Quando o Amor Acontece

52 Capítulo 52 - Fim de Uma Relação


Notas iniciais
Olá meninas!!
Nesse capítulo tem algo que acho que algumas de vocês queriam...

Dois dias depois...

Manhã de domingo.

Alice e Jasper ainda estavam em Los Angeles, já cedo, decidiram fazer o passeio para aproveitar um pouco mais da cidade. Alice ansiava ir há alguns lugares, antes de retornarem a Norristown. Junto deles estava outro casal apaixonado, Bella e Edward.

Emmett se preparava para ir a mais um treino de basquete no Staples Center. Ele pegou o elevador enquanto olhava algo em seu tablet.

Dois andares abaixo da cobertura, Madelayne, sua pequena e graciosa vizinha, entrou no elevador segurando um par de patins.

- Bom dia, Emmett! – Madelayne o cumprimentou, erguendo a cabeça para olhá-lo.

- Bom dia, pequena! E aí, vai patinar um pouco com as amigas? Tenha cuidado para não cair e se machucar, hein?! – sorriu revelando suas covinhas.

Madelayne não resistiu em sorrir em retorno ao comentário.

- Eu já sei andar, Emmett. A babá me ensinou. Mas ela foi embora, a mamãe não gostava dela... – a garota lhe respondeu em meio a comentários, dando a impressão de que sentia saudades daqueles dias em que possuía uma babá.

- Sente saudades dela?

- Um pouco. Ela brincava comigo e me levava para passear. A mamãe não gosta muito de brincar...

- Minha irmã Alice está aqui, você já a viu?

- Aham! Eu a vi com o namorado, todos esses dias. Ela até brincou um pouco comigo lá no play. – comentou animada.

- A baixinha será sempre uma eterna criança! – sorriu lembrando-se da irmã saltitante.

- Emmett?!

- Sim...

- Posso te fazer uma pergunta?!

- Claro que sim! Diz aí, o que está martelando essa cabecinha?

- Onde está á Mel? Faz um tempinho que não os vejo juntos aqui no prédio. Vocês não são mais namorados?

- Somos sim, pequena. É só que a Mel anda muito ocupada nos últimos dias, então não temos nos visto muito.

- Outro dia eu sonhei que a Mel estava doente...

Emmett não respondeu ao comentário da garota. Ele sabia que não havia nada de errado, deveria ser apenas uma preocupação da menina, já que ela gostava muito de Melinda.

O elevador chegou ao térreo. Madelayne saiu ao lado de Emmett, ainda segurando seus patins. Ele guardou o tablet dentro da mochila de mão que levava.

- Tchau, Madelayne. Divirta-se com os patins.

- Tchau Emmett! Bom treino.

***

Alguns minutos depois...

Staples Center.

Após ter passado no vestiário e colocado o uniforme que usava nos treinos de basquete, McCarty seguiu para a quadra.

No centro, próximo a área do garrafão, ele encontrou seus colegas de time mantendo uma rodinha, em meio a uma conversa supostamente secreta. Ao notarem sua presença em quadra, todos tentaram disfarçar.

Desconfiado, Emmett chegou mais perto do círculo recém-desfeito, notando a presença de uma revista na mão de um deles. Ele maneou a cabeça, já imaginando ser o foco da conversa.

Sem aviso prévio, ele arrancou a revista das mãos do colega.

Instantaneamente todos calaram-se e o olhavam temerosos.

Os olhos de Emmett visualizaram com ansiedade a fotografia que seus colegas de time tanto comentavam. Rapidamente, ele a encontrou, e seus olhos também não acreditaram no que viam. Era ela, Melinda, sua namorada, ao lado de Royce King, o homem o qual Emmett mais odiava nos últimos tempos.

As fotografias mostrava-os em um restaurante. Era possível notar uma certa intimidade entre ambos. Aparentemente, seriam um casal. Em uma das fotografias eles brindavam a algo.

- Foi mau cara... – alguém murmurou.

- Aê, Emmett. Ela te deu o troco... – o mesmo que o vira no corredor com Rosalie no United Center insinuou.

- Cale essa boca! – Emmett revidou, alterando o tom da voz.

Com raiva, ele saiu da quadra, levando a revista consigo.

- Cara, que bola fora essa gata deu... – alguém murmurou enquanto Emmett se retirava.

- Olho por olho, dente por dente. – o mesmo engraçadinho continuou ao dar de ombros. – Ele pegou a mulher de Royce King dentro do United Center, aí o cara veio até Los Angeles e pegou a dele. Nada mais justo.

Aquelas palavras foram o que restava para acabar com a paciência de Emmett. Que voltou instantaneamente para revidar.

- Repita isso mais uma vez e quebro sua cara!

- Ok, ninguém irá brigar aqui. Já chega! Somos um time, não brigamos entre nós. – interviu Collins, o mesmo que cuidou de Rosalie e Vera no United Center enquanto Emmett tomava uma ducha.

O técnico Phill acabara de chegar, quando vira Emmett sair furioso.

- McCarty, o treino vai começar...

- Sinto muito, tenho um assunto a resolver! – informou ao mostrar a revista que segurava.

Phill, que já estava inteirado da última notícia, o deixou ir. Não era um bom momento para tentar impedi-lo. Emmett realmente precisava de explicações.

No vestiário, Emmett retirava o uniforme do treino quando seu celular tocou. Ele o retirou de dentro da mochila, sem a mínima vontade de atender. Mas, mesmo assim, o fez após ver quem era no visor.

- Fala Maria, estou com pressa. Seja rápida.

- Ai, nossa que humor. E, oi, maninho! Só estou te ligando para saber se está tudo bem... Se por acaso não tem ninguém doente, essas coisas...

- Sei... E desde quando você é assim? Se ligou para me zoar, me chamar de corno ou algo do gênero, procure outro besta para se divertir...

Emmett finalizou a ligação furioso, deixando Maria boquiaberta do outro lado da linha, sem entender nada.

***

Apartamento de Marcos Miranda, próximo a gravadora.

Maria permaneceu parada, segurando o telefone e parecendo totalmente chocada.

- Mas o quê?! – disse para si mesma. Ainda segurando o telefone, olhou para o namorado, que estava sentado na mesa de jantar usando o notebook. – Ele desligou na minha cara! E veio com um papo muito doido e esquisito! E, ainda por cima, me ofendeu!

- Não ligue, ele deve está chateado com coisas relacionadas ao time...

- Não sei não, viu! Coisas estranhas andam acontecendo. Esse lance aí da Mel fugindo dele e essa possível doença, que ainda não descobri direto, mas eu vou...

- Ih, amor. Acho que seu irmão tinha motivos para ficar bravo, hein? Vem cá ver isso.

Maria largou o telefone no sofá indo até onde Miranda estava. Sentou em uma das pernas dele enquanto olhava a notícia abaixo das fotografias.

- O quê? Como assim? Não, isso não pode ser verdade. Agora sim, tenho certeza de que a Mel está passando por algo muito grave. – ela levantou do colo do namorado e começou a andar de um lado para o outro, mas ainda assim falando nervosamente. – Tenho certeza absoluta de que Melinda forjou isso para afastar o meu irmão dela. Por algum motivo muito louco, ao qual eu irei descobri em breve ou não me chamo Maria.

***

Emmett dirigiu apressadamente até a casa dos tios de Melinda, onde ela vivia. Ele estacionou o carro em frente a casa, levando a revista consigo ao sair.

Estava com raiva, nervoso e talvez com medo de ter sido enganado. Porém, em seu coração, ainda mantinha a esperança de que fosse tudo uma mentira, alguma armação forjada por Royce King, ou até mesmo alguém relacionado a ele.

Emmett tocou a campainha com urgência. O modo como o fez poderia ser dado como falta de educação, mas estava com raiva e não tinha tempo para etiquetas.

- Emmett! – Melinda exclamou em choque ao abrir a porta e vê-lo ali segurando a revista.

- Mel, me diz que isso aqui não é verdade... – entregou a revista a Melinda, que recebeu com as mãos trêmulas. – Se me disser que é mentira acreditarei em você, independente do que os outros estejam falando e do que está escrito aqui.

- Não posso, gatinho...

- Porque não pode, Mel? – Emmett parecia estar decepcionado agora. Esperava que ela desmentisse tudo que estava ali, sem ao menos pensar, mas ela recuou.

Com um nó se formando na garganta, Melinda continuou.

- Royce e eu estamos nos conhecendo... – disse ao por a mão no peito, como se essas palavras perfurasse seu coração de alguma forma.

Emmett maneou a cabeça frustrado.

– Não, Mel. Eu te conheço o suficiente para saber que esse Royce King não é o tipo de homem que te interessa. Eu não sei o que falaram para você ou o que viu nesses últimos dias. Mas, que fique bem claro, que não te trai. Isso não pode ser algum tipo de vingança, não é?! Se está com raiva de mim, por algum motivo ao qual eu sou leigo, porque não quis conversar? Porque não me explica, Mel? Quantas vezes eu te procurei para conversar e você sempre me evitando dando uma desculpa?

Melinda não conseguira mencionar uma só palavra. Apenas demonstrava seu desespero com tantas lágrimas que lhe molhavam a face já um tanto pálida, resultado de sua doença.

- Não posso acreditar no que você está dizendo, Melinda. Muito menos no que essa revista mostra, – disse ao jogar a revista no chão, – Mas eu sei que algo grave está acontecendo. Eu venho notando isso já há alguns dias. Me fala, o que é?!

Melinda soluçava, tentando formular uma frase coerente. Porém nada fazia sentido, a não ser sua dor por mentir para o homem que tanto ama. Ela sabia que seria difícil passar por tudo, só não imaginou que doeria tanto.

- Por favor, Mel, não chore assim... Sabe que me afeta vê-la chorar, agora então mais ainda, porque eu não sei o motivo de tudo isso.

Emmett se aproximou colocando suas mãos levemente, uma em cada lado do rosto de Melinda. Porém, ela afastou-se, antes que fosse tarde demais.

- Eu... Eu... Quero terminar com você. – revelou com tremenda dificuldade, em meio aos soluços.

Extremamente nervoso, Emmett passou as mãos na cabeça, andando de um lado para o outro. Que diabos estaria acontecendo naquela sala?!

- Não era para ser assim... Terminar assim... – disse Emmett procurando o olhar de Melinda, mas ela o evitava o máximo possível. Pois, tinha medo de não resistir.

- Vá embora, Emmett... Por favor, vá embora. Eu preciso ficar sozinha. Vá...

- Mel, para com isso... Se quer tanto que eu vá embora, porque está sofrendo?!

Com a visão embaçada, não só pelas lágrimas, mas também por sua doença que decidira se manifestar, Melinda achou melhor finalizar o quanto antes aquela conversa. Antes que fosse tarde demais.

Preferia vê-lo a odiar do que vê-lo condenado a sofrer com sua doença, ao presenciar a chegada do estado terminal ao seu lado.

- Eu me apaixonei por outra pessoa... Não te amo mais, Emmett... Nosso relacionamento foi um erro... Me arrependo de tudo que vivemos... — “Me perdoa amor. Eu te amo mais do que jamais amei qualquer pessoa que passou em minha vida. Só estou fazendo isso por você, para que seja feliz sem mim”, completou em pensamento com todo seu amor por ele, em meio a um mar de lágrimas sufocante. “Eu espero que algum dia possa me perdoar”.

Falar tamanha blasfêmia machucava exponencialmente o coração de Melinda, que já se encontrava destroçado há vários dias.

- Eu juro Mel, que entenderia se me dissesse que encontrou alguém melhor que eu. Mas, o Royce?! Mel, o que você está fazendo com a sua vida?! Esse cara não presta! Ele vai te machucar de todas as formas possíveis. Eu não posso permitir que caia em uma fria dessas. Não posso permitir que estrague sua vida dessa maneira, mesmo que você diga que me odeia tanto assim.

Melinda apoiou-se em um dos sofás, tentando disfarçar a tontura que a afetava no momento. Emmett foi abraçá-la, mas ela não permitiu o contado físico.

No fundo, ela sabia que cederia, não só por amor, mas também por está chegando em seu limite de forças.

- Vá embora, Emmett... Saí daqui... Eu já falei que não te amo mais... Aproveite sua vida como bem entender, seja com outra ou sozinho. Eu não sei! Mas me deixe em paz para seguir a minha da maneira que eu escolhi.

Extremamente decepcionando, Emmett secou uma lágrima que teimou em vir à tona. Estava se sentindo fracassado, completamente usado por aquela garota a quem ele tanto queria bem. Se perguntava em que momento havia se tornado tão péssimo namorado assim. Ele sabia que não a amava do modo em que amava seu eterno anjo, mas não imaginava que havia estado tanto em falta com Melinda.

- Me desculpe, mas isso não é o que vejo em seus olhos... Se fosse verdade, não estaria chorando assim...

- Emmett, vai embora... Não dificulte mais as coisas...

Com esperança de que fosse mentira, Emmett procurou seu olhar uma última vez e novamente ela o negou.

- Vá... – disse Melinda com dificuldade.

Fechando as mãos em punho, segurando a vontade de abraçá-la e confortá-la para que ela parasse de chorar. Emmett saiu de cabeça baixa, totalmente derrotado pelas palavras soltas ao vento.

- Eu não te amo mais, Emmett McCarty... Entenda isso, eu não te amo.

Fora a última frase que Emmett a ouviu dizer naquela manhã, antes de fechar a porta atrás de si.

Ele entrou no carro, ficando de cabeça baixa sobre o volante por um bom tempo, sem saber o que fazer ou para onde ir. Sem entender exatamente aonde ele havia agido tão errado para que ela se chateasse tanto.

Logo que Emmett saíra porta a fora, Melinda se entregou a sua fraqueza, deixando-se cair sobre o sofá no qual se apoiava minutos antes e entregando-se completamente as lágrimas.

“Eu te amo, Emmett. Você é minha vida, me perdoa por isso. Eu não queria que você sofresse e escolhi a forma que você sofreia menos. Me perdoe”, pensou, enquanto sua cabeça latejava insuportavelmente.

“Seja feliz meu amor...”

Notas finais
Obrigada pelos reviews do capítulo anterior, vocês sempre tão carinhosas.
O que acharam de tudo isso? Da atitude da Mel? De como o Emmett agiu?
Me digam sim?!
Estou muito curiosa para saber a opinião de vocês!
Nos vemos nos reviews
Beijinhos
Bree