Quando o Amor Acontece

100 Capítulo 100 – Último Jogo da Temporada


Notas iniciais
Boa leitura pessoal :)

Um mês depois...

Enfim chegara o dia do último jogo da temporada de basquete. O time que Emmett vinha defendendo, já há alguns anos, passou pela fase dos playoffs, chegando a final com uma boa classificação.

Era sábado e o jogo estava marcado para as dezenove horas na arena do ginásio Staples Center.

Rosalie arrastou a amiga Vera com o namorado Christopher para Los Angeles naquele fim de semana. Alice, Jasper e Renesmee estavam na cidade também. Quando Alice mencionou que iria ver o irmão jogar, Renesmee bateu o pé, até que os pais permitiram que ela fosse junto.

Aquele estava sendo um dia agitado, Rosalie apenas trocou duas palavras com Emmett pela amanhã quando ele saiu logo cedo para se juntar a equipe de basquete. Ele ligou para ela apenas uma única vez no decorrer do dia, e fora uma ligação breve.

Nas semanas que se passaram, Emmett e Maria voltaram a se falar. Entretanto, ela ainda não tinha aceitado totalmente a presença de Rosalie de volta a vida do irmão. Apenas deixou um pouco de lado, nos últimos dias, considerando que o irmão precisava manter-se concentrado na final do campeonato.

As duas famílias já estavam sabendo do acordo entre Rosalie e Melinda. Não tendo outra escolha todos acabaram aceitando, porque o que está feito está feito, não há mais como mudar.

Por volta das dezoito horas todos foram para o ginásio Staples Center – 1111 S Figueroa St. A cidade estava em festa, por todos os lados havia torcedores entusiasmados e esperançosos. Homens, mulheres e crianças; alguns usando a camisa do time favorito.

Os Lakers disputaria contra o Boston Celtics, conhecido simplesmente por Celtics.

As garotas estavam com a camisa do time da casa, totalmente estilizadas. Tudo devia-se a mente criativa de Alice, que ao lado de Vera parecia estar ligada em uma tomada de 220v. A verdade é que Jasper e Christopher estavam em apuros com aquelas duas juntas.

Maria era a mais tranquila dentre as garotas, e ao seu lado estava o namorado Marcos. Isabella com o namorado Edward. Rosalie e Renesmee eram as únicas que estavam desacompanhadas. Renesmee não dava a mínima para isso. Com seus treze anos de idade ela queria mais era se divertir. Estar em Los Angeles assistindo a um jogo de basquete, de final de temporada, onde seu irmão estaria em quadra, era mais do que suficiente para fazê-la feliz.

Rosalie era outra que não estava nem aí para o fato de estar desacompanhada naquele dia. Seu noivo. Seu Emmett. Aquele por vezes ela chamava de ursinho. O garoto que veio do subúrbio da Filadélfia estaria em quadra dentro de poucos minutos, em mais um grande jogo.

O ginásio estava lotado e barulhento. Havia varias redes de TV com transmissão ao vivo, repórteres e fotógrafos para todos os lados. A torcida se agitava ansiosa a espera do inicio do jogo. As lideres de torcida entraram no ginásio e o entusiasmo dos torcedores ficou ainda maior.

A família reunida, em uma área privilegiada, aguardava com ansiedade o inicio daquela partida. Alice e Vera não paravam de falar um minuto sequer. Já os garotos estavam distraídos em uma conversa antecipada a respeito do placar final do jogo.

Rosalie estava de pé, ansiosa, olhando para o centro da quadra. Toda sua ansiedade não estava apenas relacionada ao jogo, mas, também, por algo que tinha a revelar a Emmett. Desde que chegara a cidade não teve a chance de falar com ele por mais que cinco minutos. Ele estava sempre focado no jogo e esteve muito pouco no apartamento.

Naquele dia Rosalie resolveu usar o seu medalhão como um talismã da sorte. O apertou contra o peito e suspirou fundo, observando o centro da quadra. Maria chegou ao seu lado mantendo uma postura séria, porém, menos agressiva que no passado.

Parando ao lado de Rosalie, Maria fez uma confissão. – Ainda me lembro de todas as vezes que vi meu irmão segurando esse mesmo medalhão entre os dedos... – Rosalie a olhou de canto de olho, estranhando a conversa amistosa. Maria não se abalou e seguiu com seu relato. – Ele tinha o olhar distante, mas sempre marejado de lágrimas toda vez que segurava esse medalhão. Não sei que feitiço você guardou aí, mas o fato é que meu irmão sofria uma mudança drástica de humor toda vez que o segurava. Era impressionante.

Rosalie abaixou a cabeça, abrindo a mão que apertava o medalhão entre os dedos. – É verdade – divagou ela. – O seu irmão esteve por muito tempo com ele. E não, não tem feitiço algum aqui. Tudo o que sentimos um pelo o outro é puro e natural. Eu nunca deixei de acreditar que um dia ele me devolveria. E, mesmo que você ache tolo, eu acredito que o que é pra ser ninguém poder impedir.

Maria encarou as próprias mãos em silêncio, analisou as unhas e por fim falou.

– Eu nunca fui muito sua fã, sabe loura?!

Rosalie sorriu sem sinal de sarcasmo. – Eu digo o mesmo em relação a você.

Maria foi quem sorriu dessa vez. – Mas, verdade seja dita – ela sibilou. – Dói em mim, cara. É quase como arrancar um braço ter que admitir isso, entretanto, é hora de aceitar que o amor entre vocês dois é forte o bastante para passar por qualquer coisa. É como lutar contra uma força invisível. E, bem, já que você faz o meu irmão feliz, vamos deixar rolar – ela voltou a olhar para Rosalie. – Seja bem vinda à família.

– Obrigada, Maria – Rosalie agradeceu, com um sorriso sincero estampado no rosto, sentindo que pela primeira vez as picuinhas entre família tinham chegado ao fim.

– Mas – frisou Maria –, se fizer o meu irmão sofrer outra vez você terá que prestar contas comigo – ameaçou em um leve tom de gozação, mas no fundo havia um quê de verdade.

– Quanto a isso, não precisa se preocupar – Rosalie a tranquilizou. – Nunca farei nada que possa fazer seu irmão sofrer, pelo menos, nunca de forma consciente.

As duas trocaram um abraço rápido e um tanto sem jeito, ainda estranhando a relação amistosa. O restante do pessoal que as acompanhavam estava agora todos boquiabertos com o acordo de paz entre as duas.

– Milagres existem – gritou Alice. – E olhe que não é a magia do natal, hein.

Renesmee chegou mais perto de Maria e a abraçou. – Que bom que vocês duas agora são amigas. Assim o Emm também fica feliz. E quando ele está feliz todas nós ficamos felizes.

– Não exagera pentelha – resmungou Maria, porém seu humor estava brando.

Isabella abraçou Rosalie, depois a irmã, Maria, que resmungava pra caçula da família.

– Graças a Deus – brincou Isabella, sorrindo. – já estava na hora disso acontecer.

Vera se aproximou de Rosalie e sussurrou, cutucando a amiga.

– Isso é real ou apenas estratégia de marketing?

Rosalie sorriu empurrando a amiga com o cotovelo. – Boba. Ela foi sincera, eu sei que foi. Ela gosta muito do irmão e o admira. Eu sei que isso não é por mim, mas sim por ele.

– Ai que alivio – sussurrou Vera –, porque do jeito que ela te tratava antes, meu Deus, já estava vendo a hora sair no tapa com ela qualquer dia desses. Tudo pela minha best friend.

– Te adoro sabia? – ressaltou Rosalie. – Irmã linda do meu coração.

– Eu sempre soube – afirmou Vera, com o nariz empinado.

Rosalie rolou os olhos puxando-a para um abraço carinhoso.

– E então, vai falar para ele hoje? – Vera sussurrou no ouvido dela.

– Sim – respondeu Rosalie, com um sorriso gigantesco estampado no rosto.

Naquele instante a conversa aos sussurros entre as amigas foi interrompida pela voz do narrador através do microfone se ampliando nos alto-falantes. Um a um todos os jogadores tiveram seus nomes anunciados ao entrar em quadra. O ginásio se tornou ensurdecedor quando o nome Emmett McCarty foi anunciado.

Rosalie estava em êxtase, presenciando mais uma vez o quanto Emmett era adorado pela torcida do time o qual defendia. Seu coração se agitava dentro do peito apenas por presenciar seu grande amor entrar em quadra mais uma vez. Era um misto de sensações que ela desejaria nunca parar de sentir. Era amor de verdade, da forma mais sublime que alguém já encontrou.

Emmett olhou na direção de onde Rosalie se encontrava, buscando por sua presença. As câmeras seguiram o seu olhar e logo sua imagem surgiu no telão. Seu rosto se iluminou com um sorriso de covinhas quando a encontrou.

Os jogadores se posicionaram em quadra e logo o jogo teve inicio. As torcidas se agitavam a cada jogada, vibravam a cada cesta. Houve momentos em que somente a voz do narrador se fazia notável, momentos de tensão no final de cada período. E de repente o ginásio enlouquecia em um barulho ensurdecedor.

A marcação era forte em cima de Emmett, mas ele era um talento nato. Deixava sua marca no jogo com uma façanha única e inabalável.

O garoto que veio de família humilde mostrava que o basquete não era para ele somente um esporte, mas sim uma verdadeira paixão. Se tornar o garoto de ouro da NBA foi apenas consequência do seu talento e esforço, na busca pela realização de um sonho.

Jogar em uma final de temporada sabendo que Rosalie estava ali, bem perto, assistindo a tudo, torcendo por ele, desejando-lhe sorte como um verdadeiro talismã e ainda por cima usando uma aliança de noivado no dedo era coisas que para ele não tinham preço.

Mesmo nos intervalos Rosalie prestava atenção em cada gesto dele. A forma como se comunicava com a equipe. Às vezes parecendo irritado. Às vezes contente e decidido. A forma como erguia a garrafa de água mineral tomando um gole, depois molhando o rosto. A forma como secava a testa na tolha branca.

O placar não parava de girar e as torcidas seguiam mantendo a mesma empolgação do início do jogo. O som da bola quicando no chão, a fricção dos tênis contra a superfície lisa da quadra, tudo isso era música aos ouvidos de Emmett.

Ele conseguiu fazer algumas enterradas. Em uma jogada de mestre, surpreendeu durante a partida e conseguiu a façanha de marcar uma cesta de três pontos, de costas. Com 0,5 segundos para o fim do terceiro tempo – período –, ele recebeu a bola de Legran Soier e, sem olhar para a cesta, acertou em cheio uma cesta de três, levando a torcida à loucura.

Mais uma vez ele buscou a presença de Rosalie, gesticulando com ambas as mãos, embora ela não pudesse ouvi-lo ele teve a esperança de que ela entendesse sua mensagem “essa foi pra você, anjo”.

Rosalie mandou um beijo e logo depois murmurou. – É isso aí amor, mostra pra eles a que você veio.

O narrador da partida mencionou algo sobre McCarty ter dedicado aquela jogada extraordinária a noiva que o assistia jogar pessoalmente. A torcida inteira reagiu com entusiasmo. Emmett apontou o dedo na direção de onde Rosalie estava. Nem um momento deixou de ser registrado pelas lentas curiosas das câmeras que transmitiam o jogo ao vivo. No minuto seguinte a imagem de Rosalie aparecia no telão.

Ela sorriu da forma mais genuína que alguém poderia fazê-lo. Seu coração de repente ficou descontrolado. Grande parte dos torcedores no ginásio olhava para o telão naquele momento.

Perto de Rosalie, Alice, Vera e Renesmee tentavam imitar as lideres de torcida. Maria observava a tudo como se tivesse os estudando. No entanto, por dentro, estava chegando ao limite de transbordar de tanto orgulho que sentia do irmão. Um leve sorriso no canto dos seus lábios a denunciava. Isabella, igualmente orgulhosa, estava ao lado de Rosalie.

Edward, Christopher, Jasper e Marcos discutiam a respeito do jogo como se tivessem fazendo apostas.

Os minutos se estenderam, o placar continuava a mudar. Os Lakers permaneciam na frente. Estavam nos últimos minutos do quarto – e último – período. O apito final soou no ginásio. A última cesta foi marcada por Collins, grande amigo de Emmett.

Os Lakers saiu vencedor com o placar de 130 a 98. O ginásio foi à loucura. Todos os jogadores entraram em quadra juntando-se aos colegas juntamente com os membros da diretoria.

A voz do narrador continuava em meio ao barulho ensurdecedor da torcida. Em meio a toda aquela comemoração que estava o ginásio Staples Center, Rosalie tentava sair de seu lugar, desejando muito poder chegar perto de Emmett.

– Aonde você vai? – perguntou Isabella, segurando o braço da cunhada.

Impaciente, Rosalie virou para poder olhá-la. – Eu preciso ir até lá – ela afirmou um tanto eufórica.

Maria tornou a se aproximar de Rosalie. – Não vão te deixar passar. Além disso, você está vendo como o ginásio está lotado, vai ser difícil você chegar perto de Emmett.

Rosalie enfiou a mão na bolsa retirando de lá sua credencial.

– Com isso aqui ninguém vai me impedir de chegar perto dele. E todo mundo já sabe que sou noiva de Emmett.

– Onde você conseguiu isso? – perguntou Maria.

– O seu irmão conseguiu para mim. E, além do mais, essa não é a primeira que eu tenho.

– Ei – disse Vera, parando ao lado da amiga –, deixem ela ir até lá. É importante para os dois.

– Por quê? – perguntou Isabella.

– Vocês irão entender se a deixarem ir.

– Mas Emmett nos fez jurar que ficaria de olho nela o tempo inteiro. Não podemos deixá-la sair correndo pelo ginásio, sozinha. Sabemos que ele tem seus motivos para ter medo – argumentou Isabella.

– Mas é importante – Vera explicou mais uma vez.

– Está bem – concordou Isabella, ao se afastar.

– Isso é loucura. Mas já que ela quer ir, então que vá – disse Maria.

Vera ficou ao lado da amiga. – Só tome cuidado, Rose – ela pediu.

Rosalie lhe sorriu – Eu terei – murmurou, retirando as sandálias, e as jogou para que Vera se encarregasse de recolher. No minuto seguinte ela corria desviando das pessoas entusiasmadas.

À medida que andava acrescentou vários pedidos de desculpas, sempre depois de esbarrar em alguém.

Ofegante, ela chegou à área de acesso à quadra. Por todo o ginásio a comemoração seguia. A equipe cumprimentava uns aos outros. Repórteres tentando fazer seu trabalho, buscando entrevistar alguns jogadores entre outros membros da equipe.

Exatamente como Maria havia previsto os seguranças se puseram na frente de Rosalie, entretanto, levou apenas alguns segundos, após verem a credencial que ela carregava consigo; uma breve explicação e então a liberaram.

As cunhadas, a amiga Vera, e seus respectivos namorados observavam do local onde estavam. Imaginando o porquê de Rosalie estar tão desesperada para conseguir chegar até Emmett.

Collins a reconheceu, perdida em meio aos jogadores que trocavam cumprimentos, em meio a toda animação. Atencioso, ele pediu que abrissem espaço para ela chegar até Emmett, lhe sorriu e Rosalie sussurrou um “obrigado” antes de seguir em frente.

Quando enfim conseguiu chegar perto de Emmett, ele estava sendo cumprimentado por um dos membros da diretoria, mas passou a prestar atenção em Rosalie tão logo notara sua presença no centro da quadra. Ele a observou diminuir a distância entre ambos, tão devagar que parecia uma cena em câmera lenta.

No momento em que ficaram frente a frente, Rosalie se jogou nos braços fortes com total confiança de que ele a seguraria. E foi exatamente o que ele fez, recebendo-a de braços abertos.

Ela passou as pernas em volta da cintura de Emmett, mantendo os braços ao redor do pescoço dele em meio a um beijo sôfrego. Não foi preciso nem tentar adivinhar que a imagem dos dois estava sendo exibida naquele momento diretamente no telão. Fazendo toda a torcida se agitar ainda mais.

O beijo fora interrompido somente quando seus pulmões imploraram por oxigênio. Rosalie pulou de volta no chão, com Emmett segurando em sua cintura. Suas testas encostaram uma na outra, respiração acelerada e olhar fixo, com um sorrio ameaçando surgir.

– Vencemos Rose. Os Lakers se tornou campeão da temporada – ele confirmou, exibindo suas covinhas.

– Eu nunca duvidei de você, amor. Nunca duvidei de sua equipe. Nem do seu talento. Vocês merecem tudo isso, e, sem dúvida, muito mais.

– A equipe jogou como nunca – disse ele.

– Mas você é a minha estrela favorita, ursinho.

Emmett lhe roubou um beijo rápido – Dedico tudo isso a você, anjo. Eu nunca desisti, mesmo quando as coisas pareciam difíceis, porque sempre desejei que me visse jogar um dia. E não é que agora quando olho pra trás vejo que isso já se repetiu.

– Eu sempre vou querer te ver jogar. Não importa onde ou contra quem – ela sorriu, com um brilho nos olhos que Emmett ficou maravilhado. – Eu tenho uma surpresa para você amor – ela anunciou esperançosa.

– Onde está? – pediu ele, com um olhar sapeca, buscando algum indicio que revelasse o que poderia ser o tal presente.

– Bem aqui – confessou Rosalie, repousando as duas mãos sobre a barriga.

Emmett examinou o rosto dela, perdido em uma confusão mental. Ela continuava olhando para ele, esperando que dissesse algo. Por um momento Emmett teve a impressão de estar sonhando, tantas coisas boas acontecendo em um só dia. Mas quando ela segurou a mão dele e a colocou suavemente sobre a barriga, ele acreditou, com certeza súbita e eufórica que nenhuma outra noticia poderia ser tão maravilhosa quanto aquela, que nenhum outro presente poderia ser tão ou mais precioso.

– Rose – sussurrou ele, buscando palavras que pudessem descrever sua emoção.

– Estou esperando um filho seu, amor – afirmou Rosalie, mantendo um sorriso radiante.

Os olhos de Emmett se encheram de lágrimas, desfrutando de uma emoção que nunca pensou ser tão forte.

– Mas você estava com o anticoncepcional em dia. Não estava?! Quer dizer, como isso é possível? – ele parecia surpreso e radiante ao mesmo tempo.

– Não sei amor, simplesmente aconteceu. Não vai ficar bravo comigo, vai? É o nosso pontinho de luz – ela acrescentou, tocando na barriga. – Mais uma vez Mady estava certa.

– Ah, Rose, como poderia? Esse foi o melhor presente de toda minha vida. Você poderia ter me dito antes – acrescentou lhe roubando um selinho.

– Seu bobo – ela retrucou. – Eu até tentei, mas mal conversamos desde que cheguei. Eu só tive certeza disso ontem quando peguei o resultado dos exames. E, essa é uma notícia que não poderia ser dada por telefone.

Emmett se ajoelhou diante dela, afagando a barriga ainda esguia, depois depositando um beijo singelo. Rosalie aproveitou o momento para deslizar os dedos por entre os curtos fios de cabelos dele, lhe beijando o topo da cabeça.

A cena transmitida no telão deixou as cunhadas com um misto de curiosidade e dúvida.

– Rose está grávida?! – arriscou Alice, praticamente aos gritos.

– Grávida! – Isabella e Renesmee exclamaram ao mesmo tempo, engasgando-se com a palavra, unidas na surpresa.

– Gravidíssima – anunciou Vera, orgulhosa. Sorrindo a toa, por ser a única entre elas que já sabia da noticia.

– Você sabia e não comentou nada com a gente?! – acusou Alice, desacreditando.

– Estão todas reagindo assim por quê? – indagou Maria. – Eu também não sabia e não estou com essa cara de espanto. Olhem para Emmett. Vocês achavam que eles faziam o que quando estavam sozinhos? Brincavam de boneca? Mais cedo ou mais tarde isso iria acabar acontecendo.

As garotas olharam para Maria como se não acreditassem no que ela estava falando. Em outro tempo, muito provavelmente, teria acusado Rosalie de um monte de coisas bastante desagradáveis.

Nesse meio tempo, Emmett ficou de pé, abraçou Rosalie erguendo-a do chão com um entusiasmo súbito. Sorrindo feito uma criança que acaba de receber o presente tão sonhado, ele girou sem sair do lugar. Os cabelos de Rosalie seguiram o movimento leve.

– Eu vou ser pai – gritou ele, atraindo a atenção de todos a sua volta. Fotógrafos, repórteres e paparazzi tentavam registrar a cena, para, no dia seguinte, estamparem as capas de suas revistas e jornais. Ele colocou Rosalie de volta no chão, mantendo as mãos espalmadas nas costas dela, fazendo um leve carinho. – Obrigado amor. Esse foi o melhor presente de toda minha vida. Eu te amo, Rose. Agora você não tem mais porque adiar o nosso casamento. Vamos nos casar dentro de alguns dias. Vencemos a final da temporada, e eu vou ser pai. Eu não acredito. Eu vou ser pai – ele não se cansava de repetir. Ele a beijou brevemente. – Obrigado meu amor. Obrigado.

– Eu te amo – afirmou Rosalie, com toda certeza do mundo.

– Eu te amo mais – ele sussurrou, afagando a nuca dela.

Rosalie se inclinou, buscando os lábios dele em um beijo calmo, apreciando todas as sensações que os arrebatava. Revivendo muitas das lembranças do passado, guardadas no baú de memórias de suas mentes, envolvidos em um beijo de amor.

[...]

Mais uma vez Emmett conquistou o titulo de melhor jogador. E novamente foi convocado para o "All-Star Games" – jogos anuais com os melhores jogadores que disputam a liga norte-americana.

Ele foi eleito o jogador mais valioso da NBA. Emmett estava se tornando o ídolo de toda uma geração, passou a ser estampado em camisas e painéis publicitários.

Esse era apenas o começo de um futuro grandioso, do garoto que saiu do subúrbio destinado a vencer.

Notas finais
E aí gostaram? Eu particularmente gostei bastante do resultado. O próximo seria o último capítulo, mas como ele ficou gigantesco precisarei dividi-lo. Para vocês terem uma ideia, ele atingiu 61 paginas. Impossível postá-lo inteiro, e olha que cortei algumas coisas. Então teremos aí mais ou menos três capítulos, o que dará ainda um bom número de paginas. É isso gente, espero vocês nos reviews. Beijo, beijo Sill