Quando a lua cai ao relento.

4 Capitulo 4: O renascimento de uma serpente vermelha.


Notas iniciais
Não pude postar antes porque eu estava sempre sem internet e também não estava emocionalmente bem,espero que você entendam,obrigado

A vovó me levou a um café um tanto rústico, tinha bancos estofados de veludo vermelho e as mesas tinha uma madeira um tanto velha, havia apenas sete mesas e quatro delas estavam ocupadas,em uma das mesas havia um rapaz ,tinha um cabelo negro e olhos avermelhados,se vestia como um nobre,mas não parecia muito diferente de mim e era bastante atraente.
A vovó sentou-se à mesa a esquerda com uma janela que dava para fora, me olhou no fundo dos olhos e começou a falar em um tom amedrontador e silencioso.

–A profecia fala sobre um jovem de capa vermelha, cujos olhos seriam mais frios que o próprio inverno, com uma alma sombria e um coração bondoso, sairia em missão para um lugar distante e por sua vez perderia a batalha entre o Dragão mestre, porém no futuro ele teria a chance de recuperar o tempo que perdeu, se persistisse nele mesmo, caso contrario seria consumido pelas chamas do desespero e da angustia.

Ao ouvir o que a vovó disse pus os cotovelos acima da mesa de madeira,que emitiu um som velho e baixei a cabeça olhando para aquela madeira polida escura,estava esperando uma luz,alguma coisa,uma sugestão ou talvez uma chance de fugir dali.

Fiquei em silencio por um longo tempo olhando para mesa,pensando no que fazer ou no meu próprio futuro.

–Esse jovem sou eu?
Eu levantei a cabeça olhando para a vovó com um rosto pálido e amedrontado pela profecia contada a mim.

–Estamos tentando descobrir
Ela olhou para a mesa dos rapazes e eu segui o olhar dela para eles,ela olhava com amor para um certo rapaz cujo os cabelos eram vermelhos,ele pareceu á olhar da mesma forma mas ela acabou desviando o olhar para mim.

–Vamos
Vovó pegou o casaco e saiu do café como se corresse de alguma coisa que eu não sabia o que,era instigante e confuso,me deixava com uma certa curiosidade,eu conheço olhares carinhosos e com ódio e com certeza eles se amavam mas algo não permitia que esse amor crescesse.

–Vovó,quem era aquele rapaz?

Ela olhou para mim e deu um sorriso satisfatório e um tanto triste

– Você percebeu
Ela riu um pouco e andou na minha frente.
–Nos conhecemos em uma noite fria de inverno,eu acabará de fugir de casa e estava zanzando pela noite sem rumo e sem direção,ao chegar em um porto me alistei para um navio pirata,ele era o capitão de inicio ele não gostou mas após muitas batalhas nós nos apaixonamos mas meus pais me encontraram e me obrigaram a casa novamente,foi um casamento cheio de ódio e não havia amor,as vezes nos encontrávamos as escondidas mas nunca era o bastante,minha única alegria nesses últimos anos foi saber que eu pude viver o amor da minha vida,mas ele jamais se apaixonou novamente,assim como eu,é bastante deprimente

Vovó me olhou e deu um sorriso triste

–Agora vamos,temos que terminar o aperfeiçoamento da sua habilidade nova

Eu a segui até o campo de inicio

–Vamos,levante os braços pra cima com postura

Eu fiz exatamente o que ela mandou e dobrei os pescoço para trás soltei um suspiro profundo,voltei a posição de inicio e foquei o olhar na direção dela,posicionei a perna direita para trás e abri as mãos na direção do céu,deitei o braço esquerdo até a altura do ombro e o direito eu dobrei.

–Agora

Em uma fração de segundos eu dei um “soco” no espaço tempo que emitiu um som e vovó riu em tom de deboche.

–De novo
Fiz novamente os mesmo movimentos mas a vovó continuava falando “de novo” em todas as vezes,ao fim da tarde eu havia feito mais de dez vezes e estava cansada.

–De novo
Eu suspirei irritada

–Eu não consigo,droga!
Ela me olhou irritada e andou até mim com raiva,confesso que aquilo me assustou.

–Você vai fazer!
Ela me lançou um olhar com raiva e eu dei as costas para ela irritada,ela murmurou algo em uma língua antiga e levantou os braços para cima,abriu as palmas das mãos,posicionou as pernas,dobrou os joelhos e deu um “soco” no tempo espaço fazendo um tipo de barreira de fogo azul no chão.Olhei para a vovó boquiaberta e percebi que esse fogo não incendiava as arvores e nem o solo.

–Como..você? como não ta ..?

Eu não consegui terminar a frase estava tão impressionada com o que a vovó havia feito que nem mesmo conseguia falar,como ela havia feito aquilo?.Ela deu um sorriso para mim.

–Mimada
Depois disso ela passou por mim,andava com confiança e atitude,ela olhou para o circulo em volta de mim e ele se desmanchou.

–Vamos!

No dia seguinte vovó e eu fomos a cidade,vovó queria me dar a minha primeira espada mesmo eu dizendo que já tinha uma mas ela insistia dizia que “aquela não foi comprada”,me levou a um ferreiro famoso da cidade.

–Posso ajudar?
Ele estava de costas para nós mas quando se virou deu um sorriso

–Veronica!

Ele disse alegremente e sorriu para ela.
O local tinha uma aparência velha,era como um galpão quase caindo aos pedaços.

–Como esse lugar pode ser famoso?

Eu disse olhando para os lados até voltar á atenção para o ferreiro.

–A qualidade não está na aparência do local

Ele deu um sorriso sarcástico,vovó me deu um soco fraco no braço.

–Quero sua melhor espada,Jason.
Ele sorriu e entrou em um tipo de porta de madeira mais nova,quando voltou ele tinha uma espada enrolada em um pano velho.Vovó sorriu e tirou o pano da espada revelando uma cor branca,ela tinha desenhos em preto e era minimamente curvada.

–Essa é a Águia de Zeus
Eu franzi a testa tentando entender o nome da espada e olhei para a vovó que fez uma cara estranha.

–Além de mimada é burra

Ela disse sarcástica

–Ela é chamada de águia de Zeus porque quando é manejada corretamente é assemelhada á um raio quase invisível,mas ninguém jamais conseguiu ser rápido o bastante.

Vovó disse olhando para a espada que refletia o olhar satisfeito da vovó.

–E além disso é uma espada muito rara Veronica a encontrou quando era jovem e a trouxe para mim esconde-la

Eu olhei para os os dois percebendo os olhares orgulhosos.

–Tsuki eu quero que...
Vovó foi interrompida

–Por favor,Veronica veja isso
Vovó andou nervosa até a porta eu a segui,quando chegamos lá fora o céu escureceu por um momento e um rapaz albino dos olhos azuis pousou na cidade em um pégaso negro com asas de demônio e sorriu ao me ver.

–Mas ora vejam só quem é...
Ele riu sarcasticamente e desceu do pégaso

–Tsuki Kurai nunca pensei que te encontraria aqui

Ele olhou para a vovó

–E a Veronica,nunca pensei que teria coragem para desertar do clã Li,e virou a protetora da pequena “falha” da família,que decepção

Eu olhei para a vovó um tanto surpresa ela nunca me contará sobre ser do clã Li,ao olhar para ela percebi que ela havia ficado nervosa.

–Fique quieto seu filho ingrato,

Ele pareceu fazer uma cara triste mas logo começou a rir debochadamente para ela.

–Opa! A sua netinha não sabia? Que peninha não é!?

Ele riu novamente

–Mas não vim falar com você,vim falar com esse verme que minha querida irmã pós no mundo

Ele ascendeu um cigarro e pois entre os lábios,segundos depois ele tirou deixando a fumaça do cigarro sair.

–Mas vamos ao que interessa

Ele jogou o cigarro no chão e pisou encima

–Não vou lutar com você

Acabei percebendo que uma multidão havia se formado em volta,ele me olhou com ódio.

–Você vai sim

Ele olhou para trás e puxou a espada decapitando uma senhora que estava com os filhos,ao perceber o tamanho da crueldade dele e perceber a tristeza das pequenas crianças que agora choravam ao leito da mãe,ele apenas riu e olhou para mim.

–Ou todos aqui vão morrer

Vovó me olhou e eu dei as costas para ela,mas no momento que iria sair ela me segurou pelo braço.

–Seu treinamento não está completo

Eu olhei para ela

–Eu preciso fazer isso

Eu soltei o braço e corri até o galpão do ferreiro.

–O que foi? Vai fugir

Ele riu sarcasticamente

No galpão do ferreiro eu fui ao encontro da espada.

–Vamos ver ser é verdade

Peguei a espada com rapidez

–Mas e o...

Eu olhei para o Jason com o olhar frio
–Cale a boca!

Corri para o lado de fora e olhei para o rapaz com frieza e com ódio.

–Nunca fugiria de uma briga com alguém como você seu pedaço de lixo!

Ele apenas riu e estalou os dedos,o pégaso dele se transformou em um dragão vermelho gigante,eu fiquei boquiaberta.

–O que foi? Não se garante sem o seu precioso dragãozinho? Tsc,covarde
Eu sorri diante a provocação que havia feito,olhei para a vovó que parecia amedrontada.O rapaz apenas sorriu e mandou que o dragão dele saísse.

–Tudo bem eu acabo com você fácil,fácil

Ele sorriu,pegou a espada e avançou na minha direção eu desviei a espada dele para o lado e tentei acerta seu estomago mas ele desviou a espada deixando um corte na minha bochecha esquerda que começou a sangrar,e eu dei mais alguns golpes falhos e ganhei mais alguns arranhões até eu me cansar do joguinho dele.

–O que foi pequeno verme? Não está preparado?

Franzi a testa e girei riscando um corte fundo na bochecha dele,ele pós a mão sobre o ferimento e avançou na direção do meu peito mas eu desviei a espada dele,nossas espadas dançavam ballet ao tom da luta.
Ele avançou contra o meu pescoço e eu forcei com a minha espada,empurrei ele contra uma barraquinha de aboboras que estava na rua o fazendo quebrar todas elas, então joguei a espada dele longe o jogando no chão,subi encima dele ameaçando cortar sua garganta quando ele pos as mãos na frente do peito.

–Não por favor....não me mate eu prometo que não vou voltar

Ele disse choramingando,eu cerrei os dentes .

–Como eu posso confiar em você,canalha

Ele derramou algumas lagrimas,ele estava com a boca cortada e pequenas gotas de sangue caiam,e estava com o rosto sujo,e as lagrimas abriam caminho limpando.

–Por favor
Eu forcei ele e subi,dei as costas ficando de pé ,atrás de mim ele pegou uma pequena faca no bolso e atirou na minha direção,por sorte eu pude ouvir a faca cortando o ar ,desviei dela e joguei a minha espada que foi rodopiando como um raio e acertou sua garganta e dissipou a parando fincada no solo verde,eu olhei para trás então eu vi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.