Quando o Amor Acontece

21 Capítulo 21 - Uma Caixinha, uma História


Notas iniciais
Um Agradecimento todo especial para a Karina1825 pela recomendação super fofa que ela fez a fic. Muiiito obrigada eu fiquei super saltitante =)

Vamos ler mais um capítulo?!

Uma hora depois


Melinda abriu os olhos devagar tentando se adaptar a claridade do sol que tentava ultrapassar as cortinas.



- Emmett, gatinho ainda está aqui?!



Adormecera novamente quando Emmett ainda estava no banho, no entanto não notou o momento que ele saíra. Verificou as horas no relógio da mesinha de cabeceira do lado que Emmett dormia, notando por fim que dormiu por mais uma hora.



"Desculpa gatinho lindo, você saiu e nem vi. Que dorminhoca estou me tornando, os fins de semana ao seu lado me deixam preguiçosa." – concluiu seu pensamento ao sair da cama.



De repente, a porta do quarto foi aberta em um átimo por uma Alice assustada usando um roupão de banho amarelo.



- Irmão urso! – gritou ao invadir o quarto fazendo com que Melinda se assustasse.



- Alice! – Melinda exclamou por reflexo ao notar que era a cunhada travessa a invasora matinal. Rapidamente, pegou o hobby de seda que se encontrava sobre a poltrona onde havia deixado na noite passada e o vestiu.



- Uau... Depois me leva na loja onde você comprou esse pijama? Talvez logo, logo eu precise de um desses.



- Alice... – Melinda sussurrou envergonhada. – Mas o que houve? Por que entrou assim sem bater antes?



- Desculpa cunhadinha linda, mas é que preciso do seu namorado, ou seja, meu irmão urso.



- Seu irmão urso, quer dizer o Emmett, meu gatinho lindo, já foi para o jogo faz tempo.



- Aff! Eu queria ir ver o jogo e ele nem me chamou, irmão urso mau, muito mau. E você também não iria para estádio assistir o jogo?!



- Acabei mudando de ideia assim podemos fazer um passeio de garotas o que acha?



- Acho ótimo! – Alice saltitou. – Mas tem um pequeno probleminha – fez carinha de sapeca balançando o pé.



- Qual? – Melinda questionou receosa pela resposta que poderia receber. Porém estava com vontade de rir do jeitinho menina sapeca da cunhada.



- Tem uma perereca no banheiro do meu quarto, por isso precisava do irmão urso. Não quero ter que tomar banho com ela lá dentro. E se ela pular em mim? Ou se for uma perereca macho? Ai meu deusinho, ela me viu tirar a roupa. E se ela estiver com uma micro câmera? Se aparecer fotos minhas na internet usando roupas íntimas... Já sei quem foi e mando a Maria malvada processar a perereca paparazzi – Alice falava tudo mantendo uma expressão pensativa e calculista.



- Alice, Alice... – Melinda sorriu ao chamá-la.



- Você fica rindo porque não é no seu banheiro que a perereca está – Alice fez beicinho fingindo está chateada.



- Desculpa lindinha, mas o jeitinho que você falou foi engraçado e adorável.



- E agora Mel, quem irá tirar ela de lá?!



- Faz o seguinte, tome banho no banheiro do corredor. Feche a porta do outro banheiro para ela não ir para o quarto. Quando seu irmão urso chegar, ele tira ela de lá, certinho?!



- Tudo bem então, não tenho outra escolha, não é?! Desculpa Mel pela invasão, foi mal.



- Tudo bem Alice, esquece isso, já foi mesmo.



Alice se retirou voltando para o quarto de hóspedes, o qual jura que é dela.



Melinda foi ao banheiro fazer sua higiene matinal e tomar uma ducha. Após feito isso, foi ao closet de Emmett, onde metade continha algumas coisas suas. Ainda usando o roupão de banho escolheu o vestido que usaria, porém a sapatilha que pretendia usar não a encontrou em suas coisas.



"Onde será que as deixei?" – pensou analisando mentalmente o possível local onde estaria seu par de sapatilhas que ficariam perfeitos com vestido.



"Será que as deixei junto com os sapatos do meu gatinho lindo?"



Então decidiu verificar nas divisórias que se encontrava os sapatos e tênis de Emmett.



Em meio a sua busca pelo par de sapatilhas, na parte mais alta das divisórias, Melinda notou a presença de uma pequena caixa semelhante a um baú. Muito bonitinha, por sinal. Isso mexeu com sua imaginação.



Como estava fechada com chave, pensou que pudesse ser um presente de Emmett para ela. Por uma infeliz coincidência, Emmett havia deixado à chave embaixo da caixinha.



Melinda pegou a chave, desceu da escadinha de quatro degraus que fora feita exatamente para acesso as partes mais altas do closet.



"Que caixinha mais fofa, gatinho. Desculpa, não irei resistir até que me entregue para saber o que é. O que será que pode ser?!"



Melinda estava ansiosa por conhecer o conteúdo da caixinha. Acreditava que fosse algo para si, talvez Emmett seu gatinho lindo pudesse estar querendo lhe fazer uma surpresa. Então, seu desejo por descobrir o que era fora maior que seu senso de espera.

Sentou-se em um banquinho acolchoado que havia dentro do closet, então suas mãos ansiosas abriram a caixinha. Seus olhos felizes logo focaram as fotografias onde ela notou a presença de uma garotinha de cabelos longos e loiros. Pegou algumas fotografias e foi passando uma a uma, e em todas pode notar que estava a mesma garota loira.



Sorriu consigo mesma ao notar a expressão de felicidade de Emmett, nas fotos antigas. Isso a fez sentir-se bem, pois sabia que Emmett fora feliz em um passado em que eles não se conheciam. No entanto, não pode deixar de sentir uma pontada de ciúme pela constante presença da garota loira ao lado dele.



Notou também que haviam várias cartas enviadas de Chicago a Norritown, todas endereçadas a Emmett McCarty. Eram cartas antigas, talvez da mesma época das fotografias, pensou. E fora ali lendo o remetente das cartas que Melinda reconheceu o nome que havia tirado seu sono na noite passada.



Estava escrito Rosalie L. H. Cullen, entre parênteses, Rose. Em uma caligrafia bonita.



"Não, outra vez não" – pensou ao lembrar do nome que ouvira seu gatinho lindo pronunciar durante seu sono inquietante da noite passada.



"Será ela a tal Rose?! Mas quem é ela em sua vida, meu amor?! Não consigo parar de pensar qual a importância dessa Rose em sua vida."



Seus olhos se encheram de lágrimas, lágrimas essas que vinham do mesmo sentimento que a dominou na noite passada, o medo e o sabor da insegurança.



Ponderou se seria atrevimento demais ler algumas das cartas apenas para saber mais sobre a tal Rose. As cartas estavam todas abertas, com certeza que sim. No entanto, ainda assim não teve a ousadia de lê-las.



Segurou o saquinho de veludo preto que continha o medalhão de Rosalie. Seus olhos focaram as cartas novamente.



"Talvez não fosse tão feio e invasor ler apenas uma delas" – pensava analisando o saquinho de veludo que estava em uma de suas mãos e na outra uma carta. Abriu o saquinho e ali viu um lindo medalhão, supostamente uma joia de família.



Era da tal Rose e não fora necessário ler o nome que estava escrito dentro. Fora preciso apenas ligar uma coisa a outra.



- Mel! Cadê você?! – Alice gritou ao entrar no quarto.



Melinda se assustou deixando cair de suas mãos o medalhão. Rapidamente o pegou e guardou onde estava antes.



- Estou indo! – respondeu um pouco ofegante. Se atrapalhou um pouco ao fechar a caixinha devido ao nervosismo momentâneo. Rapidamente, subiu a escadinha devolvendo a caixinha ao seu devido lugar. Retirou de lá suas sapatilhas, mas as deixou cair ao pisar no chão novamente, sentindo os mesmos sintomas que sentira na noite passada. A tontura, a fraqueza nas pernas, só que dessa vez acompanhada por uma forte pontada na cabeça.



Melinda fechou os olhos com força levando a mão à cabeça um pouco a cima da nuca. Com a outra mão se apoiou em uma das divisórias do closet para não ir de encontro ao chão.



- Mel, o que houve? – o sorriso sapeca que estava nos lábios de Alice rapidamente se foi ao ver a cunhada passando mal.



Alice correu até Melinda e rapidamente a ajudou a sentar no banquinho acolchoado novamente.



- Mel, o que está sentindo?! – Alice ficou aflita, pois ela bem sabia o quanto o irmão se preocupava com o bem estar e a segurança de Melinda. Era extremamente cauteloso e prestativo com ela.



- Não foi nada demais fofinha, apenas um leve mal estar, mas já passou, fique tranquila.



- Não parece que foi apenas isso. Você precisa ir ao hospital.



- Não precisa ser agora Alice, posso ir amanhã antes de ir trabalhar.



- Mel, se você não for, eu ligo para o Emmett. Daí ele mesmo te leva.



- Não, você não pode fazer isso Alice. Ele está no meio de um jogo e largaria tudo para vir aqui. Você não quer prejudicar seu irmão não é mesmo?!



Melinda teve que apelar, pois era exatamente isso que Emmett faria.



- Não, claro que não quero fazer isso com ele – Alice confirmou tristinha. – Então irei chamar um táxi enquanto você se veste e te acompanho ao hospital.



- Está bem Alice, só não ligue para o seu irmão, por favor.



- Está bem, não ligarei.



E assim Alice desistiu da ideia de ligar para o irmão. Nunca, jamais em hipótese alguma, ela ousaria prejudicar o seu querido irmão urso.




Notas finais
Agradecimentos aos comentários do capítulo anterior: Milleney, Karina1825, Sophiehale, Relsanli, Luiza_McCarty, BiaBart, Nyh_Cah, mamita e Lannafofys. Obrigada por me incentivar a continuar postando...

E ai o que acharam... Comentem me faça feliz!!!

Beijinhos e até breve =)