Notas iniciais
Minha primeira fic Rose&Emmett espero que venham a gostar dela tanto quanto eu...

Norristown, Pensilvânia, Subúrbio de Filadélfia.

Junho de 2001.

Aqui começa a história do jovem Emmett McCarty, 12 anos de idade, apaixonado por esportes. Um garoto de família de baixa renda. Único filho homem de uma família de quatro meninas.

Maria de 16 anos, Isabella (Bella) de 14 anos, Alice de 7 anos e Reneesme de 1 ano.

A mãe, Elisa McCarty, 37 anos, uma mulher submissa. O pai, Albert McCarty, um homem controlador, de “pulso forte”.

Toda renda familiar vem do emprego do pai em uma loja de ferragens e do cultivo de alguns legumes em uma estufa em seu próprio quintal.

Emmett tem, por hábito intercaladamente após o horário letivo, treinar atletismo e basquete. O garoto sonha ser contratado por um grande time, viver do esporte e poder proporcionar uma vida melhor para sua mãe.

Como de costume, Emmett sempre voltava dos treinos correndo. De certa forma, ele dizia ser um treino extra.

O garoto suado e ofegante sentou-se na varanda de sua casa, retirou seus tênis velhos totalmente gastos pelo uso frequente.

Seguiu para dentro pela porta dos fundos onde encontrou sua família se preparando para o jantar. Sua mãe estava de pé atrás do balcão da cozinha segurando a filha caçula em seus braços enquanto lhe preparava sua refeição.

Maria estava sentada à mesa folheando uma revista feminina qualquer. Bella estava na sala assistindo um DVD de rock.

- Oi mãe! – o garoto a cumprimentou ao sentar-se a mesa.

- Emmett, por favor, lave as mãos antes de sentar-se a mesa.

Em resposta ao pedido da mãe, o garoto levantou-se calado indo lavar as mãos na pia da cozinha.

- Sabe garoto, você deveria tomar um banho. Está fedendo! – sua irmã Maria se pronunciou fazendo cara de nojo.

No entanto, o garoto fingiu não ter ouvido tal insulto.

A mãe decidiu intervir.

- Tudo bem filho, pode jantar antes do banho se estiver com fome.

- Tudo bem mãe, irei tomar banho – tendo dito, o garoto segue para o único banheiro da casa. Uma casa simples, mas era o que se pode chamar de lar.

Ao passar pela sala, sua irmã Bella estava deitada no tapete com os olhos vidrados na tela da TV.

Emmett, porém, pegou o controle da TV e diminuiu o volume, mas não havia nenhum intuito de provocação em seu ato. Seu único objetivo era cessar um pouco aquele barulho descomunal.

- Sai daqui seu idiota! – Bella revidou atirando um sapato no garoto que desviou do objeto desgovernado.

- Isabella, vem jantar! Desliga essa TV! – sua mãe pediu mantendo a calma.

- Mãe, só mais um pouquinho!

- Não ouviu o que sua mãe disse, não?! – Albert questionou em tom autoritário ao chegar do trabalho.

Emmett, no entanto, ao notar a presença do pai dirigiu-se imediatamente ao banheiro.

Sem mencionar uma única palavra, Isabella desligou a TV. Dirigiu-se a cozinha sentando em seu lugar à mesa.

Albert sentou-se à mesa após lavar as mãos. Retirou do bolso de sua camisa um pirulito entregando à pequena Alice.

Os olhos daquela criança brilharam ao ver o doce.

- Obrigada, papai!

Emmett que chegava a cozinha naquele exato momento sorriu para a pequena Alice ao vê-la feliz com o doce em mãos.

- Mas é só para depois do jantar – o pai lhe disse, retirando o doce de suas mãos e deixando sobre a mesa.

A criança de feições de fada levou suas mãos à boca em uma tentativa de esconder seu bico de frustração.

- Querida, come primeiro, depois você pode chupar o pirulito – sua mãe aconselhou antes que Alice começasse a chorar.

Emmett pensou: “Se iria retirar o doce dela, deveria ter lhe entregue somente depois do jantar.”

Todos, no momento, já estavam se servindo em silêncio.

Alice, porém, começou a remexer em sua comida ainda com biquinho querendo se manter presente.

Emmett fez uma careta para ela que sorriu de boca cheia.

- Alice! – sua mãe a repreendeu.

- Foi o Emmett que me fez rir – ela que não é boba nem nada, tratou logo de se defender.

- Mãe, eu preciso de tênis novos, os meus estão bastante surrados – Emmett fez o pedido mantendo-se de cabeça baixa, pois já temia que a resposta seria um “não podemos por enquanto”.

- Querido, não temos dinheiro sobrando esse mês – sua mãe tentou lhe dizer da melhor forma que pode.

O garoto dirigiu seu olhar ao pai e disse.

- Pai, não posso ir para a escola com os tênis furados, nem ao menos jogar basquete.

- Não temos dinheiro para isso agora. Tudo o que sobrou após pagar as contas, sua mãe usou para comprar o material escolar de Alice. É o primeiro dia de aula dela na escola nova amanhã, não poderia usar o da escola antiga. Você poderá usar um dos tênis da Bella ou da Maria, ambas tem tênis preto, não fará muita diferença. É só ver qual deles cabe em seu pé.

— Não darei meu All Star para esse fedido usar – Maria reclamou.

- Cale a boca! – Albert esbravejou rudemente, o que fez com que todos ficassem em silêncio.

Após o jantar de clima nada agradável, Maria e Bella permaneceram na cozinha para ajudar a mãe com a limpeza.

Albert foi para a sala ver TV levando consigo a filha caçula, Reneesme.

Emmett foi para seu quarto, o qual é obrigado a dividir com Alice por falta de espaço. O cômodo é dividido ao meio por uma cortina improvisada, algo que seria semelhante a um varal. Ele odiava essa divisão, mas não poderia fazer nada com relação a isso a não ser que a pequena Alice se mudasse para a sala.

O lado que te pertencia era o lado em que se localizava a janela. Os móveis que havia ali eram apenas a cama e uma cômoda. Na parede, um poster do seu time de basquete favorito.

O lado que pertencia à pequena Alice não era muito diferente. Havia uma cama com cobertores cor de rosa, alguns desenhos de sua autoria colados na parede. Não havia muitos brinquedos devido à situação financeira da família. A única boneca que tinha já estava bem velhinha, diga-se de passagem. Ainda assim, a doce criança de feições de fada a adorava.

- Emmett, você está aí?! – Alice questionou ao pôr a cabeça para dentro do quarto.

- Estou, porque?

- É que tenho algo para te dar – disse ao entrar indo pegar algo em uma gaveta de sua cômoda. Em sua boca estava o pirulito tanto desejado.

Abriu uma das gavetas e retirou de lá um pequeno porquinho cor de rosa. Andou até a divisão do quarto e puxou a cortina.

- O que? Para que isso?! – o garoto ficou surpreso ao vê-la segurando o porquinho.

- É para você – estendeu suas mãos que segurava o cofrinho para o irmão. Emmett permaneceu com expressão confusa então ela completou. – Você pode quebrá-lo e comparar seu tênis.

Emmett, que até então estava sentado em sua cama, levantou-se e segurou a pequena Alice pelos ombros fazendo-a sentar-se. Logo, sentou-se ao lado dela.

- Tampinha...

- Não me chame assim – Alice o interrompeu reclamando.

- Está bem. Mas não posso aceitar, é seu, e mesmo que eu fizesse isso, não daria para comprar. São apenas moedinhas. E quem está lhe dando as moedas, papai ou mamãe?!

- É a mamãe. Ela disse que se eu juntá-las, poderei comprar uma boneca nova.

- Então porque quer me dar?

- Porque você é meu irmão e não quero que vá a escola sem sapatos. É vergonhoso!

- Não se preocupe com isso, eu darei um jeito – tocou a pontinha do nariz da irmã ao falar.

- Emmett! – Maria o chamou da porta do quarto.

- Entre!

- Aqui está o tênis que papai me obrigou a te entregar – disse ao jogar os mesmos dentro do quarto e sair reclamando.

Emmett se levantou pegou os tênis e mostrou para Alice.

- Ao menos são pretos e cabe em meu pé.

- Tem certeza? – a pequena questionou levantando o porquinho.

- Tenho sim. Pode guardar suas moedinhas.

A pequena se levantou e dirigiu-se até sua cômoda para guardar o porquinho.

- Alice!

- O quê? – respondeu sem olhá-lo.

- Não esqueça de escovar os dentes quando terminar esse doce.

- Eu sei, a mamãe já me avisou – disse esbanjando um sorriso. – Eu vou descer para ver TV com a mamãe – disse ao se retirar do quarto.

Emmett deitou-se em sua cama e levou sua mente a trabalhar em busca de uma maneira honesta de conseguir seu próprio dinheiro. Mesmo pouco seria útil. Talvez pudesse comprar seu tênis para jogar basquete.

Então uma ideia lhe veio em mente, algo simples, mas que poderia render algum dinheiro. Iria perguntar a alguns vizinhos se precisaria de alguém para cortar a grama.

E foi com esse pensamento que ele caiu no sono.

Algum tempo depois, foi acordado com alguém entrando no quarto. Ao olhar, notou que era sua mãe trazendo a pequena Alice dormindo em seus braços.

- Desculpa filho se te acordei.

- Está tudo bem mãe, só estava cochilando.

Aconchegou Alice nos cobertores e em seguida lhe deu um beijinho na pontinha do nariz. Logo depois, foi até Emmett e lhe beijou a testa.

- Boa noite filho, dorme bem ta?!

- Boa noite, mãe.

Ao se retirar, Elisa apagou a luz.

[...]

Na manhã seguinte, todos acordaram cedo, uma vez que todos teriam aula.

A pequena Alice estaria indo para a mesma escola que seu irmão Emmett, porque a escola primária em que ela frequentava os professores faltavam muito. Na maioria das vezes, nem um substituto vinha.

Maria e Bella estudavam em outra escola, portanto pegariam outro ônibus escolar.

- Emmett, não deixe que os maiores machuquem sua irmã, está ouvindo?! – Albert esbravejou ao entrar em sua picape velha para ir ao trabalho.

- Sim, pai...

- Querido, por favor, cuide de sua irmã, sim?! Você sabe como ela é espevitada...

- Pode deixar mãe, não vai acontecer nada com essa anãzinha.

- Filha, vem pôr o gorro! Está um pouco frio.

- Mamãe, vai bagunçar meu cabelo!

O ônibus parou um pouco afastado de onde eles estavam, logo algumas crianças começaram a subir.

- Cuidem-se e boa aula! – Elisa gritou enquanto observava Emmett ajudar a pequena Alice entrar no ônibus.

Quando o ônibus começou a se movimentar Alice permaneceu acenando pela janela para a mãe até que não foi mais possível vê-la.

Então, sentou-se no banco ao lado da janela com sua mochila nas costas e uma lancheira nas mãos. Ela estava empolgadíssima com a ideia de fazer novas amizades.

Emmett, por sua vez, fez questão de sentar-se em outro banco longe de Alice.

- Emmett! – ela exclamou ao notar onde o irmão havia sentado. Então fez menção de sentar-se ao lado dele, que logo reclamou.

- Fique aí, você não precisa ficar colada o tempo inteiro em mim.

Alice fez beicinho e voltou a sentar-se no banco.

Emmett pensou consigo mesmo: “Era só o que faltava Alice ficar colada em mim o tempo inteiro na escola”.

Notas finais
Bem esse foi o primeiro cap. gostaria de saber o que acharam, não custa nada, apenas me deixa muito feliz.beijinhos=)