Quando o Amor Acontece

53 Capítulo 53 - Encurralada


Notas iniciais
Olá!
Como estão?
O capítulo de hoje é dedicado a Sofisaramew pela recomendação tão linda e fofa que ela fez a fic *olhinhos brilhando* Muito obrigada!!

Paralelo aos acontecimentos do capítulo anterior...

Apartamento de Marcos Miranda.

- Marcos, não posso ficar com essa dúvida me corroendo! Irei falar com a Melinda agora mesmo. – rapidamente Maria ficou de pé, procurando por sua bolsa.

- Está alí, amor. – Miranda indicou a bolsa de Maria sobre umas das cadeiras da mesa de jantar.

Maria pegou sua bolsa, foi até Miranda e lhe deu um beijo.

- Não quer que eu vá com você?!

- Não, se não é provável que corra o risco dela não falar absolutamente nada. Nós nos vemos depois, tchau!

Maria pegou a chave do carro em cima da mesinha do hall de entrada e fechou a porta atrás de si, deixando seu perfume para trás.

- Mulheres... – resmungou Marcos Miranda, voltando sua atenção ao que estava fazendo antes no notebook.

Enquanto Maria dirigia para a casa de Melinda, seu irmão Emmett fazia o caminho contrário.

Maria tinha milhares de perguntas a fazer. Talvez não obtivesse respostas contundentes, mas ainda assim tentaria fazê-las.

Emmett dirigia, totalmente absorto em seus pensamentos conflitantes. Sentia-se traído, enganado. Justo ele que não queria magoá-la, foi magoado. Não podia acreditar que a mulher que esteve ao seu lado por tanto tempo fosse capaz de expulsá-lo assim de sua vida.

Estava preocupado, não era possível que não o amasse se estava chorando tanto. Parecendo unir forças suficientes para agir da maneira que agiu. No entanto, fora a última frase, no fim daquela conversa mórbida, que o dera um xeque-mate.

“Não te amo mais, Emmett McCarty”.

Isso o feriu profundamente.

E, acompanhado com a frase “Vá embora”, o fez tomar a decisão de não procurá-la mais. Mesmo que isso lhe doesse. Porque mesmo com o relacionamento deles chegando ao fim, Emmett jamais imaginou que não pudessem ao menos ser amigos. Definitivamente não fora assim que imaginou que seria.

Com a cabeça fervilhando pela a forma com que sua relação com Melinda chegou ao fim, Emmett dirigiu dando voltas sem destino certo, apenas tentando não ficar parado.

Enquanto isso, Maria estacionava em frente à casa de Melinda. Desceu do carro segura de si, atravessou o jardim normalmente, como se tivesse o hábito de está sempre ali.

Ela tocou a campainha, enquanto passava uma das mãos livre nos cabelos negros que estavam soltos. Bufou irritada ao se dar conta de que ninguém estava vindo atendê-la.

Tocou a campainha, mais uma vez, e nada. Isso a estava deixando irritadíssima.

- Infernos! – resmungou dando a volta em torno da casa.

Onde notou a presença de uma porta de vidro fechado. Mas através dela, pode ver Melinda deitada em um dos sofás. Deu uma leve batida na porta para chamar sua atenção, o que fora em vão.

- Não adianta fingir que não está, porque estou te vendo – disse Maria acreditando que Melinda estava fingindo não vê-la.

Foi então que Maria lembrou do que Miranda havia lhe dito.

“Está com problemas de saúde, guardando segredo”.

- Droga! – Maria esbravejou para quem quisesse ouvir. Olhou em volta, em busca de um local por onde pudesse entrar na casa. – Como alguém pode deixar uma pessoa gravemente doente sozinha em casa?! Mas que porcaria.

Voltou para a frente da casa, e do outro lado encontrou uma janela. Por sorte, esta estava aberta. Maria afastou um dos lados para que pudesse entrar por ali. Em seguida, pegou impulso com o corpo para poder subir, então passou as pernas para o lado de dentro.

“Espero que nenhum vizinho chame a polícia achando que sou uma ladra”, pensou.

Ao descer da janela, já do lado de dentro, ajeitou sua roupa enquanto andava até o sofá onde Melinda estava.

- Mel?! – a chamou tocando em seu rosto gentilmente.

Afastou os cabelos que lhe cobria a face, notando assim a palidez exagerada da cunhada.

- Melinda?! – Maria a chamou mais uma vez. Verificou a pulsação, notando que estava fraca. – Mas que porcaria! Eu não sei o que anda acontecendo contigo, garota. Mas não morre, ok? Preciso de algo com cheiro forte para tentar te acordar. Mas onde irei encontrar isso?

Maria falava consigo mesma, enquanto vasculhava a sala e a cozinha em busca de algo que pudesse ser usado.

Mas fora somente em um dos banheiros que encontrou um frasco de álcool.

Sentou ao lado de Melinda, fazendo-a aspirar o odor do líquido em um pano umedecido. Passou também um pouco em ambos os pulsos da jovem descordada com o intuito de ajudá-la a despertar.

- Vamos lá, Melinda acorda. Mas que droga!

Melinda gemeu empurrando a mão de Maria com o pano de seu nariz. Em seguida, ela começou a abrir seus olhos lentamente, parecendo não se lembrar de onde estava.

- Maria... O que faz aqui? Como entrou?

- Vim falar com você sobre uma porcaria de uma foto que está em uma revista de fofocas e na internet. Foto essa que insinua que você e Royce King, supostamente, tem um caso. Daí, eu chego aqui e te encontro desmaiada. – após uma pausa para respirar e se recompor, Maria continuou a se explicar. – Entrei pela janela, que foi o único local que encontrei aberto. E, espero não ser acusada de ladra pelos seus vizinhos por ter feito isso.

Melinda passou a mão na cabeça demonstrando sentir dor.

- Me fala o que você tem?!

- Só dor de cabeça – disse sussurrando.

- Olha só, isso não cola. Não comigo. Você estava desmaiada. Eu sei que está doente e que está fugindo do meu irmão. E, pelo que descobri até agora, isso não é de hoje. Então, desembucha e me diz logo qual é sua doença? E porque Emmett não pode saber?

- Maria, por favor...

- Por favor, digo eu. Não sairei daqui até que me diga o que você tem. Que palhaçada é essa de você e o Royce King juntos em uma foto de revista?

Sentindo-se encurralada, Melinda não teve outra escolha a não ser abrir o jogo.

- Seu irmão e eu terminamos... Ele saiu daqui, não sei há quanto tempo exatamente. Considerando que não sei quanto tempo fiquei desacordada. Ele estava chateado, triste... Vá atrás dele, não o deixe sozinho, por favor.

- Foi por causa de sua foto com o Royce?! Mas que diabos você fazia com aquele traste? Eu sei que aquela foto vai acabar com a imagem do Royce, porque a legenda dizia claramente que ele estava te seduzindo e traindo a noiva. Já que ele vive de aparências, isso não é nada legal para ele. Só não entendo uma coisa; Porque você faria isso? Se, com essa atitude, só o deixa mais próximo de Rosalie?! – após pensar em suas últimas palavras, Maria completa. – Suponho que você já saiba quem ela é depois do último jogo dos Lakers, né?

- Sim eu sei...

- Melinda, eu sei que você é loucamente apaixonada pelo meu irmão e ele também te ama... Tá, pode ser de um jeito estranho, mas ele ama. Tenho certeza de que nesse momento está se sentindo péssimo pela forma como vocês terminaram. Preciso que me diga, por que foi tão cruel com ele?

Melinda suspirou... E derrotada, decidiu contar de vez o que vinha suportando a dias sozinha.

- Maria, eu precisava manchar a imagem do Royce. Precisava que ele se tornasse alvo da mídia para inibi-lo de acusar Rosalie de algo. Também precisava fazer com que Emmett sentisse raiva de mim. Precisava que Emmett soubesse onde encontrar Rosalie, para que não se envolvesse com a mulher errada quando terminássemos. Você sabe a que tipo de mulher estou me referindo, né? Eu o disse coisas terríveis... Somente para que sentisse raiva de mim.

- Mas porque isso? – Maria perguntou após ouvir o relato de Melinda, totalmente confusa. Afinal, ela sabia que Mel era apaixonada por Emmett e aquilo não fazia sentido algum para ela.

- Porque eu não tenho mais muito tempo... – sussurrou com a voz falha.

- Não tem muito tempo?! – Maria ironizou. – Fala sério!

- Eu estou falando sério, Maria. Eu morrerei em pouco tempo – uma lágrima escorreu rapidamente molhando o rosto de Melinda.

- O fato de você estar doente, não quer dizer que você morrerá... Não seja tão dramática! – Maria sorriu, disfarçando o nervosismo.

Melinda fechou os olhos, dessa forma mais lágrimas vieram à tona.

- Não pode ser verdade... – disse Maria em tom totalmente surpreso, assimilando a notícia.

- Maria, eu tenho um aneurisma inoperável, que pode estourara a qualquer momento. Estou com uma bomba relógio na cabeça e você não irá contar isso para o seu irmão. Eu só quero que ele seja feliz. Sabe que, se ele souber, vai sofrer ao meu lado, vai sofrer junto comigo, porque ele nunca seria capaz de me abandonar assim. E quando tudo chegar ao fim, ele se sentirá preso a minha memória. Você entende? Não quero isso para ele. O quero livre de culpas, para seguir em frente e ser feliz ao lado de Rosalie.

- Melinda, você tem noção de que o que está me pedindo é muito grave, não tem?! Guardar um segredo desses é muito sério.

- Sim eu tenho... Mas prometa, por favor!

- Não irei te prometer nada agora. Apenas irei calar até que eu pense sobre tudo o que acaba de me dizer. Por hora, não falarei... Mas, você também precisa pensar no que está fazendo. Aliás, onde está o povo que vive com você nessa casa? Como eles te deixam sozinha estando tão gravemente doente?!

- Está tudo bem, minha tia não deve demorar mais para chegar. Ela foi à igreja, deve estar falando com o reverendo. Não está sendo fácil para nenhuma de nós, Maria. Acredite.

Maria sentou em um dos sofás e abraçou uma almofada, ela não queria deixar Melinda sozinha, mas também sabia que se não se impusesse poderia ser posta para fora.

- Ficarei aqui mais um tempo até que sua tia chegue, — ela decidiu se mostrar prestativa, mas emendou antes que pudesse ser tocada – Depois irei procurar meu irmão. Ele deve estar arrasado por aí, e Emmett quando fica assim, precisa de atenção.

- Tudo bem, só não fale nada para ele. Por favor!

- Não falarei, hoje... Não te garanto se falar amanhã... Ou até mesmo depois de amanhã. Bem, você sabe como funcionam os dias, as semanas, os anos e por aí vai.

Maria apenas decidira analisar toda e qualquer forma de como essa situação pudesse ser esclarecida ao seu irmão. E também, como não poderia abandonar aquela garota que visivelmente estava abrindo mão de viver seus últimos dias de vida de forma feliz, apenas querendo que seu irmão não sofresse junto.

Uma das atitudes mais nobres que Maria já havia visto em toda a sua vida e que não poderia ser ignorada por ela.

Notas finais
Muito obrigada a todas que comentaram no capitulo anterior. Eu fico com *olhinhos brilhando* cada vez que leio um deles, acreditem é muito gratificante a resposta de vocês :)
Agora vamos ao que não me deixa *A CURIOSIDADE*em saber o que vocês acharam do capítulo, então, por favorzinho digam o pensam sim?!
Estou preparando um presentinho uma one shot Rose&Emmett espacialmente para vocês minhas lindas, que estão tão in love por esse casal quanto eu. o/ Quando eu postar aviso aqui :) Ok?!
No vemos nós reviews!
Beijinhos
Bree