Quando O Dia Foi Raptado

1 A briga que me apresentou um deus


Notas iniciais
Saibam que alguns nomes foram trocados e inventados.(É o primeiro capítulo da minha primeira FanFic, então se estiver ruim é a inexperiência.)

Esse era mais um dia comum de aula -matérias chatas, professores quase morrendo e colégas de classe completamente endiabrados. Eu era mais do estilo estudioso, mas muitos me chamavam de nerd (não me importava com isso. Pra mim, quem falava esse tipo de coisa era quem nunca teria um bom futuro).

A professora de matemática estava passando uma prova. Me surpreendi com a facilidade, já que ela estava dizendo que era a coisa mais difícil do mundo.

Respondi tudo rapidamente, e quando comecei a passar as respostas no gabarito, uma voz me chamou.

– Ei... Ei, qual você pôs na 7?

– C

– E na... 13?

– Ah Julia, não me enche. você teve tempo pra estudar.

– Rodrigo, nada haver. Se você me falar essa, eu não te encho mais! Por favor! Eu deixo você me chamar de toquinho se você quiser.

– Hum... tá. Coloquei E.

– Ah. Valeu.

Fiquei irritado porque ela fez isso... de novo.

Continuei fazendo o que tinha parado, e logo terminei, ficando sem nada pra fazer. Me veio um sono enorme, e claro, dormi. Tive um sonho estranho: eu estava em um salão incrivelmente grande observando 14 gigantes, que discutiam sem parar.

– São muitos em uma pequena concentração. Eles podem atrair muitos monstros, além de serem perigosos demais -disse um senhor com barba branca e terno.

– É isso que me incomoda. Nossa proteção está no fim e os perigos vem aí. Precisamos dar um jeito de guiá-los em segurança ao acampamento -respondeu uma bela mulher de cabelos escuros e olhos cinzas.

Acordei assustado com o sinal do intervalo e esperei que os outros saíssem antes de mim, pois eu estava muito atônito. Sai e sentei em um banco ao lado da porta e comecei a imaginar o que poderia ter sido aquilo, mas Isabela interrompeu meu raciocínio.

– Oi. O que foi?

– Nada. Ah, oi.

– Pode falar.

– Só to assustado por causa de um sonho. Nada mais -ela olhou pra mim e deu de ombros.

– Então tá. Ah, como é qu...

Ela foi interrompida por um falatório, e quando olhamos, havia várias pessoas brigando e discutindo perto do mastro da bandeira. Vi gente distribuindo socos, xingos, pontapés e tapas. Mas era algo estranho, pois eram todos amigos -ou colégas- e nunca fariam uma coisa dessas.

(Descrição da briga) Primeiro vi Flávia (que parecia possuída), que xingava loucamente Salu. Depois vi Julia Carvalho dando tapas incessantes na cara de João Vitor -que tentava revidar, mas sem efeito. Gabriela socava Luís Felipe, que por sua vez se defendia e xingava, e quando desviei o olhar, vi Lucas -de alguma maneira que eu não sei explicar- levando um golpe de Beatriz, que quebrou o sue braço e o deixou no chão. Mas uma coisa me chamou ainda mais a atenção: Daiane estava discutindo com Julia Toquinho, que de repente deu um empurrão, e para revidar, Toquinho devolveu o empurro, mas se superou na força e derrubou Daiane, que caiu e bateu a cabeça e desmaiou. Todos pararam. Julia ficou desesperada e Gabriela tirou ela do centro da roda que se formou em volta delas. Enfim a diretora pôs ordem na bagunça e mandou a secretária ligar para a emergência.

Alguns minutos depois a ambulância chegou e levou Daiane e Lucas.

Fiquei muito mal por tudo aquilo que havia acontecido, e pude perceber que todos também estavam. Quando recobrei os sentidos -pois eu não conseguia me mover vendo tudo aquilo- , me virei para falar com Isabela, mas ela já havia ido. Me levantei e comecei a andar, até que vi no pátio várias pessoas tentando acalmar Julia. Me encaminhei para falar com ela e no fundo da minha mente veio uma ideia, que eu devia compartilhar. Chamei todos que brigaram -agora mais calmos- e contei o que eu estava pensando. A ideia era tola e todos pareceram não acreditar que fosse dar certo, mas concordaram do mesmo jeito. Fomos na diretoria e eu disse pra diretora.

– Licença. Dona Judy, não quero ser mal-educado, mas acho que a senhora pôde perceber que estamos muito abalados e queríamos ver como Daiane e Lucas estão. Será que não pode nos liberar?

– Claro, por que não?

– Sério?

– Vai logo moleque.

Saí sem discutir. Disse a todos que podíamos sair, abri o portão e nós fomos (a pé mesmo, o hospital era perto).

Chegamos ao hospital e entramos correndo, assustando as pessoas.

– Queremos ver Daiane e Lucas! -disse Julia.

– Me sigam -respondeu uma mulher que parecia ser a enfermeira.

Entremos no quarto e vimos cada um em um lado oposto. Eles estavam com uma aparência ótima, e enquanto observava o local, percebi que havia uma pia de água quente com a torneira aberta. Por uma fresta na cortina passava um raio de sol, que iluminando a fina névoa da torneira formou um pequeno arco-íris. Não dei importância, então me virei para fala com Lucas, Mas antes mesmo de eu falar algo, uma voz me interrompeu.

– Ei, olhem aqui!

Nos entreolhamos confusos, até que Daiane apontou para o lugar onde estava o arco-íris. No lugar aparecia uma espécie de vídeo, na qual estavam um garoto (parecia ter uns 14 anos, mas tinha uma pequena barba rala, muito mais pelo que o normal e minúsculos chifrinhos no topo da cabeça) e duas meninas — que não pude ver com nitidez.

– Quem é você? O que... você é? -perguntei atônito

– Isso não importa agora, mas prestem atenção. Um homem de cabelos levemente grisalhos vai lhes entregar um pacote. Tenho que ir... -ele disse com pressa e passando a mão na imagem.

– Então o que nos resta fazer é esperar -pensei em voz alta.

– O que?

Não tive nem tempo de responder, pois alguém bateu na porta. Ficamos aflitos, e então uma voz chamou.

– Posso entrar?

– Pode -João Vitor respondeu.

A porta abriu e vimos o tal homem. Ele iria bater a porta, mas a segurou antes que ela fechasse.

– Prazer.

– Quem é você? -perguntamos em uníssono.

– Quem sou eu? Ah é! Sou Hermes, o Deus Mensageiro.

Notas finais
Obrigado por lerem, espero que tenham gostado e logo o próximo capítulo estará pronto.