Quando Um Humano Vira Robô

1 As engrenagens funcionam a todo vapor!


Notas iniciais
Espero que a fic agrade.

O senhor Henrique, um homem de 60 anos, escrevia com zelo no caderno. A luz do estiloso abajur iluminava bem o seu rosto cheio de rugas. O homem passou a mão pela sua barba e cabelos brancos enquanto pensava. Ele era uma pessoa cheia de privilégios e sorte na vida, pois saíra da pobreza absoluta e conseguira o que pouquíssimos alcançavam: o sucesso. Não era a toa que Henrique morava em uma mansão invejável e possuía reconhecimento profissional do mundo inteiro. Este ano, era novamente um dos fortes candidatos a receber o prêmio Nobel. Orgulhava-se bastante disso.

Alguém bateu na porta da sala de pesquisa da mansão, chamando-o de volta à realidade.

-Pode entrar Marcos, meu neto.

Um rapaz de 19 anos chamado Marcos adentrou o recinto. Ele morava na mansão com seu avô milionário.

-Como soube que era eu?-Indagou o adolescente que gozava de uma beleza raríssima. Não era a toa que o moreno estava entre os rapazes mais desejados pelas garotas da cidade.

-Nunca subestime uma mente super dotada.-Respondeu-lhe com um sorriso

-Compreendo. Gostaria de saber se \"aquilo\" já está pronto.-Falou ansiosamente o neto Marcos.

O idoso assentiu e foi pegar um frasco preto escondido no armário. Após ter aberto o frasco, depositou o único comprimido preto que havia, em seu interior, na mão do neto.

Henrique explicou:

-Quando ingerir isto, a mutação que eu fiz em seu DNA estará completa. Neste momento, você poderá se transformar finalmente! Caso tudo ocorra conforme o previsto, poderei vender minha invenção ao governo dos EUA, ajudando-os a derrotar o inimigo de todos os cidadãos americanos, a Rússia, que nos declarou guerra há três anos e tem feito muitas vítimas.

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Ambos se deslocaram até uma área deserta e cercada de montanhas, o que impedia que um espião visse o que estava prestes a acontecer.

-Segundo o exame médico que fiz em você, Marcos, sua saúde está perfeita. Ao meu sinal, desejo que tome o comprimido preto, ok?

O garoto assentiu, nervoso. Ele ansiava pelo momento em que seria \"especial\". Aceitara mudar seu DNA original e aprender diversas artes marciais porque não se conformava em ser mais um ser humano no planeta.

Milésimos de segundo após ingerir o comprimido, sentiu-se estranho. Notou logo que seu corpo emitia uma luminosidade forte.

Quando se deu por si, já tinha mudado de forma. Notou que tinha ficado grande. Devia estar do tamanho de um edifício de seis andares. Mexeu de leve seus braços, sentindo engrenagens dentro de seu corpo se movimentarem. Seu visual atual era de um magnífico robô gigante que possuía um designer magnífico. Havia dois turbos nas suas costas metálicas também.

Querendo conferir seu novo corpo, andou um pouco, fazendo a terra estremecer de leve. Praticou também alguns movimentos de karatê e se surpreendeu com a superioridade deste novo corpo em relação ao da raça humana. Agora era mais veloz, sua visão era mais aguçada e estava indiscutivelmente mais forte.

-Acione sua arma principal!-Ordenou Henrique, transportando de alegria ao encarar o andróide feito de metal duro e resistente.

Marcos não sabia do que se tratava essa tal arma principal, até que apareceu uma imagem 3D de uma arma de fogo em sua visão robótica.

-Acionar metralhadora!-Ordenou para seu novo eu.

Simplesmente do nada, sua mão foi ocupada por uma metralhadora grande e de aparência ameaçadora.

-Que maneiro!-Comentou para si.

-Meu neto Marcos, vou mandar um robô criado por mim, chamado Ciclope, para analisar suas novas habilidades. Ok?

Henrique mexeu no laptop que trouxera consigo da mansão.

Quatro minutos mais tarde, um gigante robô bípede que só tinha um globo ocular — daí seu nome Ciclope — apareceu.

Os olhos robóticos de Marcos brilharam intensamente ao focalizar seu adversário.

O movimento inicial foi do Ciclope, que acionou uma foice e partiu para cima do adversário.

Marcos, involuntariamente, ativou os dois turbos que estavam em suas costas e se desviou do golpe da foice. Sem perder tempo, desferiu uma série de chutes e, no fim, socou o queixo metálico de Ciclope, fazendo-o perder momentaneamente o senso de equilíbrio. Foi nessa hora que teve o prazer de utilizar sua metralhadora para danificar o adversário de forma meio brutal.

O Ciclope estremeceu o chão ao cair, derrotado. Sua armadura estava arrasada e cheia de inúmeros buracos de bala.

-Parabéns Marcos, você derrotou sem muito esforço um dos melhores robôs de batalha já feitos na história! E foi invenção minha! Não sabe o quanto isso me deixa feliz! Realmente um humano que vira máquina é mais eficiente do que uma feita pelos homens... Ficaria ainda mais satisfeito se você batizasse este seu novo corpo!

Marcos estava eufórico demais para pensar em algo. Só bem mais tarde perguntou para Henrique:

-Que acha de Demônio?