Quando o Amor Acontece
24 Capítulo 24 - Telefonema
Notas iniciais
Olá meninas!!
Vamos ver mais um pouquinho da Rose?!
Será que ela vai mesmo ligar para o Emmett?!
Vamos ver mais um pouquinho da Rose?!
Será que ela vai mesmo ligar para o Emmett?!
Rosalie não havia encontrado o único e real motivo de seu retorno a Norristown. No entanto, não sentia-se totalmente triste, nem acreditava que a viagem fora em vão, ao menos agora tinha o novo endereço de Emmett em suas mãos, poderia localizá-lo assim que sentir-se pronta.
- Mãe, estou de volta! – informou ao entrar em casa com ar distraído.- Então meu bem, como foi por lá? Encontrou alguém? – Esme perguntou receosa, pois imaginou que Rosalie voltaria radiando felicidade e não foi exatamente o que vira no momento.- Encontrei a mãe do Emmett, a dona Elisa, e a irmã caçula dele, a Nessie. Ele não vive mais aqui, mãe – sua voz soou um pouco magoada ou talvez fosse apenas o reflexo de sua frustração.- Ah meu amor, sinto muito... Queria te ver feliz com essa viagem e não que ficasse triste.- Mas eu estou feliz, mãe. Ele não vive mais aqui porque realizou seu grande sonho. Sei exatamente onde encontrá-lo mãe, eu sei. Tenho o telefone e o endereço dele, ele está em Los Angeles, está jogando basquete profissionalmente. Ele conseguiu mãe, ele conseguiu! – Rosalie saltitou pela sala feito criança que ganha o brinquedo desejado. – Tudo que preciso agora é discar esse número – ergueu o envelope para que a mãe visse. - Será que ele ainda lembra de mim?- Claro que lembra de você, meu amor. Duvido que alguém que teve a sorte de se tornar seu amigo chegue a te esquecer algum dia. Isso é tão certo quanto o amor de seu pai e o meu por você.- Mãe, eu te amo sabia?!- Eu sei amor, eu sei...“Mas e se ele estiver namorando? Como lidarei com isso? E se não lembrar de mim como alguém especial como lembro dele? E se eu for para ele apenas uma amiga perdida no passado?” – a mente de Rosalie não parava de pensar em determinadas suposições, de alguma forma isso poderia acabar implicando em si um medo desnecessário.“Pare de pensar nisso, Rosalie. Qualquer uma que supostamente estiver com ele, você é superior a ela.” – repreendeu a si mesma mentalmente por não estar sendo segura de si como sempre fora, ou será que fora apenas até conhecer o real significado do amor.Pode-se dizer que o amor que nasceu em seu coração adolescente se desenvolveu já sendo mulher, vindo a abalar suas estruturas.- Mãe, estou indo para meu quarto, preciso pensar um pouco.- Certo filha! Ah, Rose antes que eu esqueça, a Vera ligou, pediu que você ligasse para ela assim que possível. Não é nada relacionado à faculdade, perguntei e ela disse que era só para falar com você mesmo.“Até posso imaginar o que aquela intrometida quer saber” – pensou. - Obrigada mãe! Vou ligar para ela antes que pegue o primeiro voo para cá.Esme sorriu. - Faça isso, meu bem.Rosalie foi para seu antigo quarto. Ao entrar, se jogou na cama como se estivesse muito cansada. No entanto, não tinha nada a ver com cansaço físico, talvez fosse algum tipo de cansaço mental, sua mente não parara de pensar em Emmett um só segundo nas últimas horas.Retirou do envelope o papel que continha o endereço, em seguida retirou a fotografia. Seu coração bateu fora do compasso insistindo em revelar que sentia falta daquele rosto.Suspirou pesado. - Emmett, te amo tanto que chega a me sufocar. Preciso de você ao meu lado, preciso do teu sorriso me incentivando mesmo quando te dou broncas, preciso do seu abraço de urso, pois só com ele sentirei que encontrei meu caminho – falou consigo mesma com os olhos vidrados na fotografia.Estendeu o braço até alcançar a mesinha de cabeceira onde estava o aparelho telefônico sem fio. Assim que o aparelho estava em sua mão, ela pensou. “Esse é o momento de ouvir novamente sua voz.”No momento em que digitou o primeiro número que estava anotado no papel branco, Rosalie foi interrompida pelo toque de seu celular que se encontrara dentro de sua bolsa. O momento tão desejado fora interrompido. Seria isso uma coincidência ou coisa do destino?! Rosalie se assustou deixando cair sobre a cama o telefone que estava em sua mão.- Mas que droga! – resmungou ao pegar o celular. – Vera, Vera, tinha que ser você?! – falou consigo mesma ao ver de quem era à ligação.- Oi Vera!- Rose, sua traíra-mor, nem me disse que iria para essa cidade aí – Vera falou tudo de uma só vez.- Vera... – Rose tentou fazê-la parar.- Poxa Rose, você poderia ter me convidado para ir junto. Já vi tanto essa cidade em suas antigas fotos que estou curiosa para conhecer. E você foi e nem me disse. Que bela amiga que você é.- Vera, será que posso falar?!- Não Rose, eu ainda não terminei. Você foi ver o garoto das fotos, não foi?! Ah, meu Deus! E ele está um gato, não está?! Oh minha nossa, ele deve estar tão lindo! Me diz vai, conta tudo – Vera parecia está desespera pelas novidades na vida de sua amiga.- Vera, o que foi tudo isso?! – Rosalie estava surpresa com todo aquele questionamento. Só não ficou chateada porque, de certa forma, tudo aquilo a fez lembrar da irmã de Emmett, a pequena Alice.
- Você o encontrou? Se beijaram? Você traiu o “Royce King Kong”? Oh meu Deus, diz que sim. Isso seria fantástico!- VERA! Para com isso. Eu não o vi, ele não vive mais aqui.- Ah, não é?! Poxa, isso é muito decepcionante... Já estava começando a imaginar o vestido que usaria no casamento.- Vera, pelo amor de Deus, não fale esse tipo de coisas perto do Royce – Rosalie tinha medo que Royce pudesse vir a prejudicar sua família. Recebendo ameaças constantes, isso não era de se surpreender.- Claro que não, Rose. Nunca faria isso, eu sei o caráter daquele “King Kong”. Mas e aí, como fica a história do garoto das fotos?! Você perdeu a viagem, que pena amiga.- Não exatamente, Vera. Agora sei onde encontrá-lo. - Então o que está esperando? Vai atrás dele já! Seja feliz ao lado dele amiga.- Iria ligar para o apartamento dele exatamente no momento em que você me ligou. Talvez as coisas não sejam tão fáceis assim Vera.- Por quê? Acha que ele tem alguém?- É possível que sim, Vera. E o pior: não sei como lidar com isso.- Você não tem certeza disso, então não desista Rose!- Quero reencontrá-lo mesmo que ele não venha a ficar comigo. O quero de volta em minha vida mesmo que seja como amigo. Seria difícil? Seria, mas prefiro tê-lo por perto a nunca vê-lo.- Isso seria muito difícil, mas não pense assim. Pense que vai dar tudo certo. Desculpa Rose por ter interrompido sua ligação. Vou desligar para que você tente falar com ele. Beijo, me liga, mas me liga mesmo. Tchau!- Tchau sua maluca!Logo que finalizou a ligação, Rosalie largou o celular sobre a cama. Pegou novamente o aparelho telefônico sem fio, logo uma ideia maluca lhe veio em mente. Talvez fosse útil realizar a primeira ligação usando número restrito, afinal não sabia o que lhe aguardava. No entanto, fora exatamente o que fez.Porém, no momento de digitar o número, suas mãos estavam trêmulas o que a fez errar e recomeçar novamente. Enquanto a chamada era realizada, Rosalie podia sentir seu coração quase que explodir em batidas frenéticas. “Seria normal alguém sentir-se assim?” – Essa era a frase que martelava em sua mente. Afinal, jamais sentira algo que se aproximasse do que sentia agora com relação a seu atual namorado Royce King. Tão pouco com qualquer outro romancezinho perdido no tempo do colegial em Chicago.Los AngelesAlice e Melinda acabavam de chegar do shopping. Melinda abriu a porta do apartamento de Emmett deixando a chave sobre a mesa do hall ao entrar.- Mel, eu vou guardar as coisas que comprei antes que o irmão urso volte e as veja – Alice gargalhou ao sair saltitante em direção ao quarto de hóspedes. Certamente, ficaria observando cada peça antes de guardá-las.- Vai lá, fofinha!Melinda ligou a TV da sala de estar, zapeou os canais até encontrar algo que gostasse. Deixou a TV ligada e foi até a cozinha tomar água. De repente, ouviu um barulho de coisas caindo, e o barulho vinha do quarto de Alice.- Alice, está tudo bem aí?! – Melinda estava com a mão na porta da geladeira pronta para abri-la.- Sim Mel, está tudo bem! É que acabei esbarrando em umas coisas sem querer – Alice gritou da porta do quarto.- Se quebrou algo, não fique andando descalça, ou você pode se cortar.- Não quebrou nada não – Alice gritou novamente.Melinda sorriu imaginando os pulos que Alice estaria dando dentro do quarto para sair esbarrando nas coisas.- Ok, mas tenha cuidado Alice!- Pode deixar, cunhadinha fofa.Melinda pegou a garrafinha de água mineral servindo-se em um copo. Nesse exato momento, o telefone começou a tocar. Com o copo d’àgua em sua mão, ela foi atender o telefonema.- Alô! – atendeu após notar que era uma ligação com número restrito. Do outro lado da linha, ninguém respondeu. Pensou então que fosse seu gatinho lindo fazendo algum tipo de brincadeira usando algum telefone do estádio.- Emmett, gatinho lindo, é você?! – Melinda perguntou com toda inocência imaginável.Norristown Do outro lado da linha Rosalie, não conseguia pronunciar uma só palavra. O número estava correto?! Sim estava era mesmo do apartamento dele, porém não fora ele que atendera. Era voz de mulher e ela o chamava de “gatinho lindo”.Por reflexo, Rosalie finalizou a ligação. Sua respiração estava irregular, no entanto, agora já não era mais por culpa do nervosismo, tão pouco por ansiedade. Nesse momento, ela estava sendo arrebatada por uma forte onda de ciúme.Fechou os olhos com força, apertou o aparelho telefônico entre seus dedos. Se fosse algo quebradiço, a teria machucado com toda certeza. Retornou abrir os olhos arremessando o telefone contra a parede exclamando um grito de pura raiva.Estivera tão ansiosa para realizar aquela ligação. E para quê? Para ser surpreendida, ou para confirmar algo que já temia?! Não, não era para nada disso. Ela apenas esperava ouvir a voz grave dele novamente.- Não, não, não! – gritou sendo tomada por um turbilhão de sentimentos, talvez chamados de mesquinhos: raiva, ciúme, muito ciúme e inveja. Inveja por não ser ela a estar ao lado dele no momento em que realizou seus sonhos. Por não ter sido ela quem ele abraçou apertado contra seu peito no momento de sua primeira conquista.A garota afetada pelo ciúme começou a arremessar objetos contra a parede, como se o ato pudesse aliviar a dor e estancar o “sangramento” em seu coração que já estivera antes em pedaços. Ao ouvir os gritos da filha e o barulho de coisas sendo quebradas, Esme praticamente correu até o quarto de Rosalie.Ao abrir a porta, Esme se deparou com Rosalie segurando um frasco de perfume, supostamente o próximo a ir de encontro à parede. O rosto de sua filha estava molhado por lágrimas. Lágrimas as quais ela não sabia o motivo, mas vindo de Rosalie, já podia imaginar que tinha algo a ver com garoto das covinhas encantadoras que marcou exponencialmente seu passado. Esme foi até a filha e lhe pediu o frasco de perfume.- Amor, não faça isso. Entregue para mamãe, por favor, meu bem.Rosalie cedeu ao pedido da mãe lhe entregando o frasco de perfume, o qual Esme devolveu ao local que estava antes. Logo, em seguida, puxou a filha para um abraço reconfortante e acolhedor. Só assim Rosalie pode se desarmar de toda aquela raiva desmedida. Deixou que lágrimas caíssem no ombro de sua mãe. Mais uma vez isso se repetia.- Não fique assim, meu bem. Seja lá o que aconteceu, tenho certeza de que irá se resolver.Los Angeles- Que estranho! – Melinda falou consigo mesma ao pôr o telefone sobre a mesinha.- Quem era Mel? Era o irmão urso ou minha mãe? – Alice perguntou ao sentar ao lado de Melinda no sofá.- Não era nenhum dos dois. Era um número restrito e a pessoa não disse uma só palavra.- Hmm... Isso é mesmo estranho – Alice concordou com cara pensativa.- Sim, muito estranho – Melinda afirmou tão pensativa quanto Alice, se não mais.
Notas finais
Agradecimentos aos comentários do capítulo anterior que fizeram minha Alegria: Karina1825, Luiza_McCarty, Milleney, debora_paula, Relsanli, ArielaFernandes, Nyh_Cah, dani20, mamita e Sophiehale.
Thanks!!
E aí o que acharam do que aconteceu?!
Beijinhos e até breve...
Thanks!!
E aí o que acharam do que aconteceu?!
Beijinhos e até breve...
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