Quando nem o Tempo
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu não podia acreditar no que estava quase acontecendo, caiu como uma bomba na minha cabeça.
Flashback- Três dias atrás
Depois que sai do estúdio, fui pra casa dos meus pais pegar a minha bonequinha e conversar com eles. Cheguei, bati na porta e minha mãe atendeu, cumprimentei-a e seguimos pra sala de jantar, onde meu pai ,Manu e Wesley, meu irmão mais novo, jogavam vídeo-game, assim que ela me viu, correu e abraçou minhas pernas
-mamain,você votou- ela disse estendendo os braçinhos para que eu pudesse pegá-la
-Voltei meu anjo, e ai, gostou do seu dia?
-Não, tio wex me delubo e eu machuquei o jueinho – ela disse apontando para um pequeno curativo que tava no joelho dela. Abaixei-me e dei um beijinho no lugar do curativo
-Wesley, você derrubou minha filha?- Eu disse me virando pra ele
— Ah Bella, cóe, foi só um machucado,- Ele disse debochado e eu ri
— Não vou deixar mais minha filha com você Wesley.- Ele gargalhou alto
-Vem Manu, vamos tomar banhinho -eu disse apertando as bochechas dela
-Não mamain, quelo bincá,-ela disse fazendo bico
-Não Manuella, você vai tomar banho pra gente ir pra casa dormir-Eu disse e ela saiu correndo pro banheiro, essa menina anda esperta demais. Subi correndo atrás dela e dei um banho, coloquei o pijama com uma meia e deixei-a sentadinha no sofá com o Wesley e fui para o escritório onde meu pai me esperava pra conversar, estava ficando com medo, ui.
-Então pai, queria falar comigo?
-Isabella, sente-se, por favor — ele me fitou sério e eu comecei a me preocupar,
-O que foi pai? Algum problema com a rede de estúdios aqui em Londres?-eu perguntei com insegurança na voz e torcendo para que seja apenas isso
-Sim Bella, na verdade é na rede de estúdios, mas não aqui em Londres- ele respirou fundo e eu gelei.
-Brasil?-respondi sem expressão e ele apenas assentiu com a cabeça- O que está acontecendo lá?
-Parece que um dos diretores novos andou fazendo merda e acabou prejudicando o financeiro de toda rede, o que acabou atrasando o salário dos funcionários...e a gente precisa de alguém pra ir pra lá- ele disse sério, me fitando depois-
-Então o senhor me chamou aqui pra dizer que vai pai? Pode deixar que...
-Não Isabella, quem vai é você -Ele disse me interrompendo fazendo meu queixo cair, como assim? Eu teria que voltar pra São Paulo? Não, não e não, ok que a chance de eu encontrar Pedro Gabriel lá é de uma chance em vinte milhões, mas...ah foda-se, eu não quero ir
-NÃO PAI, EU NÃO VOU PRA SÃO PAULO! ESSA É MINHA PALAVRA FINAL, EU NÃO VOU VOLTAR PRA LÁ, PROMETI A MIM MESMO QUE VIVERIA PRA SEMPRE COM MANU AQUI E..
-Basta Isabella Falcon Andrade! – ele me interrompeu com o tom elevado- Você vai e essa é MINHA palavra final, MINHA ok? Você sabe muito bem que eu não vivo só de fotografia Bella, eu tenho outras empresas, eu queria voltar pro Brasil, mas eu não posso ok? Não posso. Você tem três dias para arrumar as coisas.- Ele disse e eu simplesmente não consegui falar mais nada, apenas deixei que lágrimas grossas e pesadas rolassem pelo meu rosto, eu não podia acreditar, eu voltaria pro Brasil, voltaria pra onde tudo aconteceu, suspirei alto e saí do escritório fazendo meu pai virar a cadeira e voltar sua atenção pro computador. Quando sai do escritório minha mãe e Wesley estavam na porta aflitos, e logo que me viram me abraçaram e eu apenas passei os meus braços em volta dos dois e voltei a chorar. Eu não queria ir pro Brasil, voltar pra lá só faria eu relembrar de coisas que estava tentando esquecer, eu teria que apresentar Manu pra Carol. pra Bruna, por Deus, eu não queria ir.
End Flashback
E aqui estou eu arrumando Manu, com todas as malas prontas e apenas o essencial pra fora, há três dias eu não durmo a noite, há três dias eu fico tentando imaginar como seria encontrar meus amigos e dizer “oi gente essa Manuella minha filha e quando eu fui embora eu já estava grávida do Pedro Gabriel” era simplesmente...impossível.
Terminei de arrumá-la com um vestidinho e uma sapatilha e deixei ela brincando com Wes lá embaixo e fui me arrumar. 15 minutos depois eu já estava pronta..e atrasada, o vôo sairia em meia hora e só se por um milagre o trânsito estivesse bom chegaríamos a tempo de fazer check-in, desci correndo e Wesley já tinha colocado todas as malas no carro, meus pais já tinham se despedido de nós e pegaria o carro no aeroporto depois.
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“Senhores passageiros, peço que apertem os cintos, o avião irá pousar em alguns instantes”
Apertei Manu contra meu corpo tapando os ouvidinhos dela por causa do barulho. É, em minutos eu estaria no lugar que eu estou evitando a 2 anos, Deus, como o mundo da voltas. Desci do avião com Manu sonolenta no meu colo e Wesley me ajudou a pegar as malas e colocar em um carro que já estava a nossa espera. Chegamos no meu antigo endereço e Manu já dormia de novo, que menina dorminhoca ahaha, coloquei ela em um quarto já completamente mobiliado e lindo, era branco com desenhos de flores lilás, com um puff da mesma cor, tinha também uma caminha, própria pra idade de Manu, com um edredom das princesas e umas almofadas roxas, era tudo simplesmente lindo; Coloquei ela na cama e fui tomar banho, precisava dormir, já estou há quase 24 horas acordada. Subi lentamente as escadas até chegar ao meu quarto, chegar no quarto em que um dia foi dele também, entrei, peguei uma mala e tirei de lá uma roupa confortável, fui no banheiro, tomei um banho e me deitei, mil lembranças de momentos naquele quarto me passaram pela cabeça, até eu adormecer.
Flashback- Quase dois anos atrás
Eu e Pedro estávamos fazendo dois meses juntos, e ele me levou pra jantar no restaurante em que nos conhecemos, ele foi tão lindo comigo o dia todo, puta merda, acho que quero casar com ele. Ele foi me levar em casa, desceu do carro, abriu a porta pra mim e me guiou até a porta.
-Eu não quero ir embora- Ele sussurrou com uma voz rouca e sexy no meu ouvido arrepiando-me dos pés a cabeça.
-Então entre- Eu disse convencida de que queria fazer aquilo com ele, ah, nem vem ok? Eu tenho 18 anos e sou a virgem Maria u_u
Ele me beijou de um jeito lento, passou a língua sobre meus lábios, vagarosamente, e eu deixei que ela fosse deslizada para dentro da minha boca. Doce, suave, lenta e intensamente. Foi uma questão de segundos para que nosso beijo se transformasse de lento para uma afobação sem fim, nos devorando deliciosamente, deixando os gostos diferentes misturando-se, me deixando sentir o cheiro do seu perfume aquele cheiro viciante, adentrando minhas narinas, queimando-as, deixando claro o quão único era. Eu me sentia sufocada, deliciosamente sufocada por aquilo e queria mais.
Meu corpo inteiro, dos pés a cabeça, tremeu e as pernas ficaram bambas quando Pedrinho me puxou para mais perto, me segurando possessivamente em seus braços, grudando nossos corpos mais ainda como se fôssemos nos fundir, deixando que eu sentisse sua clara e volumosa excitação, enquanto me apertava ainda mais a minha nuca. A cada toque dele, meu corpo reagia de diversas formas, me levando a um prazer inexplicável. Minha pele parecia estar em brasas, ardendo, queimando, me mostrando o efeito que Pedrinho tinha em mim.
Minhas mãos, ansiosas, brincaram com a barra da blusa dele, indo por dentro da mesma, tateando seu tronco definido e lisinho, querendo descobrir seus pontos mais fracos. Quase fui à loucura, sentindo seus músculos se contraírem ao meu toque e ouvir um suspiro pesado sair da boca dele enquanto continuávamos a nos beijar ardentemente. Subi a blusa lentamente, até tirá-la de uma vez, separando nossas bocas o mais breve possível e isso só fez nossa urgência aumentar quando voltamos a nos grudar. Eu me sentia bêbada de tanto tesão. A excitação percorreu meu corpo com a velocidade de um cometa entrando na atmosfera, e me queimando como se houvesse um fogo insuportavelmente quente, como o inferno.
Não conseguia raciocinar direito. As mãos habilidosas e a boca de Pedrinho não me deixavam fazer isso. A forma como estávamos e como nos beijávamos... Eu não queria pensar, quebrar aquilo. Era bom demais para ser verdade. Deliciosamente perigoso e excitante.
Algo dentro de mim pedia mais, queria ir mais além do que um simples amasso, e deixei que Pedrinho descesse as mãos para a minha bunda, apertando-a com vigor incrível, me fazendo gemer baixinho, quase suplicando por mais. Pedrinho foi subindo as mãos, e junto com elas, o meu vestido, da mesma forma que eu fizera com sua blusa, mas parou na altura do quadril, quando dava para sentir o pano fino da minha calcinha – eu agradeci mentalmente por ter optado por uma preta bem delicada, nem muito grande e nem muito pequena — e tocar melhor minhas nádegas. Ele me apertou novamente, e eu gemi, intensificando ainda mais, se possível, o nosso beijo. Estava sufocada pela falta de ar e pelo perfume dele que estava me deixando completamente zonza. Meu corpo queimava de tanto desejo, minha mente estava vazia e eu queria que aquela sensação nunca mais me abandonasse.....
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