Quando menos esperamos
2 CAPÍTULO 02
Notas iniciais
Assim que ele passou pela porta, minha secretaria entra com o tablete na mão para me passar a agenda do dia.
Lígia entrou em minha sala calmamente. Ela era uma mulher muito bonita, tinha seus 1,70 de altura, pele clara, olhos castanhos escuros e cabelos na altura do ombro da mesma cor dos olhos. Mas não foi por isso que a contratei. Fiz isso por causa da sua extensa experiência no ramo de arquitetura.
- Senhor Miller, pediu para que avisasse assim que os clientes franceses chegassem. Eles estão entrando no prédio agora.
- Certo. – me levantei, pegando meu celular e meu paletó que estava na cabeceira da minha cadeira. – Vamos lá.
Saímos do meu escritório em direção a sala de reuniões.
Basicamente essa reunião era para oficializarmos e para assinarmos a parceria que fizemos com um grupo de Paris. Agora nossa filial na França que vai projetar as plantas e a empreiteira deles que irá executar. Poderiam ter entrado em contato com nossos homens por lá mesmo, mas quiseram vir até aqui, para que o acordo pudesse ser fechado comigo.
Depois de tudo esclarecido, apertamos as mãos em cumprimento ao acordo e eles se retiraram da sala.
- Essa era sua última reunião, Senhor Miller. – disse Lígia terminando de digitar o relatório da reunião em seu tablete. – Às 17:30 o mestre de obras estará esperando o senhor na construção, como tinha pedido ontem.
Saímos da sala de reunião indo em direção a minha sala.
- Maravilha. Muito obrigado, Lígia. – Entrei em minha sala e minha secretária veio junto. – Se me ligarem, diga que estou em reunião. – disse retirando meu paletó e colocando apoiado atrás da minha cadeira. – Preciso terminar a planta da pousada ainda hoje. – Puxei a cadeira e me sentei, arrastando para ficar mais perto da mesa. – E agradeceria se pudesse me lembrar quando estiver na hora de ir até a construção para falar com Leandro. – Me referindo ao mestre de obras.
Minha secretária da um meio sorriso.
- Sim, senhor. Com licença. – disse e saiu fechando a porta.
A manhã e à tarde foram passando que eu nem me dei conta. Quando eu olhei no relógio, depois de terminar o projeto, já passavam das 17:00. E eu sequer tinha comido algo.
Peguei meu telefone do escritório e liguei para o ramal da Lígia.
- Sim. – Atendeu no primeiro toque.
- Lígia, poderia vir até minha sala, por favor? – pedi.
- Claro, senhor. – E desligou.
Em menos de um minuto, minha secretária já batia na porta timidamente e entrava.
- Com licença. – Me recostei na cadeira e a olhei. – Em que posso ajudar?
Sorri e inclinei a cabeça um pouco para o lado.
- Tenho algumas ideias.
Vi Lígia segurar o riso e tentar assumir uma postura mais séria.
- O senhor precisará sair daqui para ir para a obra em... – ela parou por alguns instantes, olhou em seu relógio de pulso e de volta para meu rosto. – 20 minutos.
Me levantei, contornei a mesa e fui em sua direção. Parei atrás dela e coloquei seu cabelo para o lado, podendo assim ver seu pescoço branco e delicado.
- Perfume diferente. – Sussurrei sobre sua pele, podendo ver assim ela se arrepiar. – É novo?
- Uhum... – Disse num sussurro.
Respirei fundo, sentindo o aroma.
- Gostei. Ficou perfeito na sua pele. – Depositei um beijo no local.
Lígia se virou de frente para mim e pude ver desejo nos olhos dela. Foi aí que não resisti. Coloquei uma mão em sua cintura, puxando-a para mim e a outra foi para seu cabelo, segurando-o e colei meus lábios nos dela.
Lígia era uma mulher linda, nunca neguei. No começo eu até que não queria me envolver com minha secretária, não seria nada legal se o que nós tentássemos não desse certo e eu acabasse perdendo uma funcionária tão eficiente. Porém, o tempo foi passando, fomos ficando amigos e até que um dia, combinamos de sair para beber depois do trabalho e pronto. Começamos a nos envolver.
O que temos não é nada sério, não exige explicações, não tem cobranças. É só sexo. Tanto para mim quanto para ela. Eu fiquei com receio de Lígia acabar por confundir as coisas entre a gente, mas estamos nessa há 2 anos e por enquanto está indo tudo muito bem.
Posso me relacionar com quem eu quiser e ela pode fazer o mesmo. E está ótimo para mim. Começamos como amigos e passamos a ser amigos com benefícios. Ela sabe que comigo não terá mais do que isso. Não sou muito de me relacionar com ninguém, menos ainda de me apaixonar.
- Dominic... – Lígia disse arfante, quando passei a beijar seu pescoço. – Você vai acabar se atrasando.
Fui caminhando para a frente e consequentemente a empurrando até que suas nádegas encostassem na minha mesa. A ergui pela cintura, colocando-a sentada e abri suas pernas, ficando no meio delas. Já disse que saias são uma maravilha?
- Não vou não. – Disse sussurrando em seu ouvido, vendo-a estremecer.
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