Quando o Amor Acontece

17 Capítulo 17 - Namorando o Cara Errado


Notas iniciais
Um agradecimento todo especial para Fer_black pela fofíssima recomendação que ela fez a fic. Depois de um tempo sem vir aqui, foi muito bom voltar e ler uma nova recomendação. Super obrigadinhaa!!! =)

Nesse capítulo veremos um pouco da vida da Rose...

Chicago


Sábado – 17: 45 pm.


Rosalie finalizava sua maquiagem em frente ao grande espelho de sua penteadeira. Por um momento, se permitiu "viajar" nas lembranças do dia em que Emmett foi a sua casa pela primeira vez.



De como jogaram basquete com uma sexta improvisada na entrada da garagem e de como sorriam juntos, até mesmo quando ela implicava com algo que ele fazia ou dizia.



- Rose, filha! – Esme deu uma leve batida na porta do quarto ao chamá-la.



- Pode entrar mãe, está aberta – tão logo voltou à realidade o sorriso que estava em seus lábios se perdeu.



Esme entrou assim que a filha disse que a porta estava aberta. Rosalie virou-se para olhá-la.



- Querida, o Royce chegou, está na sala te esperando.



- Obrigada, mãe! Já estou indo.



Esme já havia se habituado com todas as recordações que a filha mantinha em seu quarto. Afinal, fora sempre assim desde sua adolescência.



Apenas evitava tocar no assunto, porque como mãe afetuosa e dedicada que era ela sabia que falar sobre o garoto do subúrbio da Filadélfia, Emmett, machucava o coração de sua filha.



Mesmo que Rosalie nunca tenha lhe contado nada com relação a seu amor por Emmett, Esme tinha sua teoria convicta.



- Vai acompanhá-lo a mais um jogo?! – o que era para ser uma pergunta, soou mais como uma afirmação.



- Sim – confirmou ao enlaçar seu braço no da mãe ao sair do quarto.



- Você está linda, querida!



- Obrigada, mamãe.



Rosalie desceu as escadas em uma conversa descontraída com sua mãe. Um belo sorriso se fazia presente em seus lábios, mas bastou seu olhar encontrar o de Royce para que o sorriso se escondesse tal como o sol se escondendo atrás de uma nuvem.



Esme já havia notado o quanto sua filha era infeliz com aquele namoro. Porém, Rosalie se negava a confirmar o fato que já estava mais que evidente.



Royce, que estava sentado no sofá, levantou-se e foi cumprimentá-la com um beijo nos lábios, mas acabou beijando-a na bochecha, porque Rosalie desviou rapidamente o rosto.



Royce, no entanto, odiou aquela atitude vinda de sua namorada. Forçou um sorriso falso para a sogra disfarçando sua raiva.



- Vamos! – disse ao segurar a mão de Rosalie.



- Tchau mãe, até mais tarde.



- Até logo! – foi tudo que Royce disse antes de sair segurando Rosalie pela mão.



Talvez Vera, a amiga de Rosalie, estivesse correta em chamá-lo de "Royce King Kong", afinal, muitas vezes, ele fazia jus ao nome.



Rosalie foi a primeira a entrar no carro. Royce entrou logo depois batendo a porta com força desnecessária.



- O que foi agora?! – Rosalie questionou sem olhá-lo.



- Achou pouco o fato de me fazer papel de ridículo na presença de sua mãe?! – respondeu ligando o carro.



- Ah, dá um tempo! – respondeu ainda sem olhá-lo.



Royce acelerou cantando pneus pelas ruas de Chicago.



- Olha, se está pensando em se matar, por favor, me deixe fora disso.



Royce simplesmente a ignorou. Continuou na mesma velocidade.



Ao chegarem ao estádio United Center, onde haveria o jogo de hoje, entre Chicago Bulls, time cujo Royce é técnico, contra os Blazers time adversário. Saíram do carro no estacionamento, Royce segurava a mão de Rosalie com força enquanto andavam entre as pessoas que faziam parte da equipe Bulls.



Seguiram até a área vip reservada aos diretores da liga. Rosalie sentou-se sem nada a mencionar.



- Volto depois, tenho que falar com o time na concentração antes do jogo.



- Tudo bem – respondeu achando aquilo um alívio.



Assim que Royce saiu, Rosalie relaxou um pouco permitindo-se olhar em volta. Não estava ali porque era obrigada, mas o fato de estar ali com Royce não a agradava em nada.



O único motivo que a fazia acompanhá-lo a alguns jogos não se devia somente ao fato de gostar do esporte, tão pouco de ver como Royce ficava cada vez que seu time perdia uma cesta, quem dirá uma partida.



O que a fazia estar ali, não somente hoje ao lado daquele homem desagradável, era a esperança de um dia encontrar o garoto da Filadélfia. O garoto que tinha o sonho de ser um talentoso jogador de basquete.



Ela não tinha certeza se ele havia conseguido realizar seu tão desejado sonho. Contudo, desejava com todas as forças que ele tivesse conseguido, mesmo não estando ao seu lado para compartilhar essa alegria.



A cada jogador que passava, seus olhos iam direto ao nome nas costas da camiseta.



Claro que ela reconheceria o amor de sua vida mesmo de costas sem precisar ver o nome, aquela reação era mais por reflexo.



Algum tempo depois, Royce voltou. Sentou-se ao lado dela sem nada a dizer. Enquanto o time jogava, ele gesticulava e gritava algumas vezes.



Sempre que Rosalie confirmava que Emmett não fazia parte do time presente em quadra, ela passava a observar as arquibancadas. Talvez ele pudesse estar apenas assistindo o jogo.



No final do primeiro período (primeiro tempo), uma partida consiste em quatro períodos de dez minutos. Royce conversou e instruiu alguns jogadores quanto o que deveria ser feito em quadra.



Assim que iniciou o segundo período, Royce sentou-se ao lado de Rosalie. Sua expressão era de ansiedade e um pouco de raiva devido ao jogo.



- O que tanto procura?! – foi curto e grosso em seu questionamento.



- O que, do que está falando?! – Rosalie ficou surpresa, porque aquilo acontecia de uma forma que ela não se dava conta.



- Não é a primeira vez que noto você aérea em meio a um jogo. É como se estivesse à procura de algo, ou melhor, dizendo, alguém.



- Não sei do que está falando – Rosalie não estava de fato mentindo, estava mesmo surpresa com o novo assunto.



Uma falta cometida sobre um jogador do Chicago Bulls em ato de lançamento fez Royce gritar furioso deixando o assunto com Rosalie de lado. O jogador recebeu a chance de um lance livre devido à falta recebida.



Rosalie passou as mãos nos cabelos respirando aliviada por Royce ter se distraído naquele momento.



Durante os minutos finais do jogo, Royce nem olhou para ela.



O jogo chegou ao fim com vitória do Chicago Bulls, o que foi um grande alívio para Rosalie, porque Royce já estando desconfiado de algo, ficaria muito mais furioso com a derrota.



Algum tempo depois.



Após o momento comemoração entre os jogadores, e blá, blá, blá, os torcedores começaram a sair do estádio. Os jogadores seguiram para o vestiário a fim de tomar uma ducha.



Royce deixou que todos que estavam próximos dele e de Rosalie se retirassem, para que pudesse voltar ao assunto.



- Então, o que procura tanto?!



- Já disse que não é nada – revidou ao ficar de pé em um átimo.



- Não sou idiota! Eu vejo em seus olhos que procura por alguém a cada jogo de basquete que você assiste.



- Não sei do que está falando.



- Ah, sabe sim – Royce revidou puxando Rosalie pelo braço. – Ele é jogador de basquete?!



- Quem, seu idiota?! – Rosalie gritou já com raiva daquela situação.



- O cara o qual você procura.



- Não estou procurando ninguém, e larga o meu braço. Está me machucando.



- Está mesmo?! – Royce ironizou apertando com mais força.



- Me solta! – mais uma vez Rosalie gritou furiosa. – Já disse que não estou procurando por ninguém.



- Acho bom que seja verdade ou do contrário... Se existir alguém com quem você pense em me trair, vocês irão lastimar. Se ele for realmente jogador, acabo com a carreira dele. Quer saber como?! Dopping! – Royce mantinha um sorriso irônico no canto da boca.



- Você é um cretino, já disse que não existe ninguém.



- Baixe o tom de voz e não me ofenda. Eu que dito as regras, você obedece.



- Vai se ferrar! – Rosalie revidou tentando livrar seu braço do aperto.



Royce a soltou com brutalidade, o que fez com que ela desequilibrasse um pouco sobre o salto de seu sapato.



Rosalie pegou sua bolsa e saiu a passos largos sem olhar para trás. Seu lábio inferior estava tremendo de raiva.



- Acho bom me esperar – falou com certa autoridade.



- Vai para o diabo que te carregue!



- Suponho que esqueceu da conversinha que tivemos a algum tempo atrás. Só para refrescar sua memória. Se por acaso se atrever a terminar comigo, lembre-se que algo muito ruim pode acontecer a sua querida mamãe. E talvez seu pai perca o seu valioso diploma de medicina.



Rosalie secou com muita raiva uma lágrima teimosa que escapou molhando suas bochechas rosadas. Seu braço que foi apertado de forma brutal, estava ficando roxo.

Lentamente, ela virou para olhá-lo.



- Boa garota! Vejo que entendeu como funcionam as coisas, e quem manda na relação – Royce foi até ela e segurou sua mão com força. – Ponha um sorriso no rosto, desse jeito parece que está com dor. Ou que estou te obrigando a fazer algo contra sua vontade – ironizou com escárnio.



Saíram do estádio fingindo ser um casal normal, o que não era.



"Quero que se exploda seu medíocre miserável" – pensou enquanto andavam.



Nesse momento, ela lembrou de quando Emmett a defendia na escola sempre que alguém implicava com ela. Se ele estivesse ali, tudo seria diferente. Agora ela percebia o quanto gostava que ele a defendesse, mesmo que nunca tenha admitido isso para ele.



"Emmett, ursinho lindo" – pronunciou em pensamento. Como a machucava estar triste e não poder contar com ele, rir ao ver suas covinhas perfeitas e encantadoras. Era inacreditável como sentia falta disso.




Los Angeles


Emmett dirigia de volta para seu apartamento após ter pego Alice no apartamento das irmãs, Maria e Bella.



Alice falava sem parar contando as novidades. Melinda se divertia com o entusiasmo frenético da cunhada.



Emmett ouvia com atenção, muitas vezes ria com elas. Fez muitas perguntas sobre os pais e as respostas foram todas positivas.



Subitamente, e sem nenhum motivo aparente, Emmett teve uma reação inesperada. Fechou a mão em punho batendo com força no volante do carro.



Rapidamente, Alice se calou o olhando com cara de espanto. Melinda olhou para ele com preocupação evidente, ao mesmo tempo tentando entender o que aconteceu.



- O que foi, gatinho?! – posou sua mão levemente sobre a dele no volante.



- Eu falei algo que não deveria? – Alice questionou receosa, pois não estava entendendo nada.



Emmett não tirou os olhos da estrada, continuou dirigindo sem responder nenhuma das perguntas. Estava segurando uma ira que não sabia de onde vinha.



- Irmão urso, fale alguma coisa.



- Amor, pare o carro – Melinda pediu ao fazer um carinho na nuca de Emmett tentando fazer com que ele relaxasse um pouco.



Emmett olhou em volta em busca de um local onde pudesse estacionar. Avistou uma vaga ao lado do calçadão.



Saiu do carro deixando a porta aberta. Passou a mão na cabeça andando de um lado para o outro. Naquele momento ele queira socar alguém, só não entendia quem nem o porquê.



Alice fez menção de sair do carro, mas foi barrada por Melinda.



- Alice, por favor, deixe que eu falo com ele. Espere aqui – Melinda saiu do carro fechou a porta, deu a volta para fechar a porta do lado do motorista também.



- Tá bom, mas o que eu fiz? – Alice perguntou quando a cunhada saiu do carro.



Melinda andou devagar até ele.



- Desculpa! – pediu envergonhado ao vê-la se aproximar. Ainda estava nervoso.



Melinda espalmou sua mão direita no peito dele e massageou.



- O que houve, gatinho? Por que ficou assim?!



De dentro do carro Alice observava, porém nada ouvia.



- Não sei Mel, eu juro que não sei – confessou desviando o olhar do dela.



Ficando nas pontinhas dos pés, Melinda segurou ambas as bochechas de Emmett.



- Olha para mim gatinho... Olha para mim.



Ele a olhou no fundo dos olhos. Melinda sorriu radiante em resposta.



- Juro que não sei, Mel. Não estou com raiva da baixinha nem de você meu amor.



Ao ouvir a última palavra, Melinda selou seus lábios aos dele, ainda na pontinha dos pés. Emmett a segurou pela cintura a erguendo um pouco do chão sem quebrar o beijo.

E lá dentro do carro Alice pensou. "Ai não, agora eles irão ficar namorando, eu mereço."



Com cuidado, Emmett devolveu Melinda de volta ao chão. Ela enlaçou seus braços em torno da cintura dele em um abraço gostoso.



- Se sente melhor agora, gatinho?!



- Sim... Com você sempre me sinto bem, minha lindinha – aspirou o cheiro dos cabelos dela se inclinando um pouco. – Me perdoe por essa reação insana?! – roçou seus lábios de Melinda, tão logo se entregaram a mais um beijo.



Mais uma vez de dentro do carro Alice pensou. "Ah, ótimo, agora eles irão ficar se pegando enquanto eu fico aqui brisando. Já vi que essa noite vai ser longa..."



Abriu o vidro da janela e botou a cabeça para fora. Nesse momento passava um rapaz forte sem camiseta. Alice o seguiu com os olhos.



- Won, que gatinho! – falou consigo mesma. – Hei, vocês dois! Eu estou aqui. Será que já podemos ir? Ou aquela cena de raiva foi só uma desculpa para ficarem aí se pegando?!



Emmett e Melinda cortaram o beijo, em seguida olharam para onde estava o carro e lá estava Alice com a cabeça para fora com o vento balançando seus cabelos repicados.

Ambos sorriram com a cena.



- Vamos Melzinha, minha linda – Emmett segurou na mão dela enquanto voltavam para o carro andando devagar sem se importar com a pressa de Alice. Abriu a porta do carro para Melinda entrar. Deu uma piscadinha provocativa assim que ela passou para entrar no carro. Emmett deu a volta sentando no banco do motorista.



- Nossa, até que fim. Pensei que iriam ficar lá a noite toda.



- Não exagere, baixinha! – Emmett falou sorrindo.



Melinda aproveitou e beijou a bochecha dele bem em cima da covinha.



- Deus, vai começar de novo. Talvez seja melhor eu voltar e dormir no apartamento da Maria.



Emmett gargalhou e Melinda ficou envergonhada, com as palavras da cunhada saltitante e atrevida.



- Não ligue para ela, amor. Essa baixinha não pensa antes de falar.



- Ah, eu penso sim.



Ambos os três sorriram enquanto Emmett dirigia para seu apartamento.



Notas finais
Agradecimentos aos lindos comentários do capítulo anteriror que me deixou mutio feliz!
Luiza_McCarty, Milleney, Lannafofys, Karina1825, dani20, Sophiehale, Nyh_Cah, mamita e Fer_black. Muito obrigada por serem tão atenciosas.