Quando menos esperamos
8 CAPÍTULO 08
A mulher do sonho.
Aquela que me olhava e me chamava de amor.
A mesma que apontava para o garotinho no sonho que me chamava de pai.
Só que olhando para ela, pude notar que era nova. Arriscaria dizer que tinha a idade da minha irmã. Só que a do meu sonho, ela era um pouco mais velha, mas ainda assim era ela.
Como isso era possível?
- Ah, oi Nick. Vem aqui.
Foi quando sai da minha paralisia momentânea e me esforcei para me manter normal. Por mais difícil que fosse a situação.
Me aproximei da minha irmã, que tinha me chamado, tentando ao máximo não olhar tanto para aquela garota a minha frente. – Sim, eu disse garota, porque não deve ter mais que 20 anos. – Observem bem que eu disse tentando, porque estava mesmo difícil. Ela era ainda mais linda do que minha mente poderia sequer tentar imaginar. Sem contar no perfume maravilhoso que vinha dela. E aquela sensação no meu peito de preenchimento, aquela sensação de estar completo estava presente só de olhá-la. Isso é loucura.
- Esse é Esdras, meu namorado. – Me apresentou ele, na mesma hora que estendi minha mão para cumprimenta-lo – Amor, esse é meu irmão.
- Ah, você é o famoso Dominic. – Esdras apertou minha mão com um sorriso.
Assenti, retribuindo o sorriso.
- O próprio.
- E essa... – Continuou minha irmã, olhando agora para a garota que estava na sua frente. – É a Eloísa. Irmã do Esdras.
Eu estava tentando mesmo não olhar para ela, mas agora era impossível.
- Olá. – Cumprimentei-a estendendo a mão.
Eloísa prontamente aceitou e quando sua mão tocou a minha, senti um arrepio bom percorrer meu corpo.
O que tem de errado comigo? Como uma garota pode estar tendo esse poder sobre mim, um cara de 36 anos?!
- Prazer em conhece-lo. Gabi fala muito de você.
Olhei para minha irmã que só observava.
- Espero que bem.
Ouvi a risada da Eloísa e olhei para ela com um sorriso. A risada dela também era linda. Como tudo o que vinha dela, aparentemente.
- Não se preocupe quanto a isso.
Fui apresentado a todos os convidados e fomos em direção a sala de jantar.
Tudo estava indo muito bem. Soube que Ingrid, esposa do pai de Esdras – que descobri se chamar Gustavo -, era a madrasta deles. A mãe de ambos morrera no parto de Eloísa. Esdras tinha 20 anos e fazia faculdade de direito. Gustavo era empresário e Eloísa... Bom, não soube muita coisa sobre ela. O assunto era mais voltado para o noivado da Gabi que seria daqui uns meses e sobre minha vida em Curitiba.
- Mas e você, Dominic... – começou Gustavo. – Gosta de Curitiba?
Dei um meio sorriso, antes de limpar a boca com um guardanapo.
- Gosto sim. No começo foi difícil me adaptar, mas é um lugar maravilhoso, impossível não gostar.
- Sei bem como é. Eu morava em Londrina. – Disse ele. – Viemos uma vez passar as férias por aqui quando minha falecida esposa estava grávida da Elô e nunca mais voltamos.
Olhei para a garota que estava sentada a minha frente e percebi que ela olhava para mim, porque assim que meus olhos pousaram nela seu rosto deu uma leve ruborizada e ela desviou o olhar. E foi com muita surpresa que eu achei aquilo adorável.
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