Quando o Amor Acontece

18 Capítulo 18 - Boa Notícia e um pouco de Fragilida


Notas iniciais
Bem, como a quantidade de reviews foi ótima, estou postando mais um hoje.
Teremos um pouco mais da vida da Rose...
O nome original do capítulo é: Uma Boa Notícia em Meio a um Pouco de Fragilidade.
Mas não coube tudo...

Chicago



Royce parou seu carro em frente à casa dos Cullens logo que voltaram do jogo. Rosalie fez menção de sair sem nenhum gesto de despedida, o que ela mais queria no momento era se afastar daquele ser desprezível. Porém Royce a segurou pelo braço.



– Não vai sair desse carro sem um beijo de despedida. Já estou sendo muito bonzinho em te deixar voltar para casa hoje – seu tom de voz soava ameaçador.



Segurou o queixo de Rasalie com força forçando-a a beijá-lo. Ela permitiu que ele a beijasse, mas para ela era como se estivesse beijando um cubo de gelo. Seus olhos estavam abertos e transbordavam raiva. Royce deixou a boca e rumou para o pescoço, no entanto Rosalie continuou indiferente ao que ele fazia.



Notando a indiferença, Royce parou e a encarou com raiva.



– Tão fria quanto um iceberg, a princesa do gelo – Royce ironizou ao soltá-la.



"Porco" – pensou ao sair do carro. Rosalie passou a mão na boca como se estivesse com nojo.



– Boa noite meu amor, sonhe comigo – Royce conseguia ser irônico de uma forma que a deixava com muita raiva.



Rosalie entrou em sua casa sem ao menos olhar para trás. Seu pai estava em casa descansando para o plantão da madrugada no Northewestern Memorial Hospital – Chicago.



Carlisle e Esme estavam sentados no sofá da sala vendo um programa na TV. Esme estava com a cabeça apoiada no ombro do marido.



– Oi filha! – Carlisle cumprimentou quando Rosalie passou rápido em direção as escadas. Não queria que os pais a visse daquele jeito. Estava com raiva, seus braços tinham marcas de agressão e seu humor estava ácido para manter uma conversa civilizada.



– Filha, aconteceu algo? – Carlisle perguntou preocupado virando para olhar a filha que já estava no inicio da escadaria.



– Amor, quer conversar? – dessa vez foi sua mãe completamente preocupada.



Rosalie que já estava na metade da escada parou sem se virar para olhá-los, fechou os olhos com força, respirou fundo tornado a abri-los em seguida.



– Não, mãe estou bem – tentou uma desculpa, mas estava na cara que não era verdade. Continuou subindo as escadas.



Ao entrar em seu quarto, fechou a porta com chave. Ligou o aparelho de som, logo depois foi para o banheiro. Retirou a roupa jogando no chão. Entrou embaixo do chuveiro deixando a água molhar seus cabelos e escorrer por seu rosto se confundindo com suas lágrimas.



Nesse momento, a garota marrenta não tinha espaço ali, seu coração e sua mente estavam em tormenta. Rosalie estava chorando, estava frágil. A música que ecoava em som ambiente em seu quarto era apenas uma camuflagem disfarçando seu choro.



Com a esponja de banho, esfregava cada parte de seu corpo que fora tocada por Royce como se estivesse com muito nojo. Demorou mais do que realmente era necessário embaixo do chuveiro.



Já sem lágrimas para serem derramadas no momento, saiu do banheiro enrolada em uma toalha de banho, entrou no closet onde vestiu um pijama confortável. Retornou ao banheiro onde pendurou a toalha. Penteou os cabelos molhados, estava sem ânimo para usar o secador.



Pulou em sua cama abraçando o urso Emmett. Permaneceu abraçada ao urso que era uma das recordações do garoto da Filadélfia que ela matinha extremo carinho. Até que sua mãe bateu na porta levemente.



Rosalie saiu da cama devagar ainda agarrada ao urso, desligou o aparelho de som, destrancou apenas a fechadura voltando para a cama em seguida.



Esme abriu a porta devagar.



Ao abrir a porta, observou a filha deitada na cama agarrada ao urso Emmett, tal como uma criança amedrontada que se agarra ao seu bichinho de pelúcia em uma noite de trovoada.



Esme sentou-se na cama ao lado da filha afagando-lhe os belos e longos cabelos loiros que estavam molhados.



Carlisle apareceu na porta do quarto permanecendo recostado no batente apenas observando como mãe e filha interagiam.



– Amor, a mamãe tem uma surpresa para você – Esme pronunciou baixinho, a melodia de sua voz soava como calmante naquele momento.



Rosalie estava com os olhos abertos, porém seu olhar estava vago.



– Filha, depois que você saiu, liguei para seu pai e decidimos que iremos a Norristown amanhã.



Rapidamente os olhos da filha se encontraram com os da mãe. Foi impressionante como um simples nome de uma cidade fez o vazio que afogava seus olhos dar lugar a um brilho diferente.



– Seremos apenas nós duas, já que seu pai não poderá se ausentar de Chicago nos últimos dias. Mas amor, serão apenas dois dias, não podemos esquecer de sua faculdade e do meu trabalho.



Rosalie sentiu seu coração bater em um compasso frenético. A esperança de poder ver o garoto das covinhas encantadoras novamente fazia seu coração bater fora de ritmo.



– Já liguei para o aeroporto e fiz as reservas. Iremos amanhã bem cedo, assim aproveitaremos o dia inteiro por lá.



Rosalie sentou-se na cama ainda segurando o urso. Abraçou sua mãe com força em um abraço extremamente caloroso e necessitado. Permitiu que as lágrimas caíssem percorrendo sua face chegando ao ombro de sua mãe, as lágrimas não vieram sozinhas, estavam acompanhadas por soluços incessantes, revelando que por trás da garota marrenta de atitudes intensas e segura de si existia uma garota magoada e sensível.



Carlisle observava da porta aquele momento mãe e filha, sem nada a dizer. Primeiro Rosalie tinha que se sentir confortável nos braços da mãe, só aí ele entraria na conversa.



Rosalie disse certa vez aos treze anos no dia em que saiu da pequena Norristown que jamais poderia ser feliz novamente, porque metade de seu coração estava ficando para trás.



Me atrevo a dizer que ela não mentiu com relação a isso. Passou todos esses anos com uma nuvem de desesperança a seguindo onde fosse. Ela tentou ser feliz, ah isso é verdade, mas como ser feliz quando se falta a peça chave em sua vida?!



– Amor, você não pode dormir com os cabelos molhados. Não quer que a mamãe seque para você?!



– Quero sim – respondeu ao sair do abraço, porém estava tão bom recebendo carinho que gostaria de ficar um pouco mais assim.



Esme secou as lágrimas da filha com suas mãos, logo depois depositou um beijo na testa com muito carinho.



Saiu da cama onde estava ao lado da filha, indo para o closet pegar o secador. Ao passar próximo à porta, sussurrou para seu marido.



– Ela vai ficar bem...



Assim que Esme entrou no closet, Carlisle foi até a filha que estava sentada na cama com o urso em seu colo.



Se inclinou um pouco para beijar a testa da filha de uma maneira tão terna que lembrava o beijo de um anjo. Rosalie fechou os olhos sentindo o amor transmitido por seu pai.



– Acho que ficarei com ciúmes, só a sua mãe e o ursinho que ganham abraços por aqui?! – seu tom de voz estava brincalhão.



– Ah pai... – Rosalie ajoelhou-se na cama e o abraçou.



Assim como Esme, Carlisle também havia notado o hematoma no braço da filha, no entanto preferiu não tocar no assunto. Hoje, Rosalie estava frágil, precisava de carinho e dengo, não de perguntas.



Esme saiu do closet com o secador de cabelos em mãos, sorriu consigo mesma ao presenciar a momento de carinho entre pai e filha.



– Ok, agora deixa a mamãe secar seus cabelos.



– Então irei deixar as duas à vontade. Vou para o escritório arrumar uns papéis na minha pasta para levar para o hospital.



– Tudo bem, querido – Esme depositou um beijinho nos lábios do marido. Rosalie fechou os olhos com a mão, como se dissesse "Oh, na minha frente não" em um ato de descontração.



Carlisle saiu do quarto com um leve sorriso nos lábios. Deixando apenas mãe e filha em um momento só delas.



– Vem Rose, senta aqui – Esme a chamou para sentar na cadeira da penteadeira.



Rosalie saiu da cama descalça.



– Ai mãe, estou me sentindo com cinco anos de idade – disse ao sentar na cadeira.



– Não comece a reclamar, seja boazinha com a mamãe – ambas sorriram.



Esme ligou o secador começando a secar os cabelos da filha. A escova de cabelos deslizava entre os fios longos e dourados delicadamente. Alguns minutos depois, os cabelos de Rosalie estavam completamente secos e brilhantes como fios de ouro.



– Pronto meu bem, agora você pode ir dormir.



– Claro que não, mãe. Se iremos amanhã cedo preciso fazer minhas malas.



– Tudo bem meu amor, só não exagere porque voltamos na segunda à noite. Serão apenas dois dias e uma noite.



– Obrigada mãe! – agradeceu após um beijo estalado na bochecha da mãe.



Como em um passe de mágica Rosalie havia mudado de humor. Saltitou feliz até o closet a fim de arrumar suas malas. Esme sorriu ao vê-la feliz como há dias não a via.



Inacreditavelmente, a simples notícia de retornar ao subúrbio da Filadélfia fez o brilho perdido já há algum tempo retornar aos lindos olhos castanhos da jovem apaixonada. Fora como se ganhasse o presente tão sonhado.







Notas finais
Agradecimentos aos comentários do capítulo anterior: Karina1825, mamita, Sophiehale, Relsanli, Lannafofys, Nyh_Cah, Milleney, BarbVolture, Luiza_McCarty e Fer_black. Muito obrigada a todas pela dedicação.
Gente estou ficando com medo de ler alguns comentários... Então vamos esclarecer alguns pontos:
1- A fic já tem escritos mais de 30 capítulos, não posso mudar se não teria que reescrevê-la. Espero que entendam...
2- Eles não irão se reencontrar antes de alguns acontecimentos... Senão seria uma one.
3- O capítulo do reencontro ainda não foi escrito, MAS, já tenho um rascunho no caderno. Quem tiver paciência para esperar com certeza vai gostar.
4- A Mel o chama de gatinho apenas como uma forma carinhosa, já que ursinho é a Rose. Sinto muito se isso tem incomodado algumas pessoas, juro que não era minha intenção.
5- Para minhas leitoras fofas que ainda gostam da fic, sempre serão bem vindas. Responderei todos os reviews com carinho, sempre. Pra quem não gosta peço desculpas por não conseguir agradar a todos, faz parte.
beijinhos