Quando Se Assume Um Sentimento

15 Quando um não quer dois briga


Notas iniciais
Demorei bastante gente... Desculpa mesmo, mas está ai mais um capitulo da fic o/
Boa leitura!!

– Então você está indo a trabalho? – Diana pergunta para o homem ao seu lado

– Sim, eu sou americano e a empresa na qual eu trabalho, que fabrica aparelhos de DVD e Blu-Ray me convocou para uma espécie de reunião – Mike responde simpático – Mas e você?

– Lazer e negócios – ela diz sem dar muita informação

A princesa continua conversando com o homem que conheceu no avião e com uma simples pergunta que ela faz, Mike começa a contar toda a história de sua vida. Atenta a ele, ao mesmo tempo sente um olhar sobre si, vindo de trás. Desviando a visão de Mike por meros segundos, vê os olhos azuis de Bruce sobre si, frios e misteriosos. Ele não para de fita-la nem por um momento e ela pergunta-se o que ele tanto olha. Diana começa a se incomodar com isso ao mesmo tempo em que se diverte e percebe que não presta mais atenção nenhuma em Mike até que o mesmo pergunta

– Você conhece Vendall Savage?

– Como? – ela rebate com outra pergunta não acreditando no que ouve

– Vendall Savage... Que foi descoberto como novo milionário há pouco tempo

– O que tem ele? É bem conhecido – ela comenta tentando disfarçar sua própria surpresa

– Há pouco tempo ele foi reconhecido como irmão de sangue do dono das empresas Vigilare

– É, ouvi falar.

– Bem, eu trabalho nessa empresa e não...

– Você trabalha lá? – Diana faz uma pergunta redundante confusa com a própria sorte

– Sim, na filial em Chicago. Sou o responsável chefe da produção

Diana vê o sorriso orgulhoso que surge no rosto de Mike e retribui, sorrindo também, mas por outra razão. O destino viera a seu encontro e ela tem que aproveitar

– Entendo. Você deve ser bastante inteligente afinal construir aparelhos desse tipo não é fácil – ela comenta simpática como sempre

– Estou acostumado a mexer com DVDs e Blu-Rays, trabalho lá há anos

Diana assente e se dá conta que o homem a sua frente, loiro e de olhos claros aparenta ter a mesma idade de Bruce. Curiosa, faz ele retomar o que estava falando anteriormente

– Mas continue seu comentário sobre Savage – incentiva normalmente

– Estava dizendo que em relação a ele, desconfio que não seja nada além de um golpista

– Por que diz isso?

– Ele se diz irmão de sangue do senhor Антонnо, o dono da empresa, mas não tem nenhuma semelhança com ele.

– Nem todos os irmãos são parecidos – Diana comenta fingindo defender Vendall – Você sabe como eles se reencontraram?

– Ouvi dizer que o senhor Антонnоquase sofreu um acidente meses atrás e quem o salvou foi Savage, já se dizendo irmão dele. O senhor, obviamentegrato decidiu fazer o teste de DNA e a história foi comprovada.

Mike começa a contar outras coisas de menor interesse para Diana e ela deixa sua mente vagar. Não seria nenhuma novidade se o próprio Savage tivesse provocado o “acidente” só para ter uma oportunidade de plantar sua semente. Surpreende-se ao saber que mais pessoas não acreditam nessa história e começa a considerar Mike um aliado interessante, além de bonito;

– Gostaria de me encontrar com você novamente Diana, mas a Austrália é um país grande e esse tipo de coisa é difícil de acontecer certo? – ele comenta e faz uma pergunta oportuna

– É mais simples do que pensa – ela responde levantando e passando por ele

Já no corredor, coloca a mão no ombro de Mike e finaliza no seu ouvido

– Vou passar na sua empresa, vamos nos ver obviamente

A princesa deduz ser oportuno usar seu disfarce em beneficio próprio, revelando-o para ele. Logo depois de dizer isso ela começa a andar, dirigindo-se ao toilet e deixa o loiro surpreso e extasiado atrás de si. Ele levanta-se também e segura a mão da princesa, antes dela se afastar

– Fala sério? – ele pergunta animado

– Sim, sou jornalista. Digamos que... farei uma entrevista na Vigilare

– Vai ser um prazer recebê-la

– Igualmente será vê-lo novamente – ela comenta simpática – Agora se me dá licença

Mike assente e solta sua mão, voltando-se para seu lugar. Diana dirigi-se a abertura após a ultima fileira de poltronas, que leva ao toilet, mas antes olha para o homem da poltrona a esquerda. Bruce continua fitando-a, agora parecendo um tanto irritado e parece achar que tem algum direito sobre ela. Diana sorri de canto e pisca, achando graça em tudo isso e também porque sabe que ele ouviu sobre Vendall



– O papo está bom entre os dois, não acha? – Wally pergunta para Bruce, debruçando-se na poltrona

– Isso não me interessa – ele responde friamente, sem desviar os olhos da princesa

Às horas passaram e eles já estavam sobrevoando a Austrália a um bom tempo. 22h no avião não fora pouco e bastante exaustivo para todos ali. Felizmente, em poucos minutos o avião aterrissaria e o morcego esperava isso como nunca. Passar essas horas no avião está sendo não só cansativo, mas insuportável para ele. Ficou o tempo todo incomodado com o bom relacionamento entre a princesa e o tal de Mike. Não pegou no sono em nenhum momento, ficando atento a conversa dos dois. Notou que o papo estava realmente tão bom entre eles, que nem mesmo dormiram também, diferente de Shayera e Wally, que dormiram por um bom tempo. No momento em que Bruce ouviu sobre Vendall Savage, ficou interessado de uma boa maneira na conversa da princesa com o loiro, mas quando viu a amazona falando ao ouvido do homem e depois ele pegando na mão dela seu interesse modificou-se completamente para algo mortal.

Sabe que não deve exigir nada da princesa, afinal não tem nada com ela, mas não consegue se conter. Logo depois disso Diana piscou para ele sorrindo e Bruce sentiu uma vontade muito grande de fazer uma besteira.

– Sei... Que falta de interesse estranha já que você não para de olhar para lá – Wally comenta de repente, como quem não quer nada

– Você não ouviu que o tal de Mike disse algo sobre Vendall? – Bruce retruca falando baixo

– Não, mas você até já sabe o nome dele!

– Cale a boca... E já que não ouviu nada de útil para de tentar deduzir o motivo de meu interesse

– Não foi você que disse que não estava interessado?

Bruce ao ouvir isso do ruivo estreita os olhos, e Wally começa a dar risada, sem vergonha

– Do que está rindo? – Shayera, que até agora se mantinha quieta questiona

– Nada que precise ser comentado – Wally começa a responder e faz um gesto significativo com a cabeça para a direção de Bruce – É só reparar na cena

Bruce vê a mulher alada olhar para o ruivo e logo depois para ele e a dupla da frente. Ela coloca um sorriso malicioso nos lábios e concorda com Wally. Bruce balança a cabeça e decide ignorar os dois. Não apenas esses dois, mas os da frente também

– Senhores passageiros, dentro de poucos minutos estaremos aterrissando no aeroporto Internacional de Newcastle.

Bruce respira fundo ao ouvir isso e sabendo que o martírio vai finalmente acabar, ajeita-se na poltrona. Observando o homem ao seu lado, vê que o mesmo ainda dorme profundamente. Ele fecha os olhos por algum tempo e só volta a abri-los quando começa a sentir que o avião já está tocando o chão. Enquanto isso pensa na missão que terá pela frente e volta seus pensamentos para Ollie e sua caçada ao Ladrão das Sombras do outro lado do globo

– Já chegamos Bruce, pode se acalmar agora – Wally fala brincando, já se levantando, sendo seguido por Shayera

O morcego não diz nada e apenas levanta-se também, notando que Diana não está mais ali, ao mesmo tempo em que Mike também não. Olhando de um lado a outro enquanto todos se dirigem a porta de saída do avião, enquanto procura a heroína recebe um pedido de licença do seu companheiro do lado, o homem de dormiu a viagem inteira.

– Com licença senhor

– Toda – ele dá espaço para o homem educadamente e acaba sendo o ultimo no avião

Desconfiado, começa a se dirigir a saída também, ainda questionando onde a princesa foi parar. Ainda no começo do jogo de escadas para deixar o avião começa a ouvir uma voz masculina e se dá conta de várias coisas que começam a irritá-lo novamente

– Adeus Diana. Foi muito bom ter te conhecido – a voz de Mike diz

– Também gostei Mike, mas isso não é um adeus é um até logo – a amazona responde simpática

Bruce termina de descer as escadas e vê Wally e Shayera já bem distantes no ponto de desembarque do aeroporto. Essa área, bem iluminada e grande, deixa a vista de todos, o ruivo e a loira, que andam afastados um do outro. Ele sabe que, obviamente e para evitar qualquer problema, eles não podiam ser vistos saindo juntos e por isso quando deixasse o avião cada um pegaria um caminho diferente até o ponto de encontro, mas teimosamente e não seguindo suas próprias regras, o que não é de seu feitio, ele resolve esperar a princesa

– É verdade, vamos nos ver novamente – Mike se dá conta animado

– Bem, até mais então... Estou atrasada – ela despede-se com um aceno

Bruce observa a cena, afastado deles, mas não tanto para não perceber algumas coisas. Tem certeza que nem mesmo a princesa sabe de sua presença ali, mas quase se denuncia quando vê Mike pegando na mão de Diana e depositando um beijo demorado ali. O loiro sorri charmoso e afasta-se, dizendo antes alguma coisa no ouvido dela, que faz a amazona dar risada. O morcego infelizmente não consegue ouvir por causa do barulho dos aviões aterrissando e tomando vôo.

– Podemos ir agora que seu despediu de seu amigo? – Bruce sai das sombras depois que o homem já sumiu a perder de vista, aproximando-se dela

– Não devíamos nos separar até o ponto de encontro, o que está fazendo aqui? – a princesa esperta o confronta

– Decidi acompanhá-la

– E por quê?

– Shayera foi com Wally, não vejo problema em também ir com você, isso é tudo

– Bruce Wayne quebrando as regras, isso é raro de se acontecer – ela comenta brincando

– Não estou quebrando nada, apenas acabei de criar outra – ele retruca, dando as costas a ela e dirigindo-se a plataforma de desembarque



– Não é arriscado sermos vistos juntos? – Diana pergunta quando ela e Bruce já estão no estacionamento do aeroporto – Você uma pessoa publica

O estacionamento, de grande porte e bem iluminado faz jus a ser do aeroporto. Com várias vigas de cimento presas do chão ao teto, e vários carros de luxo nas vagas bem espaçosas, a princesa se dá conta que várias pessoas viajam, mesmo sendo ainda bem cedo. A luz, branca que ilumina o local é tão forte que por um momento, deixa a vista turva.

– Mais arriscado ainda seria deixá-la sozinha, por acaso conhece alguma coisa na Austrália? – ele pergunta andando lado a lado com ela, um tempo depois

– Você me subestima Bruce, sei me virar

– Não acho sensato deixá-la ir a pé até o ponto de encontro princesa – o morcego retruca, com um tom de ironia

– Mas vamos assim não é? – Diana pergunta ignorando o tom do herói

– Não, eu tenho um carro

Bruce diz isso e pega um pequeno molho de chaves em seu bolso. Apertando um botão do que Diana deduz ser o alarme, um barulho agudo é feito, e com o eco do estacionamento, ela consegue seguir o som até um carro esporte de marca desconhecida para ela, com os faróis piscando. Eles aproximam-se do carro, que é preto e com os vidros filmados e Bruce abre a porta do lado oposto do motorista para ela. Diana aceita o gesto de cavalheirismo dele e entra no carro, sentindo o ar frio que sai do mesmo. Como os bancos são de couro, a sensação fria apenas aumenta. Pergunta-se onde Bruce conseguira esse carro tão rapidamente e conhecendo-o bem como conhece tem certeza que ele já tinha preparado isso de antemão.

– Você já tinha tudo preparado não é? – pergunta depois que ele também entra no carro, ao seu lado

– Eu venho para Austrália vez ou outra a negócios, obviamente tenho várias coisas úteis por aqui já preparadas – ele responde sério, ligando o carro

– Não vai me dizer que você sempre deixa o carro aqui para eventuais viagens

– Não necessariamente, eu mandei antes da viagem, um de meus amigos trazer o carro para cá

– Você sempre me surpreende Bruce

O morcego não fala nada diante o comentário da princesa e apenas dá partida com o possante carro. A princesa fica fascinada com o painel tecnológico do mesmo, bem iluminado e marcando até mesmo a temperatura do carro.

– Onde estamos exatamente? – Diana pergunta curiosa, enquanto continua observando o possante

– Nova Gales do Sul, um dos estados mais populosos da Austrália.

– Sei disso, eu perguntei exatamente onde.

– Bem, aqui é o centro da cidade – ele responde mudando a marcha do carro

Diana assente e deixa-se levar pela paisagem não necessariamente bela, mas diferente. A cidade é bem maior e com avenidas mais largas do que as dos Estados Unidos. Carros, ônibus, caminhões e motos vêm e vão no trafego pesado e Bruce para em um farol, fazendo parte disso tudo com seu carro esporte. A avenida que ele para, espaçosa, deixa mais duas fileiras de carro ao lado. Olhando para as pessoas apressadas nas ruas, nisso a princesa vê semelhança com o país que vive. Mesmo sendo ainda 6h da manhã, tudo e todos já estão bem acordado, isso se a cidade dorme. Enquanto repara em tudo isso, a princesa começa a acariciar seus braços, pois sente frio com o ar gelado que vem do carro.

– Desculpe, esqueci de desligar o ar condicionado – Bruce comenta apertando um botão na porta do carro

– Não precisa se incomodar, mas agradeço – Diana retruca, já sentindo o ar gelado se esvaindo

– Então Savage tem pessoas desconfiadas ao redor também? – ele questiona olhando para ela

– Ah, você ouviu a conversa – ela comenta sorrindo – Parece que sim, Mike é um deles.

– Como ele trabalha lá, você ter o conhecido foi oportuno... em alguns pontos

– Hum... Em que ponto não foi oportuno? – a princesa pergunta interessada

Bruce continua olhando para ela com sua frieza de sempre, mas Diana vê um pouco de estresse em seu rosto e acha interessante. Antes de possa responder, o farol abre e ele tem volta sua atenção para o transito. Diana fica pensativa.

– Só não acho certo porque você tem que revelar sua identidade – ele diz um tempo depois

– A identidade é falsa, Bruce, que diferença faz?

– A diferença é que é você!

O tom de voz do morcego e suas palavras fazem Diana se surpreender. Ela perde a fala e Bruce continua concentrado no trânsito. Ela fica tentando deduzir em que sentido ele falara aquilo. Se no sentido que por ser ela, poderia ser arriscado dele descobrir a verdade ou se no sentido de estar com ciúmes. Dando de ombros, ela resolve apostar no primeiro, já que Bruce não assumia nada por ela.

– Pois então essa diferença vai te incomodar bastante – comenta friamente e para de encará-lo

Sente o olhar de Bruce sobre si diversas vezes, mas não o fita mais. No fundo acha tudo isso engraçado e bola um plano para aproveitar o ciúme que o morcego parece sentir.