Quando o Amor Acontece

20 Capítulo 20 - De Volta a Norristown


Notas iniciais
O agradecimento especial de hoje é para Milleney pela recomendação super fofa que ela fez a fic, fiquei tão feliz, nem acreditei quando vi que tinha mais uma. Obrigada Milleney ameii muito.

Nesse capítulo vamos ver o comecinho da chegada de Rose a Norristown depois de tanto tempo...

Após a notícia de que voltaria ao subúrbio da Filadélfia, Rosalie não conseguiu pregar o olho a noite inteira tamanha sua ansiedade. Em seu peito sentia um vazio que só crescia a cada minuto que se passava. Certamente, isso estava relacionado à sua ansiedade ou talvez fosse uma leve pontada de medo. Medo do que poderia encontrar por lá.

A noite fora longa e sua mente só tinha lugar para uma pessoa, e essa pessoa era nada mais que Emmett McCarty, o garoto das covinhas encantadoras por quem seu coração se entregou por completo. O garoto que a fez superar seu medo de altura, a fez descobrir um novo significado para a palavra amor, o quão maravilhoso e mágico seria vê-lo novamente.

Por outro lado pensava, e se ele estivesse casado e a esquecido? Será que saberia lidar com isso?! Será que saberia lidar com algum tipo de rejeição vinda da parte dele?! Esse tipo de pensamento a assustava.

Às seis da manhã, Rosalie pulou da cama já não aguentando estar ali. Decidiu então se preparar para o vôo que pegaria às sete e quinze.

Às seis e vinte, Esme foi ao quarto da filha verificar se já estava acordada. Entretanto, seu coração de mãe lhe dizia que havia grandes chances de que sua filha tivesse passado a noite em claro.



Abriu a porta do quarto devagar e ao olhar para a cama notou que Rosalie já não dormia mais.

- Filha!

- Oi mãe, bom dia! – Rosalie respondeu ao sair do closet, completamente pronta para a viagem.



- Já está pronta, querida?! Achei que talvez estivesse dormindo, mas ao ver sua cama vazia, pensei que estivesse no banho.

- Na verdade mãe, eu não conseguir dormir nada.



- Como imaginei – Esme confirmou com segurança o que seu coração indicava.

- Imaginou?!

- Sim querida, eu sei que essa viagem foi esperada por muito tempo, é natural que fique assim – fez um leve carinho com sua mão no rosto da filha. – Bem querida, vou terminar de me arrumar e já desço com a mala.

- E o papai já chegou do plantão?



- Sim querida, já faz uns trinta minutos que chegou. Agora ele está dormindo um pouco, logo tem que ir novamente. Acabei de ligar para o táxi, já deve estar a caminho.

Assim que sua mãe voltou para o quarto, Rosalie desceu as escadas com sua mala e a bagagem de mão. Assim como a mãe pediu, ela não pegou muita coisa, foi apenas uma mala, porém uma grande.

Esme desceu acompanhada pelo marido.

- Pai, não estava dormindo?!

- Achou mesmo que deixaria você e sua mãe viajarem sem que me despedisse?! Não reconhece mais o seu pai, querida?!

- Ah pai, isso não vale – respondeu indo abraçá-lo.

- Boa sorte, filha!



- Obrigada pai – Rosalie não havia entendido exatamente o porquê do "Boa Sorte", no entanto, no fundo, sabia que estava relacionado a Emmett. E que aquela simples frase parecia estar acompanhada por várias outras frases de compreensão.



Do lado de fora da casa, ao entrar no táxi que já esperava, Rosalie observou o pai se despedir da mãe e falar algo o qual ela não pode ouvir. Tão logo seus pensamentos se dirigiram a Emmett.



"Será que em um futuro não tão distante estaremos juntos e felizes?" – pensou.



*****


Horas depois já em Norristown.


Mais uma vez pegaram um táxi que as levasse até a casa onde Rosalie viveu na época em que conheceu o garoto dos seus sonhos, aquele que veio a se tornar o grande amor de sua vida.

Assim que o táxi entrou na rua a qual ela tanto andou e correu ao lado de Emmett, sentiu seu coração gelar dentro do peito. Estar de volta era como estar sonhando, porém acordada.

Por reflexo, segurou a mão de sua mãe, em uma tentativa de se sentir forte. Suas mãos estavam gélidas.

Esme a olhou com carinho e compreensão.



– Tudo bem, querida?!



O táxi parou em frente a grande casa, a qual a pequena Alice se deslumbrava dizendo que era a mais linda da rua.

Esme saiu do carro acompanhada pelo motorista que a ajudou retirar as malas. Rosalie, porém, permaneceu estática dentro do carro. Seus olhos estavam fixos na casa, seu peito palpitava de maneira extraordinária, suas mãos gélidas suavam frio, seus olhos cintilavam com um cristal de lágrimas prestes a vir à tona.

- Rose amor, vem – Esme abriu a porta do lado em que Rosalie estava e lhe estendeu a mão. Rosalie estendeu sua mão para a mãe e foi recebida com um caloroso sorriso materno.

Logo que seus pés tocaram o solo daquela rua, às lágrimas percorreram sua face. A garota que já fora tão marrenta se mostrava ultimamente tão sensível.

- Se incomoda de me ajudar com as malas?! – Esme perguntou ao taxista, vendo que a filha não estava preparada.

- Claro que não me incomodo senhora – prontamente o jovem taxista levou as malas até a porta da casa.

Esme abriu a porta, o taxista deixou as malas no hall. Esme segurava a mão da filha como se ela fosse uma criança assustada.

A casa estava impecável. Dias antes Esme havia comunicado ao casal que cuida da casa que possivelmente estaria em Norristown dentro de alguns dias.

Entregou uma gorjeta ao taxista pela ajuda com as malas. Quando ele se foi, fechou a porta.

A mente de Rosalie estava um turbilhão de lembranças. Seu olhar estava distante, suas bochechas molhadas por lágrimas, porém não eram de tristeza e sim de felicidade confundida com nostalgia.

- Amor, olha para mamãe – Esme pediu segurando o rosto da filha entre suas mãos. – Estou preocupada com você, meu bem. Não esperava que fosse reagir dessa maneira.

- Estou bem e feliz de estar aqui, mãe estou um pouco confusa, as lembranças "vivas" estão me sufocando.

- Fique tranquila, filha – Esme abraçou a filha com carinho. – Logo passa não se preocupe está bem?!

- Obrigada mãe!

- Não por isso filha. Sente-se melhor agora?!

- Sim...

- Acha que pode levar suas coisas para seu quarto?

- Sim mãe, eu posso.

- Certo, querida. Irei fazer algumas ligações e a primeira será para seu pai – sorriu carinhosamente para a filha.

- Certo... – Rosalie sorriu fracamente retribuindo o sorriso. Pegou sua mala subiu as escadas indo em direção ao seu antigo quarto. O mesmo que a pequena Alice visitou pela primeira vez no dia em que ganhou as bonecas tão desejadas.

Ao abrir a porta suspirou feliz por estar de volta, mesmo que anos depois e que talvez o garoto das covinhas encantadoras já não fosse mais o mesmo.

Quando seus olhos se dirigiram a janela, não pode conter a lembrança do dia em que fugiu de casa usando a corda feita de lençóis.

"Faria tudo outra vez se preciso" – pensou. Um leve sorriso se formou em seus lábios.

Deixou a mala ao lado da cama e a bagagem de mão e bolsa sobre a mesma. Andou por todo o quarto observando como tudo ainda estava igual, exceto por alguns objetos e as fotografias que ela levou todas consigo no dia que teve que se afastar do seu primeiro amor. O dia que ficou marcado de uma forma persistente e inesquecível como o mais doloroso em sua vida.

*****


Los Angeles


Enquanto Rosalie estava à caminho de Norristown, sem saber que Emmett estava em Los Angeles, ele seguia com sua vida normalmente.



Seu time, os Lakers, teria um jogo no Staples Center contra os Blazers às dez da manhã. Estava feliz pelo jogo ser local isso lhe deu a chance de um fim de semana inteiro com a namorada.

Emmett acordou olhou no relógio da mesinha de cabeceira que marcava 8:45 am. Melinda estava deitada de bruços e o braço de Emmett estava sobre sua cintura. Afastou-se devagar para não acordá-la sentou na cama usando apenas uma cueca boxer vermelha da Calvin Klein.



Todo cuidado para mantê-la dormindo foi em vão, ao senti-lo se afastar, Melinda abriu os olhos. Pensou no que aconteceu durante a madrugada, porém não conseguiu manter nenhum tipo de sentimento de raiva com relação a ele, antes teria que ter certeza. Seu amor por Emmett era, sem dúvida, maior que a insegurança que havia se instalado.

- Ah gatinho, já está de saída?! – murmurou ainda sonolenta.

Emmett sorriu virando-se para olhá-la. Estava completamente alheio ao que aconteceu durante a madrugada. Encostou seus lábios nas costas de Melinda beijando toda extensão de sua pele que estava exposta pelo decote de seu pijama de seda. Traçou um caminho de beijos até a nuca dela onde afastou os cabelos depositando um beijo demorado. Melinda sorriu entre o travesseiro.

- Por mim, ficaria aqui o dia inteiro com você. Mas tenho que ir para o jogo e a baixinha daqui a pouco está toda saltitante pelo apartamento.

- Eu sei gatinho – disse ao virar ficando de frente para Emmett que apoiava seu peso nos cotovelos.

- Você é tão linda e delicada quanto a mais rara orquídea. Tenho medo de te machucar e não estou me referindo só fisicamente – disse ao acariciar- lhe o rosto.

- Bobinho, você é meu gatinho lindo e perfeito.

Emmett cobriu de beijos todo rosto de Melinda.



– Eu te amo minha lindinha. Agora tenho mesmo que ir tomar um banho e ir para o jogo. Dorme mais um pouquinho e quando a baixinha acordar, vocês podem sair juntas para algum passeio de garotas.

- Agora é serio, tenho que ir – falou ao puxar o edredom cobrindo Melinda, que, por sinal, já usava o cobertor. – Para que não sinta minha falta, assim você continuará quentinha.

- Para, seu bobinho – sorriu. – Não vai ser um edredom que vai preencher a falta que você faz. Agora vai tomar seu banho se não vai chegar atrasado e não quero que o técnico seja rude contigo, gatinho.

- Ok, seu desejo é uma ordem, madame – brincou. Saiu da cama indo para o banheiro deixando a porta entreaberta. Da cama Melinda pode ouvir o som do chuveiro ligado onde ela pode imaginar cada gota de água que escorria pelo lindo corpo de seu namorado.

E foi pensando em Emmett que Melinda caiu no sono novamente. Porém não o ouviu sair do chuveiro.

Emmett saiu do banheiro se vestiu enquanto observava Melinda dormir, um sono tranquilo, agora usando o travesseiro de Emmett.

Pegou o celular em cima da mesinha de cabeceira em seguida se inclinou um pouco para poder alcançar os lábios de Melinda depositando um leve beijo.

"Nos vemos mais tarde, lindinha" – foi o que ele pensou ao sair do quarto fechando a porta atrás de si.




Notas finais
Agradecimentos aos comentários do capítulo anterior: Lannafofys, Luiza_MacCarty, Milleney, Karina1825, mamita, Relsanli e Sophiehale. Obrigada!!!

Meninas eu estou muito feliz, falta apenas uma recomendação para que eu realize um sonho =) vocês são incríveis!!

Dependendo dos comentários posto outro no fim de semana!
Beijinhos