Quando Se Assume Um Sentimento

17 A primeira impressão e os Verdes


Notas iniciais
Estou super feliz com o caminho que a fic está levando gente! Agradeço aos comentários, favoritos e recomendação *------------*
Boa leitura!!

7h05min AM

Este é o horário que o relógio na cabeceira da cômoda do banheiro marca no momento.

- Parece que demorei um pouco demais no banho – Diana comenta em voz alta, dentro de uma banheira de hidromassagem de tamanho médio

Logo depois, a amazona pega a toalha emprestada do closet de Bruce e enrosca-se nela. A mesma, felpuda e de cor branca, contrasta perfeitamente com o corpo da princesa, mesmo estando mais moreno agora graças à poção de Destino. Como molhara o cabelo enquanto banhava-se, Diana apenas passa a mão nas madeixas, ruivas e curtas, e é mais que o suficiente para secá-los. Ela vai até o espelho de tamanho médio logo à frente e observa-se por um tempo, pensativa. A primeira impressão ao entrar no banheiro de Bruce foi surpreendente. O cômodo, muito bem adaptado e mesmo não sendo tão grande é espaçoso do mesmo modo, e não deixa nada a desejar. A banheira vinha encostada na parede do fundo, e do seu lado o espelho e a pia, onde a princesa está agora. O chão, impermeável e quente, dá uma sensação gostosa e logo, não é necessário sair dali calçada. Uma espécie de cômoda próxima a porta, de madeira e branca, contém vários frascos de perfume e utensílios masculinos. Diana anda até lá calmamente e olha um a um. Pega um frasco mais fino e comprido e aproxima de suas narinas. Inala sua essência e sente o cheiro característico do homem morcego. Sorrindo marotamente, a amazona dá de ombros, e esquecendo-se que perfumes masculinos são ideais apenas para homens obviamente, passa um pouco do liquido em seu pescoço. Diana deduz que Bruce nem perceberá, e colocando o frasco no lugar, abre a porta do banheiro.

Já entre os dois cômodos, a princesa sente a diferença térmica entre os ambientes. O banheiro, quentíssimo e o quarto do morcego, gelado como pedra. Com o corpo todo arrepiado, Diana para de andar e fecha os olhos, respirando fundo. Deixa sua mente vagar por um tempo, e tenta de alguma forma fazer uma comparação entre essa mudança de temperatura entre os dois ambientes e Bruce. Não é impossível, afinal, seu companheiro é quente por fora, em algumas atitudes e no seu físico; e frio por dentro e no seu jeito de ser. Rindo de seu próprio pensamento absurdo, a amazona anda um pouco mais a frente, e volta a abrir os olhos, decidida. Resolve acostumar-se logo com a variação de temperatura, assim como faz a cada dia com as mudanças do morcego e deixa a toalha que estava sobre seu corpo cair. Completamente nua, Diana começa a andar em passos leves até o guarda roupa onde estão suas roupas graças a J’oon, até que sente um olhar sobre si. No mesmo instante, dá-se conta que em nenhum momento desde que saiu do banheiro, olhou ao redor. Ela vira sua cabeça, mas não seu corpo e exclama quando vê os olhos que sentira.

- Bruce! – exclama seu nome um tanto surpresa

O morcego não diz nada, e a princesa por incrível que pareça não se sente envergonhada de forma alguma. Sempre fora costume das amazonas andar em Themyscera com pouca roupa, ou até mesmo sem, por isso nunca se incomodou. Mesmo estando na frente de um homem, Diana não se abala, até porque da maneira com está, Bruce apenas visualiza sua parte de trás... Isso é, dependendo que há quanto tempo ele está parado ali, observando. Os olhos azuis do morcego seguem suas curvas de cima a baixo, e param exatamente em suas nádegas. Diana percebe bem isso, e pigarreia para fazê-lo voltar a encará-la

- Vai ficar só olhando? – ela pergunta irônica, elevando uma sobrancelha e sem se virar

Bruce não diz nada e no mesmo instante desvia os olhos. Virando um pouco de lado, ele cruza os braços e retruca um tempo depois, frio como sempre

- Quando disse que podia ficar a vontade, não precisava levar ao pé da letra, princesa

- Desculpe, não foi minha intenção – Diana diz educadamente e sem se importar volta a caminhar até o guarda roupa – Mas você poderia pedir licença antes de ir entrando, sabe que tem outra pessoa aqui

Como não houve nenhum comentário adicional, a amazona continua dando as costas a Bruce. Sente novamente um olhar sobre si, e diverte-se interiormente.

- Novamente eu pergunto... Vai ficar só olhando Bruce? – Diana refaz o questionamento, parando de andar e olhando-o de soslaio

- Você quer que eu... – o morcego começa a tecer seu comentário e a princesa o encara, virando-se um pouco para ele, mas não totalmente

- Continue – ela incentiva normalmente, cruzando os braços

Bruce desvia novamente os olhos, e Diana sente a sensação de frustração no ambiente. Ela começa a tentar deduzir o que ele ia dizer com aquilo.

- Esqueça – ouve-o retrucar antes que termine sua linha de raciocínio – Se vista logo, vamos sair

- Vamos? – ele repete o final da frase, surpresa

- Sim, quero te mostrar um lugar

- Entendo... Mas primeiro vamos tomar um café reforçado certo? Pelo horário é o melhor a se fazer

- Não creio que teremos tempo – o morcego discorda dando-lhe as costas e saindo do quarto – Não demore

A amazona ouve os passos dele se distanciando, e calmamente abre a porta do guarda roupa. O mesmo faz um som agudo com a ação dela e sendo escuro, quase preto, Diana demora um pouco para enxergar alguma coisa lá dentro. Grande demais por dentro, o guarda roupa tem várias repartições bem divididas, de cima a baixo. Na primeira delas, a princesa vê algumas roupas de cama, lençóis e cobertores; mais a baixo, na segunda, algumas toalhas, também felpudas de cores variadas; e no terceiro, que chega a sua altura, Diana vê uma gaveta embutida. Abre a mesma, e lá dentro várias roupas femininas faltam sair sozinhas, já que a gaveta está bem cheia. Calças, saias, vestidos e alguns casaquinhos, além das roupas intimas, estão ali bem dobradas, e nisso tudo a princesa percebe o cuidado e inteligência de Ajax. Agradece novamente ao marciano por ter deixado peças de roupas no closet de Bruce, já imaginando ser provável que ela ficaria por ali. Vendo roupa a roupa para decidir qual usará, Diana pega uma camisa de manga comprida branca, de tecido leve e joga em cima da cama. Pega um conjunto de roupa intima da mesma cor, feito de renda delicada e joga lá também, sem se virar. Deixando por ultimo a calça que usará, a princesa pega uma jeans de lavagem escura, estilo legging, bem apertada e quando está preste a jogá-la em cima da cama também, ouve o barulho de algo caindo no chão. Olha para baixo e vê um pequeno objeto, de formato quadrado, que parece proteger algo em seu interior. Ela abaixa-se e pega o mesmo na mão. De matéria plástico, Diana tenta ler a inscrição no objeto, que apresenta letras pequenas. Quando afinal consegue entender a letra, lê baixinho, sem se dar conta

- Camisinha

No mesmo instante, Diana entende o significado e uso daquilo e solta o mesmo, como se tivesse levado um choque. Pergunta-se se aquele produto já estava na gaveta ou se foi colocado por J’onn.. Não, o marciano não faria esse tipo de coisa. Deduz diante disso, que o objeto já estava ali. Conhecendo por ouvir falar o lado playboy de Bruce, imagina os tipos de garotas que o mesmo já deve ter trazido no flat para fazer uso de produtos como esse. Irritada, Diana levanta-se, chuta o material plástico para debaixo do guarda roupa e olha novamente dentro da gaveta. Revira as roupas, procurando mais camisinhas, mas não acha nenhuma.

- Então ele já deve ter usado um monte, para ter só uma aqui! – a princesa comenta em voz baixa

Diana respira fundo, fecha a gaveta e o guarda roupa com batidas fortes, e com a calça ainda nas mãos vai até a cama. A mesma, king size, e coberta com um grande lençol branco, aumenta as idéias na cabeça da amazona. Enquanto se troca, ela começa a imaginar o tanto de mulheres que Bruce já deve ter levado para aqueles lençóis, intimamente falando. Pergunta-se se essas mulheres eram brancas, negras, asiáticas; e se o morcego fazia alguma distinção desse tipo. O nível de ciúmes de Diana chega ao máximo, quando ela imagina o tanto de posi...

- Já está pronta? – ouve a voz masculina dele se aproximando, interrompendo seus pensamentos

A amazona não responde e termina de vestir a calça, que cai perfeitamente bem em seu corpo. Ainda sem a camisa, apenas com o sutiã que já colocara, Diana respira fundo novamente quando começa a ouvir os passos de Bruce.

- Diana? – ele diz seu nome quando alcança a entrada do quarto – Podemos ir?

Novamente, a princesa não diz nada, nem ao menos da sinal de vida e apenas veste a camisa que escolhera. Pronta, mas ainda descalça, Diana bagunça as madeixas curtas e vermelhas, e começa a se dirigir para fora do quarto, como se não houvesse mais ninguém ali.

- Sua sandália está na sala – Bruce comenta normalmente quando ela passa

A princesa assente com a cabeça, agradece em silencio (ou quem sabe não), e vê o salto vermelho de frente para a poltrona onde Shayera esteve sentada mais cedo. Diana pega a mesma, e sentando-se também, calça-as rapidamente. Ainda na mesma posição, olha de cima a baixo para si, e não acha que sua escolha ficou estranha. A camisa, branca e de manga comprida, é de um tecido bem fresquinho, logo, não sentira calor. A calça ficará bem confortável em seu corpo e mesmo não tendo nenhum detalhe vermelho, como brincos ou colores, apenas a cor de seu cabelo é o suficiente para ornar com suas sandálias.

Diana levanta, feliz com as peças e dirigi-se a porta que dá para fora do flat. Sente novamente o olhar de Bruce sobre si, mas dessa vez não o fita e nem faz nada do tipo. Abrindo a porta, quando percebe que não será seguida por ele, para e diz sem encará-lo

- Vamos? Não sei o que quer me mostrar, mas temos que ser rápidos não é?

- Você não queria tomar café? Eu coloquei a mesa – o morcego retruca cruzando os braços

A amazona surpreende-se ao ouvir isso, afinal nunca esperou uma atitude dessa vindo dele. Realmente, está com um pouco de fome, é como acostumou a sempre comer algo a está hora da manhã, Diana resolver fechar a porta e aceitar o gesto de Bruce. Mesmo ainda sentindo um pouco de raiva pelo que vira em seu quarto.

- Por que está tão quieta? – o morcego pergunta de repente

Ele e Diana estão há alguns minutos tomando o café na pequena cozinha flat, sentados em cadeiras estofadas e confortáveis. Não fora fácil para Bruce achar algo bom para se comer ali, já que fazia tempo que não vinha aquele lugar. Ele remexeu em todos os armários, que eram embutidos na parede, e de cor branca com detalhes cinza e encontrou algumas coisas apetitosas. Bolachas de água e sal, pão de forma integral, e bolo industrializado de coco estavam no cardápio. Rapidamente Bruce colocara tudo em cima da mesa quadrada e média feita de mármore, que ficava no centro da cozinha, e fizera o café enquanto a princesa se trocava. Obviamente fez isso com a mente um tanto perturbada por tê-la visto sem roupa um pouco antes. Surpreendeu-se bastante, mesmo sem demonstrar, por ela não ter ficado sem graça e nem nada do tipo. As curvas em seu corpo são simplesmente prefeitas, e Bruce teve que se segurar para não ficar só olhando, como ela perguntara. Apenas agradece por ela não ter percebido que ele estava a observando desde que saira do banho e fora para o quarto, e não apenas no momento que ela viu. Logo, não foi apenas a parte de trás de seu corpo que foi visualizado por seus olhos azuis.

- Não estou quieta, apenas comendo – ouve o comentário de Diana um tempo depois – Mas você parece pensativo

- E estou – ele retruca tomando seu café logo depois

- Sobre o que?

- Nada que precise ser comentado – Bruce corta o assunto rapidamente, afinal estava pensando nela – Vou te levar comigo para encontrar alguns conhecidos

- Pensei que não fosse seguro e nem certo sairmos juntos

- E não é, mas quero ter certeza que não será reconhecida. E não tem melhor maneira do que você sair comigo para isso... Chamo muita atenção das pessoas

- Claro você é Bruce Wayne. Dono das indústrias Wayne... Mas mesmo assim discordo em... – a princesa já começa a contestar teimosa e o morcego resolve cortá-la de imediato

- Não será perigoso, mesmo porque iremos a um lugar fechado. Apenas algumas pessoas a verão realmente

- Acha mesmo que alguém me verá como Mulher Maravilha? – Diana pergunta incrédula, depois de morder uma bolacha de água e sal

- Apenas não podemos arriscar, o que eu acho não vem ao caso

Bruce diz isso e Diana mantém-se quieta, sem mais teimar. O morcego aliviado levanta-se da cadeira, pois só tomara o café, não sente fome e pede licença a ela. A amazona balança a cabeça, de acordo e continua saboreando seu café da manhã. Bruce vai até a sala, depois passa para o a quarto e em seu guarda roupa, abre a porta do canto esquerdo. No fundo do mesmo, aperta um botão escondido na parte de cima, e um compartimento secreto se abre. A abertura exige as digitais das pontas dos dedos de Bruce, com um compartimento eletrônico brilhante e o morcego aproxima a mão direita. Sente um leve formigar nos dedos e retira a mão quando ouve um som de desbloqueio. Surge uma nova entrada que abre sozinha, e lá de dentro vários apetrechos do Batman estão bem posicionados. Bruce pega dois comunicados auriculares, alguns morcegos de ataque e algumas bombas de gás e coloca tudo, menos os comunicadores no cinto de utilidades que usa em baixo de sua roupa casual. Começa a fechar abertura a abertura do guarda roupa e quando ouve o ultimo som, agora de bloqueio, fecha a porta do mesmo.

- O que está fazendo? – de repente e pergunta de Diana vem a seus ouvidos

Bruce procura a princesa no ambiente, e a encontra sentada na cama, com as pernas cruzadas.

- Pegando algumas coisas úteis – ele responde aproximando-se dela e jogando o comunicador – Coloque isso

- Sei... Por acaso vamos a alguma missão também? – Diana questiona brincando enquanto posiciona o objeto no ouvido

- Temos que nos precaver. Nunca se sabe o que pode acontecer princesa

- É, temos que ser precavidos em todos os sentidos não é? – o comentário dela vem cortante, mas o morcego não entende o motivo

- O que quer dizer? – pergunta colocando seu comunicador também

Diana não diz nada e apenas lança um olhar gélido para ele. Logo depois se levanta e anda até a saída do quarto. O morcego fica um tanto confuso com o gesto, mas dá de ombros e a segue.

- Espero que seus amigos sejam mais simpáticos que você, Bruce Wayne – a amazona fala quando já está a saída do flat

- Isso depende do seu entendimento de simpatia – ele retruca sério deixando a princesa passar primeiro pela porta

- Será interessante – Diana fala sorrindo de canto, enquanto o morcego passa e fecha a porta atrás de si.

- John, cuidado! – Ollie exclama atirando uma flecha em um robô que estava prestes a decapitar o amigo. A máquina perde os movimentos dos braços na hora.

- Agradeço a ajuda Arqueiro – o herói também verde diz, elevando os dois a certa altura do chão onde ficaram seguros.

Ollie vê tudo ali de cima pasmo e surpreendido. O céu escuro como breu só é iluminado agora graças ao poder do Lanterna Verde que cobre seu corpo, impedindo o mesmo de cair, e facilitando sua respiração, já que estão em um planeta alienígena. O número de robôs que tenta alcançá-los do chão é surpreendente, mas como todos não ultrapassam três metros de altura, isso fica impossível de ser feito. O Arqueiro tem certeza que estão no mínimo a dez metros do chão

- Ei, John, será que podemos descer? – Ollie pergunta sentindo-se mal – Não me dou bem com alturas

- Ora, um herói habilidoso como você com medo disso

- Não estou com medo, apenas não gosto muito de lugares elevados demais... Vocês super heróis com poderes de voar e etc. esquecem que nem todos estão acostumados com isso

- De fato – o Lanterna concorda – Mas se descermos agora seremos mais do que machucados... Os robôsde Kontsnão estão de brincadeira

Ollie ouve o comentário do amigo e olha novamente para baixo, a todo custo. As maquinas inimigas, apresentam mãos cortantes e pontudas, que giram de um lado a outro. Seus olhos grandes e quadrados, de um amarelo enegrecido passam uma má impressão. Todos eles, com poucas exceções, são de cor acinzentada escura e corpos duros como chapa de aço. As exceções são vermelhas, mas parecem ser feitas do mesmo material. Nos seus corpos, esteiras fazem seus movimentos rápidos e Ollie deduz que no mínimo 20 deles estão lá embaixo, prontos para trucidá-los e mesmo o terreno no planeta sendo cheio de depressões, isso não impossibilita o caminhar dos robôs.

- Esse planeta Narx é um inferno! Grande idéia de J’oon nos trazer para cá – o Arqueiro retruca pensativo

- Ele não teve escolha – John rebate rapidamente – Essa rebelião de robôs controlados está acabando com tudo por aqui e matando todos os humanoides residentes. Só estávamos nós dois na Torre da Liga no momento da chamada. Temos que pegar o responsável para acabar com isso

- Esse tal de Konts não é? Como ele é?

- Se está procurando ele por aqui desista, deve estar escondido em alguma fortaleza subterrânea. Pelas informações é uma espécie de humanoide com características animais – o Lanterna responde prontamente

- Quem sabe não será tão difícil acha-lo, só precisamos de uma boa armadilha – Ollie comenta e logo depois tem uma ideia – Acabei de bolar uma contra esses robôs infernais, espero que dê certo.

O herói pega uma de suas flechas normalmente. A mesma parece ser básica, tirando algumas inscrições tecnológicas em todo seu corpo e a cor azulada brilhante. John observa tudo em silencio e fica se perguntando o que o herói ira fazer com apenas uma flecha. O Arqueiro posiciona o arco junto com ela e diz:

- Quando eu disser já você me solta John, é arriscado, mas tentarei uma coisa

- Tem certeza disso? Independente do que for fazer se não funcionar não sei se terei tempo de te pegar novamente antes dos robôs, sem contar que você ficara sem ar esse tempo todo – o Lanterna fala sério

- Sim, tenho certeza

- Tudo bem então

Ollie respira fundo, mira a flecha no chão próximo aos robôs e no fundo também não sabe se sua idéia funcionará.

- Já! – grita com vontade

No mesmo instante o poder do Lanterna deixa seu corpo e ele começa a cair dez metros até o chão, sem respirar mais. O chapéu que costuma usar cai de sua cabeça, com a velocidade do vento, mas o Arqueiro não se importa com isso. A sensação de estar caindo é simplesmente horrível. Ollie usa toda sua força para atira a flecha e quando o arco dispara, a mesma começa a brilhar mais intensamente.

- Funcione! – o Arqueiro exclama perdendo o pouco ar que ainda lhe resta, enquanto a flecha azul cintilante corta o céu até o alvo marcado no chão

Os robôs, quando vêem o objeto se aproximando não se afastam e um deles, da exceção vermelha fica bem na mira da mesma. Ollie pragueja em pensamentos, pois sabe que se a flecha não acertar o chão não terá o efeito desejado. Como se lesse seus pensamentos, o Lanterna usando seu anel faz uma martelo enorme, e vai para cima do robô, mandando-o longe. As outras máquinas entendem isso como perigoso e afastam-se um pouco. O Arqueiro levanta seu polegar para John, em forma de agradecimento, enquanto continua sendo puxado pela gravidade. Suas forças não acabam mesmo estando sem respirar a vários segundos. Ollie tem a incrível capacidade de conseguir ficar minutos a fio sem ar, graças a seus treinamentos. A flecha alcança o chão primeiro que ele, e um estrondoso barulho é feito assim que o toca. A mesma luz cintilante azul cobre todo o chão, fazendo rachaduras e dessas marcas vários fios de luz surgem e encostam-se aos robôs ao redor. Quando isso acontece o interior das maquinas parece sofrer uma pane total e param de funcionar na hora.

- Deu certo – Ollie diz animado, mas logo depois se desanima quando se dá conta que não apenas vai se emborrachar no chão, como será queimado vivo

Isso porque o erro no sistema dos robôs leva a autodestruição dos mesmos, e logo, serão explodidos em segundos. Ollie se encolhe todo da maneira que pode, e apenas espera o encontro de seu corpo com essas explosões. Torce para sobreviver em silencio, mas acha isso improvável já que seus pulmões começam a fechar acima de tudo. Fechando os olhos, de repente, quando está prestes a tocar o chão sente seu corpo sendo elevado com força. Abre os olhos novamente para entender o que acontece e vê a mesma luz verde de John cobrindo seu corpo, só que desta vez não parece vir do anel. Ollie consegue se mexer livremente e virando-se de frente, procura o herói que continua parado do mesmo lugar de antes.

- O que fez? – o Arqueiro pergunta confuso, enquanto alcança novamente a altura do amigo

- Também tenho meus truques – John começa a responder – Sabia que você era insano o suficiente para não se importar em se emborrachar no chão, por isso deixei um pouco da energia do anel dentro do seu corpo para ser ativada no momento certo, salvando sua vida.

- Agradeço, mas podia ter me avisado antes

- O único revés é que essa energia eu não posso tirar do seu corpo, ou seja, você vai ficar flutuado por mais alguns minutos

Ollie fica sério no mesmo instante em que ouve isso. Olha para baixo novamente, e percebe que todos os robôs foram explodidos por dentro e apenas a carcaça deles está no chão agora. Acha irônica a sorte que tem, porque foi salvo, mas terá que continuar voando, enquanto John suavemente pode ir para o chão. A mais de dez metros da terra, Ollie pragueja novamente. Detesta voar. Detesta ter que ficar nas alturas dessa maneira.

- Vou descendo, senão o anel vai descarregar demais – John comenta já diminuindo o poder do mesmo e dirigindo-se ao solo

- Claro, e eu fico flutuando aqui em cima! – O Arqueiro retruca frio

- A maneira como disse isso me lembrou o Batman agora – o Lanterna diz, divertindo-se – Me desculpe, mas não tenho opções para oferecer a você, mas pode descer mais se quiser... É só aprender a controlar a energia

Ollie sorri de canto ao saber disso e começa a se mexer livremente. John vai descendo cada vez mais, e o Arqueiro tenta imitar seus movimentos, para quem sabe conseguir descer também. Sabe que não poderá ficar no chão por vários minutos, mas quanto mais próximo a ele melhor. De primeira, Ollie ao invés de descer, começa a subir mais e isso o irrita bastante. Quando está a quase quinze metros do chão, tenta usar a força contrária para descer antes que realmente passe mal. Finalmente, tudo começa a funcionar e ele vai indo para o chão suavemente. Encontra John já no térreo, esperando sua aproximação com um pouco de luz verde cobrindo seu corpo para sua respiração. Ollie demora um pouco para se aproximar graças à velocidade de sua queda.

- Falando no Batman, como acha que ele ficará ao saber do que colocamos no seu flat? – Ollie pergunta quando já está perto o suficiente do herói, ainda flutuando

- Está falando sobre a camisinha? – John pergunta sorrindo malicioso

- Sim, você me fez colocar aquilo no meio das roupas de Diana, que J’oon levara para Austrália

- Espero que ele aproveite

Ollie dá risada com o comentário do Lanterna, e balançando a cabeça discorda

- Não creio que isso acontecerá, Bruce é muito sério. Ele vai é querer nos matar se descobrir

- Isso se a princesa não achar primeiro – John deduz e afasta-se de Ollie para pegar seu chapéu que está caído a certa distancia – Não se esqueça que você colocou nas coisas dela

- Isso seria um problema ainda maior

- Quem sabe não, mas de fato, espero que dê certo... Você viu como Bruce ficou olhando para ela depois da transformação?

- Sim, ele não assumi, mas sente algo pela princesa – Ollie concorda enquanto John se reaproxima e lhe entrega o chapéu – Obrigado. Se bem que, ele não foi o único que ficou admirando a transformação não é?

- Está falando de Shayera? – o Lanterna pergunta retoricamente passando a mão na cabeça – Eu apenas me surpreendi, não esperava que fosse mudar tanto assim

- Entendo... Em relação a assumir as coisas você e Bruce estão na mesma posição

- Olha aqui, não me compare com ele – John diz cruzando os braços, e começa a andar – Eu e Shayera não temos mais nada e...

O herói não termina a frase porque uma grande depressão o puxa para baixo, fazendo-o cair completamente. O buraco surge no chão de terra, e suga o Lanterna com tudo. Enquanto se levanta, reclamando do porque J’oon os levara para lá, Ollie dá risada e diz usando suas palavras:

- O marciano não teve escolha... E bem que dizem que a punição divina vem para quem mente e faz trama para os amigos

- Pois a benção divina vira até mim então se Diana e Bruce ficarem juntos – John comenta saindo do buraco voando com o anel – Agora, não sei de que mentira está falando

Notas finais
Comentem, quero saber o que acharam desse capitulo! ^~^