uma expressão sonhadora digna de pessoas extremamente apaixonadas. Um sorriso lindo no rosto e o telefone próximo ao peito.
Sua mãe Esme, se aproximou retirando o telefone das mãos da filha sonhadora.
– Viu querida, está tudo bem. A mamãe tinha razão.
– Mamãe, você sempre tem razão – Rosalie concordou com um sorriso amável.
A campainha tocou interrompendo-as.
– Deixa que eu atendo mãe!
Rosalie abriu a grande porta dando de cara com uma Vera extremamente, assustadoramente feliz.
– Christopher me pediu em namoro! Christopher me pediu em namoro, ai meu Deus... – Vera segurava as mãos de Rosalie, enquanto saltitava eufórica.
Rosalie fez uma expressão de quem dizia “Pirou de vez”.
– Estou oficialmente namorando. NAMORANDO! E com o Christopher, dá para acreditar nisso Rose?
Vera soltou as mãos de Rosalie indo abraçar Esme. Tanto Esme quanto Rosalie estavam surpresas pelo modo como Vera chegou tão eufórica.
– Tia Esme, sua linda estou oficialmente namorando, não ficarei para titia – disse mais uma vez, agora mostrando o anel de compromisso em seu dedo.
– Que maravilha, querida – sorriu. – Vejo que gosta muito desse rapaz, Christopher não é?!
– Sim, sim, sim, sim...
– Ô maluca quando isso aconteceu? – Rosalie questionou puxando Vera para sentar em um dos sofás.
– Ontem à noite!
Vera praticamente gritou, fez menção de levantar do sofá, mas Rosalie a segurou pelos ombros mantendo-a bem ali.
– Quase vim correndo te contar, mas não ia ficar bem, não é?!
– E você iria largar o garoto lá para vir me contar pessoalmente?
– Ah eu viria, mas aí fiquei com medo de voltar e ele dizer que se arrependeu... Cruzes!
– Você é mesmo doida amiga, mas eu te amo viu, sua maluquinha – Rosalie a abraçou lhe dando os parabéns.
– Mas me diz onde vocês estavam?!
– Meninas, eu estou me retirando vou voltar para minhas plantinhas – Esme informou ao se retirar deixando as amigas conversando.
– Certo, mãe! Cuidado com os caquinhos da xícara que quebrei, hein?!
– Fique a vontade, Esme! – disse Vera, como se fosse ela a dona da casa.
– Pode deixar querida, terei cuidado.
– Então, Vera me conta?!
– No restaurante, aquele que é super famoso e chique! Viu o meu namorado também me leva em restaurantes chiques. No meio do jantar ele fez o pedido. Quase tive um treco na hora, mas depois eu disse mentalmente “demorou”. E o pior, ainda estava por vir filha, foi a parte que ele tirou a caixinha do bolso. Aí eu pensei, “agora eu morro de vez”. Daí ele colocou essa coisinha linda da mamãe no meu dedo. Rose, eu estava tremendo tanto que foi uma guerra para esse anel entrar em meu dedo. Deus me livre. Ai Rose, minha ídola estou tão feliz.
– Estou vendo, mas você merece amiga. E até que fim o Christopher acordou para a vida. Demorou para ver a garota incrível que você é. Tenho muito orgulho de ser sua amiga, sabia?!
– Best friends forever?! – Vera lhe disse.
– Sempre, sempre, sempre, todo o sempre – Rosalie confirmou.
– Rose?! – Vera chamou seriamente.
– O quê? – Rosalie ergueu uma sobrancelha em dúvida.
– ESTOU NAMORANDO! – Vera gritou. Logo em seguida se jogou de costas em várias almofadas brancas que decoravam o sofá.
– Sua maluca, mas é minha maluca preferida, ok?! – Rosalie resmungou batendo na cabeça de Vera com uma das almofadas.
– Sua marrentinha. – Vera revidou lembrando-se de como Emmett e Alice a chamaram no restaurante.
Ambas sorriram em meio a uma guerra de almofadas na sala da mansão Cullen.
Notas finais
Quem sentia falta da Rose matamos um pouco a saudade dela nesse capítulo :) agora é com vocês em dizer o que acharam?! Que coisa mais fofa o anjo e o urso hein?! E a Vera maluca enfim namorando hahahha o que acharam?!
A one shot Emmett&Rose *Emmelie* que eu tinha prometido a vocês foi postada quero muito vê-las lá, ela foi feita espacialmente para vocês que acompanham a Quando o Amor Acontece :) então passem lá e comentem, por favorzinho?! *olhinhos brilhando*
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/209096/Vidas_Que_Se_Cruzam
Nos vemos nos reviews!
Beijinhos
Bree/Sill
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